Seguindo com a análise de Anderson (1999, p. 32), embora o debate arquitetônico da década de 70 já desse o tom dos valores defendidos pelos pós-modernistas, foi em 1979 que a primeira contribuição filosófica de fôlego procurou analisar as perspectivas de uma condição pós-moderna como categoria de época. Esta contribuição é justamente “A condição pós- moderna” de Jean-François Lyotard. Neste momento, é interessante notar que a concepção desta obra se deu por encomenda do governo de Quebec, que objetivava que fosse apresentado um relatório acerca do estado do conhecimento contemporâneo.
Entretanto, a investigação que Lyotad empreende não se resume a delimitar as fronteiras da ciência da época, mas, antes disso, a especificar em que condições os novos conhecimentos são obtidos e quais seus parâmetros epistemológicos. Tais reflexões levam Lyotard a tomar como ponto de partida a preocupação modernista com a linguagem. Para o autor, a linguagem define todo o vínculo social, que, em vez de tecida por um único fio, é composta por uma multiplicidade de jogos de linguagem. A fim de tornar mais clara a compreensão do que se tratam tais jogos de linguagem e seus vínculos com a pós- modernidade, cabe reproduzir a metáfora de Wittgenstein (pioneiro da teoria dos jogos de linguagem), utilizada por Lyotard para situar o conhecimento pós-moderno:
A nossa linguagem pode ser vista como uma cidade antiga: um labirinto de ruelas e pracinhas, de velhas e novas casas, e de casas com acréscimos de diferentes períodos; e tudo isso cercado por uma multiplicidade de novos burgos com ruas regulares retas e casas uniformes. (HARVEY, 1992, p. 51)
Ao identificar a pós-modernidade na esteira da “sociedade pós-industrial”, teorizada por Daniel Bell e Alain Touraine, Lyotard reconhece o conhecimento como principal força de produção econômica. Deve-se, portanto, situar o novo poder do conhecimento, uma vez que submetido à heterogeneidade dos jogos de linguagem. Neste sentido, para o autor, a ciência
passa a ser compreendida como um jogo de linguagem, o que significa que já não pode ser reconhecida como única forma legítima de conhecimento, tal como o foi na modernidade. Assim, em vez de se legitimar pela noção de “verdade”, a ciência, na pós-modernidade, passa a legitimar-se pela noção de “eficiência”. Eis aqui o ponto chave para compreensão da condição pós-moderna, segundo Lyotard, pois para o autor a pretensão da ciência, durante a época moderna, de se estabelecer como guardiã da verdade em detrimento de outros estilos narrativos, escondia a base de sustentação de sua própria legitimação enquanto tal. Essa base de sustentação situa-se nos mitos fundadores da modernidade, que são:
1. “a humanidade como agente heroico de sua própria libertação através do conhecimento” (ANDERSON, 1999, p. 32): mito que descende da Revolução
Francesa;
2. “o espírito como progressiva revelação da verdade” (ibid., p.32): mito que descente do
idealismo alemão.
Por conseguinte, a pós-modernidade encontra-se propriamente na falência de tais
mitos. Mais importante: na falência de todas as metanarrativas. O fim das metanarrativas seria
consequência, para o autor, do próprio desenvolvimento das ciências: “por um lado, através de uma pluralização dos argumentos, com a proliferação do paradoxo e do paralogismo” (ibid., p. 32); por outro, “por uma tecnificação da prova” (ibid., p.33), reduzindo a “verdade” ao desempenho. Ou, nas palavras de Lyotard:
A função narrativa perde seus grandes atores, os grandes heróis, os grandes perigos... e o grande objetivo. Ela se dispersa em nuvens de elementos de linguagem narrativos, mas também denotativos, prescritivos, descritivos etc., cada um veiculando consigo validades pragmáticas sui generis. (1986, p. 16).
