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Distance Preserving Operations

3.8 HFRep: Operations

3.8.1 Distance Preserving Operations

Segundo Gasparetto (1999), não se reconhece ainda na literatura as melhorias que os sistemas de gerenciamento de custos trariam às empresas, o fato é que eles ajudam na identificação dos problemas potenciais e de sua localização e levaram à necessidade de uma reestruturação da gestão de custos nas empresas.

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O foco atual da gestão de custos passa a ser um melhor atendimento das necessidades dos clientes e também a gerência da cadeia de valores16 , conceito

que será visto mais adiante neste capítulo. Para manter e assegurar a vantagem competitiva elementos como tempo, qualidade e eficiência são internalizados na gestão de custos, com isso emergem novos paradigmas como o Sistema de Custeio Baseado nas Atividades ou ABC.

3.4.1. Sistemas de custeio da produção

Com a finalidade de homogeneizar a terminologia adotada neste trabalho, são apresentados alguns conceitos importantes antes da abordagem dos sistemas de custeio, para que se tenha uma melhor compreensão destes últimos.

Segundo Hansen e Mowen (2001):

Objeto de custo: representa qualquer item para o qual se deseja determinar o custo separadamente. Podem ser produtos, serviços, clientes, tipos de obra etc.

Custo: é o gasto relativo a produtos e serviços utilizados na produção de outros bens (produtos e serviços).

Perdas: valor dos bens e serviços consumidos de forma anormal ou involuntária. Em função do paradigma emergente de produção, as perdas

16 Segundo Porter (1989), a cadeia de valor consiste numa forma sistemática para o exame de

todas as atividades executadas por uma empresa, setor ou indústria e do modo como elas interagem. A cadeia de valor pode ser usada como um instrumento estratégico para analisar a posição dos custos relativos, a diferenciação e o escopo competitivo para diagnosticar a vantagem competitiva e descobrir maneiras de sustentá-la. A cadeia de valor é um sistema de atividades interdependentes e atividades que estão relacionadas por meio de elos dentro da cadeia. Estes elos são relações entre o modo como uma atividade é executada e o desempenho ou custo da outra.

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englobam todos os recursos consumidos em tarefas desnecessárias que não agregam valor ao produto e que geram custos adicionais17.

BOX 2 - PERDAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Tradicionalmente conceituou-se perda como todo o material virtualmente sem valor que é originado na produção de um bem ou serviço. Este conceito é intimamente ligado a tudo que é visível, palpável, ou seja, o dito entulho da obra. Nesta visão configura-se o desperdício excessivo de material. Recentemente vem se ampliando a visão das perdas e reformulando seu conceito, entendendo que ela é relacionada agora ao desperdício de recursos de qualquer natureza (material, mão-de-obra, equipamentos e capitais) que sejam consumidos além do necessário, para produzir um bem ou serviço.

As perdas podem ser classificadas através dos estudos de Shingo (1981) e Skoyles (1987), segundo seu controle e sua natureza. Segundo seu controle, as perdas são classificadas em inevitáveis e evitáveis. As perdas, segundo sua natureza, são identificadas: por sua superprodução, por substituição, por espera, por transporte, no processamento em si, nos estoques, e no movimento. Deve-se trabalhar com o entendimento ampliado sobre as perdas, para que se obtenha custos e despesas mais aproximadas do real (FORMOSO et al, 2000). .

Os custos, por sua vez, podem ser classificados quanto à facilidade de alocação e quanto à quantidade produzida.

Quanto à facilidade de alocação:

Custos Diretos: são aqueles cuja alocação aos produtos ou serviços pode ser feita de forma direta, sem necessidades de estimativas;

Custos Indiretos: são aqueles que não oferecem condição para uma apropriação objetiva aos produtos ou serviços, onde a alocação só pode ser feita com bases em estimativas.

Quanto à quantidade produzida:

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Custos Fixos: são aqueles que, independente do volume de produção, permanecem constantes;

Custos Variáveis: são aqueles que variam diretamente com o nível de produção.

