Fase inicial: repertório e estudo
Abordamos que são necessárias algumas condições familiares, ambientais e sociais para o início do estudo de um instrumento específico, tais como, a presença de um
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instrumento, o apoio financeiro e emocional de pais, professores entre outros fatores, para que o aluno comece a sua caminhada para a especialização. Existem ainda outros aspectos de ordem metodológica na abordagem do instrumento em fase inicial, que parece ter influenciado positivamente os jovens no contato com o instrumento e a música.
Ainda que o “estudo deliberado” e as horas de prática sejam indispensáveis para o desenvolvimento da expertise, parece que num período que remete à infância, os jovens pianistas e cravistas envolviam-se com a atividade de maneira lúdica, como uma brincadeira, desenvolvendo um gosto pela música sem propriamente abordar o estudo com a especialização que desenvolveram mais tarde. Como afirma a cravista, inicialmente a criança não sabe estudar, ela apenas se diverte porque gosta da música. Também outra pianista afirma que não estudou “direito” desde o início. A música foi entrando de forma natural. Um terceiro pianista, referindo-se ao seu estudo inicial destaca que tudo era uma brincadeira e finalmente o último participante revela a estratégia que uma professora encontrou de lhe ensinar a notação musical, numa idade onde a criança ainda não era alfabetizada. O expert começou a ler a notação musical num período anterior à leitura através de cores, onde a professora inventou um sistema na qual cada nota correspondia a uma cor diferente. A “brincadeira” era colorir as notas. Dessa forma, conseguiu executar algumas músicas com uma dificuldade relativa para a sua idade através da identificação das notas no piano.
Quando a gente é criança a gente não sabe estudar. A gente só se diverte porque a gente gosta da música e se empolga com determinada música. (Fernanda, cravista)
(...) e eu acho que a música na verdade eu fui assimilando, muito lentamente. A música como música que eu conheço hoje. Ela não foi assim, eu não estudei a teoria, a historia, aquelas coisas todas mais formais, eu não estudei isso direito desde o inicio, então a música foi entrando mais ou menos assim naturalmente, como coisa cotidiana, não é? (Catarina, pianista)
Brincadeira era só para mim. (João, pianista)
(...) então ela começou a colorir as partituras, então o dói era verde, o ré era azul o mi era amarelo/laranja, o lá não tinha cor, então todas as notas que não tinham nada colorido eram fá, o sol amarelo,o lá violeta/roxo e o si vermelho. Então eu aprendi essa relação das notas, duas pretas uma abaixo é dó,então todas estas notas eram verdes (toca a nota dó no piano) e então eu ia sabendo pelo gráfico. Que o dó central era aqui que uma oitava acima era essa, então eu coloria, e brincava de ficar colorindo partituras, e com muito pouco tempo, 4anos e meio, 5 anos, eu já tocava, umas sonatinas, estudos de czerny então ai começou tudo. (Pedro, pianista)
Quanto ao tempo de estudo, parece que também era reduzido e que não era muito levado a sério. Contudo, é importante destacar que existia contato com o instrumento, e de
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certa forma um estudo regular, que se foi desenvolvendo progressivamente. Os dois pianistas em seguida apresentados revelam que o seu estudo inicial era pouco. O segundo participante estudava no máximo uma hora por dia. Apenas mais tarde começou a estudar de forma mais séria.
(...) ah... no período inicial acho que não muito, estudava um pouco , acho que não muito (...). (Artur, pianista)
(...) uma hora no máximo, eu só voltei a estudar seriamente quando eu voltei para cá; eu fazia os meus recitaisinhos de aluninho, de final de ano e tudo, não estava ainda bem claro para mim, (...). (João, pianista)
No que diz respeito aos processos de ensino-aprendizagem no período inicial, parece que o desenvolvimento de experts começa com peças consideradas “fáceis” com um grau de dificuldade aparentemente normal para a faixa etária. Mesmo tento atingido um grau elevado de expertise na vida adulta, ao que parece, o desenvolvimento das crianças no período inicial seguiu os mesmos passos que o de qualquer outro estudante de piano considerado não expert (tanto em cravistas como em pianistas, uma vez que o piano foi o instrumento inicial de todos os participantes). Existe mesmo um estudo com mecanismos considerados demasiadamente fáceis hoje em dia, como por exemplo, uma pianista que começou com o estudo de um livro com notação apenas na clave de sol, em vez de notação nas duas claves, como é feito atualmente. Também para outro participante, o repertório inicial de exercícios técnicos como arpejos e escalas progredia normalmente, inclusive com alguma dificuldade em tonalidades estranhas e a uma velocidade não muito rápida. O pianista também executava o Hanon, um livro considerado para principiantes. Um terceiro participante também salienta que o seu repertório era igual aos seus colegas de classe, com pequenas peças apropriadas para o seu desenvolvimento.
