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DECENTRALIZATION AS A POLICY MEASURE IN GHANA

FISCAL DECENTRALIZATION POLICY IN GHANA

5.2 DECENTRALIZATION AS A POLICY MEASURE IN GHANA

As pessoas com TEA são foco de estudos, discussões, reflexões e olhares sociais. Embora o transtorno tenha sido alvo de inúmeras exposições, ainda é foco de diversos olhares na sociedade. E como tal suscita expressões nos diversos meios midiáticos. As temáticas relacionadas ao TEA, na atualidade estão presentes nos meios de comunicação e em programas televisivos como novelas, telejornais e programas diversos (GRINKER, 2010; D’ANTINO; VINIC, 2011).

Além dos programas televisivos o TEA se faz presente no meio artístico no que se relaciona as artes, tais como cinema, literatura, artes plásticas, dentre outros. Os movimentos dos pais e dos próprios indivíduos expõe sobre o transtorno de forma artística e pessoal. Há diversos livros escritos por pais (SZABO, 2005; CRUZ, 2008; MARCELINO, 2008; GRINKER, 2010), avô (THOMPSON, 2014), irmão (SHAWN, 2015) e indivíduos que possuem o diagnóstico de TEA (HIGASHIDA, 2014; SCHOVANEC, 2014; GRANDIN; PANEK,2016). Os livros trazem informações pessoais e científicas a despeito do TEA, de como cada pessoa teve de lidar com o transtorno em seu cotidiano e como esse fenômeno alterou significativamente sua vida. São exemplos reais que potencializam reflexões e novas formas de contemplar o TEA.

Tais exposições estão intimamente relacionados a visão que cada pessoa tem sobre o transtorno e como essa tem relação direta com os aspectos culturais. Visto que “Não há consenso, mesmo dentro de uma mesma cultura, sobre o que é exatamente o autismo ou como ele deve ser tratado (GRINKER, 2010, p.12). Culturalmente o TEA pode ser visualizado por olhares diversos e é justamente esse olhar que permeia o universo artístico e factual.

Sabemos que meios de comunicação, em especial a televisão, funcionam como interface entre a população e o seu acesso à ‘informação’; que, ao veicularem a imagem de crianças e adolescentes com Autismo ou com síndrome de Asperger, o fazem com foco dirigido às suas características bizarras, às idiossincrasias como as estereotipias, as ilhas de habilidade, as dificuldades de ordem relacional, dentre outras, sendo frequentemente apresentadas, em programas de auditório, como gênios(D’ANTINO; VINIC, 2011, p. 315).

As perspectivas expostas acima são visualizadas inclusive no universo artístico, tal como o cinema. Encontramos diversos filmes33 que abordam diretamente o transtorno. As histórias retratadas nos filmes (RAIN MAN (1988), GILBERT GRAPE: APRENDIZ DE UM SONHADOR (1993), CÓDIGO PARA O INFERNO (1998), UMA VIAGEM INESPERADA (2004), ADAM (2009), TEMPLE GRANDIN (2010), TÃO FORTE, TÃO PERTO (2012), TUDO QUE QUERO (2018)) buscam retratar o cotidiano das pessoas com TEA, seus familiares, os dramas e as inúmeras dificuldades relacionadas a vida em comunidade. Nesse sentido:

O cinema representa, no universo da arte, talvez a mais significativa fonte de alimento do imaginário social. Seu alcance às massas, de um produto formatado no viés das culturas que o fabricam, pode, por um lado, globalizar conhecimentos, mas, por outro, solidificar mitos e preconceitos, nas mais diferentes áreas que pretenda discutir (D’ANTINO; VINIC, 2011, p. 317).

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É importante expor que os filmes e as exposições artísticas que tratam sobre o TEA tem difundido informações sobre o transtorno e de alguma forma esses aspectos, antes desconhecidos, têm sido acessíveis a sociedade como um todo. Embora haja prevalência nas produções cinematográficas quanto a figura enigmática dos personagens. Segundo Baldo e Guimarães (2007) os aspectos intrigantes potencializam a mercantilização do filme, gerando mais espectadores. Há toda uma conjuntura econômica que potencializa o mistério dos personagens e suas histórias relacionadas ao transtorno.

