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Definisjonar av omgrepet å knota

Há línguas que exibem mesmas propriedades que o chinês. De acordo com Adger & Ramchand (2002, 2005), o gaélico escocês (daqui em diante GEscocês) é uma língua, cuja construção relativa está sujeita a efeitos de ilha sem exibir reconstrução.

Os trabalhos de Adger & Ramchand (2002, 2005) procuram resolver este assunto no âmbito do Programa Minimalista (PM). Uma alteração relevante no PM é a aplicação da operação de

Move para uma posição de especificador. O PM assume que um constituinte apenas se move

para o especificador quando é atraído pelo traço EPP50. Para além disso, a operação de Agree é realizada Fase a Fase51, o que resulta numa condição de localidade. Isto equivale a dizer que uma estrutura sujeita à condição de localidade pode ser derivada por Agree ou por Move. Desta maneira, a condição de localidade não serve como diagnóstico para movimento no PM.

A operação de Agree aplica-se entre traços com atributos compatíveis, a saber, o traço interpretável (cf. [T]) concorda (agree) com o traço não interpretável (cf. [uT]) quando estes traços têm mesmos atributos. O traço interpretável do Alvo atribui um valor ao traço não interpretável da Sonda e quando os traços estão todos verificados, a fase termina. A seguir, os elementos no domínio desta fase (o complemento do núcleo) são mandados, pela operação de

Transfer, para as interfaces a fim de serem interpretados, passando os traços dentro deste

domínio a ser inacessíveis à operação seguinte. A margem e o núcleo da fase, pelo contrário, podem entrar na fase mais alta (Adger&Ramchand 2005, Pan 2016a).

50 A definição de EPP também difere no PM. Na Teoria da Regência e da Ligação, o EPP indica a obrigatoriedade de o sujeito ocorrer na frase. O sujeito é diferente de outras funções sintáticas, como por exemplo, o objeto direto, o objeto indireto, cuja ocorrência se relaciona com o papel temático. No PM, EPP é um traço que pede obrigatoriamente a presença de um especificador. O presente trabalho é elaborado no quadro do PM.

149 (81) Phase Impenetrability Condition (PIC)52

:

In a phase α with a head H, the domain of H is not accessible to operations outside α, only H and its edge are accessible to such operations.

(Chomsky 1998)

Passo a rever a análise de Adger&Ramchand (2005), explicando a sensibilidade aos efeitos de ilha e a não permissão de reconstrução em irlandês53.

Para Adger&Ramchand (2005:11), os três traços relevantes às orações relativas são [λ], [φ] e [ID:λ]. O traço [λ] em C faz com que a oração que ele introduz seja um predicado na FL (Forma Lógica). O traço [φ] e o traço [ID:λ] são traços de identificação. A identificação do traço [φ] é determinada pelo contexto (ou pela Teoria da Ligação) e a identificação do traço [ID:λ] é determinada pelo operador de que dispõe do traço [λ]

O irlandês, como o GEscocês, disponibiliza complementadores distintos, consoante as frases que estes introduzem. O complementador aL introduz as relativas canónicas, o complementador

aN introduz as relativas resumptivas e o compementador go introduz as frases completivas.

Estes complementadores têm traços diferentes:

(82) Traços em C e em elemento relativizado em irlandês:

Complementadores Elementos relativizados

go: aL aN vazio Pronome resumptivo

[C] [C], [λ], u[ID:λ] [C], [λ] [ID:__], [φ]

(Tabela VII, adotada de Adger&Ramchand (2005))

O traço [λ] que introduz orações relativas, é um traço peculiar de C. Por isso, apenas os complementadores aL e aN têm o traço [λ], o complementador go não o tem. Mas aL diferencia- se de aN por causar uma dependência mútua entre aL e os morfemas relativizados, o que não

52 O domínio da fase é o complemento de núcleo que encabeça a fase e a margem desta é de fase é o specυP/SpecCP mais o núcleo. (Chomsky 2000, 2001)

53 O GEscocês não tem pronomes resumptivos, por isso, vou rever apenas a análise em irlandês no Adger&Ramchand (2005)

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acontece entre aN e os morfemas relativizados em irlandês, como observam Adger & Ramchand (2005). Por um lado, a presença de aL exige a presença de um vazio, em vez de um pronome resumptivo na posição de relativização; por outro lado, a oração relativa que envolve o vazio seleciona o complementador aL, o que não acontece com os outros dois complementadores. Adger&Ramchand (2002) propuseram, assim, que o complementador aL tem o traço u[ID:λ]

Esta proposta explica perfeitamente a alteração de complementadores e a presença dos pronomes resumptivos nas ilhas (cf. (83) e (84)) nesta língua.

(83) a.

O nome aL foi-dito a nós aL foi em o lugar. ‘O nome que nos foi dito (que) ficou neste sítio.’

b.

homens aN achou Attorney o estado que forma eles leais ‘Os homens que o general Attorney considerou que eram leais.’

(Adger&Ramchand 2002:9)

(84)

Aquele a língua aN ia ser respeitar em casa sobre pessoa qualquer

aL ser capaz ela a falar.

‘Esta é a língua que eu respeitaria qualquer pessoa que a fale.’

(Asudeh 2007:8)

Em primeiro lugar, considere-se a alteração dos complementadores em irlandês. Este fenómeno observa-se na frase (83a), quando o complementador que introduz a frase completiva for aL, e não go, como habitualmente. Tal alteração é exclusivamente causada pela dependência mútua. Isto é, o exemplo (83a) é uma oração relativa canónica que envolve um vazio, tendo o traço [ID:__] por valorar; o complementador go não tem o traço u[ID:λ], por isso, não pode valorar o traço [ID:__] do constituinte vazio. Uma vez que a operação de Agree só é acessível

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fase a fase, mesmo que a frase (83a) contenha um complementador aL, que é capaz de valorar o traço não interpretável do vazio, este não o faz, por ficar numa posição exterior à fase em que se encontra o vazio. Desta maneira, a frase encaixada, mesmo que seja uma frase completiva, tem que ser introduzida por aL.

Pelo contrário, a frase (83b) adota uma estratégia resumptiva, o traço de que o pronome resumptivo dispõe é o traço interpretável [φ], não sendo preciso valorá-lo, nem verificá-lo, por isso, não há alteração dos complementadores neste caso.

Assim se explica a alteração de complementadores em irlandês.

Em segundo lugar, os pronomes resumptivos em irlandês podem ocorrer dentro de ilhas. Na frase (84), sem a ocorrência do pronome resumptivo i ‘ela’, a oração mais encaixada teria dois vazios, contendo, então, dois traços [ID:__]s por valorar. O complementador aL apenas tem um traço u[ID:λ], por isso, só pode valorar um dos vazios. Antes de entrar em operações da fase mais alta, o complemento da fase mais baixa é enviado para LF para ser interpretado, mas dentro desta fase, ainda há um traço [ID:___] por valorar. O único elemento que o pode valorar é o complementador aN da fase mais alta, mas Agreement entre o Comp mais alto e o vazio da fase mais baixa viola a Condição da Interpretabilidade da Fase, PIC (Phase Interpenetrability Condition). Se se substituir o vazio por um pronome resumptivo, o problema resolve-se, porque o único traço que o pronome resumptivo tem é [φ] e este traço não concorda com o complementador. No entanto, como estes dois elementos são associados por uma regra semântica (cf. (88)), que não está sujeita à condição de localidade, a frase é gramatical (Adger&Ramchand 2005).