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E VALUERING AV METODE OG SVAKHETER MED STUDIEN

Comportamentos pró-sociais são aqueles que beneficiam uma outra pessoa e são realizados voluntariamente, isto é, sem que o agente seja coagido a fazê-lo. A distinção que costuma ser feita entre comportamentos altruístas e comportamentos pró-sociais é que os primeiros seriam condutas de ajuda realizadas sem que se busque um benefício imediato, ou sem que se procure alguma recompensa observável. Os comportamentos pró-sociais, por sua vez, são definidos apenas pelo fato de que alguma ajuda é prestada aos outros, independentemente da motivação subjacente a tais comportamentos. Com isto, pode-se dizer que todo comportamento altruísta é pró-social, ainda que nem todo comportamento pró-social seja altruísta. Há categorias de intervenção pró-social que podem conter elementos de altruísmo, como as situações de resgate, proteção, cooperação, que ocorrem por diferentes razões.

Como propõem Zahn-Waxler & Radke-Yarrow (1982, p.110):

Sharing might result from generosity, a reciprocity norm, or an expectation of reinforcement; helping might be genuine, or manipulative, or intrusive, or instructed. Multiple motives for a given act are also possible. The label “prosocial behavior” has provided a useful, convenient summary label for these behaviors and motives. At the same time, it has submerged some of the problems of definition. Because of the very real difficulties of distinguishing between altruistic and altruistic-like behaviors, it has been common to ignore the underlying development questions and to deal with relatively neutral prosocial behaviors in research

operations.7

Há duas grandes correntes teóricas no estudo dos comportamentos pró-sociais. Uma que defende se tratar de um processo de internalização de normas sociais por meio da socialização e da aprendizagem, na esteira da teoria da aprendizagem social de Bandura. Este autor revisou aspectos da teoria comportamental e procurou demonstrar a importância da

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Tradução de responsabilidade do autor: Compartilhar pode ser resultado de generosidade, ou de uma norma

de reciprocidade, ou de expectativa de recompensa; ajudar alguém pode ser interpretado como algo genuíno, ou manipulação, ou intromissão ou, até mesmo, fruto de instrução. Múltiplas motivações para um dado ato são também possíveis. O rótulo “comportamento pró-social” fornece um resumo conveniente e útil para aqueles comportamentos e motivações. Ao mesmo tempo, mantém submersos alguns dos problemas de definição. Devido às dificuldades reais em se distinguir comportamentos altruístas daqueles comportamentos parecidos aos altruístas, é comum ignorar as perguntas que sublinham o desenvolvimento e lidar com comportamentos pró- sociais relativamente neutros, nas operações de pesquisa.

cognição como promotora da auto-regulação do comportamento. Por meio de representações cognitivas, o indivíduo é capaz de antecipar as conseqüências de seu comportamento. Ao assim fazê-lo, pode modificar suas ações, estabelecer objetivos e se auto-avaliar. Do mesmo modo que aparecem comportamentos agressivos, a exposição a modelos altruístas favoreceria o aparecimento de comportamentos pró-sociais. O desenvolvimento moral pró-social surge como produto da interação entre forças sociais e capacidades cognitivas do indivíduo. A outra grande corrente teórica é influenciada por Piaget e Kohlberg, estudados anteriormente no presente capítulo. Nesta corrente, assume-se que a motivação para os comportamentos pró- sociais está em íntima relação com o nível de desenvolvimento moral em que o indivíduo se encontra. Dentro desta linha de estudo a que se costuma rotular de “construtivista”, há os que atribuem mais valor aos processos racionais, a exemplo de Kohlberg, e os que põem ênfase em outras conjugações de fatores, como os que comportam processos emocionais, a exemplo de Nancy Eisenberg, cujos estudos são apresentados a seguir.