De certo, o TEA se tornou muito mais conhecido e visível do que em qualquer outra época da nossa história e isso favorece o acesso ao conhecimento e possibilita que o TEA pareça menos exótico que outros transtornos já conhecidos na atualidade (GRINKER, 2010). Tal compreensão tem sua ambiguidade. Na pesquisa de Lago (2007), uma das professoras, foco do estudo, expôs que possuía resistência em lecionar estudantes com TEA, devido a imagem que fazia desses indivíduos após assistir um filme, visualizando-os como alguém que não olha e extremamente inteligente.

Mesmo que nos filmes citados reúnam seriedade quanto aos aspectos característicos, havendo apenas em algumas cenas presença caricaturizada de quem seria o indivíduo, é possível que as pessoas se atenham a algum aspecto e criem representações sociais e ideias pré-concebidas distante da realidade. Numa visão macro há conhecimentos

33 Alguns dos títulos mais conhecidos e assistidos pela autora: Rain Man (1988), Gilbert Grape: Aprendiz

de Um Sonhador (1993), Código Para o Inferno (1998), Uma Viagem Inesperada (2004), Adam (2009), Temple Grandin (2010), meu nome é Khan (2010), tão forte, tão perto (2012).

que potencializam os saberes reais, indo inclusive ao encontro dos saberes científicos no que diz respeito a luta dos familiares pelos cumprimentos dos direitos, as características da pessoa, bem como o acesso à educação regular.

A ambiguidade presente nos conhecimentos artísticos é real, contudo esses potencializam a busca por novos saberes e oportunizam o acesso aos conhecimentos pelos diferentes integrantes da sociedade. Baldo e Guimarães (2007), bem como D’Antino e Vinic (2011) se debruçaram sobre os aspectos cinematográficos e os sujeitos com TEA e destacaram que os filmes são aliados da disseminação do conhecimento, principalmente no que diz respeito às características do que seria o TEA, sendo ainda aliados de positivas intervenções sociais. Por meio, deles a população em geral compreende e percebem o desenvolvimento e atuação das pessoas com TEA em contextos sociais.

Finalizando esse capítulo refletimos que os diferentes olhares sobre o TEA nos levam a problematizar o quão necessário é observar o outro por diferentes lentes e concepções, buscando conhecer a historicidade do sujeito e como o entorno potencializa ou não seu desenvolvimento. As diferentes áreas de conhecimento muitas das vezes se fecham em suas descobertas sem relacionar os conhecimentos obtidos com os outros. Deixando de olhar o ser humano como um ser biopsicossocial. Ser esse que mesmo com uma condição pode desenvolver-se nos diversos aspectos da vida. A arte quando relacionada com a medicina e com o direito pode refletir sobre outros paradigmas. É a inter-relação entre os saberes que oportuniza um desenvolvimento amplo capaz de modificar ações e reações. O ser humano é plural e precisa ser visto em sua pluralidade. Um autor com TEA (SCHOVANEC, 2014, p. 272) escreveu brilhantemente: “[...]não nos fechemos num quadrado. Faltar-nos-ia um”. Esse capítulo buscou exatamente isso, abrir concepções, sair do quadrado de uma única área do saber e refletir no ser compósito que é o indivíduo com TEA, que é o ser humano. Pessoa essa que mesmo tendo um diagnóstico médico e recebendo benefícios advindos da área do direito, também é um ser que estuda, se educa, luta em meio aos movimentos sociais e se constrói por participar, direta ou indiretamente, do meio artístico. É um ser humano composto por singularidades e multiplicidades como todo indivíduo e não deve ser visto por esse ou aquele conhecimento de alguma área e sim em sua totalidade e multiplicidade humana.

CAPÍTULO 2 - PRODUÇÃO ACADÊMICA SOBRE ESCOLARIZAÇÃO DE