10. Debris flows – a literature review
10.5 Dynamics and Models
As empresas transnacionais (ETNs) têm buscado se expandir através de novos mercados.
Para a escolha de seu país hospedeiro as empresas transnacionais buscam melhores condições de competitividade na busca de mercado, recursos/ativos e eficiência. Quanto à busca de mercado observam-se os seguintes tópicos: tamanho do mercado e renda per capita, crescimento do mercado, acesso a mercados globais ou regionais, preferência específica dos consumidores do país, estrutura dos mercados.
No que tange aos recursos/ativos, busca-se matéria prima em quantidade, qualidade e menor preço, mão de obra não especializada de baixo custo, mão de obra especializada, ativos tecnológicos criados e inovadores, inclusive os incorporados em indivíduos, firmas e grupos e infraestrutura física (portos, estradas, energia, telecomunicações).
Quanto ao aspecto eficiência as empresas levam em conta o custo dos recursos e dos ativos, ajustados para a produtividade dos recursos do trabalho, custos dos insumos, transporte e de produtos intermediários, participação de acordo de integração regional148.
O crescimento do IDE tem obtido crescimento em todas as regiões do mundo, em maior ou menor quantidade, em especial nos países desenvolvidos, os países em desenvolvimento e as economias em transição, do Leste Europeu e da Comunidade dos Estados Independentes (CEI).
147 MORAES, Orozimbo José de. Investimento direto estrangeiro no Brasil. São Paulo: Aduaneiras, 2002. p. 32.
Para alcançar seus objetivos com rapidez, as ETNs, buscam estratégias tais como, fusões e aquisições no exterior voltadas aos setores em ascensão de conformidade com a realidade do mercado ou região. Antônio Correa de Lacerda, afirma:
que os países desenvolvidos permanecem concentrando a maior parte dos ingressos (US$ 1,2 trilhão), liderados pelos EUA, com US$ 232,8 bilhões. Nos países em desenvolvimento, o IDE recebido registrou o nível mais alto da história (US$ 500 bilhões), com expansão de 21% em comparação a 2006.
Dentre os países da América Latina, o Brasil ficou em primeiro lugar no ano passado, seguido pelo México e pelo Chile. Os altos preços do petróleo e das matérias-primas estimularam o crescimento do IDE na América Latina e no Caribe. Para a região, o IDE cresceu 36% em 2007 em relação ao ano anterior e ficou em US$ 126 bilhões149.
Ainda o professor, em artigo publicado em 2006, a UNCTAD divulgou sondagem realizada junto a 226 grandes empresas transnacionais sobre as intenções de investimentos futuros, naquela oportunidade o Brasil já aparecia como o quinto destino preferido pelas ETNs, ficando atrás apenas da China, Índia, Estados Unidos e Rússia150.
Nota-se que o Brasil tem conquistado a confiança dos investidores estrangeiros por gozar de um regime democrático estável, mercado econômico aberto a novos investidores, e, sobretudo, liderança regional, destacando-se na região o MERCOSUL, envolvendo a Argentina, Uruguai, Paraguai e mais recente a entrada da Venezuela, tendo ainda como associados o Chile, Bolívia e Colômbia, portanto, um mercado de continente representativo e em franco crescimento, o que tem atraído grandes empresas internacionais.
Segundo Orozimbo José de Moraes, “a incrível recuperação do IDE no Brasil, a partir de 1995, deve estar refletindo, ao menos em parte, na combinação de fatores favoráveis [...]: crescimento, estabilidade econômica e política, abertura comercial, redução da regulação, integração regional e privatizações”151. Sem dúvida estes fatores são preponderantes na atração de investimentos estrangeiros. Os IDEs estão relacionados aos coeficientes positivos da taxa de crescimento econômico e normalmente estão relacionados em longo prazo.
149 LACERDA, Antônia Corrêa de. Investimento direto estrangeiro no Brasil e mundo. Terra
Magazine, 2 out. 2008. Disponível em: < http://terramagazine.terra.com.br/interna/0..OI3225980-
EI7095,00-Investimento+Direto+Estrangeiro+no+Brasil+e+mundo.html>. Acesso em: 6 fev. 2011. 150.Id. Ibid.
151 MORAES, Orozimbo José de. Investimento direto estrangeiro no Brasil. São Paulo: Aduaneiras, 2002.
Para mais, além do aspecto “lucratividade” objeto de sua analise empírica, o aumento do IDE no Brasil esta vinculado aos seguintes fatores:
a) Estabilidade econômica proporcionada pelo Plano Real; b) Redução da regulação sobre o investimento privado; c) Processo de integração regional por meio do Mercosul; d) Privatizações.
As ETNs buscam lucros nos mercados em expansão, voltados às demandas de bens e serviços, em especial, o tamanho do país e grau de integração regional. Percebe-se claramente neste comentário as razões dos Interesses das ETNs pelo Brasil. Outros fatores a serem considerados no interesse da instalação das ETNs estão vinculados aos países com mais infra-estrutura, tamanho do país, nível de industrialização.
Outro ponto a destacar aqui é que a instabilidade política exerce um efeito negativo nos fluxos de IDEs, entretanto, o fator ideologia se apresenta insignificante, nas observações de Schneider and Frey (1995), conforme afirma Moraes152. Há de se compreender nesta análise o fato de não haver obstáculo na atração de investimento à ideologia comunista mantida pela China, a maior receptora de IDEs entre os países emergentes. Neste caso pesa a estabilidade do regime, o marco regulatório, sua posição estratégica na Ásia, mão de obra barata e o grande mercado que possui. Mais detalhes sobre a China será objeto da abordagem no capítulo IV.
As ETNs para instalação de suas unidades de produção, normalmente buscam facilidades, ou seja, promoção de IDE, incentivos fiscais, busca de novos mercados. Para fazer frente a estes desafios, as ETNs estão cada vez mais informatizadas e padronizando seus produtos a nível mundial, com isto obtendo o menor custo possível (vide Ford, Toyota, Nissan etc...).
Como muito bem coloca Moraes:
não é só a produção e mercado que estão integrados; a matriz adota um controle centralizado, assegurando uma perfeita integração entre as filiais. Essa centralização inclui as políticas de financiamento, preços, tecnologias, pesquisa e desenvolvimento (P&D), busca de componentes e matéria prima, vendas e distribuição, design do produto, layout da produção, seleção de locais, até as políticas de recursos humanos – com graus de
152 MORAES, Orozimbo José de. Investimento direto estrangeiro no Brasil. São Paulo: Aduaneiras, 2002. p. 134.
variações entre as políticas. As decisões sobre o presente e o futuro dessas empresas, portanto, são determinadas fora dos países hospedeiros153.
Nestes novos tempos de desenvolvimento da economia nacional, embalados pelo crescimento da economia globalizada, destacam-se os países emergentes- Brasil, Rússia, Índia e China (BRICs), obrigando os países a criar facilidades para a atração de investidores estrangeiros.
2.5 DAS FACILIDADES PARA ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS