A presente Tese teve como objetivo o estudo do sagrado e do profano na edição ilustrada da Divina Comédia, de Dante Alighieri (1265 – 1321), com desenhos de Alberto Martini (1876 – 1954).
Por meio do estudo minucioso das cenas descritivas tanto do texto poético quanto das ilustrações, foi possível averiguar as questões sagradas e profanas nas ilustrações de Alberto Martini.
Para o desenvolvimento desta Tese, foram realizados três capítulos. Primeiramente, no primeiro, Dante Alighieri e a época da escrita da Comédia, foi feito um estudo sobre as questões relativas ao poeta florentino e a sua grande obra literária, tendo tido como subcapítulos Dante Alighieri e a Divina Comédia e A arquitetura da Divina Comédia. Com a finalidade de esclarecer um pouco sobre as obras e a vida do poeta foi realizada uma breve biografia dantesca e também um estudo sobre a atualidade da obra.
No segundo capítulo da presente Tese, A Divina Comédia e a sua relação com as artes do século XX, foi feita uma relação do poema dantesco com as artes do século XX, período este no qual está inserido o artista (ilustrador e pintor) que foi o foco desta pesquisa, Alberto Martini. Como subcapítulos foram realizados A produção de Alberto Martini e A Divina Comédia ilustrada por Alberto Martini. Assim como no primeiro capítulo, neste segundo também foi feita uma breve biografia do artista, juntamente com algumas de suas principais obras, até o momento em que ele fez sua edição ilustrada da
Divina Comédia.
O terceiro capítulo foi dedicado às questões sobre o sagrado e o profano, com base em Eliade, na obra poética de Dante. Intitulado Sobre o sagrado e o profano na Divina Comédia, este capítulo subdividiu-se em outros dois, o primeiro A ilustração do sagrado e do profano do poema dantesco na visão de Alberto Martini, e o segundo As cenas do sagrado e do profano na Divina Comédia.
Para o desenvolvimento deste capítulo foram utilizadas a obra de Barthes (1990) que embasou esta Tese no sentido da leitura da imagem, uma vez que, a partir
dela, foi possível averiguar o sentido simbólico que a imagem proporciona. Outro teórico utilizado foi Aumont (2008), o qual auxiliou a verificar como é a relação entre o espectador e a ilustração e como a imagem representa o mundo.
Posteriormente aos capítulos, foi realizada ainda uma lista com as principais obras de Alberto Martini e também as cânticas completas dos cantos (Inf XXXIV; Purg XII; Par XI; e Par XXXIII) estudados.
Nesse sentido, pode-se afirmar que em sua obra, Martini mostra que seu lado autoral sempre está muito presente, oferecendo sempre uma questão particular em cada um dos cantos. Em cada canto que o artista buscou ilustrar são vistas duas ou três ilustrações, porém existe aquela de maior relevância para ele e que explicita melhor o que quis demonstrar do canto selecionado.
Um dos recursos utilizados por Martini e que, sem dúvida, acrescenta um estilo autoral a sua obra ilustrada é o recurso da legenda, onde ele passa a contar a história a seu modo, utilizando ainda, nesse caso, os versos da Divina Comédia. Deste modo, ele transforma o texto de Dante Alighieri em uma releitura própria, fazendo uma ressignificação a partir imagética da obra prima de Dante Alighieri, que já passa a ser a
5. REFERÊNCIAS
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ALIGHIERI, Dante. A Divina Comédia / Dante Alighieri; introdução, tradução e notas de Vasco Graça Moura. Edição bilíngue – São Paulo: Editora Landmark, 2005.
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_________ . Tutte le opere - Divina Commedia, Vita Nuova, Rime, Convivio, De vulgari eloquentia, Monarchia, Egloghe, Epistole, Quaestio de aqua et de terra. Introduzione di Italo Borzi, Commenti a cura di Giovanni Fallani, Nicola Maggi e Silvio Zennaro. Roma: Newton Compton editori, 2007.
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___________. Trattatello in laude di Dante. Milano: Garzanti, 1995.
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www.accademiadellacrusca.it www.oderzocultura.it
6. ANEXOS
6.1. Produções artísticas de Alberto Martini
Lista de volumes presentes na Pinacoteca:
1899 La bocca de la maschera, numero unico, edizione del Comitato di
Beneficienza, Treviso.
1904 I canti delle stagioni di Luigi Orsini, Libreria Editrice Lombarda, Milano s.d. 1905 Le commedie di Terenzio, maschere di Alberto Martini, Libreria Editrice
Lombarda A. De Mohr, Antongini e C., Milano, 3 voll.*
1906-07 Copertina per Poesia, rassegna internazionale diretta da F.T. Marinretti,
Milano, anno II, n. 9-10-11-12.
