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Arbeidet vidare, kunnskapsbehov og utfordringar

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12 Språklege rettar og språkopplæring

12.11 Arbeidet vidare, kunnskapsbehov og utfordringar

O ciclo integrado de acções sob a supervisão da equipa de orientação científica88, assu- miu como referentes os onze casos do Programa Polis, a partir dos quais foram definidas dinâmicas propiciadoras da reflexão crítica decorrente do conhecimento dos contextos e das interacções do investigador com agentes institucionais, em reuniões e encontros de trabalho.

Nessa sequência, foram designadas áreas preferenciais de abordagem, tendo em conta os objectivos da investigação e a especificidade dos contextos, de modo a que a pesquisa con- textualizada garantisse níveis de aprofundamento que validasse os pressupostos definidos e permitisse responder às questões orientadoras do estudo.

Neste âmbito, merece particular referência o facto de o papel das instituições, na pessoa dos seus responsáveis e técnicos, ter sido de primordial relevância na caracterização rigorosa dos vários casos e respectivas unidades de execução - factores que se revelaram extremamente importantes ao estabelecimento de compromissos e definição de estratégias, donde resultou benefício para a qualidade e fiabilidade da investigação.

Do enquadramento transversal efectuado, merecem alusão os seguintes participantes e dinâ- micas indispensáveis à implementação, desenvolvimento e materialização das várias acções: – Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território – Gabinete Coordenador do

Programa Polis – reuniões técnicas de orientação e informação sobre o Programa Polis, indicação de responsáveis pelos casos em estudo, disponibilização de material documental, designadamente, peças escritas, desenhadas e imagens, e concessão de entrevista;

– Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano – apoio in- formativo e disponibilização de material do seu acervo documental;

– Câmara Municipal de Coimbra – apoio técnico e informativo sobre o Programa Polis de Coimbra, reuniões de trabalho, indicação de contactos dos projectistas dos planos de pormenor e das unidades de execução, mediação entre investigador e projectistas, disponi- bilização de diverso material documental, resposta a questionário e concessão de entrevista; – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro – disponibilização de

material do seu centro documental e colaboração na fase de administração de questionários; – Responsáveis do Programa Polis das cidades referenciadas – informação sobre o Programa

Polis da cidade respectiva e resposta a questionário;

– Camilo Cortesão & Associados – Arquitectos, Lda – disponibilização de informação técnica e resposta a questionário sobre o Programa Polis de Coimbra;

– Gonçalo Byrne Arquitectos, Lda. – disponibilização de informação técnica e resposta a questionário sobre o Programa Polis de Coimbra;

– Outras instituições públicas e privadas de Coimbra – autorização e colaboração na ad- ministração de questionários a funcionários e colaboradores, utilizadores dos espaços do Programa Polis de Coimbra;

– Utilizadores – resposta a questionário sobre os espaços do Programa Polis de Coimbra.

88 Doutor Rui Barreiros Duarte, professor catedrático; Doutor Fernando Moreira da Silva, professor associado com agregação - ambos da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.

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As visitas do investigador aos contextos Polis em estudo, para (re)conhecimento e recolha de informação relevante, aconteceram em duas fases distintas, de acordo com o Quadro 1. Decorreram em dias coincidentes com o fim-de-semana e ao longo das várias estações do ano, em condições atmosféricas similares, preferencialmente com tempo de sol ou céu pouco nublado - factores facilitadores da observação e de garantia de equidade.

No caso de Coimbra, as várias observações aconteceram em diferentes datas e condições ao longo dos anos de 2010 e 2011, dado tratar-se do caso principal e se situar na zona de residência do investigador.

Quadro 1

Calendário de visitas realizadas aos casos do Programa Polis

CIDADE 1ª VISITA 2ª VISITA

Aveiro 4 de Abril de 2010 19 de Dezembro de 2010

Beja 6 de junho de 2010 16 de janeiro de 2011

Bragança 4 de julho de 2010 6 de Fevereiro de 2011

Castelo Branco 30 de Maio de 2010 20 de Fevereiro de 2011

Coimbra * *

guarda 23 de Maio de 2010 27 de Fevereiro de 2011

Leiria 13 de junho de 2010 26 de Dezembro de 2010

Viana do Castelo 10 de julho de 2010 5 de Fevereiro de 2011

Vila Nova de gaia 11 de julho de 2010 9 de janeiro de 2011

Vila Real 3 de julho de 2010 22 de janeiro de 2011

Viseu 16 de Maio de 2010 23 de janeiro de 2011

* Em várias datas e circunstâncias, por se tratar do caso de estudo principal.