Conforme propõe Eisenberg, o altruísmo é um subtipo de comportamento pró-social, em que há a intenção voluntária de beneficiar a uma outra pessoa, independentemente da motivação. Para ela:

Although altruistic, prosocial behaviors generally are perceived as being moral, prosocial acts can be motivated by non moral (e.g. the desire for social approval) or even immoral (e.g. the desire to manipulate another for one’s own benefit) motives. (EISENBERG, 1986, p.2) 8

Apesar de classificar os comportamentos altruístas como morais, isto é, como resultado de uma busca por fazer o que é entendido como bom ou correto, Eisenberg reconhece que as bases para o altruísmo podem ser variadas. Alguns atos altruístas parecem ser baseados primeiramente, mas não completamente, em fatores emocionais (como, por exemplo, comportamento motivado por simpatia), enquanto outros são de algum modo mais cognitivos em sua motivação (por exemplo, aqueles baseados em fatores de consciência, valores intelectuais ou normas, talvez acompanhados por sentimentos de auto-avaliação). Isto não quer dizer, entretanto, que uma motivação seja isoladamente cognitiva ou afetiva.

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Tradução de responsabilidade do autor: Ainda que comportamentos pró-sociais altruístas sejam geralmente

percebidos como sendo atos morais, ações pró-sociais às vezes não têm motivação moral, como ocorre quando há o desejo por aprovação social, podendo até mesmo ser imorais, quando o desejo de manipular o outro para obtenção de benefícios pessoais constitui-se como motivação.

O modelo teórico de Eisenberg não considera que os estágios de desenvolvimento sejam um todo estruturado ou se apresentem em uma seqüência invariante, como propõe Kohlberg. Conforme alertam Koller e Bernardes (1997, p. 230):

Todo o raciocínio moral pró-social verbalizado pelos indivíduos é avaliado e os julgamentos expressos em diferentes níveis não são reduzidos a um só estágio. Um indivíduo pode apresentar uma variedade de níveis de raciocínio, expressos por respostas relativas às várias categorias de julgamento moral pró-social ao mesmo tempo.

No modelo de Eisenberg, as características pessoais e as influências da socialização destacam-se mais do que no modelo de Kohlberg. Os valores e objetivos do indivíduo constituem-se como parte de sua história de socialização e da formação de sua personalidade, vindo a influenciar sua escolha do raciocínio moral pró-social. Sua orientação para valores, seu nível de auto-estima e seu grau de responsabilidade social são influenciados pelas necessidades do indivíduo, seus desejos e objetivos pessoais, comparados aos das outras pessoas que compõem a sociedade.

Os níveis de desenvolvimento pró-social propostos por Eisenberg e apresentados por Koller e Bernardes (1997, p. 230ss), são os seguintes:

NÍVEL 1:ORIENTAÇÃO AUTO-FOCADA E HEDONÍSTICA

As motivações do potencial benfeitor focam as conseqüências que são orientadas para si mesmo, mais do que para considerações morais (autoridade e punição). As razões para ajudar ou não os outros incluem considerações de ganho pessoal (hedonismo), reciprocidade

direta e preocupação no sentido de precisar e/ou gostar do outro (relacionamento afetivo).

NÍVEL 2:ORIENTAÇÃO PARA AS NECESSIDADES DOS OUTROS

O potencial benfeitor expressa preocupação pelas necessidades físicas, psicológicas e/ou materiais dos outros, mesmo que estas necessidades estejam em conflito com as suas próprias. Esta preocupação se expressa em termos simples, sem evidência clara de que o indivíduo está assumindo a perspectiva do outro. Também estão presentes verbalizações de simpatia ou referências a afetos internalizados, tais como a culpa.

NÍVEL 3: ORIENTAÇÃO PARA APROVAÇÃO INTERPESSOAL, E/OU ORIENTAÇÃO ESTEREOTIPADA

As imagens de pessoas e comportamentos bons e maus são estereotipadas, e/ou as considerações pela aprovação e a aceitação dos outros são utilizadas para justificar comportamentos pró-sociais ou comportamentos de não ajudar o outro.

NÍVEL 4A:ORIENTAÇÃO EMPÁTICA AUTO-REFLEXIVA

O julgamento inclui evidência de simpatia auto-reflexiva respondente ou tomada de perspectiva do outro (empatia), preocupação com questões de humanidade, e/ou afeto* culpado ou positivo relacionado às conseqüências das próprias ações.

