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Delproblemstilling D: Om fordeling av skiftegevinst

Kapittel 5: Det empiriske materiale

5.6 Delproblemstilling D: Om fordeling av skiftegevinst

atual momento, através de diversas abordagens teóricas e paradigmáticas. Objetiva-se acompanhar a evolução dos estudos acerca do desenvolvimento da pessoa e da teoria do conhecimento e compreender os motivos que levam o sujeito a determinar suas ações de aprendizagem e de impulsão de suas perspectivas.

A motivação tomada como processo, por ser implementada e perpetuada ao longo dos ciclos da vida, de acordo com os espaços que constituem as concepções interna e externa da constituição do sujeito na perspectiva dos estudos da psicologia, segundo Huertas (2001), implica não somente aspectos cognitivos e racionais, mas também a natureza das funções afetivas. A ação do sujeito e os fenômenos que envolvem sua ação estão relacionados a determinantes sociais e afetivos, com regras e particularidades específicas estabelecidas por delineamentos históricos. Seria, pois, um processo dinâmico, mais que um estado fixo.

Posteriormente à história teórico-metodológica, a teoria cognitivista empreendeu uma ampla caminhada para estabelecer um novo paradigma, que, em muito, embasa as idéias atuais acerca do processo de aprendizagem e motivação. Ela traz a intenção de impulsionar os estudos sobre os processos mentais, baseando-se em uma epistemologia racionalista, sem referir-se ao desenvolvimento afetivo-social influenciador do processo motivacional.

A teoria cognitivista instigou os estudos em Neuropsicologia e Neurociências. De acordo com Kandel, Schwartz e Jessell (1997) a motivação é concernente às necessidades internas impulsionadas pelas externas. Nesse processo pelo qual o organismo desempenha determinado comportamento com o objetivo de controlar o ambiente no qual está inserido, o hipotálamo ( Figura 4), por suas funções integrativas, parece ser uma estrutura ideal de centro de controle da motivação. Ele seqüencia e coordena respostas motivacionais. O hipotálamo também tem uma função importante, nesse processo, por exercer controle sobre o sistema nervoso autônomo (SNA) e endócrino. Durante um comportamento motivado, o hipotálamo comanda as respostas do SNA.

Figura 4 – Localização do Hipotálamo Fonte: www.guia.heu.nom.br/hipocampo.htm

A partir dos marcos teóricos referidos, buscam-se atualmente aspectos envolvidos com o conceito de motivo e de meta implicados como elementos motivacionais. A motivação humana pode ser compreendida como um processo de ativação e orientação da ação em que, de acordo com McClelland (1985), a pessoa recebe sinais de ativação, destaca um estímulo sobre outro, percebe algumas demandas e reconhece o que pode conseguir.

Para Huertas (2001, p. 54): “cada pessoa interpreta, percebe cada contexto em virtude não só das características desse entorno, senão também do conhecimento, crenças e estilos do sujeito que interpreta, conforme o que aprendeu do seu mundo social [...]”.

A teoria cognitiva impulsionou o estudo da motivação humana e a compreensão da meta como desencadeante da conduta motivada. Os estudos estabelecem fatores específicos para o aparecimento de metas, decorrentes do surgimento de um motivo e do planejamento. Relacionado a este modelo de estudo, Dweck e Elliot (1983) ampliaram as idéias acerca dos padrões motivacionais no processo de ensino e de aprendizagem.

Dweck e Elliot (1983) desenvolveram um modelo que organiza a orientação das metas relacionadas aos aspectos educacionais, o qual tornou-se uma referência tanto em Psicologia quanto em Educação. Este modelo separa as metas de aprendizagem, das metas de execução. Pessoas que têm como meta a aprendizagem, estão motivadas pelo interesse em

construir conhecimento e potencializar habilidade, já as que têm como meta o resultado apresentam o processo de atuação voltado a um comportamento específico.

Nos contextos educativos ou em tarefas relacionadas à aprendizagem manifestam-se especificamente as metas relacionadas a esta área em particular, conforme assinala Huertas (2001). Os alunos podem apresentar metas intrínsecas que mostram tendência a centrar-se na aprendizagem e no desenvolvimento do conhecimento ou metas extrínsecas, com objetivos fixados no alcance de resultados positivos ou esperados socialmente.

Os sujeitos que têm suas metas voltadas para os resultados buscam situações positivas e apresentam medo do fracasso, visto que o resultado constitui o caráter principal da meta. O modo de atuação típico está centrado mais na relação positiva de competência do que no processo.

Entendeu-se, por isto, como obrigatória, nos primeiros anos da década de oitenta, a avaliação das variáveis motivacionais no contexto educativo. Alguns questionários, de acordo com Huertas (2001), foram elaborados com base em três objetos de pesquisa diferenciados: variáveis relativas à motivação do aluno; variáveis relativas ao conhecimento, atitudes e condutas do professor; variáveis relativas à percepção do aluno e ambiente motivacional da sala de aula.

O trabalho que deu origem à investigação do processo de motivação concentra-se nos primeiros anos de escolaridade e foi elaborado por Pelechano, em 1975. Logo após, Tapia (1987), adequou o questionário MAE ao questionário MAPE. Na sua segunda versão, MAPE –II, (motivação por aprendizagem e execução, para ensino médio), 1989, indicou 73 itens nos quais o aluno necessita realizar a marcação da resposta que mais corresponde ao seu modo de pensar, agir e comportar-se.

Huertas (2001) explicita que o MAPE -II tem uma estrutura de seis escalas que incluem três fatores de segunda ordem as quais são utilizadas desde o modelo de Dweck e Elliot (1983). O primeiro fator mede a motivação para aprendizagem; o segundo, a motivação para o ‘mostrar-se, luzir’ (lucimiento); o terceiro, o medo do fracasso.

Partindo desse instrumento de avaliação pensou-se em adequar um questionário aos alunos de Ensino Fundamental que apresentam dificuldade de aprendizagem em virtude de uma associação ao Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade - TDAH e possível associação ao déficit do Processamento Auditivo - DPA.

O questionário MAM (Mapa Motivacional) - TDAH/DPA - tem a apresentação oral de 38 questionamentos realizados aos alunos, os quais necessitam dar respostas referentes à assertiva ou não dos questionamentos (sim, não, às vezes). As perguntas envolvem aspectos relacionados à motivação para a aprendizagem, para o medo do fracasso, para os resultados relacionados às disabilidades da função auditiva e para o ‘mostrar-se, luzir’ (lucimiento). Quanto aos aspectos subjetivos, envolve questões que explicitam a autonomia, o padrão de aprendizagem e comportamental relacionado ao distúrbio, bem como a elucidação de padrões sócio-culturais.

Através desse instrumento, pode-se verificar as áreas implicadas em cada aspecto motivacional, relacionando as características do TDAH e dos déficits da função auditiva central, verificando-se as inter-relações existentes entre o processo motivacional e o processo de aprendizagem em sujeito com essa co-morbidade.

Tal proposição é uma tentativa de observar o processo motivacional através da ótica da Ciência Cognitiva, sem deixar esse aspecto desconsiderado na elucidação das características dos sujeitos com TDAH.

2.2 ESCOLARES COM TDAH E A ASSOCIAÇÃO COM O DISTÚRBIO DO