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SANTOS 7 1 A

06 NILDA GUIMARAES ALVES 8 1 A

07 MARIA MANUELA ALVES GARCIA 7 -

08 ANDRÉA ROSANA FETZNER 6 2

09 ILMA VIEIRA DO NASCIMENTO 6 -

10 MARIA CECÍLIA LOREA LEITE 6 -

11 ROSA MARIA HESSEL SILVEIRA 5 1C

12 INÊS BARBOSA DE OLIVEIRA 5 1D

13 NATALINA APARECIDA LAGUNA SICCA 5 -

14 JANETE MAGALHÃES CARVALHO 5 2

15 OZERINA VICTOR DE OLIVEIRA 5 -

Fonte: CNPq, 2014

Observei que dos 15 líderes que circulam com mais constância nas reuniões anuais da ANPEd, nove possuem bolsa de produtividade em pesquisa e apenas seis dos demais que não possuem a referida bolsa frequentam com regularidade este evento. É importante destacar que dos líderes pesquisados, apenas 14 possuem bolsa de produtividade em pesquisa e deste, somente duas líderes não participaram de nenhuma reunião anual da ANPEd, quais sejam, Márcia Serra Ferreira e Sandra Lúcia Escovedo Selles.

As reuniões anuais da ANPED são espaços onde circulam os pesquisadores que conquistaram uma posição de destaque dentro do seu campo científico, por isso, os pesquisadores bem posicionados no campo, disputam nesse espaço, o monopólio da competência científica. “Os campos, enquanto espaços estruturados e hierarquizados são arenas onde são travadas lutas pela conquista de posições e de capital” (ARAÚJO, ALVES, CRUZ, 2009, p. 36).

Os três pesquisadores 1A, a saber, Antônio Flavio Barbosa Moreira, Lucíola Licínio de Castro Paixão Santos e Nilda Guimaraes Alves, frequentam com regularidade as Reuniões Anuais da ANPEd. A participação desses pesquisadores que representam a autoridade científica do campo, entendida a partir de Bourdieu (1983) como legitimidade socialmente outorgada a determinados agentes para falar em nome do campo, significa que esse é um espaço de luta em torno da legitimidade científica.

A luta pela autoridade científica, espécie particular de capital social que assegura um poder sobre os mecanismos constitutivos do campo e que pode ser reconvertido em

outras espécies de capital, deve o essencial de suas características ao fato de que os produtores tendem, quanto maior for a autonomia do campo, a só ter como possíveis clientes seus próprios concorrentes (BOURDIEU, 1983, p.126).

Os produtores particulares de capital científico, principalmente os mais prestigiosos, têm como principais clientes seus próprios concorrentes, pois, [...], somente os cientistas engajados no mesmo jogo detêm os meios de se apropriar simbolicamente da obra científica e de avaliar seus méritos” (BOURDIEU 1983, p. 127). Por isso, eventos como a Reunião Anual da ANPEd são importantes para garantir o monopólio da autoridade científica.

Por esse motivo, circular nesse espaço, para os que estão numa posição dominante no campo é uma forma de demarcar posição, e para os novatos, é uma oportunidade de divulgar sua pesquisa aos pares mais prestigiosos e de se apropriar das ideias que estão em ebulição no campo.

Nem todo líder publica ou participa nos eventos e Grupos de Trabalho da ANPED, nessa associação alguns líderes exercem a hegemonia, enquanto outros precisam migrar para eventos temáticos com configurações e prestígio diferentes.

Outro evento que tem mobilizado os pesquisadores do campo do currículo é o Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino – ENDIPE. Este evento é realizado desde 1987, resultado da fusão do Encontro Nacional de Prática de Ensino e do Seminário A Didática em Questão. “Desde então a didática e as práticas de ensino têm sido alvo de discussões bianuais que congregam pesquisadores, especialistas, dirigentes educacionais, professores e estudantes dos mais distintos espaços do país e do exterior” (ALMEIDA, 2016)26. Conforme destaca referido autor, o ENDIPE é um dos principais eventos da área de educação que mobiliza a comunidade acadêmica e os profissionais da educação para discutir diversos temas que se articulam com a didática e a prática de ensino.

No quadro 17 apresento a relação dos temas privilegiados de 1987 a 2012 no ENDIPE. Quadro 20: Temas abordados nos ENDIPES de 1987 a 2012.

