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Åpenhetens utfordringer

In document Åpent og rettferdig – (sider 154-200)

Del III Prosesser og virkemidler

11.5 Åpenhetens utfordringer

Nos diferentes jornais analisados, são apresentados alguns dos aspetos a melhorar nos Congressos de Medicina Popular em Vilar de Perdizes. Em Setembro de 1985, é a falta de médicos nas aldeias que é fator preocupante, outras aldeias só tinham acesso a médicos ocasionalmemente, aldeias essas como Ferral, Covelães, Cabril, Tourém, Viade e Pisões. Vários médicos passaram por Vilar de Perdizes mas poucos se fixaram: "Desde 1974 que por aqui passou mais de uma dúzia de médicos. Nenhum se fixou aqui” (jornal 3). Faltam medidas preventivas e uma assistência mais eficaz por parte dos médicos de família, das assistentes sociais... “Então fazem falta medidas de emergência para atalhar em força a estes males do ser humano e não limitar-mo-nos a cruzar os braços, empurrando os problemas para os outros ou para o abismo do desespero de quem não encontra na sociedade o apoio a que tem direito. Cabe este barrete a todos nós. Mas em primeiro aos que se dizem médicos da família, mas dos problemas da saúde nem sempre curam. Cabe aos párocos das famílias, mas nestas encruzilhadas nem sempre se querem meter, cabe à Segurança Social, às assistentes sociais que é como se não existam" (jornal 8). Em Setembro de 1993, dizia-se que os temas desenvolvidos nos CMP “têm algo de proibido, escondido, camuflado, incómodo, inconveniente” (jornal 14). Em Outubro de 1995, são expostos alguns aspetos negativos do nono CMP "Tardiamente divulgado e com um programa provisório e reduzido de palestras, com uma organização deficiente sob a ameaça de repetição menos atraente, com o Pe Fontes sem intervenção regular, e perante uma saturação de alguns Perdicenses” (jornal 21). Em Outubro de 1997, é exposta uma lista dos aspetos a melhorar no Congresso “1.Falta de espaço para todos os curandeiros exercerem a sua função 2. anunciarem os horários, nos jornais. 3.mais e melhores guias nas visitas guiadas. 4.mais restaurantes a servir 5.menos exploração, 6. mais residenciais, 7. mais tempo para debate 8. melhores e mais placas nas estradas” (jornal 25). Em Setembro de 2003, são expostos os aspetos negativos e suscetíveis de melhoria: “Estradas cheias de curvas desde Póvoa de Lanhoso, sinalização pobre, deficiente e alguma enganosa. Nem Montalegre e muito menos Vilar de Perdizes aparecem sinalizados, a não ser quando já lá chegamos. Então desde Chaves que é uma das vias mais procuradas, é que se não vê sinal de Montalegre por Vilar de Perdizes. E lá vai o cansado visitante dar mais esta volta de 60 km inúteis. Outras falhas são os multibancos inexistentes em V.Perdizes. Por vezes, os de Montalegre esgotam ou encravam. Pior é a rede de telemóveis e telecom. Estamos apenas servidos por redes galegas. O utente ignora que é como estejamos em Espanha e se quiser falar tem de marcar 00351 e depois o número e é se tiver acesso a roming. Rede fixa só dos cafés, onde o barulho impede a audição. Câmara, que este ano não cedeu os autocarros para satisfazer

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o gosto de muitos que vinham para visitas guiadas cada ano e que é um dos maiores objetivos chamativos deste congresso. Deve-se oferecer aos congressistas algo de melhor em troca...festas, visitas, bailes e palestras, transformar os tempos mortos em tempos ocupados...” (jornal 32). Em Setembro de 2004, alguns dos participantes do Congressos expõem alguns recados e reclamações " As ruas e estacionamento e trânsito merecem mais atenção e ordenamento; não havendo rede nacional de telemóveis , nem qualquer telefone público, da PT, serviu-se toda a gente da rede espanhola, tem de marcar o 00.351, como acontece aos residentes de VP; A falta de bancos e multibancos prejudicou o movimento comercial em todos os serviços; os restaurantes locais e regionais, com tal avalanche nem sempre serviram com a qualidade merecida e desejada; o serviço de fotocópias avariou o 1º dia sem qualquer assistência; A chuva, embora de pouca dura, assutou os expositores de rua. Os pavilhões da ADRAT, deixavam passar água. (jornal 33). O jornal 35, critíca à falta de organização do teatro e de muitas outras atividades, visto que "A Junta de freguesia e o povo de Vilar têm o dever de colocar o Congresso como a primeira de todas as suas prioridades..." e, o jornal 39, diz que o CMP não teve um fim no dia programado "...que no dia de fecho desta edição (quarta-feira) estava previsto arrancar ontem”, fazem críticas à falta de organização no Congresso de MP (jornal 39).

