Chapter 8: Data Analysis and Findings
8.5 Discussion of Findings
8.5.1 How does institutional capacity affect the implementation of educational
É o amor pela criança superando qualquer dificuldade ou desgaste da família e fazendo com que reconheça algumas experiências que só uma criança com SD proporciona. É vibrar muito com cada pequena conquista porque na verdade elas remetem a um grande esforço e dedicação direcionados à criança que fizeram com que chegasse até aqui. É sentir-se privilegiada com a presença da criança. É ver ganhos, aprendizados através dela, vivenciando uma experiência em que o amor supera a dor.
8.2.1. Vibrando com as conquistas
É comemorar cada pequeno ganho da criança, vibrar com cada vitória, dar mais valor às conquistas e sentir muita alegria frente a elas. É a sensação indescritível de ver a criança conseguindo dar mais aquele passo, conseguindo atravessar mais aquela barreira, ter subido mais um degrau. É vibrar não só porque para a criança é mais difícil atingir aquele resultado, mas
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porque remete a todo empenho realizado pela família. É ver os resultados de seus esforços, receber a recompensa por tudo. .
“... e assim o mínimo de sucesso deles, ou qualquer coisa que eles aprendam ou que eles façam, é uma surpresa tão grande, uma vibração tão grande.” Mãe1
“Quando você tem um filho especial, você curte muito mais, cem por cento mais cada ganho, cada sorriso, soltou um sonzinho sai todo mundo rolando. Ela fez xixi no banheiro, a primeira vez, tava na casa da minha mãe, ela [avó] deitou no chão, chacoalhava as pernas e dava risada, minhas irmãs do lado de fora batendo palmas. Sempre tudo foi uma festa. A primeira palavra que ela falou, um liga pro outro, todo mundo fica sabendo, a família comemora, se encontra pra comemorar. Quando ela começou a andar sozinha, então tudo, um passinho que ela deu foi comemorado, então ter a [criança] pra gente foi muito mais comemoração do que tristeza” Mãe4
“A assistente social já falava uma coisa interessante pra mim. Ela falou: [Mãe] tudo vai ser motivo de festa pra você comemorar, tudo você vai querer fazer um bolo pra
[criança]. As outras crianças só faz bolo no aniversário, você vai fazer um bolo quando
ele conseguir amarrar um tênis. E é verdade, porque tudo que ele conseguiu fazer é motivo de festa. O primeiro tchau, a primeira palavra. Então tudo é uma festa. Mãe5 “... e pra gente tudo é um feito enorme, ele engatinhou, depois começou a andar e depois a correr, e aí você fica...” Mãe8
8.2.2. Ganhando com a criança
É ver a criança através de suas características positivas, sua pureza, sensibilidade, carinho. Acreditar que vivenciar esses aspectos da criança mudou totalmente suas vidas, tornando-as melhores enquanto pessoas. Dar valor a outras coisas, a pequenos gestos, sorrisos, momentos. Ver que todos têm muito a aprender com sua bondade, ingenuidade, desprendimento material, alegria, humildade.
“Por exemplo, alguém fica bravo com ele, é tão bonitinho o jeitinho dele, que na hora ele chora, mas ele não guarda mágoa, daqui a pouco ele já tá abraçando, beijando, é diferente, você aprende com ele, você aprende alguma coisa.” Prima3
“Ela tem uma sensibilidade maior que as outras crianças, ela consegue pegar no ar se a gente tá triste ou não, mesmo se a gente tenta disfarçar...” Pai4
“... ela [criança] vem com essa coisa de ser amorosa, de ser prestativa. Mãe6 Ela quer ajudar, pegar no colo, ela quer pegar a [filha] no colo, é uma loucura. Pai6 (...) Carinhosa mesmo, de abraçar, de sorrir, de brincar, (...) não guarda rancor, às vezes você dá uma bronca, dá meia hora você brinca de novo, volta tudo ao normal, eles têm essa capacidade de assimilação muito boa.” Pai6
“Eu acho que uma criança SD ou uma criança especial, eles são crianças que não têm maldade, são amorosas. Outras crianças não, pega idade, começa a ser mal educado, começa a falar palavrão, eles também falam, se você ensinar, mas eles são crianças que não têm maldade nenhuma”. Mãe7
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8.2.3 Amando intensamente
É sentir-se muito feliz, orgulhosa e apaixonada pela criança. Desejá-la do jeito que ela é com seus defeitos e perfeições. É sentir-se privilegiada por ter o retorno de toda dedicação com o carinho que a criança oferece. É sentir que todo o esforço dedicado tem relação, sim, com a responsabilidade, mas é mantido pelo amor e porque sente felicidade em fazer o bem.
“Pra mim é bom, porque eu não faço isso como uma obrigação, eu faço porque ela é minha irmã. O gasto que eu tenho com ela, eu faço pra fazer o melhor pra ela, não é por obrigação nenhuma, é pra ver ela feliz...” Irmã2b
“Eu me sinto bem, toda vez que eu faço alguma coisa que ela pede, que ela gosta de fazer, eu faço e fico feliz por dentro por mim, sabe. Eu levo ela no shopping, ela adora ir nos brinquedo. Então eu levo ela porque eu vejo ela feliz, e eu me sinto feliz também de fazer isso”. Pai2b
“...ele é muito especial, ele pra mim é o primo assim o que eu tenho um carinho mais especial, eu gosto de todos os meus primos igual, o amor é a mesma coisa, eu amo do mesmo tanto, só que pra ele tem que ser uma amor especial, entendeu?” Prima3 “a [criança] é uma delícia, ela traz muita alegria pra gente, a gente tem muito orgulho da [criança], a gente apresenta a [criança] sem pensar vão falar que ela tem deficiência, que ela tem síndrome de Down. A gente apresenta pensando vão falar que ela é linda, vão falar que ela é esperta, porque é isso que a gente pensa dela mesmo”. Mãe4
“... minhas primas amam ele de paixão, deixam os outros sobrinhos de lado e pega ele, abraça e beija, e leva pra casa. Uma foto dele eu tive que distribuir mais de 100 fotos que todo mundo queria a foto dele...” Mãe5
8.2.4. Olhando com outros olhos
A convivência com a SD faz com que a família se identifique com a síndrome e se familiarize com a deficiência, com outras pessoas deficientes, enxergando-as como pessoas que passam por situações semelhantes às deles, que sentem a mesma coisa, que se entendem. É olhar para elas, vendo-as com outros olhos, enxergando para além da síndrome, para a pessoa, sua sensibilidade e potencialidade como ser humano.
“Uma coisa que eu acho muito legal no “Vila Césamo” é isso que eles sempre acrescenta crianças especiais, que nem aquele menino síndrome de Down, um pouco antes apareceu um menininha cadeirante, então eles põem crianças especiais também para participar.” Mãe1
“Eu não sei expressar direito aquilo que eu sinto, que eu quero falar, mas eu acho assim, que se você perguntar pra mim, se eu engravidar, se eu quero ter um filho normal ou igual a ela, eu quero ter um igual a ela, entendeu? Mãe7
8. VENDO
CLAREAR
CATEGORIA 8: VENDO CLAREAR
Diagrama 10 – Vendo clarear: categorias e subcategorias que a compõem.
8.2. SENDO UMA DÁDIVA
- Vibrando com as conquistas - Ganhando com a criança
- Amando intensamente - Olhando com outros olhos
8.1 ULTRAPASSANDO BARREIRAS - Vivenciando o progresso
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