CHAPTER 2 – THEORY
2.3 Cross-Cultural Communication, Hierarchy, and Trust Differences
2.3.2 Cross-Cultural Differences in Hierarchy
RESIDENCIAL MANHATTAN. NATAL-RN
O que foi observado, especialmente em outras construtoras de Natal, é que além da expectativa do usuário não ser totalmente satisfeita, no que se r efere ao conforto e aos espaços da área construída; as necessidades básicas como serviços e materiais do imóvel, não condizem com o que realmente foi entregue. Reclamações de clientes de uma determinada construtora64 têm os seguintes pontos comuns:
Naquele momento, fui convencido de que estava realizando um negócio com uma excelente construtora, não só pelo alto nível do seu padrão de qualidade (serviços e materiais) como também pelo seu bom funcionamento entre o setor de pós-venda e setor de personalização com os clientes [...] muito do que foi ofertado não foi efetivamente cumprido, pois o Edifício “X”, em Natal/RN, é dotado de inúmeras falhas, sejam de projeto, de execução ou qualidade dos materiais empregados, conforme relatório de vistoria elaborado pela comissão de recebimento das partes comuns do edifício [...] disponibilizando aos clientes uma edificação com a qualidade inferior à correspondente ao valor do imóvel e incoerente com a sua localização, bem como, com equipamentos, proporcionando sensação de insegurança aos seus moradores e/ou usuários. Inclusive, neste momento, o condomínio encontra-se constantemente com falta de água. [...] Fizemos a primeira vistoria em meados de abril de 2012, após uma segunda remarcação pela empresa [...] Naquela ocasião, ficamos decepcionados com o acabamento e a falta de controle de qualidade da empresa. Entre várias outras coisas listadas no relatório de vistoria, havia piso quebrado, peitoril da varanda curto e preenchido o espaço com silicone, várias porta com problemas, são de péssima qualidade e até mesmo as cubas da cozinha estavam trocada e o pior é que era uma brilhosa e outra acetinada. (C. Câmara, morador do Edifício X).
Acompanhando Tavares e Costa (2009), a construção de condomínios horizontais e verticais está transformando a produção do espaço das áreas periféricas e centrais de Natal, anteriormente destinadas aos grupos sociais de menor poder aquisitivo. Em bairros centrais de Natal, os condomínios destinados aos grupos soci ais de maior poder aquisitivo têm o mesmo efeito de forma mais elitista,
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Por questão de ética, embora a insatisfação tenha sido publicada em páginas da internet, a pesquisadora preferiu não citar o nome de uma das construtoras mais requisitadas de Natal.
embora não se constate a emergência de outra forma de morar como a Península.
O que observei no Rio de Janeiro no bairro da Barra da Tijuca (FIGURAS 49 e 50) 65 é o nascimento e consol idação da Península
(FIGURAS 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57 e 58; FOTOGRAFIAS 1,2 e 3). Falar da Península requer que a situemos na área nobre do Rio de Janeiro, Barra da Tijuca, na Zona Oeste. A região abrange além do bairro citado, outros bairros. O grande m arco do início de seu desenvolvimento foi na administração do governador Negrão de Lima, que governava na época o Estado da Guanabara. O projeto urbanístico foi solicitado pelo urbanista Lúcio Costa. O Plano Piloto da Barra da Tijuca de 1969 é similar ao Plano de Brasília, de inspiração racionalista, com grandes avenidas e grandes espaços abertos. Este modelo marcou o início do estilo de vida peculiar da Barra que “está dividido em condomínios fechados (horizontais, verticais e mistos), shoppings e avenidas”. (SOUSA, 2010).
Nos anos oitenta66 do século XX, a Barra da Tijuca estava
praticamente com todos os terrenos, ao longo de suas avenidas, ocupados por grandes condomínios residenciais, parques, supermercados, shopping centers, escolas e hospitais. Conforme Sousa (2010) no Plano Estratégico já estavam definidas as diretrizes voltadas para os potenciais da região, como lazer, turismo, negócio, plano urbanístico moderno e preservação ambiental. Ou seja, surgiu com a
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A palavra barra tem o significado de foz de um rio ou riacho, entrada de um porto ou baía e isto tem a ver com a própria geografia do lugar. Enquanto a palavra Tijuca é de origem indígena, e tem o significado de caminho em direção ao mar, vereda. Barra da Tijuca significa, então, Foz da Tijuca. (www.riodejaneiroaqui.com).