Então assim assim que eu fiz aquele primeiro livro o Shimon, na época era ele que a gente fazia, então ele era todo em clave de sol, (...), e como ele é um livro so em clave de sol, que hoje a gente nem faz isso mais, hoje a gente já começa , a criança com clave de sol e de fa ao mesmo tempo. (Luiza, pianista)
Falando de mecanismos. Eu até cheguei a fazer escalas, arpejos, com a minha professora que me iniciou no piano. (...) Então acho que devia ser uma coisa bem mais ou menos, (...) sobretudo, com tonalidades esquisitas, mais difíceis, não acredito que eu tocava as escalas muito rápido, acredito que era assim bem média velocidade, assim e tal. Ela fazia Hanon também, essa professora ela fazia Hanon.. (Artur, pianista)
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eu tinha que tocar aquelas coisinhas de todo o mundo Ana Madalena Bach, burgmuller, aquelas pecinhas Gurlit [risos], uma coisa de Schuman talvez, uma coisa assim.,(...). (João, pianista)
Quanto ao gerenciamento do estudo nesta fase inicial, uma característica que alguns pianistas apontaram como importante foi o fato dos seus professores serem bastante organizados com o estudo, mesmo que as estratégias de abordagem ao repertório apresentadas não fossem as mais efetivas tal como conheceram mais tarde. A questão da organização será trazida posteriormente como uma característica marcante dos processos de autorregulação de experts. O estudo inicial com um certo nível de organização por parte dos professores pode talvez ter ajudado os experts a se organizarem mais tarde, ou talvez a enfatizar esse aspecto particular de suas personalidades. A primeira pianista teve o tio como professor. Ele era muito organizado e escrevia com detalhe o que a jovem tinha que fazer. Uma vez que morava numa cidade distante, o tio deixava as lições organizadas para seis meses de estudo, pelo que a pianista ainda com a idade de onze anos cumpria. A pianista conservou a organização por toda a sua vida, o que a ajudou a ler bastante repertório e a se desenvolver consideravelmente técnica e musicalmente. Outro pianista notabiliza a sua professora por ser bastante metódica. O participante descreve com certa nitidez as peças que efetuava com a sua professora, mesmo este fato ter acontecido há muitos anos. Ao que parece o participante desenvolveu muito repertório graças à organização de sua professora.
Então ele [o tio] me dava assim tudo organizado, ele era muito organizado, ele escrevia para mim que eu tinha que estudar aquela lição, três vezes com mãos separadas sei lá, cinco vezes a mão direita cinco vezes a mão esquerda. Assim tudo detalhado, tudo o que eu tinha que fazer ele me ensinava umas variações rítmicas, tantas vezes com esta variação, tantas vezes com a outra, ai tantas vezes com mãos juntas e pronto. Ai ele pegava outra lição. Fazia detalhadamente tudo o que eu tinha que fazer, olha so, durante 6 meses olha so. E eu fazia tudo,(...) Isso tudo aconteceu eu tinha menos de 11 anos. (Luiza, pianista)
Muito metódica [a professora], então toda a aula a gente fazia Hanon, escala, Hanon inclusive escala, eu não me lembro se eu fiz todo o Hanon, isso eu não consigo me lembrar, o inicio eu sei que fiz, as escalas e arpejos tenho a certeza que fiz, mas como eu te falei como iniciante. Depois ela dava Bach, a gente começou com provavelmente Ana Madalena, depois suítes de pecas fáceis, não me lembro, depois sei la prelúdios e fuguettas mais ou menos. Sei que quando eu entrei para os estudos eu já estava bem na escola. Tinha czerny, 1, 2, 3o volume , e depois músicas ne? Então toda a aula era fazia isso. Toda a aula... (Artur, pianista)
Um outro aspecto que parece ter sido particularmente importante refere-se a um contato inicial com a música antes do instrumento propriamente dito. Ou seja, o instrumento
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musical é apenas um veiculo que permite acessar à música. A música é então a conexão fundamental que o músico ambiciona.
