4 Momenter i fengselskonenes hverdag
4.3 Kontaktarbeid
4.3.3 Besøk
Segundo dados do Conselho Regional de Educação Física, 7ª Região – DF, existem hoje no Distrito Federal dez instituições de Ensino Superior que oferecem aos seus alunos o curso de Educação Física. São elas:
TABELA (2) - CURSOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA AUTORIZADOS NO DF
INSTITUIÇÃO FORMAÇÃO
UNB- Universidade de Brasília Licenciatura
UCB – Universidade Católica de Brasília Graduação
Licenciatura
UNIP – Universidade Paulista Graduação
Licenciatura
FALBE – Faculdade Albert Einstein Licenciatura
UNIEURO – Centro Universitário Graduação
Licenciatura
FAL – Faculdade Alvorada Licenciatura
IESB – Instituto de Educação Superior de Brasília Bacharelado UNICEUB – Centro Universitário de Brasília Graduação
Licenciatura FAST – ANHANGUERA – Faculdade Santa Terezinha Graduação
MAUÁ – Faculdade Mauá Licenciatura
Fonte: CREF – 7ª Região (2013).
Buscou-se desenvolver a pesquisa em uma instituição de Educação Superior
Particular do Distrito Federal (localizada em Taguatinga-DF).
A escolha da Universidade em questão se deu em virtude de duas situações distintas. A primeira diz respeito ao fato que este pesquisador, aluno de mestrado, teve sua formação em Educação Física naquela Instituição e, portanto, já a conhece e tem uma ligação acadêmica. Ademais, há uma identificação natural com os profissionais que atuam na Faculdade de Educação Física.
O segundo critério, para a escolha da referida universidade foi a disponibilidade de acesso à instituição. A escolha de alunos oriundos da Faculdade de Educação Física para servir como participantes da pesquisa se deu pelo fato desses se encontrarem nos dois últimos semestres da graduação. A possibilidade desses alunos adentrarem ao segmento de Educação Infantil é proporcional ao conhecimento dessa área e das prerrogativas previstas na legislação. Acredita-se que muitos não buscam adentrar nesse segmento porque desconhecem o que delimita a LDB ou mesmo pelo desconhecimento da real necessidade de um profissional de Educação Física atuando nessa área.
3.7 ANÁLISE DOS DADOS
Os resultados da pesquisa de campo refletem as opiniões dos alunos participantes da pesquisa. O questionário aplicado para coletar os dados continha dois tipos de informações. Nas primeiras, são questionados três itens relacionados ao perfil dos respondentes.
Na segunda parte do questionário foram coletadas as informações que se relacionam, de forma direta com as hipóteses levantadas neste estudo.
No primeiro item da pesquisa, mostra-se o perfil, por idade, dos candidatos que responderam o questionário.
GRÁFICO 1 – PERFIL POR IDADE DOS PESQUISADOS
Dos 19 pesquisados, 14 têm idade entre 18 e 25 anos, o que corresponde a 74% dos participantes. 3 fazem parte do grupo que está na faixa entre 26 e 30 anos de idade e apenas 2 têm mais de 30 anos de idade.
A faixa mais representativa, segundo a pesquisa, encontra-se entre os universitários que estão entre 18 e 25 anos. Se levarmos em consideração as estatísticas do Instituto Nacional de Estudo e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira – INEP, será possível verificar que essa era uma faixa que estava em constante ascensão entre 2.000 e 2006.
Ainda segundo dados do INEP (2012), a partir de 2007, iniciou-se um aumento progressivo no crescimento de outras faixas etárias, principalmente acima dos 25 anos de idade, que passaram a figurar entre as que mais crescem ano-após- ano na Educação Superior. Assim, desde 2007 tem-se observado que houve um crescimento médio das matriculas de alunos entre 25 a 28 anos da ordem de 7,16%, ao ano e, acima dos 30 anos.
Esse aumento deu-se na proporção e 3,5%, considerando-se o período de 2007 a 2011. Esse, no entanto é o crescimento médio de ambas as faixas de universitários para cada 100 mil habitantes, porém, os dados mostrados na pesquisa demonstram que, a faixa etária que mais cresce entre os estudantes universitários ainda é aquela que se encontra entre 18 e 24 anos.
