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Ytringsfrihet og informasjonsfrihet

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Demokratiske rettigheter

6.2 Ytringsfrihet og informasjonsfrihet

Compreendemos que a narrativa expressa a dimensão emocional da experiência, complexidade, relacionamentos e singularidade da ação humana e, como modo de conhecimento, a narrativa pode captar a riqueza e os detalhes dos significados das ações do ser (motivações, sentimentos, desejos, propósitos), que não podem ser expressos em

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definições factuais ou proposições abstratas. Para Bruner (1991, p. 27) “o objeto da narrativa são as vicissitudes das ações humanas”.

Nesse contexto justificamos a utilização da narrativa, por entender que ela emerge como uma importante ferramenta capaz de conduzir o investigador a uma viagem ao mundo dos significados das ações e identidades das pessoas que irão compor o grupo do presente estudo. Assim, a compreensão do uso narrativo, também identificado como hermenêutico ou interpretativo nas ciências sociais dará ao pesquisador mecanismos para interpretar as inter-relações dos sujeitos e da ONG HOPE.

Bolívar (2016) ressalta que a hermenêutica enquanto postura metodológica

Permite conjuntamente dar significado y comprender las dimensiones cognitivas, afectivas y de acción. Contar las propias vivencias, y “leer” (en el sentido de “interpretar”) dichos hechos/acciones, a la luz de las historias que los agentes narran, se convierte en un perspectiva peculiar de investigación. Se trata de otorgar toda su relevancia a la dimensión discursiva de la individualidad, a los modos como los humanos vivencian y dan significado al “mundo de la vida” mediante el lenguaje. La subjetividad es, también, una condición necesaria del conocimiento social (Bolívar, 2016, p. 4).

Por isso narrar é uma capacidade inerente ao ser humano e para alguns estudiosos configura-se como próprio fator de humanização do indivíduo. Embora existam maneiras distintas de compreender o ser humano, a história é imprescindível para dar forma, indícios a respeito de uma pessoa. É por meio da narrativa que o ser humano apreende e expõe suas impressões sobre ele como também organiza e apresenta suas representações sobre o mundo, sobre os acontecimentos e suas experiências nesse mundo. Conforme Ricoeur (1994) existe uma estreita relação entre experiência humana do tempo e a universalidade da narrativa. Pois, para narrar essas experiências, o homem organiza de forma temporal esses eventos na sua vida. Na verdade, o tempo e o espaço representam coordenadas antropológicas fundamentais para que o indivíduo organize suas experiências e as suas memórias.

Para Denzin (1989), a narrativa é uma história que fala de uma sucessão de acontecimentos que possuem um significado para o narrador e seus ouvintes. Uma narrativa, sendo uma história, tem uma estrutura, um começo, um meio e um fim. Possui também uma sequência lógica que faz sentido para o narrador. Uma narrativa relata os eventos numa sequência temporal e causal, descrevendo assim os eventos, fatos que aconteceram, mas também é organizar os acontecimentos de maneira temporalmente significativa. Por isso, julgamos importante e necessária à percepção dos jovens que foram ou são atendidos por algum projeto desenvolvido pela ONG Hope no contexto pesquisado.

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Para Josso (in Nóvoa e Finger, 1988) o tempo da narrativa oral é um momento necessário à mobilização das recordações e à sua seleção e ordenação num continuo, quase sempre cronológico levando o sujeito a pensar sobre o que é a formação, do seu ponto de vista entendendo como se dá essa formação e como ela acontece.

Segundo a autora a singularidade da narrativa que o sujeito constrói representa um processo de reflexão caracterizado pela mobilização da memória, pelo jogo discriminativo do pensamento, assim a ordenação do percurso de formação tornar-se uma narrativa e um trabalho simultaneamente individual e coletivo, por ser uma narrativa que articula período de uma existência que mobiliza vários fatos. O equilíbrio entre a busca de autonomia e de conformidade pode aparecer em momentos diferentes nas narrativas, por vezes até na infância: superação, autonomia, mundo imaginário (Josso, 2007).

Ainda segundo Josso:

O trabalho a partir da narração de histórias de vida efetuado na perspectiva de evidenciar e questionar as heranças, a continuidade e a ruptura, os projetos de vida, os múltiplos recursos ligados às aquisições de experiência, etc., esse trabalho de reflexão a partir da narrativa da formação de si (pensando, sensibilizando-se, imaginando, emocionando- se, apreciando, amando) permite estabelecer a medida das mutações sociais e culturais nas vidas singulares e relacioná-las com a evolução dos contextos de vida profissional e social (Josso, 2007, p. 414).

Perceber nas vozes e nas experiências de vida, por meio da (auto)narrativa de cada jovem, como as ações/projetos que a ONG Hope desenvolve/desenvolveu no contexto foram importantes na construção da identidade dos mesmos é um caminho que nos levará a grandes descobertas consequentemente servirá para evidenciar e validar todo o trabalho que a organização vem fazendo ao longo dos anos, transformando a vida de muitas pessoas em várias partes do globo.

Para essa etapa optamos pela seleção de quatro (04) jovens (moças e rapazes) que já fizeram ou fazem parte de algum projeto que a ONG Hope desenvolveu/desenvolve no contexto do Brasil. Foi pedido para jovens que relatassem um pouco da sua vivencia sendo morador/a de uma instituição e qual a sua percepção sobre educação e o trabalho que a Hope realizava enquanto ator de cooperação, no seu contexto, para que possamos compreender se a presença da ONG causou impactos positivos ou negativos, na visão desses jovens, das suas histórias de vida. Nesta etapa também se pretende evocar a narrativa do investigador por conta da sua vivência e da sua relação com a educação, uma vez que compreendemos a educação enquanto direito social (Marshall 1967) que afirmava que “a educação é um pré-requisito necessário da liberdade civil”. A educação será/é capaz

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de desenvolver em nós a plena consciência do nosso papel, do nosso patrimônio cultural e da nossa cidadania para que todos sejam tratados iguais dentro da sociedade e tendo respeitado seus direitos e deveres, uma vez que:

[…] a educação é um direito social genuíno da cidadania, porque o objetivo da educação durante a infância é moldar o futuro adulto. Basicamente deveria ser considerado, não como o direito da criança de frequentar a escola, mas como o direito do cidadão adulto de ter sido educado. (Marshall, 1967, p. 73).

A história de vida permite-nos tomar consciência, simultaneamente, das nossas dependências e das nossas liberdades, das nossas conquistas e das nossas limitações, do sentido e do não-sentido das nossas vidas, das ideias recebidas e de concepções pessoalmente elaboradas. Coloca-nos face à responsabilidade que temos nas escolhas da vida e a criatividade relativamente aos meios que nos damos para criar condições onde a qualidade das relações humanas e das relações sociais passe pelo respeito mútuo, a alegria da partilha e a preocupação da intercompreensão (Josso in Malpique, 2002, p. 153).

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Capítulo IV – Apresentação, procedimentos de recolha e análise

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