O Hospital Santa Maria Maior, EPE-Barcelos pertence ao Distrito de Braga, concelho de Barcelos, está afeto à ARS Norte e abrange os Centros de Saúde (CS) de Esposende, de Barcelos/Barcelinhos-Unidade de Barcelos e Barcelos/Barcelinhos- Unidade Barcelinhos. Relativamente ao nível de urgência esta é Médico-Cirúrgica para uma área de influência que se estende aos concelhos de Barcelos e de Esposende.
A Tabela 5.14 descreve não só as coordenadas do centróide do indivíduo #16, como também as coordenadas para cada um dos 5 anos em análise. Em todas elas observa-se a associação com a 1ª dimensão.
Tabela 5.14: Coordenadas 2005-2009 para o indivíduo #16
Fonte: Elaboração própria
No Gráfico 5.7 visualiza-se um distanciamento considerável de alguns anos, face ao centróide. Verifica-se que o ano 2009 está mais afastado do ponto médio, apresentando-se como o ano de maior contribuição para o valor médio. Por outro lado, o ano 2005 apresenta-se como o ano de menor contribuição para o valor médio. Também se constata, para os anos 2005, 2006 e 2007, com distâncias relativamente homogéneas em relação ao centróide, uma semelhança comportamental, já que se encontram posicionados acima do valor médio (2º quadrante) com elevados graus de correlação entre si. Por sua vez, os anos 2008 e 2009, posicionados abaixo do valor médio (3º quadrante) e com diferentes distâncias, em relação ao centróide, revelam igualmente alguma similitude de comportamento, embora com menor grau de correlação. Pode, pois, concluir-se no respeitante ao grau de abertura em torno do indivíduo médio, a existência de alguma instabilidade do indivíduo #16, ao longo do período estudado.
Gráfico 5.7: Distâncias 2005-2009, para o indivíduo #16
Fonte: Elaboração própria
Também através do Gráfico 5.8, observa-se que esta UH apresenta uma trajetória reduzida, em torno do centróide. Tal facto evidencia pequenas ou médias evoluções observadas neste indivíduo, ao longo do período de análise.
Gráfico 5.8: Trajetória do indivíduo #16 no período 2005-2009
Apresentam-se, na Tabela 5.15, os valores originais da UH #16, conjuntamente, com os respetivos valores das coordenadas relativas à 1ª dimensão.
Tabela 5.15: Valores originais e coordenadas da 1ª dimensão para o indivíduo #16
Fonte: Elaboração própria
Através da Tabela 5.16, onde constam os valores das correlações das seis variáveis ativas, consideradas significativas com a 1ª dimensão, verifica-se que, no âmbito da MARHE, a variável ENF é a única que apresenta correlação estatisticamente significativa, para um nível de confiança de 99%.
Tabela 5.16: Correlações entre as variáveis e a 1ª dimensão para o indivíduo #16
Fonte: Elaboração própria
No Gráfico 5.9 é possível ainda observar-se o efeito da trajetória da UH #16 relativamente à 1ª dimensão. Essa trajetória manifesta-se num decréscimo consecutivo entre 2005 e 2007 (vetores a vermelho), situação invertida a partir do ano de viragem (2007) até 2009 (vetores a azul). Poder-se-á depreender que a unidade #16 sofreu alterações na PH, nos primeiros três anos, com variação negativa, essencialmente justificada pela variável ENF. Situação que se alterou a partir de 2007, num sentido positivo. Deste modo, a variável ENF, pela sua evidência relativamente à correlação significativa com a 1ª dimensão, manifestou-se importante para a PH através de uma forte influência na trajetória temporal desta UH, sobretudo a partir de 2007.
Gráfico 5.9: Deslocações do indivíduo #16, em função da trajetória 2005-2009
Fonte: Elaboração própria
Confirma-se, mediante a Tabela 5.17, que os valores originais da variável ENF validam o comportamento analisado pelo Gráfico 5.9. Sabe-se, assim que, de 2005 a 2007 o número de enfermeiros diminuiu e, em 2008 e 2009, aumentou sucessivamente.
Tabela 5.17: Valores originais do indivíduo #16 na variável ativa ENF
Fonte: Elaboração própria
Em síntese, durante o período de REFORMA EFETIVA e o ano de CONSCIENCIALIZAÇÃO ocorreram diminuições consecutivas na variável ENF, sendo que, no biénio de ADAPTAÇÃO, inverteu-se essa tendência. Na verdade, esta UH foi caraterizada, essencialmente, pela ausência de CA entre 2005 e 2007. A partir de 2008, e de acordo com o Hospital Sta. Maria Maior, EPE (2011)22, a Unidade de Cirurgia de Ambulatório do Hospital de Santa Maria Maior, EPE Barcelos, apresentava como objetivo a adoção de critérios na organização dos programas de CA. Nesse contexto, esta UH23 abriu um projeto que ficou marcado por (Figura 5.2):
Figura 5.2: Objetivos traçados para a CA
Fonte: Hospital de Santa Maria Maior-EPE, Unidade de Cirurgia de Ambulatório
Substancia-se no documento supramencionado que, “… a implementação da
Unidade de Cirurgia de Ambulatório do Hospital de Santa Maria Maior, EPE, superou
todas as expetativas no que se refere à produção atingida24”.
Reconhece-se, desta forma, a preparação e início da PH em CA nesta UH onde a variável ENF assumiu um peso preponderante nesta linha de MA. A inversão do
22 Ao abrigo do artigo nº 18 do Despacho n.º 3673/2009 29 de Janeiro do Regulamento de Financiamento dos
Investimentos na Qualificação das Unidades de Cirurgia de Ambulatório do SNS.
23 No âmbito do Despacho n.º 30114/2008 de 21 de Novembro.
24 Esta conclusão reporta-se ao período 2007-2010. Julga-se que, por uma questão temporal, o Hospital de Santa
comportamento desta UH a partir de 2007 deveu-se, grande parte, face ao descrito uma vez que só se abriu esta linha de PH em 2008.
Corrobora-se, assim, uma conduta assistencial conjunta distinta no biénio 2008- 2009.