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KAPITTEL 5: Årsaker og motiver – veien inn i NS

5.3 Arbeiderkamp og krise på 1930-tallet

A análise comparativa ocorreu desde o início da coleta de dados. O primeiro grupo amostral constituiu-se de uma enfermeira especialista indicada pela diretoria de enfermagem. Após a entrevista, foi efetuada a transcrição da fala, configurando os dados brutos que passaram a ser codificados por meio de ‘codificação aberta’. Esse procedimento consiste em examinar cada entrevista, linha por linha buscando identificar: o que é aquilo? O que representa? O que está acontecendo aqui? Os códigos foram reescritos procurando preservar a fala na íntegra e formando frases com o uso de um verbo no gerúndio (indicando processo). Cada código recebeu um marcador alfa-numérico para ser trabalhado em planilhas.

Entrevista Códigos

...Eu comecei a observar o comportamento dele e o que eu poderia fazer pra aliviar essa ansiedade dele, porque do sofrimento seria... assim, muita pretensão minha. Mas o que eu poderia estar fazendo pra aliviar e que nome eu daria pra aquilo, porque não é da minha prática... Aí eu fui lendo, fui observando ele, fui conversando com ele... pedi pra ele verbalizar o que ele sentia..

K39 começando a observar o comportamento do pai K40 pensando o que poderia fazer para aliviar a ansiedade do pai

K41 julgando que seria muita pretensão sua poder aliviar o sofrimento do pai

K42 pensando o que poderia estar fazendo para aliviar aquele sofrimento

K43 pensando que nome daria àquilo (situação) K44 considerando que essa situação não era de sua prática

K45 lendo sobre o assunto K46 observando o pai K47 conversando com o pai

As entrevistas gravadas e transcritas foram lançadas no programa de computador Windows Excel, onde criou-se uma planilha para cada entrevista codificada e diversas planilhas complementares para cada categoria identificada pelos agrupamentos de códigos. Essa preparação buscava facilitar o processo de análise.

Após a extração dos códigos, iniciou-se a análise comparativa buscando atribuir significados aos mesmos, efetuando-se agrupamentos dos códigos em função da semelhança de seus significados. Os significados foram interpretados indutivamente estabelecendo-se nomes primários para os agrupamentos.

No decorrer da comparação dos dados da primeira entrevista, novas questões foram surgindo sobre essas primeiras categorias e seus significados. Avaliando as igualdades e diferenças entre os grupos, foi desenvolvido um segundo agrupamento para a configuração de categorias que englobassem sub-categorias iniciais em algumas situações. Essa nova estruturação dos dados fez emergir questões que foram incorporadas na continuidade da coleta e análise dos dados. Entretanto, descartamos essa segunda análise por ser considerada precoce na condensação das categorias. Isso exigia a complementação de novos dados, para explorar outros aspectos da experiência.

As entrevistas subseqüentes (demais grupos amostrais) receberam o mesmo tratamento de codificação e interpretação. Essa foi a primeira etapa do trabalho de interpretação dos dados obtidos, realizada por

meio de desmembramento, exame minucioso, comparação e formação de conceitos iniciais.

Códigos Categoria

tendo a sensação de que não estava normal

identificando pelo aspecto intuitivo que tinha alguma coisa errada

considerando que tudo isso levou a pressentir ou identificar uma alteração importante

pensando que não podia ser

percebendo que tinha alguma coisa incongruente, alguma coisa que não estava correta

dando um click: olha eu já vivi situação parecida com essa

Tendo percepção intuitiva

Ao final dessa etapa, estava diante de 11 entrevistas codificadas, com agrupamentos de códigos distribuídos em planilhas, com um nome atribuído para representar o significado de cada agrupamento, ou seja, categorias iniciais. Havia um montante significativo de dados, acompanhado de anotações realizadas durante as entrevistas e durante o trabalho de codificação e agrupamento (memos).

A etapa seguinte foi acrescida consideravelmente no grau de dificuldade, já que compreendia a ‘codificação teórica’. Nessa fase as categorias são reorganizadas; faz-se conexões entre as categorias e suas sub-categorias de forma a reduzi-las e uni-las em um significado comum, ou fenômeno. Essa codificação teórica foi do tipo de ‘estratégias’, que permite ao pesquisador pensar nas várias maneiras de organizar os mecanismos,

as estratégias e os arranjos que as pessoas utilizam em suas interações sociais (42).

Nessa fase, o trabalho consistiu em estabelecer a ligação entre as categorias, baseando-se nos dados que as compunham, realizando comparações constantes e reorganizando essas categorias conforme pertinente. Buscava-se compreender as relações existentes entre as categorias. Foi realizado um novo agrupamento, agora composto de categorias oriundas das diversas entrevistas.

Os agrupamentos que sugiram foram realizados a partir dos significados das categorias e dos códigos, e foi atribuído um novo nome aos mesmos. Um nível de abstração maior foi exigido, assim como o aprofundamento das interpretações. Isso resultou de consulta aos memos e discussão entre pesquisadora e orientadora. Vários diagramas foram elaborados buscando visualizar melhor as conexões e os significados das categorias.

Seguiu-se uma terceira etapa, onde foram retomadas as entrevistas na íntegra, realizando um trabalho de comparação, localização e densificação das categorias desenvolvidas até então. Após esse trabalho, realizado em conjunto com a orientadora, obtivemos a compreensão de três fenômenos distintos que englobavam as categorias analisadas.

Na última etapa, procurou-se avançar na compreensão das relações entre os fenômenos que, nas fases precedentes, vinham delineando-se. Das relações entre os fenômenos, inferidas a partir dos

relatos das experiências de julgamento clínico, derivou-se um modelo teórico.

O modelo teórico que explica a experiência do raciocínio diagnóstico do enfermeiro em situações clínicas ficou constituído por dois constructos integrados e modulados por um terceiro constructo que os permeia.

COMPREENDENDO A