Isso se for levado em consideração o número de matrículas em instituições de Educação Superior Público e Privadas, desconsiderando-se nessa estatística, os cursos não presenciais (Educação à Distância).
Há que se observar que os dados demonstram também que o crescimento das matrículas dos cursos superiores de Educação Física, coincide, também com o aumento das demandas. Ademais, houve também um maior número de credenciamentos de novas unidades de Educação Superior, por todo Brasil ao longo da última década, o que, também contribuiu para um aumento no número de vagas.
Assim, os dados mostrados na pesquisa estão em conformidade com o que mostra o INEP em seu relatório anual do senso universitário de 2012.
Na segunda questão buscou-se saber qual o perfil dos candidatos segundo o gênero. Neste quesito, os dados são mostrados no gráfico (2):
GRÁFICO 2 – PERFIL POR GÊNERO DOS PESQUISADOS
Fonte: Autor - pesquisa de campo (2013).
Dos 19 pesquisados, 10 são do sexo masculino (53% dos pesquisados) e 9 do sexo feminino (47%). Esses dados demonstram certa discrepância com a evolução do número de matriculas verificado nos cursos de graduação nos últimos 5 anos, segundo estatísticas do INEP-BRASIL (2012).
Os dados do INEP demonstram ainda uma evolução crescente da ordem de 14,5% ao ano, do número de mulheres matriculadas, superior ao público masculino no período. É fato que na atualidade a Educação Superior, no Brasil é permeada de um percentual maior do público feminino.
Segundo dados do INEP-BRASIL (2012), o número de mulheres que chegaram a Educação Superior em 2012, equivale ao 56,9% do total de matriculas, e, por consequência, no mesmo ano, o número de mulheres concluintes de Educação Superior foi de 61,1%, o que demonstra, com maior clareza, que o percentual de alunos na Educação Superior no Brasil da atualidade é composto, em sua maioria, por pessoas do sexo feminino.
Ainda conforme dados dos INEP (2012), houve um aporte maior de homens na Graduação em Educação Física, ao contrário do crescente aumento de mulheres, que vem ocorrendo na Educação Superior no Brasil, nos últimos 6 anos (2005- 2011), anteriores aos dados mostrados pelo INEP-BRASIL (2012).
No curso de Educação Física, os ingressantes do sexo masculino tradicionalmente sempre foram predominantes, conforme mostra estudo de Silva et
al. (2011). Segundo esses autores, os motivos que levam um maior número de
ingressantes do sexo masculino no Curso de Educação Física se dá, principalmente, em função de escolhas precoces (maior parte dos alunos escolhe o curso de Educação Física, antes mesmo de finalizar o período de adolescência (14 a 17 anos) e, em função da influência obtida no período escolar, nas aulas de Educação Física).
Essa influência não advém diretamente dos professores, mas, sobretudo do meio que os alunos frequentam, fazendo-os colocar a Educação Física como primeira opção de curso.
No item de número 3, pergunta-se ao pesquisado, qual o semestre que o mesmo está cursando dentro do Curso de Educação Física. As respostas mostradas no gráfico da figura 3 demonstram que a maior parte dos 19 pesquisados encontra- se cursando o oitavo semestre letivo.
O estudo demonstra que o número de alunos que chegam ao oitavo semestre encontra-se em conformidade com a tendência de crescimento verificada entre 1998 e 2007. Segundo dados mostrados no estudo de Nicolino et al., (2009), tem-se verificado um aumento crescente dos concluintes do curso de Educação Física, principalmente a partir de 1998, tanto em instituições privadas quanto públicas.
Ainda segundo Silva et al. (2011), anteriormente à década de 1990, a média de conclusão do Curso de Educação Física era inferior a 8,5% para cada grupo de 100 alunos que adentravam o curso. Em 2007, verificou-se que o número de concluintes subiu para 49,3%.
Esse fenômeno se deu principalmente em função de uma maior oferta de graduações, com mais instituições de Educação Superior sendo credenciadas pelo MEC e, sobretudo pelo acesso aos programas governamentais que disponibilizam crédito (FIES-BOLSA UNIVERSITÁRIA) para as camadas da população que possuem baixa renda, o que ampliou a matriz de concluintes do Curso de Educação Física.