O atestado de óbito que Lyotard dá às metanarrativas corrobora com a opinião dos autores pós-modernistas de que não podemos aspirar a uma explicação totalizante do mundo. Na verdade, segundo os pós-modernistas (inclusos aqui os autores tratados no tópico 2.2.1),
uma ação guiada por uma visão unificada de mundo tende a ser repressiva e ilusória, posto que a compreensão do todo se estabelece através da heterogeneidade de fragmentos em permanente mudança. Logo, “o pragmatismo (do tipo de Dewey) se torna a única filosofia de ação possível” (HARVEY, 1992, p. 55). Por conseguinte, a ação política passa a ser concebida nos marcos da localidade, em detrimento do universal, e em prol de reformas institucionais específicas, em detrimento da mudança global.
Esse relativismo e derrotismo leva Jürgen Habermas a fazer sua defesa do projeto iluminista (ibid., p. 56). Neste momento, cabe ressaltar que, apesar de normalmente colocar-se em oposição às teses de Lyotard e Habermas acerca da pós-modernidade, é provável que em sua primeira contribuição para o tema, Habermas ainda não havia lido a obra de Lyotard. Na verdade, o discurso de Habermas “Modernidade – Um projeto incompleto”, proferido em 1980, por ocasião do recebimento do prêmio Adorno, foi uma reação à Bienal de Veneza ocorrida no mesmo ano e que serviu de vitrine para que Jencks expusesse suas concepções sobre a pós-modernidade (ANDERSON, 1999, p. 44).
O que Habermas compreende por projeto moderno situa-se precisamente no esforço iluminista por desenvolver a ciência, a moral e a arte autonomamente, governadas pela lógica internas de cada uma delas. A partir desta interpretação weberiana do projeto moderno, o autor reconhece que, no início da década de 80, a modernidade estética encontrava-se em franco declínio. Tratava-se, pois, de não conseguir, em seus próprios termos, dar conta da sensibilidade contemporânea de tempo sem o sentido de progresso.
Entretanto, a resposta que Habermas encontra para o problema do declínio da modernidade estética não está na percepção de que houve uma falência completa do projeto moderno e que, portanto, deve-se aceitar a ascensão de uma condição pós-moderna. Pelo contrário, o que Habermas diz é que o projeto moderno encontra-se bloqueado, mas não
extinto. Na verdade, segundo o autor, nossa época é marcada por uma superespecialização dos domínios da ciência, da moral e da arte de tal forma que estas esferas não conseguem mais penetrar no fluxo subjetivo da vida cotidiana. Aqui, fica claro que, para Habermas, o pleno desenvolvimento do projeto moderno requer não apenas da autonomia da ciência, da moral e da arte, mas também a interação destes domínios na vida cotidiana, enriquecendo-a (ibid., p. 45). No entanto, a possibilidade de que o projeto moderno retome seu desenvolvimento, tornando possível a fruição social de todas as esferas, é vista com bastante pessimismo pelo autor. No que concerne à arte, especialmente, o declínio modernista é reconhecido nos termos das contradições da modernização capitalista, mas as condições de sua superação não podem ser encontradas na planificação (aliás, a excessiva planificação é também compreendida como causa do declínio do modernismo estético).
Nesse sentido, apesar do autor ser pessimista quanto às condições de superação da interdição do projeto moderno, a ideia de pós-modernidade enquanto categoria de época é descartada por sua concepção conservadora, uma vez que assevera a falência do projeto moderno, embasando-se em um antimodernismo cultural que louva o avanço econômico, mas rejeita suas consequências culturais. Neste momento, a ideia de pós-modernidade tal como Habermas a concebe vem, sobretudo, das afirmações de Jencks sobre a nova “espiritualidade da época”. Não é à toa que os marxistas rejeitarão em bloco, pelo menos até aqui, as teses do surgimento da pós-modernidade.
