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Demokrati og statsborgerskap

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Demokratiske rettigheter

6.1 Demokrati og statsborgerskap

Para Santiago (2003) o modo de pensar cientificamente é imaginativo e disciplinado ao mesmo tempo, provocando a busca de um equilíbrio entre a ordenação de novas ideias e o examinar crítico das coisas, assim a trajetória metodológica de um estudo vai sendo construída e definida à medida que se avança pelos caminhos deste e cabe ao investigador gerar e pôr em prática os procedimentos adequados para cada situação ou problema que se pretende em cada estudo. Como Santiago (2003, p. 19) também concordamos que a opção pela fenomenologia como postura epistemológica no presente estudo se dar por acreditar que “o pensar do homem cotidiano partilhado e convivendo com outros homens” é visto como fenômeno Husserl (1994).

Segundo Santiago (1999) a epistemologia tem como propósito as condições e os critérios de cientificidade dos discursos científicos efetivamente concretos numa organização teórica determinada. Ela funciona como a mola propulsora da pesquisa. Sob os pressupostos epistemológicos é construído o objeto científico e a problematização se circunscreve. Assim, uma teoria do conhecimento organizada e criticada sistematicamente, voltada para a natureza da produção deste conhecimento e para as suas condições de efetivação. A reflexão-intervenção é de alguma forma o papel da epistemologia sobre a prática científica em todo o seu processo de elaboração, a fim de exercer uma vigilância do ideológico sobre o científico.

Herman (1983) define a metodologia como “um conjunto de diretrizes que orienta a investigação científica” e sabemos que ela enquanto prática de investigação, deve necessariamente articular-se com o quadro conceitual de referência que controla e orienta o processo de produção do conhecimento.

Conforme Amado (2014) quando nos fala sobre a importância da escolha de um método de pesquisa para que haja uma visão além do senso comum e que se concretize uma pesquisa, “é importante e imprescindível a uma fundamentação teórica, a escolha de um método de pesquisa”, por isso justifica-se a escolha de uma abordagem qualitativa

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como metodologia utilizada nesta pesquisa, pois ela possibilita compreender um conjunto de diferentes técnicas interpretativas que visam a descrever e a descodificar os componentes de um sistema complexo de resultados. A pesquisa trabalha com o universo de significados, motivações, aspirações, valores e atitudes, crenças, desta forma, compreende-se um espaço mais profundo dos processos e dos fenômenos, permitindo a abrangência dos significados. Ainda segundo Amado (2014:41) a investigação qualitativa assenta em uma “visão holística da realidade a investigar, sem a isolar do contexto natural (histórico, socioeconômico e cultural), busca a compreensão a partir dos processos inferenciais e indutivos, formulando hipóteses”.

Segundo Almeida e Freire, (2007:111)

A metodologia qualitativa é a busca da globalidade e da compreensão dos fenómenos, ou seja, um enfoque de análise de caráter indutivo, holístico e ideográfico. Estuda-se a realidade sem a fragmentar e sem a descontextualizar, ao mesmo tempo que sobretudo dos próprios dados, e não de teorias prévias, para os compreender ou explicar (método indutivo) e se situa mais nas peculiaridades do que na obtenção de leis gerais.

Por sua vez, Malhotra (2012:155) defende que a pesquisa qualitativa é definida como uma técnica de “pesquisa não-estruturada, exploratória, baseada em pequenas amostras, que proporciona insights e compreensão do contexto do problema.”

Para que a pesquisa possa acontecer de forma satisfatória, apresento aqui, de forma breve, o método qualitativo que se pretende utilizar na investigação em educação, para que as respostas a todas as inquietações sejam encontradas e contribua, de alguma forma, para a discussão central que o estudo deseja alcançar.

Diante disso adotar-se-á a proposta fenomenológica como mestra das práticas científicas do trabalho de pesquisa, que se pretende realizar, por entender que a fenomenologia enquanto postura investigativa dentro das pesquisas qualitativas, pode ser encontrada em estudos onde se indaga e procura descrever os fenômenos, que são experienciados conscientemente, sem teorias sobre a sua explicação causal e o mais livre possível de preconceitos pressupostos. Podemos dizer que a fenomenologia se propõe estudar a experiência humana e os modos como as coisas se apresentam para nós por meio dessa experiência.