GRÁFICO 3 – SEMESTRE QUE O PESQUISADO ESTÁ CURSANDO
Fonte: Autor - pesquisa de campo – 2013
Na segunda parte do questionário uma série de perguntas focalizam os objetivos da pesquisa.
A quarta pergunta do questionário é: “No seu período de estágio, você atuou em que área?”, ao termino do questionamento, pede-se ao aluno que indique aquela área que ele considera mais significativa.
Como a questão 4 está dividida em dois subtópicos (em que área atuou e qual a mais significativa), o gráfico da figura 4A mostra que há uma prevalência significativa daqueles que atuaram mais na Educação Física Escolar (63%) ou seja, dos 19 pesquisados, 12 responderam essa opção.
Já o gráfico 4B, demonstra quais as áreas dentro da Educação Física, que os alunos consideram como sendo as mais signficativas para sua atuação, após o período de graudação.
Dos 19 pesquisados que responderam a questão 4B, 11 responderam ser a opção fitness (58%) mais significativa.
Os resultados para ambas as perguntas da questão 1 são mostradas nos gráficos 4A e 4B.
GRÁFICO 4A – ÁREA EM QUE ATUOU DURANTE O ESTÁGIO
Fonte: Autor - pesquisa de campo – 2013
Conforme demonstra o gráfico (4A), embora hajam várias opções para atuação do profissional de Educação Física, a Educação Escolar continua sendo uma das que mais absorve profissionais qualificados recém formados. Esse fenômeno se dá, substancialmente por uma questão natural, visto que o profissional de Educação Física recebe qualificação técnica para atuar em licenciaturas e o mercado é bastante receptivo a esse tipo de profissional, já que a EF insere-se em um matiz prático-teórico, que contempla uma formação universal do ser humano, tão comumente discutida em termos de Educação, que contempla diversos saberes, que integram não apenas o intelecto, mas também as atividades sociocognitivas, esportivas e corporais, que fundamentam essa formação humanista, tornando a EF, uma disciplina indispensável para a formação do cidadão, o que, naturalmente amplia ao horizonte do profissional de EF, principalmente no contexto da Educação Física Escolar.
Ademais, há que se denotar que as instituições educacionais constituem-se em um nicho natural para o futuro professor de Educação Física, visto que conforme explica Nicolino et al. (2009), o crescente aumento de vagas na Educação Superior tem aumentado substancialmente a oferta de empregos para Educadores na área de Educação Física. Conforme mostram os dados do Banco Mundial de 2002, o Brasil é um dos países da América Latina que tem ampliado mais sua base de graduações em cursos superiores, o que, por sua vez, acaba, também gerando uma maior demanda por profissionais pós-graduados em todas as áreas e, neste contexto, os profissionais de Educação Física não se constituem como exceção.
O Gráfico 4B mostra qual a área que os pesquisados consideram mais significativa:
GRÁFICO 4B – ÁREA QUE CONSIDERA MAIS SIGNIFICATIVA
Fonte: Autor - pesquisa de campo (2013).
O gráfico 4B mostra que 63% dos pesquisados optaram por atuar na área de fitness.
Esse resultado demonstra que a maior parte dos alunos percebe o crescente crescimento do setor de fitness e vê nele uma oportunidade de inserção profissional imediata, ao término do curso de graduação.
Segundo dados da Consultoria Central Mailing List7, empresa especialista em
fornecer banco de dados, o Brasil é o segundo maior país do mundo em número de Academias, com aproximadamente 26.700 empresas do setor funcionando em todo o território nacional.
Esse crescimento expressivo do setor coloca o profissional de Educação Física em evidência e abre uma perspectiva profissional bastante ampla, que desde os cursos de graduação, já exigem dos futuros professores de Educação Física um constante aprimoramento para atuar no setor.
A Resolução N° 7, de 31 de Março de 2004, institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Educação Física, em nível superior de graduação plena, o que possibilitou uma maior fiscalização junto às academias da manutenção de emprego de profissionais qualificados, com certificação expedida pelo Ministério da Educação. Essa exigência legal buscou evitar que pessoas que não tivessem aptidão técnica pudessem atuar no segmento de Educação Física, inclusive colocando em risco a saúde da população, por falta do preparo adequado para lidar com os usuários.