A primeira voz marxista dissonante é a de Fredric Jameson. Caberá a este autor a concepção da primeira grande obra a acolher com vigor a ideia de pós-modernidade sob uma perspectiva crítica. Em 1982, durante uma conferência proferida no Museu Whitney de Artes Contemporâneas, Jameson publica seu primeiro texto acerca da pós-modernidade: “A Guinada Cultural” oferece já naquele ano as coordenadas principais da tese que estará presente em seu mais renomado ensaio “Postmodernism: the Cultural Logic of Late
Capitalism” (“Pós-Modernismo: A Lógica Cultural do Capitalismo Tardio”) de 1984.
Seguindo ainda a análise de Anderson, cinco lances decisivos marcaram este ensaio e abriram uma nova e inovadora vereda para a compreensão da pós-modernidade:
1. Economia
O primeiro e mais fundamental vinha com o título – a ancoragem do pós-
modernismo em alterações objetivas da ordem econômica do próprio capital. Não mais uma mera ruptura estética ou mudança epistemológica, a pós-modernidade torna-se o sinal cultural de um novo estágio na história do modo de produção reinante. (Ibid, p. 66).
Aqui se pode verificar a enorme influência que o texto “Capitalismo avançado” de Ernest Mandel exerceu sobre a obra de Jameson, uma vez que abriu caminho para que se identificasse no capitalismo contemporâneo um novo estágio da trajetória do modo de produção capitalista. Esse novo estágio configura-se por intermédio de uma profunda mudança na divisão internacional do trabalho, em que:
a) as multinacionais passam a ter papel fundamental, deslocando geograficamente o parque de produção (de países de industrialização avançada para países de industrialização tardia) em busca de menores custos trabalhistas;
b) a eletrônica moderna desempenha o principal papel no vetor de lucro e inovação; c) a dinâmica das transações bancárias mundializadas, tornando marcante o papel da
especulação financeira;
d) as formas de inter-relacionamento da mídia e o surgimento de enormes conglomerados de comunicação.
Todas essas características são marcantes de uma etapa do modo de produção capitalista fundamentalmente diferente de sua etapa predecessora: o antigo imperialismo. Diante de mudanças tão profundas e globais torna-se possível perceber que, diferentemente da modernidade – em que a ideia de moderno sempre teve força exatamente porque ainda eram
vastos os territórios em que resistiam arcaísmos pré-capitalistas –, a modernização estava agora praticamente concluída.
Num universo assim purgado de natureza, a cultura necessariamente expandiu-se ao ponto de se tornar praticamente coextensiva à própria economia, não apenas como
base sintomática de algumas das maiores indústrias do mundo – com o turismo
agora superando todos os outros setores em emprego global – mas de maneira muito
mais profunda, uma vez que todo objeto material ou serviço imaterial vira, de forma inseparável, uma marca trabalhável ou produto vendável. A cultura nesse sentido, como inevitável tecido da vida no capitalismo avançado, é agora a nossa segunda natureza. Enquanto o modernismo extraía seu propósito e energias da persistência do que ainda não era moderno, do legado de um passado ainda pré-industrial, o pós- modernismo é a superação dessa distância, a saturação de cada poro do mundo com o soro do capital. (Ibid., p. 67).
Entretanto se, ao perder sua autonomia e passar a estar submetida à lógica da mercadoria, a cultura passa a ser uma espécie de “segunda natureza”, cabe-se questionar seus impactos na vida cotidiana, ou, mais propriamente, os pressupostos psíquicos da pós- modernidade. Neste momento, Jameson empreende seu segundo lance.
2. Sensibilidade/Identidade15
A forte ideia de fragmentação, heterogeneidade e instabilidade presente na própria concepção de linguagem vigente na pós-modernidade leva a um novo entendimento da personalidade. Aqui Jameson empresta de Lacan a ideia de esquizofrenia como desordem
linguística para compreender a natureza de uma sensibilidade própria do sujeito pós-
moderno. Para Lacan, na esquizofrenia há uma ruptura na cadeia de sentido de uma frase simples, tornando-a um encadeamento de significantes sem relação entre si. Mas se a identidade do sujeito depende da união psíquica entre passado, futuro e presente e se as frases também são formadas por este sentido temporal, então uma ruptura no sentido temporal da frase implica, consequentemente, em uma ruptura da própria estrutura temporal da identidade.