Contudo, os Congressos de MP não se caraterizam apenas pelos seus aspetos negativos, estes também apresentam as suas virtudes “Virtuoso para os minores que seduzidos pela curiosidade de conhecer V.Perdizes ou o seu reverendo pastor se deixaram enlevar no amadorismo da organização (são horas de fazer as coisas com um pouco mais de profissionalismo) e se embrenharam nas maravilhas deste Barroso desconhecido cada vez mais alvo da procura do turista, interessado na descoberta dos seus valores culturais, sociais e paisagísticos. Virtuoso para os incrédulos e contestatários que ficaram a saber que o Congresso de VP está para durar e qualquer postura de afrontamento tem o efeito da sua promoção. Virtuoso ainda enquanto tábua de salvação dos maldizentes que social e politicamente moribundos dele se servem para emergir da penumbra em que orbitam e de que dificilmente conseguirão sair” (jornal 17). De acordo com o jornal 8, os Congressos recebem cada vez mais solicitações "Mas nem tudo são sombras. Felizmente que o tema e a preocupação aumentam de interesse nacional e mundial. Fala-se em lhe dar mais espaço nas carreiras médicas. São autárquicas, associações culturais, escolas de enfermagem, universidades a quererem a medicina e a sabedoria popular mais alta e divulgada. Não temos mãos a medir para responder às inúmeras solicitações neste campo " (jornal 8). Em Setembro de 1994, são expostos os aspetos positivos do oitavo CMP “1. "...participação de centenas de pessoas interessadas e em que se incluiu a participação ativa e qualificada de congressistas,

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nomeadamente curandeiros, estudiosos do aproveitamento natural da flora medicinal, naturólogos, médicos, psicólogos, professores, sacerdotes, etc. 2. Assim, "ficou provado que o interesse pela medicina popular se mantém com uma natural evolução e que a troca de saberes, entre os seus práticos, os médicos, os naturólogos e os demais que têm como objetivo prevenir e tratar as doenças sem prejudicar os pacientes, num total respeito pela dignidade da pessoa humana. 3. "Verificou-se não haver contradição entre a medicina natural e a medicina convencional, as quais devem coabitar... 4. Realização de um curso intensivo de 6 meses, regido pela OPEN INTERNATIONAL UNIVERSITY, para alargamento do conhecimento” (jornal 18). O mesmo acontece com o nono CMP “"(...) perante um auditório de mais de 150 pessoas, que foram aumentando até às 24h de cada dia." e "o salão das conferências esteve sempre abarrotado e gente à porta..." (jornal 20). Em Setembro de 2002, eis os aspetos positivos “as intervenções no CMP decorrem com respeito pelos especialistas e com calma; comunicação social como dinamizadora da região; aumenta a cada ano a presença de curandeiros de ossos e osteopatas; cada vez mais teses de mestrado acerca dos CMP” (jornal 31). Em Setembro de 2003, o Congresso correu bem, principalmente, no que diz respeito ao comércio “Houve a colaboração do turismo ATB do Ecomuseu e da Câmara. A hotelaria, restauração de Chaves, e concelho de Montalegre e Boticas e todo o comércio de Vilar de Perdizes, fizeram 4 dias com balanço positivo, para alguns os únicos do ano” (jornal 32). Em Setembro de 2004, “A Junta e Câmara MM um mês antes deram uma limpeza às ruas e melhoraram os acessos à aldeia; o Restaurante Paço duplicou com serviço de ar livre no pátio do Silveiro; A RESAT foi diligente e eficiente na recolha do lixo, dos ecopontos” (jornal 33).

Em muitos CMP foram apresentados alguns livros, a maior parte deles escritos pelo Padre António Lourenço Fontes. Em Setembro de 2000, àS 9 horas, “100 chás para 100 doenças”, por António L.Fontes. Em Outubro de 2000 “divulgação do livro do Padre Fontes "Chás dos Congressos de Vilar de Perdizes". Em duas tardes, mais de 600 pessoas levaram o livro. Numa aldeia raiana vender tantos, em tão pouco tempo foi um best seller nacional. E desde que foi anunciado na Praça da Alegria, continua a procura pelo correio, telefone, e pessoalmente. Chovem todos os dias pedidos ao autor e editor Pe Fontes” (jornal 29). Em Setembro de 2011, “no Congresso foi apresentada uma obra de autoria conjunta do Pe António Fontes e de Altino Moreira Cardoso a que se deu o título de "Cancioneiro Ancestral Barrosão". O livro, enquadrado no terceiro volume da “Etnografia Transmontana” só agora conheceu a luz do dia depois de várias décadas de recolha sistemática de textos, agora parte deles musicados por Altino Cardoso...” (jornal 40). Já em 2014, foi apresentado um livro de Deolinda Silva, a nova presidente da Associação do Património de Vilar de Perdizes, livro que se chama “Pegadas que ficam” (jornal 43).

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