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9. FRA SPRUDLENDE TIL PROBLEMATISK, FRA HELG TIL HVERDAG

9.1 E NDRING

Para caracterização da demanda atual de profissionais foi feita uma busca em uma empresa especializada, que anunciou na Internet, oportunidades de trabalho e vagas solicitadas pelas empresas. Os resultados são mostrados no quadro 4 a seguir.

Quadro 4- Número de vagas de emprego anunciadas em dia 31/12/2010

Administração 174.995 Telemarketing 71.889 Comercial e Vendas 65.344 Financeira 23.715 Técnica 22.292 Informática 16.579 Industrial 16.401 Engenharia 16.228 Suprimentos 10.578 Saúde 9.855 Educação 5.956

Artes, Arquitetura e Design 3.510

Comércio Exterior 1.187

Agricultura, Pecuária e Veterinária 636

Jurídica 1.425

Comunicação / Marketing 5.866

Hotelaria e Turismo 4.475

Telecomunicações 4.741

Neste momento da economia brasileira há uma média de 6 mil anúncios de vagas de trabalho por dia.

O estudo sobre a demanda apresentou os resultados da investigação da dimensão de qualificação de pessoal em todos os níveis, desde a formação técnica e profissional, até o mestrado e doutorado, identificando as necessidades das empresas e do País, com foco na competitividade e nas inovações tecnológicas (ROCHA NETO, 2009).

As matrículas na educação profissional cresceram 74,9% entre 2002 e 2010, segundo dados oficiais do (Censo Escolar, 2010). Neste ano, o país matriculou (1,1) milhão de jovens na educação profissional, enquanto em 2002 as matrículas somaram pouco mais 650 mil.

No mesmo período, a rede federal de educação profissional passou de aproximadamente 75 mil para 165 mil (+ 114%). Em 2007, as matrículas eram cerca de 780 mil para alcançar mais de (1,1) milhão em 2010. O Censo Escolar 2010 aponta que o Brasil tem pouco mais de 50 milhões de estudantes matriculados na educação básica pública e privada – creche, pré-escola, ensino fundamental e médio, educação profissional, especial e de jovens e adultos, dos quais 43,9 milhões nas redes públicas (85,4%) e 7,5 milhões em instituições particulares (14,6%). Na avaliação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), a queda de cerca de um milhão de matrículas da educação básica pública em 2010, comparada a 2009, tem duas explicações: a melhora do fluxo escolar com redução de crianças repetindo a série combinada com o aumento do rigor técnico na coleta de informações do censo.

Em 2007 o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) previa a reestruturação e integração da rede federal de educação profissional e tecnológica com a criação dos IFETs. Nesse ano a rede era constituída por 152 escolas, entre agrícolas, centros federais de educação tecnológica, escolas técnicas vinculadas às universidades, uma escola técnica e uma universidade tecnológica federal. Desde o Decreto nº 6.095, de 24 de abril de 2007, que estabeleceu a reorganização e integração da rede, as instituições de ensino profissional poderão optar pelo novo modelo.

O cenário atual é de carência de profissionais qualificados, como mostrou a pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA, 2008). A indústria foi o setor que apresentou a maior demanda por trabalhadores com

experiência e qualificação profissional. Das cerca de 9 milhões de pessoas que buscaram vagas em 2007, apenas 1,7 milhão tinham qualificação adequada. Em relação ao contingente de trabalhadores sem qualificação ou experiência profissional, a estimativa é que desses, em torno de 7,5 milhões procuraram emprego em todo o país, se concentraram no setor de serviços, seguido da indústria extrativista e de transformação, com 28% do total. A pesquisa revelou também que somente 18,3% do total das pessoas que procuram por trabalho no Brasil têm qualificação adequada para atender de imediato ao perfil dos empregos atualmente oferecidos. A mão-de-obra em falta no Brasil é maior para trabalhadores com escolaridade média de 9,3 anos de estudos (ensino médio). Por outro lado, ainda é tímida a educação profissional e tecnológica, considerando as 170 mil novas vagas ofertadas no mercado de trabalho para este nível de escolaridade.

O Programa Educação para a Nova Indústria (Teixeira, 2009) estabeleceu como Meta oferecer cerca de 9 milhões de matrículas desde a educação básica à de nível médio até final de 2010.

A sondagem da Confederação Nacional da Indústria mostrou que de uma forma geral, as profissões mais demandadas são: Engenheiros de praticamente todas as áreas, especialmente nos setores da construção civil, metalurgia, ambiental, minas, automotivo, e naval; Executivos financeiros; Profissionais de tecnologia da informação; Executivos de varejo; Especialistas em logística; Profissionais em gestão da saúde; Técnicos de nível médio para os polos industriais; Consultores de processos de gestão; Profissionais de agronegócios; Geólogos; Soldadores; e, Profissionais em geral para a Indústria de Transformação (CNI, 2007).

Com relação ao futuro próximo, a demanda será fortemente afetada pela retomada do crescimento e consideração dos seguintes fatos portadores de futuro:

1. Docência para o Ensino Médio. Carência de 300 mil professores de ensino médio nas redes estaduais e municipais em todo o País, sobretudo em educação em ciências e matemática;

2. A Reforma Universitária (REUNI) estimou uma demanda de cerca de 10 mil docentes em todas as áreas, sobretudo mestres e doutores para ampliação do número e desmembramento de universidades federais. O número de IES federais praticamente dobrou. Com a instalação de cerca de 100 Institutos até 2010 de um total de 264 novas unidades previstas. Uma estimativa conservadora indica uma

demanda da ordem de 5000 novos postos de trabalho para pessoal de nível superior para atuação docente.

3. Programa Brasil – Profissionalizado: sobretudo relacionado às engenharias e áreas técnicas, que tem mobilizado os Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFET) e os IFETs, com demandas de contratação de docentes e de pessoal de apoio técnico e administrativo.

4. Programa Acelerado do Crescimento (PAC) tem demandado pessoal para Construção Civil, sobretudo engenheiros e mão de obra técnica, registrando uma taxa recorde de crescimento em geração de empregos, com mais de 175 mil carteiras assinadas.

5. Plano Plurianual (PPA) para Ciência Tecnologia e Inovação em áreas de orientação tecnológica (Biotecnologia, Nanotecnologia, Engenharias, TIC e Energia) todas bastante promissoras com demanda para pessoal qualificado para produção, pesquisa e desenvolvimento.

6. PRÉ-SAL: Engenheiros e Técnicos, Químicos, Eletricistas, Mecânicos, e todas as qualificações do setor de Petróleo. Tem sido matéria de grande debate, sendo qualquer previsão mais precisa ainda prematura. A expectativa da Petrobrás é da treinar, em parceria com centros de ensino e pesquisa, cerca de 240 mil profissionais de várias áreas até 2016. Para isso, há cerca de 30 redes de pesquisa, mobilizando mais de 500 pesquisadores.

7. Copa do Mundo de Futebol: com o Brasil sede em 2014, várias cidades brasileiras demandarão engenheiros civis, e mão de obra qualificada para reformas de estádios, construções de hotéis e shoppings, pessoal de hospedagem e hospitalidade, transporte e logística para o programa mobilidade, o que também aumentará a demanda de produção e de pessoal em muitos outros setores tracionais e também de serviços.

8. Olimpíadas em 2016 as demandas indicadas para a copa serão multiplicadas, especificamente para o Rio de Janeiro, segundo avalia o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

9. Plano Nacional de Qualificação (PNQ) do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) com importantes investimentos em capacitação de pessoal em todos os setores da economia, sobretudo os mais tradicionais, que empregam mão de obra em larga escala. A meta segundo o MTE é incluir até 2015, cerca de (1,2 milhão) de jovens no mercado de trabalho formal.

10. Programa de Educação para a Nova Indústria: com a oferta no sistema SENAI ampliada para mais de 9 milhões de matrículas para atender a demanda de cerca de 40 mil empresas de todos os setores com 51% dos 3,8 milhões de empregos gerados pela indústria até 2010 terão requisitos de maior complexidade e escolaridade, sendo (85%) de médio e superior CNI (2009). Somente nas novas regiões industriais vão ser gerados cerca de 10 mil empregos. Simulação do SENAI constatou que, até 2010, o Brasil precisará de dois milhões de novos profissionais nas áreas técnicas, sem contar engenheiros, executivos, consultores e outros mais qualificados; e,

11. Crescimento da Bioindústria e da Nanotecnologia: que são áreas intensivas em conhecimento científico e tecnológico, com alta demanda de pesquisa, desenvolvimento e inovações.

12. Programa Ciências Sem Fronteiras com a disponibilidade de 75 mil bolsas para formação no exterior.

No mesmo site a informação de oferta de vagas indicando uma média de 6 mil novas oportunidades por dia.