3 Metodologiske problemstillinger
5 Lytting og lyttemarkering
5.4 Analysekategorier og analysedesign
6.1.2 Andre oppmerksomhetsmarkører
O atuar de forma colaborativa na prática do AEE tem suscitado as mais diferentes interpretações no contexto escolar, entre elas temos a experiência desenvolvida pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e seus pesquisadores (CAPELLINI, 2004; MENDES, VILARONGA, ZERBATO, 2014) que abordam o ensino colaborativo como coensino, como uma parceria entre os professores do ensino regular e especial, para dividir responsabilidades, compartilhar planejamentos, execução e avaliação de um grupo heterogêneo de alunos, no contexto da sala de aula regular. Essa concepção é baseada na literatura estrangeira Argueles, Hughes, Schumm (2000 apud MENDES, 2014) que caracteriza e demonstra a experiência com o coensino.
É importante analisar se esta concepção de atuação e forma colaborativa através do coensino, não acaba sendo uma justaposição de serviço, mesmo quando se considera todos os arranjos das funções dos dois professores no contexto da escola regular. E, em que medida esse posicionamento em relação à atuação do professor de AEE tem contribuído para mudanças de postura dos professores da sala regular em relação ao atendimento às diferentes demandas educacionais presentes na sala de aula, considerando o princípio da diversidade de forma de aprender dos estudantes, independente das necessidades educacionais que apresentem. Naturalmente, estas são indagações que merecem estudos mais aprofundados.
Em outra perspectiva, este estudo pretende analisar o trabalho docente a partir da articulação dos professores de AEE e de Ensino Regular, de forma colaborativa que tem como referência as orientações contidas no documento (BRASIL, 2010), mas avança na perspectiva de considerar como as diferentes mediações dos dois professores (AEE e Ensino Regular) podem através do planejamento intencional, articulado e sistematizado com objetivos convergentes, proporcionar oportunidades efetivas de aprendizagens significativas nos espaços da Sala Regular e da Sala de Recursos Multifuncional.
Assim, nesse estudo estamos compreendendo a ação dos dois professores envolvidos com a aprendizagem dos estudantes como “mediação articulada” por que
perpassa todo o trabalho colaborativo dos professores de AEE e ensino regular, desde o planejamento com objetivos pedagógicos convergentes e retroalimentação para buscar ações pedagógicas no atendimento à diversidade de demandas educacionais dos estudantes, no movimento de ação e reflexão do processo de ensino- aprendizagem.
Essa mediação, portanto, pressupõe que os dois professores irão planejar e desenvolver juntos as ações pedagógicas para possibilitar e maximizar oportunidades de aprendizagem significativas para o estudante nos diferentes espaços de aprendizagem. A intencionalidade pedagógica planejada pelos dois professores para o desenvolvimento das ações de forma individual na Sala de Recursos multifuncional e no coletivo na sala regular.
Segundo Sforni (2008, p. 8):
A mediação docente acontece muito antes da aula propriamente dita. Seu início já ocorre na organização da atividade de ensino, quando se planejam situações de comunicação prática e verbal entre professores e estudantes, entre estudantes e estudantes em torno das ações com o objeto de aprendizagem. (SFORNI, 2008, p. 8).
A mediação da construção do conhecimento no atendimento as diferentes necessidades educacionais específicas no contexto escolar, pressupõe intencionalidade pedagógica (SOUZA, 2006) pesquisa e informação das especificidades dos estudantes, reflexão e ação do fazer pedagógico para que se possam construir mediações que promovam o aprendizado e desenvolvimento de todos os estudantes.
Compreende-se com isso que o pilar do trabalho pedagógico ante a diversidade é a atitude ética dos professores em compreender e considerar que as diferentes formas de aprender dos estudantes exigem diferentes formas de mediar o processo de aprender. Quando se planeja uma situação de aprendizagem para um estudante no atendimento a sua especificidade no contexto da diversidade, todos são contemplados.
O que se define aqui como articulada é a aproximação pedagógica do professor de Atendimento Educacional Especializado e o professor da Sala Regular na busca de objetivos pedagógicos convergentes e intencionalidade educativa, pautados na colaboração e diálogo permanentes para responder à diversidade de demandas educacionais dos estudantes. A articulação potencializa a mediação do conhecimento
pelos dois professores na busca de atingir os mesmos objetivos compartilhando estratégias, conhecimentos específicos e recursos diversificados.
Um saber específico não é mais importante do que o outro, eles se complementam na base do diálogo na busca de garantir a aprendizagem do estudante. Conforme Paulo Freire (1987, p. 92): “Não há, por outro lado, o diálogo, se não há humildade. A pronúncia do mundo, com que os homens o recriam permanentemente, não pode ser um ato arrogante”.
Diante disso a mediação articulada permeia o atuar de forma colaborativa no sentido de não descaracterizar o que é específico de cada serviço. Os dois professores devem trabalhar juntos no planejamento, na avaliação e reflexão das ações em conjuntos, ou seja, na intencionalidade pedagógica. A atuação pedagógica é realizada em contextos diferentes (Sala de Recursos Multifuncionais e Sala Regular), mas com a mesma intencionalidade em relação aos elementos mediadores e direcionamento pedagógico necessário para atender às demandas educacionais dos estudantes.
Compreendemos que juntos, esses professores no diálogo e não de forma fragmentada, podem encontrar respostas para problemas para um contexto onde a diversidade está presente: Como eu percebo e trabalho as necessidades educacionais dos meus estudantes? Quais são as melhores estratégias educacionais que podemos utilizar para mediar à construção do conhecimento do estudante? Como ele aprende? Quais foram os processos mentais que ele utilizou para realizar determinada tarefa? Quais são os recursos tecnológicos que favorecem a aprendizagem do estudante? Quais os princípios que devem nortear o nosso trabalho pedagógico? Com a busca conjunta para responder a estas e outras perguntas a respeito, os professores passam a serem parceiros e igualmente responsáveis por todas as ações pedagógicas articuladas construídas de forma colaborativa para favorecer o processo de ensino-aprendizagem dos estudantes. Ao trabalhar em cooperação poderão ter uma visão e postura mais coesas e mais assertivas diante das diferentes formas de aprender dos estudantes.
Assim, a mediação articulada dos professores de AEE com o professor da classe regular tem como objetivo promover a aprendizagem significativa de todos os estudantes, a partir do conhecimento das suas necessidades e potencialidades, para planejar estratégias diversificadas e articuladas, convergindo para um mesmo
objetivo, com vistas a favorecer o desenvolvimento cognitivo, social e afetivo no contexto da diversidade de demandas da sala de aula.
Esse trabalho não é fácil e Freire (2014) sublinha a necessidade de se atentar para a seriedade da educação escolar como espaço comprometido com o saber, com a rigorosidade metódica que o trato da mesma exige, o respeito ao saber dos educandos, pesquisa, criticidade, ética, estética, corporificação da palavra pelo exemplo. Elementos essências nesta ação que estamos denominando mediação