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8. Assessment of the data on atopic diseases in individuals born at term or mixed populations

8.5. Eczema: summary of the evidence

mercantil, exercendo a função de equivalente geral de todos os produtos do trabalho enquanto valores. Num exemplo: o trabalho contido do produto “vestido” equivale ao trabalho do produto “ouro”, numa determinada proporção; o trabalho contido no produto “ouro” numa determinada proporção, equivale ao trabalho de qualquer outro produto. Desta forma, transitivamente, o trabalho contido do produto “vestido” equivale ao trabalho de qualquer outro produto: “Sendo todas as mercadorias meros equivalentes particulares do dinheiro e o dinheiro seu equivalente geral, elas se relacionam como mercadorias particulares em relação ao dinheiro, como a mercadoria geral” (Idem, idem).

2.2. Ciclo da mercadoria, a circulação De acordo com Marx,

“O processo de intercâmbio da mercadoria opera-se, portanto, por meio de duas metamorfoses opostas e reciprocamente complementares transformação da mercadoria em dinheiro e sua retransformação de dinheiro em mercadoria. Os momentos da metamorfose da mercadoria são, ao mesmo tempo, transações do possuidor de mercadoria — venda, intercâmbio da mercadoria por dinheiro; compra, intercâmbio do dinheiro por mercadoria e unidade de ambos os atos: vender, para comprar. ” (Idem, idem p. 94).

2.2.1. Primeira metamorfose

No processo de troca sucedem as seguintes mudanças de forma: M – D – M, em que M – D representa,

“Primeira metamorfose da mercadoria ou venda. O salto do valor da mercadoria, do corpo da mercadoria para o corpo do ouro, é, como o designei em outro lugar, o salto mortal da mercadoria .... Caso ele falhe, não é a mercadoria que é depenada, mas sim o possuidor dela. A divisão social do trabalho torna tão unilateral seu trabalho quanto multilaterais suas necessidades. Por isso mesmo, seu produto serve-lhe apenas de valor de troca. ” (Idem, idem p. 95).

Porém, há incerteza na troca associada à utilidade. Como assinala Marx.

“Mas ele somente obtém a forma equivalente geral, socialmente válida, como dinheiro e o dinheiro encontra- se em bolso alheio. Para tirá-lo de lá, a mercadoria tem de ser, sobretudo, valor de uso para o possuidor do dinheiro, que o trabalho despendido nela, portanto, tenha sido despendido em forma socialmente útil ou que se confirme como elo da divisão social do trabalho. ” (Idem, idem).

Continua Marx, como “ a divisão do trabalho é um organismo de produção que se desenvolveu naturalmente e cujos fios se teceram e continuam a tecer-se às costas dos

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produtores de mercadoria” (p. 229), a produção autônoma se desassocia da necessidade do mercado. Ainda Marx,

“Tão naturalmente aleatória como qualitativa é a articulação quantitativa do organismo social de produção, que representa seus membra disjecta [membros dispersos] no sistema da divisão do trabalho. Nossos possuidores de mercadorias descobrem por isso que a mesma divisão de trabalho, que os torna produtores privados independentes, torna independentes deles mesmos o processo social de produção e suas relações dentro desse processo, e que a independência recíproca das pessoas se complementa num sistema de dependência reificada universal. ” (Idem, idem, p. 96).

Desta forma, não há garantia para o possuidor da mercadoria (valor de uso) de que ela dará seu “salto mortal”. Sendo ainda mais claro e irônico, Marx acrescenta:

“Mesmo que o trabalho, como o de nosso tecelão de linho, seja um elo patenteado da divisão social de trabalho, não está com isso garantido, de modo algum, o valor de uso precisamente de suas 20 varas de linho. Se a necessidade social de linho, e ela tem sua medida como tudo mais, estiver saturada por tecelões rivais, o produto de nosso amigo torna-se excedente, supérfluo e com isso inútil. A cavalo dado não se olha o dente, mas ele não vai ao mercado para distribuir presentes” (Idem, idem, p. 95).

Tal incerteza justifica ações que facilitam e estimulam a primeira metamorfose da mercadoria com ofertas originárias “de uma nova modalidade de trabalho, que pretende satisfazer a uma necessidade recentemente surgida ou que pretende ainda provocar por iniciativa própria uma necessidade”. (Idem, idem p. 95).

É justamente, o exercício destas atividades especiais e necessárias que justifica a esfera da circulação como

“função que era ainda ontem uma entre as muitas funções do mesmo produtor de mercadorias, uma operação particular se desprende hoje desse conjunto, torna-se autônoma e, por isso, envia seu produto parcial como mercadoria independente ao mercado”( Idem, idem).

2.2.2. Segunda metamorfose

Para Marx, “é o dinheiro, a mercadoria absolutamente alienável. Ele lê todos os preços ao revés e se reflete, assim, em todos os corpos das mercadorias como o material ofertado à sua própria conversão em mercadoria. ” (Idem, p. 97).

O dinheiro “se por um lado representa mercadoria vendida, por outro representa mercadorias compráveis” (p. 98), pois o dinheiro é originário de uma venda anterior. Assim, “D – M, a compra é ao mesmo tempo venda, M – D; a última metamorfose de uma mercadoria é, por isso, simultaneamente, a primeira metamorfose de outra mercadoria”. (Idem. Idem).

Por sua vez, a metamorfose global, M – D – M, incorpora dois processos sociais contrapostos do possuidor de mercadorias: como vendedor e como comprador. A forma-

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mercadoria abandona a forma-mercadoria na primeira metamorfose e é retomada na segunda metamorfose, o não-valor de uso no ponto de partida (dinheiro) e sua transformação em valor de uso no ponto de chegada, embora as metamorfoses não sejam condicionadas entre si.

“As duas metamorfoses que formam o ciclo de uma mercadoria constituem, ao mesmo tempo, as metamorfoses parciais inversas de duas outras mercadorias ... O ciclo descrito pela série de metamorfoses de cada mercadoria entrelaça-se, portanto, inextricavelmente, com os ciclos de outras mercadorias. O processo em seu conjunto apresenta-se como

circulação de mercadorias”. (Idem, idem, p. 99).

A natural ampliação da circulação de mercadorias “rompe as limitações individuais e locais do intercâmbio direto de produtos e desenvolve o metabolismo do trabalho humano”, gerando um processo individualmente incontrolável e inextinguível, onde o “o dinheiro não desaparece, se deposita em algum ponto de circulação abandonado pelas mercadorias” (Idem, idem p. 99).

A primeira metamorfose da mercadoria é independente da segunda, pois “ninguém pode vender, sem que outro compre. Mas ninguém precisa comprar imediatamente apenas por ter vendido. Em Marx, “como mediador da circulação das mercadorias, o dinheiro assume a função do meio circulante. ” (Idem, idem).