NÍVEL 4B:NÍVEL DE TRANSIÇÃO

As justificativas dos indivíduos para ajudar ou não-ajudar envolvem valores internalizados, normas, obrigações e/ou responsabilidades, preocupação pelas condições da sociedade, e/ou referência à necessidade de proteger os direitos e a dignidade das pessoas. Estas idéias, no entanto, não são clara ou fortemente expressas, estão em nível transicional e de elaboração.

NÍVEL 5:ORIENTAÇÃO PARA FORTE INTERNALIZAÇÃO

As justificativas para ajudar ou não-ajudar são baseadas em valores, normas ou responsabilidades internalizadas. O desejo de manter uma obrigação contratual, social ou individual, ou melhorar as condições da sociedade baseia-se na crença sobre a igualdade, a dignidade e os direitos de todos os indivíduos. Também caracterizam este estágio, os afetos positivos ou negativos relacionados com a manutenção de auto-respeito para abrir mão de seus próprios valores e aceitar as normas.

O que se nota é que os fatores evolutivos e as diferenças individuais conferem a este modelo teórico um caráter relativista, enquanto Kohlberg enfatiza a universalidade do desenvolvimento moral, sem privilégio para as diferenças individuais. Eisenberg considera as influências culturais e as características próprias do indivíduo como fundamentais para tomadas de decisão pró-sociais. Assim, pode ser que, em determinado momento, a pessoa formule objetivos para uma determinada ação que não aparecerão em outros contextos, já que não se pode desprezar fatores situacionais e ambientais como desencadeadores de certas reações.

As similaridades entre os modelos de Kohlberg e Eisenberg encontram-se, por exemplo, no reconhecimento de que o nível de complexidade cognitiva de um indivíduo interfere em sua compreensão de uma certa situação social. Em função da pouca idade e do fato de que estão efetivamente em desenvolvimento, as crianças não são capazes de entender ou utilizar níveis de juízo moral mais elevados, nem de expressar altos níveis de raciocínio moral pró-social, isto é, de serem altruístas. Um outro ponto em comum é que ambos consideram imaturos, moralmente falando, os raciocínios morais auto-focados ou egoístas.

Tanto Kohlberg como Eisenberg consideram como um nível intermediário de desenvolvimento moral aquele em que a pessoa se orienta pela busca por aprovação dos outros, a partir de adesão a normas sociais e valores, além de uma orientação auto-reflexiva referente ao bem-estar dos outros. Por fim, juízos que expressam princípios éticos abstratos e imperativos sociais de consciência são entendidos por Kohlberg e Eisenberg como próprios de níveis de desenvolvimento moral mais avançados.

Uma diferença que merece ser salientada se encontra no teor dos dilemas apresentados por Kohlberg e por Eisenberg. Como já foi dito, anteriormente, no sub-capítulo que apresenta os estudos de Kohlberg mais especificamente, seus dilemas envolvem uma escolha entre a necessidade do outro e a violação de uma norma. Nos dilemas propostos por Eisenberg, por sua vez, exige-se apenas uma escolha entre as necessidades e desejos de um indivíduo diante das necessidades e desejos de outra pessoa ou de um grupo. O custo e o benefício nas questões propostas por Eisenberg equivalem à escolha de ajudar ou não o potencial receptor da ação, mas não colocam o indivíduo diante de ter que fazer uma opção entre realizar algo bom para alguém, mesmo que à custa de transgressão a normas sociais, como ocorre nos dilemas de Kohlberg.

Eisenberg realizou estudos longitudinais, em que os sujeitos são acompanhados por um razoável período de tempo, tentando verificar se existe algo como uma personalidade pró- social, presente na vida de determinadas pessoas como uma tendência duradoura para pensar sobre o bem-estar e os direitos dos outros seres humanos, preocupando-se e experimentando empatia com eles, além de agir de um modo em que os outros sejam beneficiados. Enquadram-se neste grupo de estudos longitudinais os seguintes:

• Prosocial Development in Adolescence: a Longitudinal Study (EISENBERG, 1991, pp.849-857), ou seja, um estudo longitudinal com adolescentes;

• Prosocial Development in Early Adulthood: a Longitudinal Study (EISENBERG, 2002, pp.993-1006), isto é, um estudo longitudinal a partir dos primeiros anos de vida adulta.