1907 Per la Rinascita, di Luigi Coletti, testate di Alberto Martini, Editrice Zoppelli,
Treviso.
1909 The Life of Edgar Poe di George E. Woodberry, vol. I, illustrazioni di Alberto
Martini, Houghton Mifflin Company, Boston e New York. 1910 Il castello del sogno di C.A. Butti poema tragico, illustrazioni di Alberto Martini, Edizioni Treves, Milano 1910 Asse terrestre di Valerij Brjusov, Edizioni Scorpion, Mosca. *
1915-16 Danza macabra europea, cinque serie di cartoline edite dallo Stabilimento
Longo, Treviso.*
1916 Carezze, cartella di otto litografie edita dallo stabilimento Longo, Treviso. 1920 Les Orientales di Victor Hugo, illustrazioni di Alberto Martini, Editore I.
Hetzel, Parigi.
1922 Eliodoro, romanzo d'Etiopia, versione italiana di Umberto Limentani,
frontespizio e copertina di Alberto Martini, A.F. Formiggini Editore, Roma. *
1923 I Misteri di Alberto Martini, cartella di sei litografie originali precedute da un
commento di Emanuele di Castelbarco, Edizioni Bottega di Poesia, Milano.*
1924 Trentun fantasie bizzarre e crudeli, precedute dalla diabolica immagine di
Bottega di Poesia Milano. I primi 165 esemplari contengono la puntasecca Paganini.*
1924 Il Tetiteatro ovvero il teatro sull'acqua di Alberto Martini, testo di Emanuele di
Castelbarco, Edizioni Bottega di Poesia, Milano.*
1935 La secchia rapita di Alessandro Tassoni, nella redazione più antica secondo la
lezione del codice Sassi, prefazione di Renato Simoni ai 52 disegni eroicomici di Alberto Martini, testo curato da Cesare Angeli, Modena.
1936 Il Titano liberato di Guido Stacchini illustrazioni di Alberto Martini, Edizioni
de "L'Eroica", Milano. I primi 100 esemplari contengono la puntasecca ll Titano liberato.*
1937 L'ora mattutina, antologia ad uso delle scuole medie, di Luigi Russo
illustrazioni di Alberto Martini, Editore Giuseppe Principato. Edizione numerata. *
1944 Alberto Martini di Mario Milani, Editore SADEL, Milano. Nel volume sono
inserite le litografie La famiglia del pescatore, Il conte Ugolino e l'arcivescovo Ruggeri.
1945 La vita della Vergine e altre poesie di Rainer Maria Rilke, litografie originali a
colori di Alberto Martini. Editoriale Italiana, Milano.*
1945 Un mago del bianco e nero di Giorgio Balbi, Editoriale Italiana, Milano. I
primi 25 esemplari contengono l'acquaforte Il boscaiolo e le puntesecche Le figlie di Leda, Banchetto e Ninfale.
1946 La vita di Cristo, poema grafico di Alberto Martini, Edizioni Cenobio, Milano.
I primi 250 esemplari contengono l'acquaforte Cristo prigione.*
1947 Miti, cartella di dodici puntesecche edita da Il Camino, Milano. * (non tutte) 1949 La Divina Commedia di Dante Alighieri, illustrazioni di Alberto Martini
presentazione di Ettore Cozzani, Edizioni Cenobio, Milano. Alcuni esemplari contengono le acqueforti Il divino poeta, Vanni Fucci ladro, Pia dei Tolomei e Quel che d'ogni colpa vince la bilancia. *
1954 Le avventure di Pinocchio, interpretazione di A. Negri, illustrazioni di Alberto
Martini, Edizioni Convivio Letterario, Bergamo.
15 Ex libris di Alberto Martini, cartella di ex libris, Editore Luigi Filippo Bolaffio,
6.2. Cânticas completas
Inferno XXXIV
3 6 9 12 15 18«Vexilla regis prodeunt inferni
verso di noi; però dinanzi mira»
disse 'l maestro mio «se tu 'l discerni».
Come quando una grossa nebbia spira,
o quando l'emisperio nostro annotta,
par di lungi un molin che 'l vento gira,
veder mi parve un tal dificio allotta;
poi per lo vento mi ristrinsi retro
al duca mio; ché non li era altra grotta.
Già era, e con paura il metto in metro,
là dove l'ombre tutte eran coperte,
e trasparíen come festuca in vetro.
Altre sono a giacere; altre stanno erte,
quella col capo e quella con le piante;
altra, com'arco, il volto a' piè rinverte.
Quando noi fummo fatti tanto avante,
ch'al mio maestro piacque di mostrarmi
la creatura ch'ebbe il bel sembiante,
d'innanzi mi si tolse e fe' restarmi,
«Ecco Dite» dicendo, «ed ecco il loco
3 6 9 12 15 18
«Vexilla regis prodeunt inferni
a nós direitas; pois em frente mira»
disse o mestre «se o teu olhar discerne». E
qual quando espessa névoa se revira
ou, quando o hemisfério nosso anouta,
há moinho que ao longo ao vento gira,
cri de ver um edifício nessa rota;
de vento tal me refugio então
atrás do guia; nem vi outra grota.
Já estava, e o ponho a medo na canção,
lá onde tanta sombra era coberta,
e transparece qual palha em boião.
Muita que jaz; de pé muito se aperta,
esta do cabo, aquela em pé se plante;
outra, como arco, o rosto aos pés concerta.
Quando tínhamos ido tão avante
Que ao mestre meu aprouve de mostrar-me
A criatura que houve o bel semblante,
tirou-se-me da frente e foi parar-me,
21 24 27 30 33 36 39 42
ove convien che di fortezza t'armi».
Com'io divenni allor gelato e fioco,
nol dimandar, lettor, ch'i' non lo scrivo,
però ch'ogni parlar sarebbe poco.
Io non mori', e non rimasi vivo:
pensa oggimai per te, s'hai fior d'ingegno,
qual io divenni, d'uno e d'altro privo.
Lo 'mperador del doloroso regno
da mezzo il petto uscía fuor della ghiaccia;
e piú con un gigante io mi convegno,
che giganti non fan con le sue braccia:
vedi oggimai quant'esser dee quel tutto
ch'a cosí fatta parte si confaccia.
S'el fu sí bello com'elli è or brutto,
e contra 'l suo fattore alzò le ciglia,
ben dee da lui procedere ogni lutto.
Oh quanto parve a me gran maraviglia
quand'io vidi tre facce alla sua testa!
L'una dinanzi, e quella era vermiglia;
l'altr'eran due, che s'aggiugníeno a questa
sovresso 'l mezzo di ciascuna spalla,
e sé giugníeno al luogo della cresta:
e la destra parea tra bianca e gialla;
la sinistra a vedere era tal, quali
21 24 27 30 33 36 39 42
onde convém que a fortaleza te arme».
Como eu fiquei então gelado e rouco,
não perguntes, leitor, que o não derivo
de escrever, que falar seria pouco.
Eu não morri e não me fiquei vivo:
pensa agora por ti, à flor de engenho,
no que fiquei, disto e daquilo esquivo.
Imperador do reino em dor tamanho
saía a meio peito ao gelo baço;
e mais com um gigante eu me convenho
do que os gigantes co ele em cada braço:
já vês como era o todo no reduto
de parte assim formada a tal compasso.
Se belo foi como é agora bruto
e contra quem o fez olhar lhe brilha,
bem deve proceder só dele o luto.
Oh, quanto me pareceu grã maravilha
quando três faces vi em sua testa!
A da frente vermelha se encorrilha;
a cada uma das outras, junta a esta,
em meio a cada ombro se encavala,
e as três se vão juntar na crista em festa:
e amarelece a destra em branco rala;
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vegnon di là onde 'l Nilo s'avvalla.
Sotto ciascuna uscivan due grand'ali,
quanto si convenía a tanto uccello:
vele di mar non vid'io mai cotali.
Non avean penne, ma di vispistrello
era lor modo; e quelle svolazzava,
sí che tre venti si movean da ello:
quindi Cocito tutto s'aggelava.
Con sei occhi piangea, e per tre menti
gocciava 'l pianto e sanguinosa bava.
Da ogni bocca dirompea co' denti
un peccatore, a guisa di maciulla,
sí che tre ne facea cosí dolenti.
A quel dinanzi il mordere era nulla
verso 'l graffiar, che tal volta la schiena
rimanea della pelle tutta brulla.
«Quell'anima là su c'ha maggior pena»
disse 'l maestro, «è Giuda Scarïotto,
che 'l capo ha dentro e fuor le gambe mena.
Delli altri due c'hanno il capo di sotto,
quel che pende dal nero ceffo è Bruto
- vedi come si storce! e non fa motto -!;
e l'altro è Cassio che par sí membruto.
Ma la notte risurge, e oramai
45 48 51 54 57 60 63 66
os que o Nilo percorrem vala a vala.
De cada uma sai par de asas tais,
quanto o pássaro há-de carecê-lo:
velas do mar assim não vi jamais.
Não tinham penas, mas a modo o pêlo
seria de morcego; e as agitava,
do que três ventos dava em atropelo:
e já Cocito todo enregelava.
Com seis olhos chorava e aos mentos rente
baba sangrenta e ranho gotejava.
