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2. Speech corpus and manipulation methods

2.2 Manipulation methods

2.2.1 Duration manipulation

O curso de Pedagogia investigado, segundo seu PPP (2006), estabelece a avaliação como objeto de importância processual no curso e é desenvolvida conforme as dimensões da compreensão do sentido das práticas ensinadas, da descrição e da análise delas e a prescrição para a contribuição de melhorias das práticas.

Conforme o PPP (2006), o curso trabalha sob aspectos da avaliação somativa no que tange aos esforços de se visualizar o conjunto de aquisições dos acadêmicos, visando à aprendizagem e à habilitação. Esses protocolos permitem a certificação (ou não) do diploma. Concentram-se nas provas7 objetivas das disciplinas do curso, bem como as provas objetivas multidisciplinares, os relatórios de Estágio e o artigo científico. As provas são objetivas, portanto, essa matriz necessita de complementaridade da avaliação formativa.

O PPP aborda também que se deve trabalhar sob aspectos da avaliação formativa, pois ela se insere dentro de uma ação pedagógica integrada ao macro processo do ensino e aprendizagem. Ao se centrar no aluno, a avaliação formativa auxilia a analisar e compreender os aspectos do processo de aprendizagem do acadêmico. Como o processo de avaliação da UNITINS se resume à elaboração, à aplicação e à correção de provas, não se caracteriza uma avaliação formativa, que deve ocorrer de forma contínua ao longo do processo de ensino e aprendizagem; caracteriza sim avaliação somativa ou conclusiva que se dá ao final do processo com vistas à obtenção de notas.

A busca do atendimento de um processo avaliativo didático-pedagógico, levando-se em consideração a especificidade do curso de Pedagogia, em sua base de mediação tecnocomunicacional e na sua distribuição temporal, os instrumentos têm um caráter processual, quantitativo, qualitativo e contínuo. As avaliações e suas características teórico-instrumentais assim se distribuem no conjunto das disciplinas do curso, conforme no quadro 4.

7 Institucionalmente as provas são chamadas de avaliação. No entanto denominou de provas, conceitualmente, o processo de avaliação não se resumir à aplicação de provas.

Quadro 4. Instrumentos de avaliação utilizados pelos períodos do curso

Período Características dos instrumentos A ser observado

Disciplinas teóricas

presenciais 2 avaliações objetivas presenciais por semestre para cada disciplina - Oportunizar integração de saberes entre as disciplinas. Pesquisa na

Prática Pedagógica I

2 avaliações objetivas presenciais - Oportunizar conteúdos de integração teórico-prática da prática de ensino.

Disciplinas teóricas

presenciais 2 avaliações objetivas presenciais por semestre para cada disciplina - Oportunizar integração de saberes entre as disciplinas e os conteúdos do semestre anterior.

Pesquisa na Prática Pedagógica II

2 avaliações objetivas presenciais

por semestre. - Oportunizar estudos de casos de contexto escolar, focalizando-se diretamente aqueles voltados para a docência e a supervisão escolar.

Disciplinas teóricas

presenciais 2 avaliações objetivas presenciais por semestre para cada disciplina.

- Oportunizar estudos de casos e dos PCN.

Pesquisa na Prática Pedagógica III

1 avaliação objetiva presencial (10,0)

1 relatório descritivo por equipe de três a cinco alunos (10,0).

- Observar normativas da SEDUC e das unidades escolares das redes municipais e privadas.

Disciplinas teóricas presenciais

2 avaliações presenciais por semestre para cada disciplina: a primeira avaliação é objetiva presencial multidisciplinar, a ser aplicada no 1º bimestre, com vistas à apreensão da realidade da aprendizagem dos alunos e em resposta aos protocolos nacionais de avaliação dos alunos do ensino superior; a segunda será objetiva presencial.

- Oportunizar estudos de casos e dos PCN.

- A avaliação subjetiva presencial multidisciplinar conterá questões dissertativas voltadas para os conteúdos trabalhados até o momento no curso.

4º Estágio

Supervisionado I

1 avaliação objetiva presencial (10,0)

1 relatório descritivo com Planos (10,0)

- Observar normativas.

5º Disciplinas teóricas

presenciais 2 avaliações objetivas presenciais por semestre para cada disciplina - Oportunizar estudos de casos e dos PCN. 5º

Estágio

Supervisionado II

1 avaliação objetiva presencial (10,0)

1 relatório sobre plano de ação de Supervisão Educacional (10,0)

- Oportunizar estudos de casos e análise de plano de ação. 6º Disciplinas teóricas

presenciais 2 avaliações objetivas presenciais por semestre para cada disciplina.

- Oportunizar estudos de casos e dos PCN.

6º Estágio

Supervisionado III

1 avaliação objetiva presencial (10,0)

- Observar normativas.

7º TCC 1 artigo científico sobre experiência vivenciada (10,0) Fonte: Projeto Político Pedagógico (2006)

De acordo com o PPP (2006), as chamadas avaliações objetivas presenciais obedecem a um criterioso expediente de elaboração e supervisão, tendo-se em vista não se pautaram numa simples objetividade resultante de testes de múltipla escolha. Elas devem focalizar:

 Atos de enunciação voltados para recuperar a memória dos conteúdos, das problemáticas, dos conceitos e das situações do eixo de pertinência de cada área de conhecimento e ou campo de saberes da Pedagogia naquela disciplina;

 Proposições motivadoras do pensar – refletir inter e multidisciplinar dos acadêmicos, para tal, observando-se a processualidade e interligação dos conteúdos e suas práticas;

 Possibilidades de averiguação de níveis de compreensão e lacunas de conteúdos e saberes dos acadêmicos (PPP, 2006, p. 100).

