• No results found

7.2 Lovens saklige virkeområde

7.2.3 Departementets vurderinger

dias, teve de ser.(…) Foi difícil, mas já estava habituada.

Vim para a O, trabalhei muito tempo em casa de um médico. Eles ainda me criaram um filho. Ajudaram-me muito. Às vezes, aparecem estas boas almas… Fazer o que fiz… Ter mãos para trabalhar.”

M7

“(…) tive de aceitar

Trabalhei muito e o meu marido também para acautelarmos a velhice. Tenho algum no Banco e não preciso do dinheiro dos filhos… se tivesse a minha vista ia para a minha casinha e passava o dia aqui… Gostava tanto.

Foi feito o que tinha de ser feito. Agora, só o tempo, e Deus que nos ajude. Acho que custa menos se aceitarmos.”

M8

“(…) não valia a pena chatear-me e tinha de guardar respeito (…) Tive de ir à luta. Isto também vai do feitio de cada um.

Não sofri… Só tive que me habituar a uma vida diferente, mas até gosto mais desta…”

M9

“Trabalhar para ajudar os meus filhos. Como sempre fiz, entreguei-me a tudo, eu era a cabeça da casa faltou muitas vezes o dinheiro, tive de trabalhar sempre, agora parei, porque não tenho saúde, porque senão continuava a trabalhar para ajudar os filhos. A vida está muito difícil e uma ajuda dá sempre jeito.”

M10

“(…) o meu irmão ajudou-me muito, muito. Algumas pessoas sabiam, mas só eu é que sei, sentia-me um peso para ele, ele dizia-me [oh minha irmã, se quiseres casar, casa, mas enquanto, eu for vivo não deixo que passes mal, nem tu nem os meus sobrinhos ]…mas eu casei, estávamos os dois sozinhos e assim ele ajudava- me eu tratava dele.

Tive que saber dominar a vida, e casar segunda vez foi uma grande ajuda. Era o meu marido (primeiro), não ter ido tão cedo. São tempos muito difíceis só com muita ajuda é que se ultrapassam.”

H1

“Estou reformado, mas continuo a trabalhar… Dá-me muita alegria. Pensei que não ia conseguir trazer a minha mulher de volta e nem sabia se a ia encontrar, fosse qual fosse o sítio para onde vamos, se é que vamos para algum sítio. Sou católico, não praticante, vou à missa para ir a funerais e casamentos, mais nada. Tantas religiões, sei lá eu qual é a certa! Bom, Pensei que ela não iria gostar, e pensei muito nas minhas filhas e no meu neto. Na altura, só tinha um. Não tinha o direito de lhes dar um desgosto tão grande.

Viver. Tentar ser feliz. A vida é muito curta. Aprendi isto com a morte da minha mulher. Pensei: o tempo que me resta, vou tentar passá-lo da melhor maneira. Pensei, o melhor, é arranjar uma companheira… E foi o que fiz.

Foi o trabalho que me ajudou .(…) como trabalhava fui vivendo (…) mas faço muita coisa em casa, faço tudo, o comer, ponho a roupa a lavar, estendo, faço a cama.

Nessas alturas, em que acordo e não consigo dormir, vejo televisão, leio, e por voltas das 6 da manhã, levanto-me e agarro-me ao trabalho se é que tenho um trabalho em mãos, caso contrário, vou até ao terreno que eu e um amigo temos e lá me dedico à agricultura.

Quando não se pode fazer uma coisa, faz-se outra, não gosto, nem posso é ficar parado, tenho de estar sempre ocupado

104

Depois da morte da minha mulher, recordava como ela fazia as coisas lá por casa e ia fazendo, hoje, estou já quase formado em lides domésticas.

As filhas vão ajudando aos fins-de-semana na limpeza geral da casa. Consigo fazer tudo, agora passar a ferro é que não é comigo. Tudo o resto desenrasco- me.

É muito difícil de ultrapassar, mas se arranjar uma companheira competente ultrapassa-se mais facilmente

Os amigos também ajudam, fazem companhia, passeamos, falamos de vida, jogamos às cartas.

O que aconteceu comigo, nos quatro anos que vivi junto com a companheira que arranjei, foi que os feitios não se davam e a coisa correu mal, mas não deixa de não ser uma solução para muitos homens. Essa senhora deixou a minha casa, mas continuamos amigos e a nossa amizade ajuda-me muito, temos é que estar cada um na sua casa.”

H2

“ (…) levo o comer daqui da S tenho o problema resolvido.

Tentei arranjar uma companheira. A primeira senhora pôs-me tudo à disposição, está a entender? Tudo, tudo, mas arranjava muitos problemas, depois arranjei outra, mas a primeira arranjou-me tantos problemas e intrigas com ela que, olhe, ficámos por ali, e eu tenho pena.

Vou arrumando alguma coisa, depois ao fim de semana vai lá a minha nora dar uma limpeza maior, o comer levo daqui.

Não ficarem sozinhos, não se isolem, se precisarem procurem ajuda, façam alguma coisa, mas não se isolem, também podem arranjar uma companheira ou não, isso já vai de cada homem.”

H3

“ (…)tive que aprender

Valeram-me as minhas filhas. Bom, ainda hoje elas vão lá, arrumam, limpam. Vou buscar o comer fora ou vou comer a casa delas.

Quando não sabia o que fazer, tinha de pedir ajuda às minhas filhas e à minha cunhada. Quando não sabemos, procuramos alguém que saiba e que nos ensine, tem de ser.

Ter saúde, para não dar trabalho, sorte para encontrar uma mulher honesta, e não me perder. Já lhe disse, quis matar aquele médico, não perder a cabeça com mulheres.

Pensar no respeito que devia às minhas filhas e à minha mulher ajudou-me. Depois, as conversas que tenho com os amigos ajudam-me na minha dor.”

H4

“ (…) então, temos que aprender (…)mas levo daqui o comer… É menos uma chatice, e assim fico com mais tempo livre para tratar de ter tudo em ordem. Vão umas senhoras limpar a casa, mas quase que não era preciso eu sei tratar das minhas coisas, mas elas também dão uma volta diferente às coisas. Se eu morresse primeiro, era melhor, ou então que fôssemos os dois ao mesmo tempo. A minha mulher não ter morrido Mas não é esta resposta que quer. Talvez o tempo e não tanto os familiares e amigos.”

105