Para que todos os conceitos e arquiteturas de EAD existentes cheguem até os computadores de milhões de aprendizes on-line é necessário contar com inúmeros tipos de tecnologias voltadas para a produção conteúdos, vídeo, áudio, animação, elaboração de testes e respectivas correções automáticas. Além disso, é preciso disponibilizar ambientes para fóruns, troca de e-mails, quadros de avisos on- line e trabalhos colaborativos.
O TelEduc - Ambiente de Suporte para Ensino-Aprendizagem a Distância, é um sofware livre desenvolvido pelo Núcleo de Informática Aplicada à Educação - NIED, da Unicamp, cuja arquitetura atende aos principais pressupostos da EAD, ofertando vários instrumentos que permitem ao educador acompanhar, gerenciar e disponibilizar conteúdos. O aplicativo facilita a comunicação pedagógica entre alunos e tutores e a interação entre os participantes, por meio de ferramentas como Correio Eletrônico, Grupos de Discussão, Mural, Portfólio, Diário de Bordo e Bate- papo. O TelEduc dispõe de diversas funções de suporte à aprendizagem, tais como Material de Apoio, Leituras e Perguntas Freqüentes, além do registro de todas as interações, conteúdos, acessos e da consulta às informações produzidas.
Diversas organizações utilizam o TelEduc para desenvolver e disponibilizar cursos por meio da internet, dentre as quais podemos citar UFRGS, PUC-SP, Universidade de Uberaba, UNICAMP, UNB, FUNDAP e Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
Dentre as diversas entidades provedoras de tecnologias e de conteúdos para EAD, se encontra o FGV Online, braço da Fundação Getúlio Vargas para a educação a distância, assim apresentado por LONGO (2005, p.117):
A partir de 2001, o FGV Online passou a oferecer disciplinas no nível de pós-graduação latu sensu e, em 2003, as escolas de Administração e Economia da FGV foram credenciadas pelo MEC para a oferta de cursos MBA a distância. No segmento de educação corporativa, são realizados os cursos para as universidades corporativas com os conteúdos fornecidos pelos professores das escolas da FGV e são desenvolvidos programas de treinamento de e-learning customizados para as empresas públicas e privadas.
Como exemplos de organizações que adotaram os programas do FGV Online, Longo (2005, p. 120) cita os casos do BNDES e da Vale. O programa Trein@BNDES foi desenvolvido com base em conteúdo fornecido pelo próprio banco, cabendo ao FGV Online o desenvolvimento do site para disponibilizar o curso e customizar o conteúdo à metodologia e-learning. Nesse programa foram treinados mais de 2.000 funcionários.
No caso da Vale, todo o conteúdo foi criado pela FGV e disponibilizado via internet, por meio da plataforma Saba de soluções e-learning, constituindo-se no primeiro curso oferecido pela Valer, Universidade Corporativa do grupo Vale, o qual já formou mais de 1.500 profissionais.
No site do FGV Online são apresentados casos de outras empresas e órgãos públicos que também aderiram a essa plataforma de EAD, tais como o Banco do Brasil (MBA Executivo em Negócios Financeiros, 2.000 alunos), Petrobrás (Práticas de Comunicação), Secretaria do Tesouro Nacional (SIAFI Gerencial e Contas a Pagar e a Receber, 8.000 usuários).
Citando outras plataformas de suporte à EAD disponíveis, Litto (2005, p. 54) apresenta software que dispõem de recursos tecnológicos semelhantes, tais como Learning Space, WebCT e Blackboard. Na área de software livre, o autor cita dois casos. O primeiro, em nível internacional, refere-se ao projeto denominado “Hekima”, patrocinado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e dirigido a entidades que ministram cursos via internet em regiões que somente dispõem de banda estreita. Esse aplicativo conta com versão disponível em português.
No segundo caso, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) desenvolve o projeto Tecnologias da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada (Tidia), para viabilizar o Aprendizado Eletrônico (AE). O objetivo final é a criação de um conjunto de aplicativos abertos, de distribuição gratuita, que permita a construção de cursos à distância, incluindo módulos de gerenciamento de bibliotecas e museus virtuais.
Maia e Mattar (2007, p. 50) indicam outras empresas brasileiras fornecedoras de soluções para EAD, tais como Cadsoft, Ciatech, Triunfus e Micropower, esta última distribuidora dos software Lectora e Articulate. Outros exemplos citados de instituições que adotam EAD on-line: Secretaria de Educação de São Paulo - Rede do Saber, SENAC-Cead, SERPRO e Oi Futuro.
A área de EAD conta ainda com o apoio institucional da Associação Brasileira de Educação a Distância – ABED, filiada à SBPC e ao Internacional Council For Open and Distance Education – ICDE e responsável pela edição da Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância, em português, espanhol e inglês. A ABED disponibiliza em seu site vasto acervo de textos produzidos por especialistas, além de links de instituições vinculadas ao tema. Como exemplo, podem ser citados os manuais, textos e estudos de casos de EAD editados pela Commonwealth of Learning, os quais podem ser encontrados no endereço eletrônico
http://www2.abed.org.br/noticia.asp?Noticia_ID=13.
Criada em 1995, a ABED é formada por universidades, empresas e demais organizações que compartilhem o propósito de promover a educação aberta e a distância, e declara como principais objetivos: apoiar a produção do conhecimento, como forma de diminuir desequilíbrios gerados pelo afastamento dos grandes centros; incentivar a criação de projetos inovadores em EAD, contemplando as diversas mídias e formatos; e estimular a prática de elevados níveis de qualidade na prestação de serviços em EAD.
A ABED oferece ainda, extensa lista de ferramentas e de fornecedores de soluções para EAD On-line, que podem acessadas na seção Biblioteca/Ferramentas para Educação a Distância, por meio do endereço eletrônico http://www2.abed.org.br/visualizaDocumento.asp?Documento_ID=220.