Gasparetto (1999) define um sistema de custeio como a união de um método e de um princípio de custeio. Segundo a autora, os princípios de custeio são as filosofias básicas que vão permitir a operacionalização dos métodos e que determinam quais os custos que serão alocados aos objetos. Por sua vez, os métodos de custeio tratam da forma de alocação dos custos aos objetos, determinam como os custos serão alocados.

Marchesan (2001) e Gasparetto (1999) citam que os princípios de custeio existentes, citados na literatura, são: o custeio integral ou absorção total18, o custeio por absorção parcial e o custeio direto. A lógica do custeio integral considera que todos os custos (variáveis e fixos) são alocados à produção. O custeio por absorção parcial é uma variação deste primeiro e nele são alocadados à produção apenas os custos fixos correspondentes a real utilização da capacidade instalada, os restantes dos custos são considerados ociosidades ou ineficiências, e lançados como perdas. De acordo com o custeio direto apenas a parcela dos custos variáveis deve ser alocado à produção, considerando a parcela dos custos fixos como despesas do período.

Com relação aos métodos de custeio, os autores citam ainda que até início da década de 80, os principais métodos que haviam sido desenvolvidos, originados da escola americana e européia eram: o método do custo padrão, o método dos centros de custo e o método das unidades de esforço de produção.

Método do custo padrão: adequado ao tratamento dos custos de matéria- prima e mão-de-obra direta, trabalha com o estabelecimento de medidas de comparação (padrões) para orientar o processo de detecção de desvios;

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Método dos centros de custo: centrado na lógica de departamentalização da empresa, onde a mesma é dividida em setores homogêneos de custo chamados centros de custo;

Método das unidades de esforço de produção: aqui os custos dos produtos são obtidos a partir da identificação da intensidade com a qual os produtos utilizam a estrutura produtiva da empresa.

No final da década de 80 foi desenvolvido um método que logo foi considerado uma alternativa aos métodos tradicionais citados, por apresentar capacidade de auxiliar na gestão e na melhoria dos processos, sejam organizacionais ou de produção. Este método propõe como unidade básica de custeio a atividade e, por este motivo, foi denominado Custeio Baseado em Atividade (ABC)19 (HANSEN e MOWEN, 2001).

3.4.2. As características gerais do ABC

Segundo Nakagawa (1994), o ABC é um método que busca detalhar os gastos de uma empresa para analisar e monitorar as diversas rotas de consumo dos recursos diretamente identificáveis com suas atividades mais relevantes e destas para os produtos e serviços. Significa dizer o seguinte, expõem Hansen e Mowen (2001), enquanto os métodos tradicionais de custeio assumem que os produtos consomem recursos, o ABC diz que os produtos consomem atividades e estas, por sua vez, é quem consomem recursos20.

Kaplan e Cooper (1998) citam que um sistema ABC pode responder perguntas do tipo:

19 Este método foi desenvolvido pelos professores Robert Kaplan e Robin Cooper, da Harvard Bussiness School

(HANSEN e MOWEN, 2201.

20 Nakagawa (1994) define uma atividade como um processo que combina, de forma adequada, pessoas,

tecnologias, materiais, métodos e seus ambientes, e que tem como objetivo a produção de produtos, projetos e serviços, entre outros.

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Quais as atividades estão sendo executadas pelos recursos organizacionais?

Quanto custa executar atividades e processos organizacionais? Por que a organização precisa executar essas atividades?

Quanto de cada atividade é necessário para os produtos, serviços e clientes da organização?

Para isso, o método é dividido em duas fases. Na primeira fase, os custos dos recursos (capital, espaço, materiais, pessoas etc) são transferidos para as atividades executadas pela organização, determinando-se, conseqüentemente, os custos das atividades. Na segunda fase, os custos das atividades são transferidos para os objetos de custos (produtos, serviços, clientes, linhas etc), com base no consumo dessas atividades pelos objetos. Para cada uma das fases são usados direcionadores de custos (Esquema 12). Eles podem ser de dois tipos, os direcionadores de recursos e os direcionadores de atividades, usados, respectivamente, na primeira e na segunda fase (MARCHESAN, 2001).