As várias visitas, preparadas previamente e com a duração mínima de um dia cada, acon- teceram na sequência de consulta e análise documental associadas aos vários casos - visitas que permitiram a sua percepção, designadamente, a qualidade das intervenções e os níveis de frequência dos lugares em momentos e épocas diferenciadas do ano.

Neste âmbito, e porque, entre outros, também nos posicionamos neste paradigma, citamos Fortuna (2009), ao referir que Lefebvre se mostrava convencido que “(...) a cidade tem muito mais do que somos capazes de ver nela e revela-se também no que assegura uma relação de familiaridade ou estranheza dos sujeitos com o lugar. A proposta de “ritmanálise” constitui um método particular de percepção da cidade que tanto permite escutá-la como um todo, como autoriza uma leitura confinada a territórios específicos – um mercado, ou uma praça por exemplo – e captar o seu pulsar natural.” (p. 87-88).

Ainda a propósito de ritmanálise e face à possibilidade das leituras diversas em in- tercontexto, recorremos ainda a Bachelard (2005) para justificar que “Quando nos tornamos sensíveis a uma ritmanálise, passando da casa concentrada para a casa expansiva, as oscilações repercutem, amplificando-se. Os grandes sonhadores pro- fessam, como Supervielle, a intimidade do mundo, mas aprenderam essa intimidade meditando a casa.” (p.79).

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Os processos de recolha de informação suportada em instrumentos elaborados para o efeito e explicitados no capítulo sete89, designadamente, a observação, o levantamento e o registo fotográfico complementar, permitiram um cruzamento diferido no tempo, com muito interesse para a reflexão e aprofundamento sobre os contextos.

Numa retrospectiva sumária, importa acentuar ainda que o projecto de investigação ganhou coerência e legitimação, pela compreensão e sentido de abertura de entidades e pessoas, ao manifestarem o seu assentimento e receptividade à ideia de participarem na investigação sobre realidades em que se auto incluíram com os seus contributos.

Dessa atitude é legítimo inferir-se o reconhecimento público da pertinência da investiga- ção, e simultaneamente estabelecer-se uma aproximação entre a academia e a comunidade institucional e social, na procura de novos saberes à volta de interesses e valores comuns.

137 Met odol ogia ger al do pr oc es so inv es tigativ o Referências bibliográficas BARDIN, L . (2004) 3.ª ed. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70.

BOGDAN, R., & BIKLEN, S. (1994) Investigação qualitativa em educação – uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora.

CERVO, A. & BERVIAN, P. (1983) Metodologia Científica. 3.ª ed. São Paulo: Mac Graw- -Hill do Brasil.

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KIRK, J. & MILLER, M. (1986) Reliability and validity in qualitative research. Beverly Hill: Sage. MILES, M. & HUBERMANN, A. (1994) An expanded sourcebook. Qualitative data analysis

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MORIN, E. (2003) 4 ed. Introdução ao pensamento complexo. Col. Epistemologia e Sociedade Lisboa: Ed. Instituto Piaget.

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SOARES, I. (1995) Supervisão e inovação numa perspectiva construtivista do desenvolvimen- to. In Alarcão, I. (ed.) Supervisão de professores e inovação educacional. Aveiro: CIDINE.

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CAPÍTULO

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CID

ADES E PROGRAMA POLIS

A amplitude do estudo determinou a adopção de uma estrutura de abordagem integradora e coerente, que se traduz no estabeleci- mento de uma matriz caracterizante dos vários casos, sinalizados geograficamen- te na Figura 2 e cuja lógica se identifica com o desenho conceptual dos instrumen- tos de recolha de informação, designa- damente, das entrevistas e questionários. Esta lógica, pela possibilidade de integra- ção de conteúdos multivariados, permitirá a obtenção de informação sobre o amplo quadro das realidades em estudo, e garantirá a fiabilidade, congruência e credibilidade da investigação.