Para Amado (2014) apud Denzin e Lincoln o termo qualitativo

Implica uma ênfase na qualidade das entidades estudadas e nos processos e significações que não são examináveis experimentalmente nem mensuráveis, em termos de quantidade, crescimento, intensidade ou frequência. Ainda segundo os mesmos autores, os investigadores

90 qualitativos realçam a natureza socialmente construída da realidade, a íntima relação entre o investigador e o que é estudado, e os constrangimentos situacionais que dão forma à investigação […]. Procuram respostas a questões em torno de como a experiência social é criada e lhe é conferido um sentido (ibid). Trata-se de uma posição também identificada como social-construtivista (Amado, 2014, p.40).

Corroborando com o pensamento de João Amado, acreditamos que as pessoas que farão parte do grupo de entrevistados darão uma importante contribuição por meio de suas narrativas e experiências enquanto membros da organização do estudo sobre a cooperação para o desenvolvimento da educação.

Tendo como foco a cooperação para o desenvolvimento da educação, com base no estudo de caso da organização “Hope”, o presente estudo deve ressaltar que a fenomenologia é de fato o método mais adequado para que o pesquisador possa (re)conhecer o fenômeno e o interpretar baseando-se no contexto onde ele acontece. Para isso o investigador necessitará que os sujeitos envolvidos na pesquisa relatem suas experiências, opiniões, suas compreensões, seus sentimentos como também suas impressões que atendam ao propósito do estudo (Moreira, 2002).

Todavia, a fenomenologia, mesmo antes da preocupação em detalhar o método, produziu uma nova forma de perceber o mundo, alcançando a possibilidade de deixar transparente o contato com novos significados sobre o mesmo (mundo), “pensamento, tempo, entre outras variáveis, sintetizando o modo de compreender o mundo no olhar fenomenológico, ou seja, o pensar destaca o ser” (Antonelli, 2007, p.26). Assim, tendo como estudo a compreensão da cooperação internacional para o desenvolvimento da educação e a organização Hope como sujeito do presente estudo, espera-se que a investigação represente o mundo vivido por todas as pessoas (sujeitos/atores), de acordo com os padrões metodológicos referentes à descrição, compreensão e interpretação. Por isso reforçamos que a condução da investigação/estudo deve também se imbuir da representação social, por buscar o entendimento interpretativo do mundo.

Temos presenciado atualmente que as investigações qualitativas fazem parte de um campo transdisciplinar abrangendo as ciências humanas e sociais apresentando variados modos de investigação para estudo de um fenômeno, com a finalidade de encontrar um sentido para esse fenômeno ou interpretar os significados a ele atribuídos. Para isso, múltiplos paradigmas de análise têm sido desenvolvidos, como por exemplo, da hermenêutica, da teoria crítica, do construtivismo e da fenomenologia (Chizzotti, 2003).

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Husserl (1990)38 provocou mudanças significativas no fazer filosófico do século

XX diante da crise das ciências e da filosofia provocada pelo positivismo, quando de certa forma combate o pragmatismo e restaura a atitude transcendental39 como retorno as coisas

mesmas, e não o que se diz delas, buscando as essências, como por exemplo, a essência da consciência, a essência da percepção (Dantas, 2012).

Por isso, a fenomenologia é, então, considerada como a ciência das ciências tendo em vista os modos típicos e peculiares em que se manifestam os fenômenos, uma vez que os mesmos podem se apresentar a partir da perspectiva que se queira dar ao objeto. Husserl acreditava que as coisas deveriam ser referidas como elas se apresentam na experiência da consciência e que essas coisas deveriam ser estudadas em suas essências, em seus verdadeiros significados, de um modo livre de teorias e pressuposições do mundo real.

Cabe aqui salientar que mesmo sendo importante referenciar as diversas linhas do pensamento desse estudioso, no campo da fenomenologia, destacamos que a intenção de um olhar mais profundo no pensamento desse autor se dá devido ao alcance e recorte que o presente estudo se dispõe a atingir. Consideramos imprescindível a referência a Edmund Husserl, por se tratar o estudo de experiências humanas e de como essas pessoas vivenciam/percebem as ações da organização Hope no universo da cooperação para o desenvolvimento em educação.

1.3. Instrumentos Metodológicos: mecanismos para a construção

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