Ano Evento Local

2012 XVI ENDIPE – “Didática e Práticas de Ensino: compromisso

com a escola pública, laica, gratuita e de qualidade” Universidade Estadual de Campinas Campinas / SP –

2010 XV ENDIPE –”Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente: políticas e práticas educacionais”

Universidade Federal de Minas Gerais – Belo Horizonte / MG

2008 XIV ENDIPE –”Trajetórias e Processos de Ensinar e

Aprender: lugares, memórias e culturas” Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre / RS

2006 XIII ENDIPE– “Educação, Questões Pedagógicas e

Processos Formativos: compromisso com a inclusão social” Universidade Federal de Pernambuco Recife / PE –

2004 XII ENDIPE – “Conhecimento universal e conhecimento

local” Pontifícia Universidade Católica do Paraná – Curitiba/PR

2002 XI ENDIPE – “Igualdade e diversidade na educação” Universidade Federal de Goiás – Goiânia / GO

2000 X ENDIPE – “Ensinar e aprender: sujeitos, saberes, espaços e

tempos” Universidade Estadual do Rio de Janeiro – R. de Janeiro / RJ

1998 IX ENDIPE – “Olhando a qualidade do ensino a partir da sala

de aula” Universidade de São Paulo – Águas de Lindóia / SP

1996 VIII ENDIPE – “Formação e profissionalização do educador” Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis / SC

1994 VII ENDIPE – “Produção do conhecimento e trabalho

docente” Universidade Federal de Goiás – Goiânia / GO

1991 VI ENDIPE – “Perspectivas do trabalho docente para o ano 2000: qual Didática e qual Prática de Ensino? As bases teóricas de uma prática docente interdisciplinar: explicitações necessárias”

Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre / RS

1989 V ENDIPE – “Organização do processo de trabalho docente:

em busca da integração da Didática e da Prática de Ensino” Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte / MG –

1987 IV ENDIPE – “A prática pedagógica e a educação

transformadora na sociedade brasileira” Universidade Católica de Pernambuco – Recife / PE

1985 III Seminário A Didática em Questão Universidade de São Paulo – São Paulo / SP

1985 III Encontro Nacional de Prática de Ensino Pontifícia Universidade Catoli-ca de São Paulo – S. Paulo / SP

1983 II Seminário A Didática em Questão Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro / RJ

1983 II Encontro Nacional de Prática de Ensino Universidade de São Paulo – São Paulo / SP

1982 I Seminário A Didática em Questão Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro / RJ

1979 I Encontro Nacional de Prática de Ensino Santa Maria / RS

Fonte: Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino (ENDIPE), 2015

A denominação ENDIPE aparece pela primeira vez em 1987, nomeado de IV ENDIPE, pois, anterior a ele ocorreram três Encontros Nacionais de Prática de Ensino e três Seminários a Didática em Questão. Somente após a fusão dos dois eventos que há a designação de temas específicos para serem discutidos em cada evento.

No período de 1987 a 2012 os temas selecionados foram: Didática e Práticas de Ensino: compromisso com a escola pública, laica, gratuita e de qualidade; Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente: políticas e práticas educacionais; Trajetórias e Processos de Ensinar e Aprender: lugares, memórias e culturas; Educação, Questões Pedagógicas e Processos Formativos: compromisso com a inclusão social; Conhecimento universal e conhecimento local; Igualdade e diversidade na educação; Ensinar e aprender: sujeitos, saberes, espaços e tempos; Olhando a qualidade do ensino a partir da sala de aula; Formação e profissionalização do educador; Produção do conhecimento e trabalho docente; Perspectivas do trabalho docente para o ano 2000: qual Didática e qual Prática de Ensino? As bases teóricas de uma prática docente interdisciplinar: explicitações necessárias; Organização do processo de trabalho docente: em busca da integração da Didática e da Prática de Ensino; A prática pedagógica e a educação transformadora na sociedade brasileira.

Os encontros já foram realizados em diferentes Unidades Federadas do Brasil, sendo, cinco em São Paulo, três no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, dois em Minas Gerais, Pernambuco e Goiás, um no Paraná, Santa Catarina e Ceará. A região que mais vezes sediou o ENDIPE foi o Sudeste com 10 encontros, seguidos da região Sul com 5, nordeste com 3 e Centro Oeste com 2 encontro. Somente a região norte ainda não sediou nenhum ENDIPE.

No quadro a seguir apresento a relação dos líderes do campo do currículo que participaram com regularidade do ENDIPE.

Quadro 21: Relação dos líderes que participaram com regularidade do ENDIPE.

Nº LIDER/VICE-LIDER

PARTICIPAÇÕES ENDIPE

BOLSA PRODUTIVIDADE 01 MARIA INES GALVÃO FLORES MARCONDES

DE SOUZA

8 2

02 LUCÍOLA LICÍNIO DE CASTRO PAIXÃO