A informação apresentada resulta da consulta de fontes bibliográficas e documentais dispo- nibilizadas pelo Gabinete Coordenador do Programa Polis, bem como de dados comple- mentares facultados pela mesma entidade, de documentos municipais e da DGOTDU, dos contributos de responsáveis dos vários casos e dos processos de leitura, levantamento e síntese crítica efectuados pelo investigador. BRAGANÇA VILA REAL VIANA DO CASTELO VILA NOVA DE GAIA AVEIRO COIMBRA LEIRIA BEJA CASTELO BRANCO VISEU GUARDA

Figura 2 - Localização geográfica dos casos Polis em estudo

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Do processo enunciado na súmula anterior, importa fazer uma referência particular ao ponto Design e Urbanidade - leituras e induções do investigador, presente em cada caso Polis, e que resulta da análise sensível do urbano, que Fortuna (2009) sustenta de acordo com Henri Lefe- bvre, propondo uma análise que consiste na percepção e “(...) reinterpretação da cidade através da heurística da rua e dos ritmos da vida quotidiana” (p. 87) – metodologia já adoptada em 2005 no âmbito da dissertação de mestrado do investigador sob a designação transversal de, um outro olhar – que, complementar ao discurso da racionalidade científica, assume o registo metafórico e simbólico, indutor de novas visões e diferentes inteligibilidades sobre a cidade90. Assim, foi adoptada para análise e apreciação dos vários casos, à excepção do caso de Coimbra, que será tratado no capítulo 3, uma estrutura que obedece aos seguintes pontos:

– Cidade e Programa Polis - breve apresentação de cada cidade, tendo subjacentes aspectos essenciais da sua história, geografia, ambiente, património e cultura, e enquadramento do respectivo Programa;

– Incidências da intervenção - referência aos eixos de intervenção e/ou acções concretizadas, complementadas por peça gráfica ilustrativa da escala e simulação final de cada interven- ção, e apresentação das áreas, elementos e valores de design que, na perspectiva analítica do investigador, predominam nos contextos principais do respectivo Programa;

– Design e Urbanidade - leituras e induções do investigador - perspectiva (re)interpretativa e livre das realidades observadas, tendo como referentes centrais, a cidade, o design e a urbanidade; – Apreciação global da intervenção - síntese preliminar e avaliativa do investigador sobre o Programa Polis, a participação e contributos do design e as resultantes transversais sobre o espaço público91.

De referir que, em coerência com os vários instrumentos de recolha da informação, e com a estrutura de análise dos diversos casos, são apresentadas peças desenhadas esquemáticas e imagens92, que acentuam e complementam o quadro textual93 - sendo mais frequentes e detalhadas no caso de Coimbra.

Ainda neste âmbito, deve merecer referência a impossibilidade de apresentação de imagens dos contextos antes das respectivas intervenções, dado o elevado número de peças que tal represen- taria, a data distante da sua eventual realização face a este estudo e ainda a dificuldade em ace- der aos autores desconhecidos e/ou instituições proprietárias das mesmas. Assim, procede-se à apresentação de imagens representativas da tríade cidade, design e urbanidade, que traduzem em nosso entender a especificidade das intervenções patentes nos casos desta investigação. Como nota final, e face à temática e incidência casuística do estudo, considera-se de particular relevância o conteúdo a seguir enunciado, pelo caudal informativo sobre os diversos casos e pelas perspectivas analítica e reflexiva do investigador – factores essenciais a uma compreensão integrada do processo investigativo, designadamente, do seu design, resultados e conclusões.

90 Estratégia metodológica apoiada em Fortuna, C. (2009), Bachelard, G. (2005), Santos, B. (2006) e Ferrara, L. (2002). 91 Apreciação importante no âmbito do seu cruzamento posterior com os contributos dos demais participantes. 92 Imagens isoladas legendadas e imagem-mosaico associada ao Programa Polis de cada cidade, adoptando-se nesse caso uma legenda geral.

93 No caso dos textos intitulados Design e Urbanidade - leituras e induções do investigador, há uma relação entre

imagem-mosaico e conteúdo escrito, o que reforça e complementa o discurso imagético - considerando-se assim dispensável a legendagem individualizada de cada elemento da imagem-mosaico.

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CID

ADES E PROGRAMA POLIS

5.1 Aveiro e Programa Polis

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