15 O modo como ocorrem as conexões/vínculos/relações interpessoais entre os sujeitos na presentidade será
Isso de fato se enquadra na preocupação pós-moderna com o significante, e não com o significado, com a participação, a performance e o happening em vez de com um objeto de arte acabado e autoritário, antes com as aparências superficiais do que com as raízes. O efeito desse colapso da cadeia significativa é reduzir a experiência à “uma série de presentes puros e não relacionados no tempo”. (HARVEY, 1992, p. 56).
Sendo assim, os efeitos desta concepção de personalidade esquizofrênica (não necessariamente no sentido clínico) são bastante interessantes para que se possa compreender o esmaecimento do sentido histórico, bem como o domínio da ideia de espaço – diante da percepção e interação com a simultaneidade dos acontecimentos – e do enfraquecimento da ideia de tempo – posta a eternização do presente – na pós-modernidade. De fato, para Jameson (e de forma ainda mais significativa para Harvey) a compressão do espaço-tempo é marca significativa da sensibilidade pós-moderna.
3. Cultura
A ruptura do sentido temporal, especialmente no que se refere à ideia de progresso (bastante presente na modernidade), provoca uma relação peculiar, na pós-modernidade, com o passado, que passa a ser concebido como um amontoado de acontecimentos históricos relacionados com o presente. Não é à toa que Jameson é o primeiro autor a dar grande destaque ao cinema para compreender o campo cultural na pós-modernidade. Nesta perspectiva, são significativas as análises que Jameson realiza dos filmes de “nostalgia do presente”, em que o senso de passado aparece perdido e o presente, em vez de prenhe de futuro (como na modernidade), aparece prenhe de si mesmo, bloqueada qualquer possibilidade de fuga. Por outro lado, se a sensibilidade pós-modernidade é a do espaço, em detrimento do tempo (reduzido ao eterno presente), a “falta de profundidade planejada” (impacto do instantâneo) passa a ser característica reveladora da arquitetura pós-moderna. Não seria mais necessário enxergar traços essenciais diante do que é heterogêneo, mas apenas resignar-se à efemeridade sem fundo, fixando-se nas aparências e nas superfícies, em detrimento da sustentação.
No entanto, essas mudanças não ocorreram apenas no que se refere às artes: os discursos ligados à cultura, especialmente na academia, também foram marcados pela ruptura. A própria compreensão da história passa, como está presente tanto na análise de Jameson como, mais tarde, na de Harvey, a estar vinculada muito mais com uma arqueologia dos acontecimentos passados (aqui o centro da análise é claramente Michel Foucault) do que com uma ciência que reconhece os sentidos essenciais e, portanto, universais da trajetória histórica. Em contrapartida, ainda tendo Foucault como destacado exemplo, as antigas divisões de disciplinas passam a ser substituídas pelo discurso da “teoria”. Dessa forma, disciplinas que até então apresentavam uma separação muito bem definida (tais como história da arte, da crítica literária, da sociologia, da ciência política etc.), passaram a se cruzar de tal maneira que não podiam mais ser classificadas com facilidade como assunto de um domínio ou de outro. Para Anderson, "não poderia haver sintoma mais sinistro de ruína do moderno do que a ruptura dessas divisões duramente conquistadas" (ibid., p.74).