Dessa maneira, as atuações da tutoria e da Supervisão tornam-se instâncias mediadoras no processo. Foram elaboradas diretrizes norteadoras para essa atuação. A maioria dos polos e dos CAs tem apenas um assistente de sala, responsável pela impressão e pela aplicação das avaliações, e não um tutor conforme o que prescreve o PPP do curso. As etapas da aplicação das provas se dividem em elaboração, execução e correção. Quem as elabora são os professores, quem as aplica são os assistentes de sala. As correções são informatizadas pela equipe técnica de logística da UNITINS. Tardif (2002, p. 134) esclarece que

O resultado disso é que os professores agem sem saber ao certo se os resultados foram realmente atingidos. De uma forma global, pode-se dizer que, contrariamente às produções industriais, é muito difícil avaliar os produtos do trabalho escolar, e é muito complicado formular um diagnóstico claro e preciso sobre o rendimento objetivo do trabalho docente.

Os professores não têm acesso aos resultados das provas. Segundo eles mesmos, apesar de repetidas vezes terem solicitado um retorno de sua ação docente, nunca foram atendidos. Rosa e Maltempi (2006) salientam o equívoco de a avaliação ser vista como instrumento de mensuração, instrumento ideológico de aferição do conhecimento, exigência legal que estimula atribuições de valores ou conceitos ao que o aluno „sabe‟ ou „aprende‟. Como chamar de avaliação um processo que somente elabora e aplica provas?

Os professores tiveram um encontro de formação continuada sobre „elaboração de avaliação‟ com a professora Maria Mitsuko Okuda, consultora do INEP. Depois desse encontro, a instituição passou a exigir dos professores que as avaliações fossem elaboradas de acordo com o padrão do MEC/INEP. Eles elaboram cuidadosamente as provas, mas ficam frustrados por não saberem do resultado das avaliações, se conseguiram ou não atingir os objetivos. Fica evidente mais uma vez o equívoco de se chamar de avaliação a orientação para técnicas de elaboração de provas. Avaliação é processo, e sendo processo, os professores devem elaborar, aplicar e analisar os resultados. No caso da UNITINS, os professores não são informados do resultado do desempenho do aluno.

A avaliação em EaD deve ser um processo dinâmico, aberto e contextualizado, que ocorre num período e não uma ação pontual e isolada. Para tanto, o processo avaliativo necessita previamente de informação sobre quem e o que avaliar, emitir juízos de valor sobre o objeto de interesse e tomar decisões.

Na realidade, o processo avaliativo do curso de Pedagogia EaD está mais voltado para uma concepção de avaliação cumulativa (HADJI, 2001) no final de uma unidade de ensino, do semestre ou do ano letivo, visando a uma certificação. O aluno do curso investigado é promovido de acordo com o aproveitamento alcançado nas áreas de conhecimento. É com esse propósito que é utilizada a avaliação somativa, cumulativa e classificatória.

O PPP do curso evidencia uma discussão bonita em torno da avaliação, que não condiz totalmente com a realidade. Na verdade, a proposta de avaliação contida no PPP expressa a avaliação formativa, que se caracteriza pelo processo, mas, na verdade se reduz à elaboração e à aplicação de provas, sem feedback para os professores e, em algumas situações, para o aluno.

Segundo Litto e Formiga (2009, p. 153), “o modelo de avaliação adotado, quer no ensino presencial quer a distância, deve ter estreita relação com a concepção filosófica do curso e com o modelo de gestão adotado pela instituição”. No caso da UNITINS, o modelo prescrito concebido nos documentos institucionais vai de encontro ao vivenciado na prática pela equipe docente. Esses mesmos autores afirmam ainda que

A avaliação do aprendiz, tanto na EaD como também no ensino presencial, deve ser instrumento de apoio e de contínua motivação necessária ao processo de construção do conhecimento. A avaliação nesse cenário deixa de ser um termômetro para aferir o grau de conhecimento do aluno e passa a ser um instrumento para modificação de práticas, redefinição de estratégias de aprendizagem, re-planejamento de metas e objetivos, além de ser, também, um instrumento de inclusão, e não mais classificatório, restritivo e, muitas vezes, punitivo (LITTO; FORMIGA, 2009, p. 153).

A avaliação do aluno em EaD deve ser feita continuamente, mediante etapas pré-definidas e socializadas, de forma que o aluno tenha ciência de como, quando e por quem será avaliado. Além disso, os critérios devem ser previamente definidos e socializados para minimizar o poder do avaliador e desmistificar a avaliação, tornando-a um processo natural e intrínseco ao processo ensino e aprendizagem.

Na UNITINS, será possível que a avaliação ocorra conforme o previsto desde que as circunstâncias e as condições sejam favoráveis ao processo, como tutores preparados e com competência para orientar os alunos, professores trabalhando e avaliando de forma interdisciplinar e, se necessário for, oferecer a EaD com um número reduzido de alunos, entre outros aspectos, de forma que se efetive a interação entre os atores envolvidos no processo.