A visão de que o músico não deve ser apenas um especialista na sua área, mas alguém que entende a música e se relaciona com esta de uma forma mais globalizada e integradora foi referida por Schoenberg:
Me oponho ao especialista (…). Para merecer o nome de músico, deve-se possuir não somente o conhecimento específico em uma área, mas ter o conhecimento de todos os campos de sua arte. (…) Esses são os crimes de um especialista. (SCHOENBERG, 1984, p. 387)
Os outros campos da arte do músico dizem respeito ao entendimento de vários fatores, alguns frequentemente lembrados como técnica e memorização e outros que tendem a ser mais deixados de lado como a apreciação musical. Os músicos entrevistados destacam que a música, era algo que permeava a vida deles enquanto crianças. A experiência musical dos participantes não se limitava apenas ao piano. Frequentemente incluía música instrumental e coral de tradição clássica. Uma participante afirma que cresceu “escutando” vários estilos de música e que isso fez a grande diferença, pois apenas estudar uma lição de piano esporadicamente não faz com que se estabeleça uma relação duradoura com o instrumento, nas palavras da entrevistada que “sustente” a atividade e o estudo prolongado. Segundo a pianista o que faz falta na educação musical é “ouvir música”. Outra pianista salienta que o seu contato inicial foi com a música e não com o piano especificamente. O piano apareceu, pois surgiu a oportunidade de estudar graças ao aparecimento de uma professora de piano na sua cidade. Ainda outro participante alega que muitas vezes os instrumentistas pecam por se relacionar muito com o instrumento e pouco com a música em si. Na visão deste entrevistado, os pianistas que se destacam são aqueles que fazem “música”.
Eu brincava brincava mas estava sempre ouvindo. (...) eu cresci escutando, Guarani, escutando, sinfonias de Dvořák, Prokofiev Beethoven, Mozart então, violino, eu cresci escutando, escutando,escutando. Eu acho que isso faz a maior diferença num músico que depois vai passar a sua vida inteira gostando de música (...)o que faz falta na educação musical é você ouvir música. Você conhecer repertório. Não adianta você estudar só aquela lição de piano, aquilo Fica um pouco sem sentido se você não tem uma outra coisa uma outra projeção musical. Fica uma coisa meio vazia a pessoa não se sustenta. Então eu acho que por isso que não se sustentam. Esta faltando outra coisa. E eu tive isso muito cedo a minha vida inteira. (Luiza, pianista)
(...) então a coisa foi, a música em princípio e não o piano em específico. O piano foi porque na minha cidade apareceu uma professora de piano. (Catarina, pianista)
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Eu acho só que a relação que torna um pouco difícil a relação dos músicos, dos instrumentistas é que eles se relacionam muito com o instrumento e muitas vezes não com a músicos eu acho que isso é o diferencial. Se você me perguntar quais são as pessoas, são pianistas, mas que fazem música. (Pedro, pianista)
Fase de transição
Se, inicialmente, estudar era uma brincadeira, no decorrer dos estudos, os futuros experts começaram a trabalhar as peças de forma mais “séria” e intensiva, tendo algum incentivo externo esporadicamente. Contudo, apenas praticar não é considerado “estudo deliberado”. É necessário que os indivíduos recebam instruções com qualidade. Destarte a motivação para tocar um instrumento pode ser influenciada pelo processo de estudo, uma vez que o aluno que tem uma técnica específica de aprendizagem pode resolver os seus problemas e alcançar os seus objetivos de forma mais eficaz, o que provavelmente fará com que se sinta mais estimulado e motivado.
De acordo com a pianista, tocar não é estudar. Estudar, ou seja, efetuar “estudo deliberado”, envolve o reconhecimento das dificuldades pontualmente e estratégias eficientes tanto a nível técnico, como de sonoridade entre outros. Além do mais, o fato de um aluno tocar “aparentemente” bem não significa que o mesmo uma compreensão mais aprofundada de outras dimensões músicais, tais como a noção de harmônica, fraseado, estrutura da peça, entre outros aspectos fundamentais para um discurso musical apropriado. Executar uma peça de forma rápida, um popularmente dito “mexer os dedos”, não significa um desempenho de alto nível. De acordo com a fala do segundo pianista, abaixo, ter destreza técnica para tocar Chopin (uma compositor considerado de alta dificuldade) não significa possuir alto nível. O participante revela que uma apresentação sua antes de ter noção de como estudar e atentar para outras qualidades músicais como o fraseado, era uma “patuscada” uma vez que o seu discurso musical não tinha “lógica nenhuma”, e era ainda um “troço selvagem”.
Tocar não é estudar, então eu sou pontual, eu pego para estudar e estudo, ate hoje eu faço assim, então eu levanto muitas coisas em pouco tempo, claro que hoje eu estudo muito menos. (Luiza, pianista)
(...) mas não quer dizer que seja Chopin alto nível. Não era. Era uma grande patuscada, um troço selvagem, sem lógica nenhuma. (João, pianista)
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Ao que parece nem todos os experts começaram com mecanismos de aprendizagem suficientemente bons, contudo, há uma determinada altura, os experts desenvolveram um estudo de qualidade, através de contato com outros professores que lhes foram mostrando diferentes metodologias e técnicas. Segundo um pianista, caso o aluno não tenha método ele não conseguirá atingir os seus objetivos. O próprio participante afirma que nem sempre ele teve acesso a esse tipo de conhecimento e por tal motivo perdeu muito tempo além do sofrimento que afirma ter sentido. Outra pianista salienta que esse processo é difícil de adquirir e necessita de um professor experiente que conduza o aluno.
(...) Então foi isso, o método veio depois. Se eu tivesse tido método eu não teria perdido tempo, nem sofrido, mas? (João, pianista)
Tem que ter um professor do lado para explicar, para mostrar como é que é, que é um processo meio demorado... (Luiza, pianista)
Em contraste com um estudo eficiente, alguns músicos frisaram que os seus professores iniciais tinham uma abordagem bastante “intuitiva” ou “tradicional”, ou seja, pouco explicativa, ou eles mesmos, por falta de indicação estudavam intuitivamente. Esse método parece não ser focalizado, nem profissional, no sentido de responder objetivamente o que é necessário para conseguir determinado objetivo. Além disso, por vezes o professor por falta de conhecimentos técnicos, não determinava o nível do aluno e as dificuldades, não indicando exercícios que se adequassem ao seu nível e que o fariam progredir da melhor forma. Para a pianista Helena, o estudo era feito sem a ajuda de ninguém e não havia uma indicação precisa do que tinha que ser feito para melhorar a peça. Também para Catarina, o ensino inicial era feito de forma bem tradicional, ou seja, conforme o “gosto” ou a “intuição” da professora. Pedro sobressai o fato dos seus professores até certa altura serem muito limitados e permitirem que ele executasse algumas peças fora do seu alcance técnico e até mesmo com alguns erros. O mesmo expert afirma ter sentido necessidade de respostas mais concretas, sobretudo, a partir do momento que se tornou professor, para poder explicar aos seus alunos alguns conhecimentos que descobrira intuitivamente.
Sempre estudava sozinha (...) ela não me disse assim como estudar. Então eu tocava, tocava um pouquinho um pouquinho. As vezes intuitivamente eu parava, (...) sabia que não estava muito bem, Por esse lado eu sinto assim, que o estudo era efetivo porque eu estudava intuitivamente para melhorar a peça, não havia estratégias de estudo, eu nunca, nessa fase, me foi ensinado como estudar. Nunca.(Helena, Pianista)
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Olha, ela foi bem tradicional, é? Porque ela era daquele ensino antigo, sabe? Daquele ensino antigo que ia corrigindo as coisas e dizendo sugerindo “olha faz assim faz assado, aqui você faz assim, aqui cresce aqui você diminui”, assim quer dizer, bem, bem, bem da forma tradicional. (Catarina, pianista)
Olha, até aos 13 anos, foi muito intuitivo (...) E o que eu não conseguia fazer eu me adaptava, eu me arranjava. E os professores até então, como eles eram muito limitados eles deixavam. (...) Durante muito tempo para mim foi tudo intuitivo. O inicio mesmo da música foi totalmente intuitivo, muito voltado à sensibilidade, intuição e eu sempre, depois de uma certa idade eu conhecei a sentir falta disso [de ter explicações para os fenômenos], principalmente quando eu fui começar a dar aula. (Pedro, pianista)
Autorregulação e Metacognição
Numa última fase, o sujeito é capaz de se autorregular e gerar de forma independente o seu estudo. Para Kemp (1996), esta fase seria aquela em que o estudo ao invés de ser obrigatório, torna-se autorregulado e metacognitivamente eficiente. Entre esses mecanismos de aprendizagem expert, Galvão (2006) destaca algumas estratégias além da autorregulação, como a metacognição, autofeedback e feedback externo, qualidade de performance e a noção de domínio específico. No autofeedback, o aluno aprende a monitorar aspectos do aprendizado em relação a parâmetros que ele próprio internalizou.
No que diz respeito à autorregulação, Zimmerman (2000) designa-a como uma função cognitiva utilizada para controle do processo de aprendizagem, como estabelecimento de um objetivo ou norma de estudo e controle do próprio progresso. Ou seja, um aluno que tenha uma aprendizagem autorregulada é aquele capaz de selecionar estratégias adequadas para a resolução de problemas além de revisar essas estratégias sistematicamente bem como fazer o redirecionamento dos mesmos caso não sejam efetivos. Esse processo tem um caráter fundamentalmente voluntário e intencional. De acordo com o autor, a autorregulação pressupõe também a existência de uma motivação mais ativa para a resolução de problemas, uma vez que, para as teorias da autorregulação da aprendizagem (ZIMMERMAN, 2000), a autorregulação é feita pela transformação de informação, sequenciamento, busca de informação, ensaio e estratégias mnemônicas, busca de padrão, adiamento de gratificação, estabelecimento de objetivos, percepção de autoeficácia, autoinstrução e autoavaliação. Estas ações desenvolvem-se em várias fases, respectivamente: fase de antecipação e preparação, fase de execução e controlo e, por último, fase de autorreflexão e autorreação (SILVA et al., 2004; ZIMMERMAN, 2000).
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