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Em 3 de julho de 1988 ocorreu, com o apoio da Assembleia Legislativa e da Justiça Eleitoral, o plebiscito que pretendia tornar a Barra da Tijuca em um local emancipado do Rio de Janeiro. De acordo com os números de votação divulgados em reportagem do Jornal do Brasil de 4 de julho daquele ano, 5.785 pessoas votaram pelo sim, 354 pelo não e 78 corresponderam a votos nulos e brancos. O quorum mínimo não fora atingido; eram necessários pelo menos 23 978 votos para que a votação fosse validada, e o total de votantes foi de apenas 6217. (BASTOS, 2014.).
proposta de transformar -se ao mesmo tempo, e no mesmo espaço, num lugar dos sonhos e catedral do consumo. (SOUSA, 2010; BASTOS, 2014).
Hoje, a Barra da Tijuca, é o centro econômico, cultural, político e o maior distrito da região, tanto em área quanto em população. Mas, ao mesmo tempo “[...] que cria sua própria subjetividade no contato com o semelhante [...] pelas ferramentas de comunicação. Ao mesmo tempo, facilita a formação de tribos [...]”. (SOUSA, 2010, p. 129).
FIGURA 49 – MAPA: LIMITES DA BARRA DA TIJUCA E BAIRROS VIZINHOS. RIO DE JANEIRO FONTE: www.riodejaneiroaqui.com/Fonte do original: Mapa do Instituto Pereira Passos
FIGURA 50 – REGIÃO ADMINISTRATIVA DA BARRA DA TIJUCA VISTA DA PEDRA DA GÁVEA - RJ FONTE:http://portalgeo.rio.rj.gov.br/bairroscariocas/
NOTA: Em um ponto próximo a Pedra da Gávea está localizada a residência intergeracional principal. Em outro ponto, ao
É na formação dessas tribos que se in clui a Península espécie de condomínio-bairro pela indefinição em que se situa a mesma: ora sub - bairro, ora mega condomínio, ocupando uma área de 780.000 mil metros quadrados (apenas 8% da área edificada) que avançam para a Lagoa da
Tijuca, um espelho d‟água com 500.000m², com uma paisagem
contornada pela vegetação nativa preservada. O projeto paisagístico de Fernando Chacel privilegiou o contato com o verde através dos dois imensos parques Lagoon Park e Green Park, mais cinco jardins temáticos, além de 3,5 km de trilha ecológica (FIGURAS 43,44 e 45). O acesso se dá tanto por terra, como por água (píer). Apesar de duas entradas e duas saídas, não se constitui área de livre circulação. Existem duas guaritas onde todos, moradores e visitantes, obrigatoriamente devem passar. Em seu entorno constam os shoppings Barra Shopping,Via Parque e Village Mall, entre outros.
FIGURA 51 – CONDOMÍNIO PENÍNSULA. BARRA DA TIJUCA - RJ FONTE: http://dominconsultoriaimobiliria.blogspot.com.br
F I G U R A 5 2 - PLANTA DO CONDOMÍNIO PENÍNSULA - RJ FONTE: http://dominconsultoriaimobiliria.blogspot.com.br/
FIGURA 53 - EQUIPAMENTOS E INFRA-ESTRUTURA NO ENTORNO DO CONDOMÍNIO PENÍNSULA FONTE: http://dominconsultoriaimobiliria.blogspot.com.br/
A Península, além dos parques e jar dins temáticos, tem prédios de escritórios e mais dez condomínios de prédios residenciais. Os apartamentos da Península são em média de quatro quartos com área de 152m² e de 465 m².
FIGURA 54 – PÓRTICO DE ENTRADA DO CONDOMÍNIO PENÍNSULA. BARRA DA TIJUCA-RJ FONTE: Osmar Carioca. 2010. http://www.skyscrapercity.com
FIGURA 55- ENTRADA PRINCIPAL DO CONDOMÍNIO PENÍNSULA. BARRA DA TIJUCA - RJ FONTE: Osmar Carioca, 2010. http://www.skyscrapercity.com
FIGURA 56 – SEGUNDA ENTRADA. GUARITAS DOS CONDOMÍNIOS. PENÍNSULA. BARRA DA TIJUCA-RJ FONTE: Osmar Carioca. http://www.skyscrapercity.com
FIGURA 57 - CONDOMÍNIO PENÍNSULA. PARTE DA ÁREA VERDE. BARRA DA TIJUCA/RJ FONTE: Osmar Carioca. 2010. http://www.skyscrapercity.com
FIGURA 58 - VARANDA DE UM APARTAMENTO SITUADO NA PENÍNSULA FONTE: http://www.imovelrj.com/atmosfera-península