De cada boca esfacelava a dente
um pecador, ripando-lhe a medula,
e a cada um de três punha dolente.
Era ao da frente a mordedura nula
à esfola comparada, que acarena
sem pele em carne viva toda ondula.
«É a alma que há no cimo maior pena»
o mestre diz, «Judas Iscariote:
cabeça a dentro, as penas desordena.
Das duas que debaixo têm garrote,
Bruto pende do negro focinhudo
- vê como ele se estorce! e não dá morte! -;
e é Cássio o que parece tão membrudo.
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è da partir, ché tutto avem veduto».
Com'a lui piacque, il collo li avvinghiai;
ed el prese di tempo e luogo poste;
e quando l'ali fuoro aperte assai,
appigliò sé alle vellute coste:
di vello in vello giú discese poscia
tra 'l folto pelo e le gelate croste.
Quando noi fummo là dove la coscia
si volge, a punto in sul grosso dell'anche,
lo duca, con fatica e con angoscia,
volse la testa ov'elli avea le zanche,
e aggrappossi al pel com'uom che sale,
sí che 'n inferno i' credea tornar anche.
«Attienti ben, ché per cotali scale»
disse 'l maestro, ansando com'uom lasso,
«conviensi dipartir da tanto male».
Poi uscí fuor per lo foro d'un sasso,
e puose me in su l'orlo a sedere;
appresso porse a me l'accorto passo.
Io levai li occhi, e credetti vedere
Lucifero com'io l'avea lasciato;
e vidili le gambe in su tenere;
e s'io divenni allora travagliato,
la gente grossa il pensi, che non vede
69 72 75 78 81 84 87 90
de partirmos, porquanto vimos tudo.»
Seu colo abraço então como lhe apraz;
e ele em tempo e lugar as mãos têm postas;
e quando as asas vão abrindo assaz,
vai agarrar-se a tão felpudas costas:
de velo em velo desce e não afrouxa
por rodopelo e por geladas crostas.
E quando nós chegamos onde a coxa
vai encontrar o lado grosso da anca,
o guia, de fadiga e de congoxa
volta a cabeça onde a perna lhe estanca,
e o pelô agarra já como quem escale,
e eu creio que de novo ao inferno atranca.
«Bem te segures numa escada tal»,
me disse o mestre arfando de cansaço,
«é preciso partir de tanto mal».
E um buraco na pedra fez-lhe espaço
de sair e me foi na orla pousar;
e veio ter comigo a certo passo.
Alcançando os olhos, cri que ia avistar
Lucifer como o eu tinha deixado;
e então o vi de gâmbias para o ar;
e se eu fiquei um tanto perturbado,
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qual è quel punto ch'io avea passato.
«Lévati su» disse 'l maestro «in piede:
la via è lunga e 'l cammino è malvagio,
e già il sole a mezza terza riede».
Non era camminata di palagio
là 'v'eravam; ma natural burella
ch'avea mal suolo e di lume disagio.
«Prima ch'io dell'abisso mi divella,
maestro mio», diss'io quando fui dritto,
«a trarmi d'erro un poco mi favella:
ov'è la ghiaccia? e questi com'è fitto
sí sottosopra? e come, in sí poc'ora,
da sera a mane ha fatto il sol tragitto?»
Ed elli a me: «Tu imagini ancora
d'esser di là dal centro, ov'io mi presi
al pel del vermo reo che 'l mondo fora.
Di là fosti cotanto quant'io scesi;
quand'io mi volsi, tu passasti 'l punto
al qual si traggon d'ogni parte i pesi.
E se' or sotto l'emisperio giunto
ch'è opposito a quel che la gran secca
coverchia, e sotto 'l cui colmo consunto
fu l'uom che nacque e visse sanza pecca:
tu hai i piedi in su picciola spera
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que ponto é esse que eu tinha passado.
«Ergue-te», disse o mestre, «fica em pé:
a via é longa e o caminho estreito,
e já o sol na meia-terça é.»
Não era caminhada de preceito
a nossa ali, mas natural viela
de lume fraco e solo assaz desfeito.
«Antes que do abismo onde enregela
me tires», disse eu quando fui erecto,
«tirando-me erros ora me revelo:
o que é do gelo? e este em tal aspecto
posto ao invés? e como em pouca dura,
entre tarde e manhã fez seu tragecto
o sol?» E ele: «Pensas nesta altura
que estás além do centro onde eu prendia
a pele ao verme vil que o mundo fura.
De lá tu foste enquanto eu me descia;
mas quando me voltei tinhas passado
ponto que a todo o peso atrai a via.
E ao hemisfério ora te eis chegado
o oposto ao que recobre a grande seca,
sob o tecto da qual sacrificado,
foi quem nasceu, viveu e em nada peca: