3. THE DISTRICT ADMINISTRATION AND ECONOMY
3.3 E CONOMIC D EVELOPMENT
Nesta seção apresentar-se-á um apanhado dos resultados da análise das palavras things, thing, anything, something e everything, com o levantamento dos pontos que se sugere sejam tratados em cursos e livros didáticos de ILE, pontos esses que não têm, até a presente data, merecido o devido destaque nesses materiais. Apesar de alguns dos aspectos abordados neste trabalho estarem também associados ao uso inadequado que o aluno nativo faz dessas palavras em linguagem escrita, tais aspectos não serão aqui detalhados pois o foco da presente pesquisa está no aprendiz e na sala de aula de ILE.
Nessa perspectiva e em conformidade com as aplicações da LC ao ensino – detalhadas no capítulo 1 (seção 1.3, p. 43-45) – buscou-se descrever a linguagem do aprendiz visando
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alcançar uma melhor compreensão das suas dificuldades no tocante ao uso das palavras de estudo, contribuindo dessa forma para a elaboração de materiais e currículos que proporcionem melhor adequação às reais necessidades discentes.
Um estudo detalhado, como é a proposta da presente pesquisa, vem demonstrar que, ao se colocarem com palavras gramaticais – quatorze (14) das quais figuram dentre as cinqüenta (50) mais freqüentes na língua inglesa (and, to, a, that, is, for, they, be, as, not, do, one, are, e or) – as palavras things, thing, anything, something e everything são empregadas, dentre outras finalidades, para (1) definir, (2) resumir, (3) explicitar, (4) classificar e qualificar, (5) expandir e conectar idéias estabelecendo relações lógicas, (6) expressar avaliação, (7) comparar e enfatizar fatos, coisas e situações, e (8) expressar incerteza, além de portarem usos pragmáticos importantes para sustentar a interação, como os explicitados na capítulo 1 (p. 34-38).
Contudo, atualmente, a grande maioria dos livros didáticos disponíveis no mercado parecem, comumente, abordar o uso dessas palavras de estudo sob a óptica da sintática, apresentando-as juntamente com a questão do fracionamento na língua inglesa (substantivos contáveis e incontáveis) para que os alunos aprendam a expressar quantidade por meio de perguntas, orações afirmativas e negativas.
Ainda assim, a análise do corpus ICLE revela que, possivelmente, na medida em que são expostos a língua e traçam um paralelo entre o uso dessas palavras em inglês e sua língua-mãe, os aprendizes parecem compreender e empregar as palavras things, thing, anything, something e everything com diferentes graus de habilidade. O problema, entretanto, parece residir no fato de que, ao adquirirem a compreensão de que as palavras possuem outros usos – além daqueles apresentados pelo material didático – não abrangidos pela instrução formal, os aprendizes tendem a utilizá-las com registro inadequado e de forma a, por vezes, comprometer a clareza da mensagem; ademais, devido à falta de compreensão quanto ao seu escopo pragmático, não aproveitam o seu potencial como palavras auxiliares no sustento adequado da interação face a face.
Este estudo, porém, apenas comprova as inadequações pertinentes ao registro, isto é, os aprendizes de ILE tendem a utilizar muitos dos padrões léxico-gramaticais das palavras things, thing, anything, something e everything típicos da linguagem oral em linguagem escrita e, em vários casos, com freqüências significativamente mais elevadas que as observadas nos sub-corpora de referência orais. Este último fato parece indicar que, além da
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inadequação de registro, ocorre um sobre-uso das palavras de significado genérico na linguagem dos aprendizes, o que é corroborado pelo quadro 6 (vide p. 66) e que parece apontar para o uso destas como parte de estratégias de compensação para a falta de conhecimento de linguagem mais específica.
Além do aspecto do registro, para que o foco lingüístico da sugestão de atividade didática proposta neste estudo pudesse ser estreitado de modo a permitir uma abordagem sintático-semântica e pragmática das inadequações mais problemáticas, identificadas por meio das estatísticas dos padrões léxico-gramaticais observadas nos corpora de referência, empreendeu-se um levantamento nessa direção. Verificou-se, então, que os aprendizes utilizam as palavras anything e everything de forma relativamente adequada, e que as palavras que demonstram merecer maior atenção são things, thing e something uma vez que (1) apresentam um maior número de discrepâncias em relação aos padrões léxico-gramaticais do corpus comparável; e (2) tendem a apresentar menor variedade de usos no corpus de aprendiz; e (3) possuem usos pragmáticos importantes na manutenção da interação face a face, como os descritos no capítulo 1 (p. 34-38).
No tocante à palavra things, é possível observar que os aprendizes não a utilizaram para resumir ou explicitar idéias por meio de padrões como things like/ such as, these things e other things, além de utilizarem padrões que não foram observados no corpus comparável e que apresentam freqüências muito baixas nos corpora de referência, como por exemplo verbo do + things + that + are para qualificar ou classificar uma determinada ação ou atitude.
Em relação à palavra thing, os aprendizes demonstram empregá-la com diversas finalidades – comprovadamente freqüentes nos corpora de referência – como aquelas relacionadas ao colocado the mas, ao mesmo tempo, falham em utilizar padrões léxico- gramaticais de freqüências relativamente elevadas nos corpora de referência, tais como is + a + adjetivo + thing para classificar ou qualificar alguma coisa, ou mesmo para fazer um comentário de cunho avaliativo; além disso, empregam-na 40% e 20% mais vezes do que o que ocorre nos sub-corpora escritos BYU-BNC e COCA, respectivamente.
A palavra something, assim como a palavra things, não é tão amplamente empregada pelos aprendizes, posto terem sido identificados, no corpus comparável, padrões léxico- gramaticais e respectivos usos que não constam do corpus de estudo, como por exemplo to + do + something (expressar decisão); something + to + verbo (classificar/qualificar)
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something + which (expressar comentários adicionais) e as (being) + something + that + (just) + verbo (comparar).
Feitas as considerações acima, passa-se ao quarto capítulo desta pesquisa, onde serão detalhados o contexto educacional no qual as sugestões de atividades para a sala de aula presencial de ILE se inserem, os critérios pedagógicos utilizados em sua elaboração e a escolha dos filmes e suas respectivas cenas. Em seguida, apresenta-se as atividades em si com instruções de aplicação, detalhamento dos objetivos, papel do professor e critérios pedagógicos utilizados em sua elaboração.
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