4 METODE
4.6 Analyseprosessen og mitt standpunkt i forhold til informantene
O termo custo tem sido conceituado de diversas formas. A expressão apresenta basicamente dois tipos de divergências: as divergências conceituais, onde a palavra custo é usada para se referir, de forma alternativa, a diversos conceitos, tais como despesas, gasto, desembolso e as divergências semânticas, pelas quais diferentes palavras são utilizadas para se referirem ao mesmo conceito. Torna-se, portanto, necessário uniformizar a terminologia adotada neste trabalho, definindo-se de modo claro cada um desses conceitos, conforme demonstrados no Quadro 15:
Quadro 15 - Conceitos relacionados à Custos
Custo É o valor dos bens e serviços consumidos na produção de outros bens e serviços.
Desembolso É o pagamento (saída de recursos), com a finalidade de saldar compromissos resultantes da aquisição de bens e serviços.
Desperdício Corresponde aos gastos incorridos, consumidos em atividades/funções que não possibilitam qualquer adição de valor ao produto e/ou ao resultado. Despesas É o valor dos bens e serviços, não relacionados diretamente com a
produção de outros bens e serviços, consumidos num período determinado.
Gasto É todo o pagamento executado pela empresa, que compreende o valor dos bens e/ou serviços adquiridos pela empresa num determinado período. Perda É o valor dos bens ou serviços consumidos de forma anormal e
involuntária. Fonte: adaptado de Bornía (2010).
Conforme Gonçalvez (2010) os custos de acidentes podem ser classificados em diretos e indiretos. Já os custos para medidas de prevenção podem ser decorrentes de:
Levantamento; Implantação; Manutenção; Avaliação; Falhas; Reprojeto
Segundo Bozza (2010) “as falhas não podem ser predeterminadas, pelo menos, no caso da segurança do trabalho que atua sempre com o objetivo maior de não ocorrerem falhas, e o reprojeto visa a corrigir as falhas e desvios do sistema de segurança”. Os custos de implantação referem-se aos seguintes itens:
Aquisição de Equipamento de Proteção Individual;
Execução e instalação de Equipamento de Proteção Coletiva; Aquisição e instalação de placas de sinalização;
Aquisição de medicamentos.
Os custos de manutenção são todos os custos resultantes de medidas que visam a manter o sistema de segurança em funcionamento. Para Gonçalvez (2010) esses custos são oriundos de:
Manutenções efetuadas em máquinas e equipamentos. Treinamentos admissional e periódico.
Palestras.
Aquisição de medicamentos (reposição).
Os custos de avaliação são os custos decorrentes de medidas que visam a verificar se os objetivos do programa estão sendo atingidos. Podem ser alocados os custos de consultorias externas ou dos serviços de profissionais de segurança da própria empresa com o objetivo de executar a avaliação do programa. (GONÇALVEZ, 2010).
Conforme Araújo (2002) os custos de garantia da segurança e higiene do trabalho são aqueles derivados de demonstrações e provas requeridas por exigências não previstas pela empresa, incluindo as medidas particulares por exigências não previstas pela empresa, incluindo as medidas particulares e adicionais à garantia da segurança e higiene do trabalho, procedimentos, dados, ensaios de demonstração, avaliações, contratações de técnicos ou consultoria especializada. (ALTMANN, 2006, p. 73).
Para Araújo (2002) esses custos, juntamente com outros dados econômicos da empresa, principalmente aqueles com que a segurança se relaciona diretamente, deverão ser apresentados, periodicamente, em forma de relatório conciso e objetivo à direção e por ela controlados, com os seguintes objetivos:
Avaliar a adequação e efetividade do sistema de segurança e higiene do trabalho e respectiva relação custo/benefício;
Determinar as áreas que requeiram maior atenção;
Estabelecer os objetivos da segurança e higiene do trabalho e dos custos. (ALTMANN, 2006, p. 73).
Políticas internas e externas são criadas, a fim de prevenir os acidentes do trabalho, que geram um alto custo para as empresas. Logo, atualizar as leis e normas, buscar mais efetividade na aplicação e fiscalização da legislação brasileira referente à saúde e à segurança do trabalho, por meio de informações mais precisas e da utilização dos amplos recursos tecnológicos e programas desenvolvidos pelas diversas esferas do governo, é fundamental neste processo de desenvolvimento. (ALTMANN, 2006; GONÇALVEZ, 2010)
Segundo Soares (2008, p.19) “é necessário também criar uma política educacional coerente e voltada para a realidade do Brasil e para a prevenção de acidentes desde o início do ensino regular, até a formação superior, a fim de proporcionar um futuro mais digno e seguro para as crianças e para os futuros profissionais, no qual o homem seja senhor do desenvolvimento e não mais mão-de-obra descartável a serviço da produção” (LABERGE et al., 2014).
A política de redução de custos está diretamente ligada ao processo de implantação de um Sistema de Gestão em Saúde e Segurança do Trabalho, pois se há um sistema que verifique o andamento da segurança na empresa, este por sua vez, verificará possíveis problemas que poderiam acarretar em acidentes. Assim, promovendo a melhoria do ambiente e acompanhando os processos oriundos desta área, a empresa não terá custos “trabalhistas” que tanto prejudicam a imagem da organização, como também no que se refere à parte financeira.
Para Soares (2008, p.21):
Não se pode direcionar a solução para toda a problemática que envolve os acidentes de trabalho e suas consequências apenas para o enfoque financeiro, pois isso seria um erro; se estaria relevando outros fatores importantes nesse contexto. É necessário que o homem compreenda toda dimensão, possua uma visão holística das situações formadora e deformadora das suas condições de trabalho e outros aspectos sociais, o que certamente irá esclarecer seu entendimento sobre a importância da educação para a formação do trabalho, da sociedade e da família. É necessário integrar o pensar pedagógico com o pensar laboral.
É fundamental compreender que o custo/benefício só se tornará visível para a organização, quando houver por parte da gestão uma mudança na cultura da empresa, uma vez que muitas empresas ainda observam a SST como um custo “obrigatório”. Ou seja, a necessidade deste custo está vinculada à necessidade de obtenção dos requisitos mínimos para
a sua funcionalidade. Logo, se a empresa implementa um SGSST ela perceberá que a segurança influenciará diretamente no lucro da organização, uma vez que se há incentivo ou investimento na área, consequentemente o índice de acidentes diminuirá, como também a confiabilidade nos serviços prestados, tanto por parte dos funcionários, como dos clientes. (ALTMANN, 2006; GONÇALVEZ, 2010).