Em sua pesquisa, Eisenberg procura acentuar questões relacionadas ao que ela chama de moralidade positiva, contrapondo-se esta à centralidade costumeira do estudo focado nas possibilidades de infração de regras para que algo bom surja. No primeiro estudo, as mudanças no raciocínio moral e pró-social foram examinadas em sujeitos acompanhados desde seus 4 ou 5 anos de idade, durante 11 anos. Dois propósitos foram estabelecidos:

a) examinar mudança no raciocínio moral pró-social nos anos iniciais e no meio da adolescência. Buscou-se aí verificar se o sujeito desenvolveu tomada de perspectiva a partir do outro, com razoável expectativa de surgimento de pensamento abstrato e modos mais sofisticados de raciocínio. Dado o debate sobre diferenças de gênero, Eisenberg e colaboradores procuraram determinar se a diferença de sexo na emergência do raciocínio orientado para o outro, encontrado por volta dos 11-12 anos de idade, persistiu durante a adolescência.

b) examinar relações entre raciocínio moral pró-social, comportamento pró- social e reações emocionais de empatia, na adolescência.

O estudo encontrou os resultados apresentados a seguir. Busca por aprovação e raciocínio pró-social estereotípico começam a ser menos usados, nos anos centrais da adolescência. O raciocínio em reciprocidade direta cresce significativamente com a idade, durante os anos de escolaridade equivalente ao Ensino Fundamental brasileiro atual, para então decrescer na adolescência. Os modos de raciocínio de alto nível, tais como os que demonstram a internalização de normas, regras e leis, bem como reciprocidade generalizada, emergem durante a adolescência. Um resultado adicional interessante foi que, apesar do surgimento do raciocínio em que o sujeito é capaz de colocar-se no lugar do outro e experimentar simpatia por este outro acontecer mais cedo nas garotas do que nos garotos, as curvas de desenvolvimento para estas formas de raciocínio foram bastante semelhantes na adolescência. Foram também obtidas evidências de relação entre raciocínio moral e comportamento pró-social entre os adolescentes. Por fim, Eisenberg assevera que merecem mais atenção, em estudos futuros, as diferenças de gênero encontradas nos padrões de relações de simpatia e tomada do papel do outro.

No segundo estudo mencionado, Eisenberg define empatia como sendo uma reação emocional eliciada pelo estado ou condição emocional do outro, em congruência com o estado ou condição do outro. Assim, empatia freqüentemente resulta em simpatia, que é a consideração pelo outro baseada na apreensão ou compreensão do estado ou da condição emocional do outro. Por isso, simpatia, tomada de perspectiva do outro e empatia, em um grau mais limitado, podem ser consideradas medidas de uma disposição pró-social que, supostamente, estão na motivação para comportamentos altruístas. O propósito desse segundo estudo longitudinal foi o de obter evidência de que existe uma personalidade pró-social na vida adulta, cujas raízes deveriam ser encontradas na infância. Como previsto, relatos feitos

pelo próprio sujeito e por amigos, na vida adulta, estavam positivamente relacionados ao compartilhar espontaneamente nos anos de pré-escola, que é o tipo de comportamento pró- social que parece refletir melhor as motivações orientadas para o outro, no contexto da pré- escola, ou da Educação Infantil como é atualmente nomeada, no Brasil. Os resultados obtidos mostraram que a continuidade de associação entre juízo moral pró-social e resposta pró- social, na adolescência tardia e no começo da vida adulta, é consistente com a noção de que as cognições e emoções orientadas para o outro podem abrigar juízo moral pró-social, e vice- versa. Também é mais provável que, com a idade, as motivações e valores refletidos no juízo moral se tornem crescentemente um componente de suas disposições pró-sociais, ou da ausência destas. Além disso, os resultados deste estudo mostram que as diferenças individuais, no campo da pró-sociabilidade, emergem na adolescência e permanecem razoavelmente estáveis, na vida adulta. Eisenberg e colaboradores salientam que tais resultados talvez sejam diferentes para outras amostras de sujeitos, com características sócio- econômicas e étnico-raciais diversas daquelas da amostra estudada. A explicação que seria dada para menor estabilidade de pró-sociabilidade entre adolescência e vida adulta são as condições sócio-econômicas das classes sociais mais pobres, já que as circunstâncias de vida de pessoas que se encontram em tais classes podem se alterar com facilidade.