Como o número de academias e centros de práticas esportivo-sociais tem aumentado substancialmente nos últimos anos é natural que o profissional de Educação Física faça parte desse desenvolvimento, o que abre uma importante cadeia profissional, que corrobora com os dados obtidos na pesquisa de campo, que aponta a área de Fitness como sendo a segunda opção para efetivação do estágio, no curso de graduação.
A pesquisa mostrou, também, que os estudantes durante seus períodos de estágio atuaram em ginástica laboral. Embora esse não seja um segmento novo, visto que a ginástica laboral já é prática no Brasil desde o início da década de 1970,
7
Dados extraídos do Portal da Educação Física, matéria “Setor em constante expansão, mercado fitness cresce 52% em três anos”. Disponível em:
<http://www.educacaofisica.com.br/index.php/gestao/canais-gestao/academias/24274-setor-em- constante-expansao-mercado-fitness-cresce-52-em-tres-anos>. Acesso em: 15 dez. 2013.
somente há alguns anos ela tem se tornado mais intensa, o que despertou nos estudantes e principalmente nas empresas o desejo de contar com esse tipo de profissional.
A escolha da área de ginástica laboral para atuar deve-se, sobretudo, por uma maior conscientização da população mundial, dos efeitos benéficos trazidos pela atividade física regular. Tais efeitos estão diretamente associados à qualidade de vida do trabalhador, que, consequentemente está diretamente relacionado à produtividade nas empresas. Trabalhadores que têm uma qualidade de vida deficitária produzem menos e, no afã de interromper esse processo nefasto para a produtividade empresarial, as corporações têm procurado prover seus funcionários de condições de trabalho que lhes permitam ter o máximo de produtividade. Isso implica basicamente na diminuição no número de faltas para tratar de problemas físicos e psíquicos causados pelo estresse funcional da máquina humana, no ambiente de trabalho e, também, no que diz respeito à baixa produtividade apresentada pelos funcionários que não mantêm uma qualidade de vida adequada que dê suporte a sua atividade laboral.
Em virtude da maior conscientização das empresas e do crescente aumento nas possibilidades profissionais para a área de ginástica laboral é natural que parte dos alunos da graduação em Educação Física tenha escolhido esse nicho de mercado para atuar, até como um diferenciador profissional para suas carreiras, já que grande parte dos estudantes naturalmente já busca a área de Educação Física Escolar e de Fitness para atuar.
O apelo dos estudantes foi menor nas áreas relacionadas às atividades aquáticas devido ao fato de serem ainda poucas as oportunidades que atendam o grande público nessa área. Os equipamentos urbanos para esse tipo de atividade ainda são bastante restritas e as poucas unidades particulares que oferecem esse tipo de recurso à população, tem uma apelo comercial que está fora da realidade da maior parte da população.
No item 5 do questionário, pergunta-se ao pesquisado se ele conhece as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Educação Física, em seguida pede-se a ele, que justifique sua resposta. É importante salientar que o conhecimento das Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Educação Física não é um item compulsório na formação do aluno.
No entanto, como são tais diretrizes responsáveis por delinear os caminhos metodológicos e pedagógicos que irão nortear a atuação do profissional, seria de bom alvitre que se tivesse minimamente o conhecimento de tais parâmetros, que determinam não apenas a linha geral de atuação do profissional de EF, mas também estabelecem padrões mínimos que devem ser obedecidos, a fim de que não se descaracterizem os princípios norteadores do curso em questão.
Os resultados são mostrados no gráfico (5):
GRÁFICO 5 – VOCÊ CONHECE AS DIRETRIZES CURRICULARES PARA O
CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA?
Fonte: Autor - pesquisa de campo (2013).
O gráfico (5) aponta que dos 19 respondentes, 13 responderam que conhecem as diretrizes curriculares, o que equivale a 68% dos pesquisados, já para 6 graduandos (32%), o conteúdo das diretrizes ainda é desconhecido.
