5 Lojalitetsvurderingen
5.3 Ytringens form
Nesta pesquisa, o direcionador condições macroeconômicas, que influencia na competitividade dos elos de produção agrícola e de processamento da cadeia agroindustrial de suco de laranja concentrando congelado (SLCC) no Paraná, foi subdivido em dois subfatores a serem avaliados, são eles: a taxa de juros e a taxa de câmbio.
No Brasil, a taxa de juros básica adotada é a taxa SELIC, que é a taxa apurada no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC), mantido pelo Banco Central do
Brasil (BANCO CENTRAL DO BRASIL – BCB, 2011). De certa forma, a taxa SELIC influi
no cálculo das outras taxas de juros relacionadas às operações de crédito com pessoas físicas e jurídicas na economia brasileira.
No fim de 2011, a meta para a taxa SELIC estava em 11% ao ano (a.a.), sendo que esse valor da taxa SELIC entrou em vigência em primeiro de dezembro daquele ano. Esse valor da taxa SELIC foi fixado pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central do Brasil na sua última reunião de 2011.
No mês de agosto de 2011, período no qual foram entrevistados os agentes pertencentes aos elos de produção rural e de processamento da cadeia agroindustrial paranaense de SLCC, o valor da taxa SELIC ainda era de 12,50% a.a.
Com relação à taxa de câmbio da moeda brasileira, o Real (R$), ante a moeda estadunidense, o Dólar americano (US$), ela tem apresentado, desde o ano de 2003, uma tendência de constante valorização. Essa tendência reflete a desvalorização da moeda americana em relação a outras moedas, bem como a ampliação do ingresso de moeda estrangeira no sistema econômico-financeiro nacional, originada de operações como as
exportações brasileiras e os investimentos estrangeiros aplicados no Brasil (Gráfico 4). Aliás, uma parte dos investimentos externos aplicados no país tem a ver com as altas taxas de juros praticadas na economia brasileira, o que atrai um volume significativo de moeda estrangeira em busca de maior rentabilidade no país, tornando a moeda brasileira mais valorizada.
Contudo, de 2003 a 2011, a taxa de câmbio da moeda brasileira diante da moeda americana também apresentou períodos de desvalorização como no segundo semestre de 2008 e primeiro trimestre de 2009, bem como no terceiro quadrimestre de 2011. Esses períodos de desvalorização do câmbio coincidem com as épocas das crises econômico- financeiras mundiais mais recentes (Gráfico 4).
Gráfico 4. Valor médio da taxa de câmbio nominal da moeda brasileira (R$) ante a moeda estadunidense (US$), no período de 13 de janeiro de 1999 a 16 de dezembro de 2011 (em reais por dólar americano).
Fonte: BCB (2011).
Nota: o valor médio da taxa de câmbio nominal do Real diante do Dólar americano é obtido a partir da média aritmética das taxas diárias de compra e venda.
Nos anos de 2008, 2009 e 2010, o valor médio da taxa de câmbio nominal do Real diante do Dólar estadunidense foi de R$ 1,84, R$ 1,99 e R$ 1,76 por US$ 1,00, respectivamente. Em relação ao ano de 2011, o valor médio da taxa de câmbio nominal do Real ante o Dólar americano era de R$ 1,73 por US$ 1,00 até 16 de dezembro (BCB, 2011).
No mês de agosto de 2011, época em que foram realizadas as entrevistas com os agentes ligados aos segmentos de produção agrícola e de processamento da cadeia agroindustrial de SLCC no Paraná, o valor médio da taxa de câmbio nominal da moeda brasileira diante da moeda americana era de R$ 1,60 por US$ 1,00.
No que se refere à avaliação do subfator taxa de juros, os entrevistados pertencentes ao setor de produção de laranja no Paraná avaliaram-no como desfavorável para a competitividade desse mesmo setor (Gráfico 5). Para eles, a taxa de juros básica adotada no Brasil, a taxa SELIC, é considerada alta, tornando, assim, elevados os juros relativos às operações de crédito realizadas com recursos livres, visto que a taxa SELIC influi nas taxas de juros praticadas pelo mercado financeiro brasileiro. Comumente, os citricultores no Estado do Paraná acessam o crédito livre ofertado pelas entidades financeiras para obter uma parte, embora pequena, dos recursos financeiros necessários para financiar a sua produção de laranja. Segundo os entrevistados, o alto custo do crédito livre no país, devido à alta taxa de juros da economia brasileira, acaba reduzindo a margem de rentabilidade da citricultura paranaense, prejudicando, dessa forma, o desempenho dessa atividade agrícola.
Os entrevistados ligados ao segmento produtor de laranja no Paraná avaliaram a taxa de câmbio como muito desfavorável à competitividade desse mesmo setor (Gráfico 5). De acordo com eles, a taxa de câmbio da moeda brasileira ante a moeda estadunidense tem se encontrado valorizada nos últimos três anos, o que causa a redução das receitas e margens de rentabilidade dos agentes econômicos inseridos na atividade citrícola paranaense, desfavorecendo, assim, o fomento da cultura da laranja no Paraná.
Gráfico 5. Avaliação da influência dos subfatores do direcionador condições macroeconômicas na competitividade do elo de produção agrícola da cadeia agroindustrial de suco de laranja concentrado congelado no Paraná.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Nota: a escala dos subfatores varia de +2 (muito favorável) a -2 (muito desfavorável), com os valores intermediários +1, 0 e -1 equivalendo à favorável, neutro e desfavorável, respectivamente.
Os entrevistados ligados ao elo processador de laranja no Paraná também avaliaram a taxa de juros como desfavorável para a competitividade desse mesmo setor agroindustrial (Gráfico 6). De acordo com eles, a taxa de juros básica da economia no Brasil, a taxa SELIC, é elevada, sendo que isso contribui para que o custo do capital seja alto no país.
Logo, isso diminui a rentabilidade e restringe a capitalização das organizações econômicas que atuam na agroindústria processadora de laranja no Paraná, segundo os entrevistados. Eles também avaliaram a taxa de câmbio como muito desfavorável para o desempenho do segmento de processamento de laranja no Paraná (Gráfico 6). Para os entrevistados, a taxa de câmbio do Real ante o Dólar estadunidense tem estado valorizada nos últimos tempos, diminuindo, assim, o faturamento e a rentabilidade das organizações econômicas que operam no esmagamento da laranja no Paraná.
Gráfico 6. Avaliação da influência dos subfatores do direcionador condições macroeconômicas na competitividade do elo de processamento da cadeia agroindustrial de suco de laranja concentrado congelado no Paraná.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Nota: a escala dos subfatores varia de +2 (muito favorável) a -2 (muito desfavorável), com os valores intermediários +1, 0 e -1 equivalendo à favorável, neutro e desfavorável, respectivamente.