5. Summary, discussion and conclusions
5.2 The degree of accent-experiment
O Estágio Curricular Supervisionado deveria ser continuamente avaliado, envolvendo todos os momentos, o que não tem acontecido no curso investigado. Barreiro e Gebran (2006, p. 103) destacam que a avaliação “deve acontecer de forma processual, com ênfase nos aspectos qualitativos sobre os quantitativos, mas sempre se considerando os resultados alcançados”. Assim, todos os momentos de Estágio tornam-se espaços de avaliação e têm como objetivos tornarem-se fontes de aprendizagem.
A avaliação da prática constitui-se em momento especial para uma visão crítica da teoria e da estrutura curricular do curso, é uma tarefa para todos e não apenas para o “tutor presencial”. Considera-se também que, se a construção da proposta de Estágio é coletiva, a avaliação deveria envolver todos os responsáveis por ele, ou seja, a coordenação do curso, a equipe de professores, o tutor a distância e os alunos.
A pessoa responsável pela avaliação no campo de Estágio (coordenador da escola-campo e o professor regente) tem uma responsabilidade importante na vida formativa profissional do estagiário. A Resolução do CNE/CP n. 1/2001 prevê a avaliação como parte do processo de formação que possibilita o diagnóstico de
lacunas e a aferição dos resultados alcançados, consideradas as competências a serem constituídas e a identificação das mudanças de percurso necessárias.
Perguntei à coordenadora como o Estágio era avaliado, quem o avaliava e quais instrumentos eram utilizados. Ela respondeu de forma simplificada: “Ah! o
aluno manda um dois relatórios das atividades, o relatório expandido fica no polo e o relatório resumido on-line vem para ser avaliado. [...] quem faz a avaliação são os professores junto com web-tutor”. Eu continuei: sendo o Estágio obrigatório, como
garantir que todos cumpram conforme previsto na legislação? “[...] o controle é feito
pelo polo e é pelo relatório que os alunos mandam quem não manda o relatório não fez o Estágio”. Eu continuei: quem garante que se cumpre a carga horária? “[...] ninguém garante nada, nem no presencial ninguém garante que é o aluno que faz [...] mas como é em grupo ele deve ter participado de alguma coisa, por que o grupo inteiro não vai permitir anotar o nome dele prá ele, ganhar uma nota sem ter participado”.
Analisando a entrevista, percebi que a coordenadora limitou-se a dar respostas bastante sucintas. Em determinados momentos tive a impressão de que estava com receio de se comprometer. Em outros momentos, percebi que ela estava transferindo algumas responsabilidades para a equipe pedagógica, pois, de maneira informal, chegou a comentar que estava sozinha para cuidar de um curso em todo o país e que há uma equipe grande para cuidar do Estágio de cinco cursos. Ela pareceu-me bastante cautelosa em relação às questões relativas ao Estágio. Fiquei surpresa quando, durante a entrevista, ela interrompeu para atender ao telefone e fiquei refletindo sobre a forma como ela tratava as questões relativas ao Estágio. O coordenador do curso de Pedagogia exerce o papel de líder no contexto educacional e institucional, portanto, suas informações e conhecimentos sobre as especificidades do curso e sua postura profissional servem de referência para o pedagogo a ser formado pela universidade. É de se esperar que apenas um coordenador para todas as regiões do país não conseguia atender às expectativas de todos os segmentos. Certamente há de se rever papéis e funções tendo em vista as dimensões que o curso assumiu.
Uma das ações realizadas pela tutora a distância é a participação na aplicação das provas e na correção dos relatórios do Estágio. Ela afirma que,
Em todos os períodos, na disciplina de Estágio, como nas demais, eles fazem uma prova (A1), do Estágio, a segunda avaliação (A2) é avaliado o relatório, resultado do Estágio realizado na escola-campo, que é um relatório expandido que fica arquivado no polo ou CA e um relatório resumido que é postado no portal para ser corrigido; esse relatório é composto de introdução, fundamentação teórica, análise dos dados das atividades desenvolvidas, conclusão e as referências. Esses relatórios e o artigo (TCC) que nós professores e web-tutores corrigimos.
Embora seja fundamental a avaliação no campo de Estágio, trata-se de um processo por parte da instituição formadora. O que de fato acontece é correção de relatórios, reenvio para refacção os que não atingiram o mínimo exigido, mas não há orientação e acompanhamento para a refacção. A avaliação no campo de Estágio deve ser de fundamental responsabilidade por parte dos profissionais envolvidos para cumprir as exigências necessárias na vida formativa e profissional do estagiário. A Resolução do CNE/CP n. 1/2001 prevê a avaliação como parte do processo de formação que possibilita o diagnóstico de lacunas e a aferição dos resultados alcançados, consideradas as competências a serem constituídas e a identificação das mudanças de percurso necessárias.
Moore e Kearsley (2008, p. 130) salientam que,
Na Educação a Distância, pelo fato de o aluno estar distante do instrutor e de este estar normalmente longe da entidade administrativa, o sucesso de toda a iniciativa depende de um sistema eficaz de monitoramento. [...] com o tipo adequado de dados de avaliação, deve ser possível determinar precisamente que tipo de ajuda é necessário para uma determinada pessoa. No caso dos relatórios e do TCC como instrumentos de avaliação do Estágio, e sua correção feita pelos professores permite a equipe corretora (professores e tutores) detectar os itens que precisam ser mais bem trabalhados com os alunos, bem como os pontos que devem ser corrigidos e aperfeiçoados pelo acadêmico.
Nessa perspectiva, inferi que um bom sistema de monitoramento e de avaliação pode conduzir a um programa bem sucedido para todos os nele envolvidos. Contudo um sistema deficiente que não realiza na prática o que foi estabelecido e planejado, certamente, será conduzido ao fracasso.