Esse é um dado que demonstra que, embora o estudo da diretriz curricular para o curso de Educação Física não faça parte de um estudo mais detalhado ao longo do curso de Educação Física, a maior parte dos alunos conhece ou procurou conhecer ao longo do curso o conteúdo dessas diretrizes. O conhecimento da diretriz curricular é fundamental, visto que é ela quem disciplinará a atuação dos profissionais de Educação Física ao longo de sua docência. O desconhecimento da diretriz curricular pode acarretar problemas de diversas ordens e, neste contexto, faz-se necessário que o profissional seja apresentado, de forma formal, às diretrizes ao longo do curso, de maneira que não saia da graduação em Educação Física sem antes conhecer o que demandam as diretrizes curriculares para sua profissão.
A sexta pergunta do questionário, pergunta-se ao pesquisado, se ele compreende o que expressa o Referencial Curricular, para a Educação Infantil, a respeito dos eixos norteadores. Pede-se ainda que o mesmo justifique suas respostas. Os resultados são mostrados no gráfico (6):
GRÁFICO 6 – VOCÊ COMPREENDE O QUE REPRESENTAM OS EIXOS
NORTEADORES EXPRESSOS NO RCNEI?
Fonte: Autor - pesquisa de campo – 2013
Dos 19 pesquisados, 14 responderam que não compreendem o que expressa o Referencial Curricular para a Educação Infantil. Esse é um dado preocupante, pois
este documento representa uma carta de intenções, que tem como escopo nortear a proposta pedagógica adotada para a Educação Infantil. O desconhecimento do Referencial Curricular para Educação Infantil, em seus eixos norteadores, representa uma falha na formação do aluno, visto que sem esse conhecimento, a técnica e a proposta de educação para esse público ficam comprometidas; no sentido de que esse documento dilata as perspectivas de atuação do profissional em Educação Física, direcionando-o para uma abordagem metodológica dos temas, em conformidade com uma linha pedagógica delineada pelas demandas da sociedade, da necessidade de formação de profissionais qualificados e também das necessidades que o país tem em relação à formação de sua população. Assim, desconhecer o Referencial Curricular torna a formação do professor incipiente, já que deixa de fora dessa formação um dos conhecimentos mais importantes para a atribuição da atividade docente.
Esse desconhecimento demonstrado na pesquisa aponta para a necessidade de se incluir dentro da matriz curricular do Curso de Educação Física uma disciplina capaz de orientar o futuro professor para as práticas docentes, começando pela orientação acerca das possibilidades expressas no Referencial Curricular.
Essa inadequação entre a formação do docente e o desconhecimento do Referencial Curricular já havia sido debatido em estudo de Elizabeth Macedo, intitulado Formação de professores e diretrizes Curriculares Nacionais: para onde
caminha a educação?, (2000), no qual a autora salienta que, em virtude do processo
de formação deficitário, a que muitos graduandos da Educação Superior estão sendo submetidos, muitos deixam de conhecer os referenciais curriculares de suas áreas de atuação, o que, por consequência, acaba conduzindo a uma formação discrepante, que possibilita a introjeção de conceitos equivocados ou mesmo a não introjeção de conceito algum, produzindo, com isso, um tipo de profissional que está aquém das demandas expressas pela Educação e aos desafios de uma sociedade que está em constante processo de transmutação.
O graduando que pretende atuar efetivamente em qualquer área da Educação Física necessita conhecer a legislação pertinente à sua área de atuação, visto que esse é um dos pilares estabelecidos pelo próprio Código de Ética da profissão, que estabelece em seu capítulo II, inciso XV, que o profissional de Educação Física deverá “cumprir e fazer cumprir os preceitos éticos e legais da Profissão”.
Conhecer o Referencial Curricular, seja em qual área de formação for, é fundamental para qualquer aluno que esteja concluindo uma graduação ou licenciatura, tendo em vista que o Referencial Curricular delimita as atribuições e as competências de cada área, promovendo uma integração entre a prática e a teoria, fazendo com que o educador possa alcançar os resultados inerentes ao processo de ensino-aprendizagem, balizando sua conduta em sala de aula, não em aspectos subjetivos, mas em um modelo metodológico efetivo.
Na sétima pergunta do questionário o aluno é levado a identificar o eixo norteador relacionado à Educação Física, segundo o Referencial Curricular para a Educação Infantil. Os resultados constantes desse questionamento são mostrados no gráfico (7):
GRÁFICO 7 – IDENTIFICAÇÃO DO EIXO NORTEADOR, CONFORME RCNEI