Dentre outros pesquisadores que entraram na discussão sobre a relação entre empatia e altruísmo, Batson argumenta que uma ação puramente altruísta pode ocorrer de forma confiável, se ela é precedida por um estado psicológico específico: preocupação empática pelo outro. Dois de seus estudos tocam em temas tratados no presente trabalho:

1) “And who is my neighbor?” II: Quest religion as a source of universal compassion. Aqui ele examina se as pessoas que percebem a religião como um ponto de interrogação têm menor probabilidade de ajudar a alguém, se este último não mostra ser tolerante e possuir mente aberta. Caso a ajuda ocorra, ela é dirigida à pessoa ou visa alterar o comportamento de intolerância? Os resultados do estudo sugerem que os sujeitos tiveram mais resistência em ajudar alguém intolerante com homossexuais, por exemplo, especialmente se esse alguém fosse promover mais intolerância em uma manifestação contra os homossexuais. (BATSON et al., 2001b, pp.39-50).

2)Empathy, attitudes, and action: Can feeling for a member of a stigmatized group

motivate one to help the group? Neste trabalho, Batson e colaboradores têm como propósito

melhora de atitudes de uma pessoa em favor do grupo, e se aumenta efetivamente a ajuda para o grupo.(BATSON et al., 2002, pp.1656-1666).

Batson e colaboradores empreenderam vários experimentos, procurando demonstrar que as circunstâncias hipotéticas que levam à tomada de perspectiva do outro fazem aumentar a preocupação empática e que, sob condições de preocupação empática pelo outro, os indivíduos prestam ajuda mais freqüentemente. Isto parece ser uma tentativa motivada altruisticamente para melhorar o bem-estar do outro mais do que uma ação motivada egoisticamente para melhorar o seu próprio bem-estar. É especialmente impressionante que a hipótese de que há relação entre empatia e altruísmo tem sido repetidamente confirmada a partir de resposta a desafios oferecidos aos sujeitos dentre uma variedade de opções com base egoísta.

A idéia de um senso responsável e fluido acerca de si mesmo oferece a possibilidade provocante de que, quando alguém adota a perspectiva de um outro, seja a partir de instruções ou por um sentimento de apego, e experimenta vicariamente o que o outro está experimentando, a pessoa incorpora seu “self” nos limites do outro, conforme entendem Cialdini e colaboradores (1999, p.482). Obviamente tal incorporação é conceitual, não física, já que há indivíduos que apresentam quadros patológicos em que confundem seu ser físico ou situações com aqueles vividos por outras pessoas. O grande achado neste tipo de análise é que o apego a pessoas mais próximas pode elevar a benevolência em relação a elas não porque o indivíduo preocupa-se mais empaticamente pelos mais chegados, mas porque ele se sente mais “em um com” o outro – isto é, porque percebe mais de si mesmo no outro, conclusão muito próxima da que chegou Lacan, mencionado no capítulo 2. A experiência de “oneness” - termo usado por Cialdini, difícil de traduzir, cujo significado quer dizer mais ou menos o mesmo que “simbiose” – representa o senso de identidades pessoais interconectadas, compartilhadas ou unidas, o que pode resultar em ajuda ou socorro a vítimas de desastres naturais em locais distantes de onde o indivíduo vive. A pessoa que envia socorro por meio de alimentos, roupas, remédios ou doações em dinheiro, vê uma conexão entre ela e o outro remoto, o que reforça a probabilidade de manifestação de atitudes e comportamentos altruístas.