4. Sociedade
A diluição do tempo histórico na eternização do presente, vista de forma clara na sensibilidade das novas identidades pós-modernas, também trazem impactos para a dinâmica social: se na modernidade a diferença de classes era evidente, na pós-modernidade ela já não é mais (a própria ideia de burguesia – como afirma Anderson, indo além das considerações de Jameson – perde seu peso na pós-modernidade). Assim, na medida em que há flexibilização das formas de produção (nos termos de Harvey, também indo além de Jameson) no novo estágio do desenvolvimento capitalista, diminui-se a clareza sobre a separação de classes. Isto é, a flexibilização dos contratos de trabalho, bem como da forma de produzir as mercadorias, ou a própria mundialização dos meios de produção tornam porosas a antiga rigidez das
relações de classes bem definidas. Não à toa, os sindicatos perdem bastante de seu poder. Por outro lado, uma vez que os arcaísmos pré-modernos são substituídos por uma completa (ou quase completa) modernização global, há integração no mercado mundial, promovendo o consumo também dos objetos da indústria cultural e reforçando uma queda na elitização da cultura (típica da modernidade).
Nessa esteira, na perspectiva de Jameson, enfraquecidas as tradicionais formações de classe, multiplicavam-se, em seu lugar, identidades segmentadas e grupos localizados (baseados em diferenças étnicas e/ou sexuais), provocando um súbito alargamento horizontal do sistema, responsável pela integração de todo o planeta no mercado mundial. Com a entrada de novos povos no palco global, o pós-modernismo se contrapõe ao modernismo e se apresenta como uma era fortemente marcada pela hegemonia do sistema (ibid., p. 75-76).
5. Posição Política
Desde Onís (1934), percebe-se que tratar de pós-modernidade é necessariamente tomar uma posição. Contudo, se Onís era crítico ao que ele considerava um refluxo conservador ao modernismo, quando a pós-modernidade entra em pauta nos principais meios artísticos, já no início da década de 70, a postura é de sua defesa como uma superação ao modernismo. As posturas filosóficas de Lyotard e de Habermas são paradigmáticas neste sentido, pois enquanto o primeiro aceita a condição pós-moderna, o segundo a nega, inclusive, como categoria de época. Jameson, neste momento, apresenta uma posição peculiar e bastante inovadora nos termos deste debate, pois, sem deixar de reconhecer a pós-modernidade, dá uma guinada à esquerda no que se refere à orientação de sua compreensão. Aqui sua orientação clara é a de evitar o moralismo e procurar a superação das ideologias que marcam
a pós-modernidade através, não de sua negação, mas de uma profunda consciência sobre ela, guiando-se via um detido exame crítico.
Posto isso, as análises aqui presentes sobre o debate em torno da pós-modernidade procuraram dar conta de sua efetiva aceitação como categoria de época. Essa aceitação inicia- se pela ruptura estética com o modernismo, mas, a partir de Jameson, também se verifica que a condição pós-moderna é um novo estágio econômico e social do desenvolvimento capitalista. As manifestações culturais da pós-modernidade ancoram-se na passagem para esse novo estágio econômico e social, mas também se sustentam de maneira ainda mais direta nos desenvolvimentos tecnológicos que tanto possibilitaram como foram possibilitados por esse novo estágio. Assim, a primazia da imagem (superfície) sobre o objeto (profundidade, viga de essência), típica da estética e da sensibilidade pós-moderna, pode ser atribuída, em grande medida, à popularização da televisão e do computador pessoal. Ou, da mesma forma, a ideia de hiperespaço combinada ao tempo instantâneo. Deve-se muito ao papel plasmador da televisão e, sobretudo, aos recursos multimídia, global e simultaneamente, conectados via computador pessoal. Vale ressaltar que não se trata, portanto, de cair em um determinismo tecnológico, mas de perceber as condições de inter-relação sobre como tais tecnologias criam, mas também são criadas por esta nova condição de época. A tarefa de situar as maneiras pelas quais essas tecnologias realizam o fluxo informacional, promovendo novos sinais culturais, diante do novo estágio do desenvolvimento capitalista, é abordada no próximo tópico.