4 Forutsetninger for lojalitetsvurderingen
4.3 Skade på virksomhetens legitime interesser
Esta pesquisa utiliza um método analítico que já foi utilizado por Silva e Batalha (2000) em um estudo sobre a cadeia de carne bovina no Brasil. Tal método busca avaliar de maneira qualitativa a intensidade do impacto dos subfatores, assim como a sua colaboração para o resultado agregado dos direcionadores de competitividade na performance dos elos de cadeias agroindustriais.
Para tanto é fixada uma escala de medida que oscila de muito favorável, quando existe expressiva colaboração positiva do subfator, a muito desfavorável, quando há empecilhos ou mesmo obstáculos à obtenção ou manutenção do desempenho competitivo (SILVA; BATALHA, 2000). Como escalas intermediárias são fixadas as classes favorável, neutro e desfavorável (SILVA; BATALHA, 2000).
Por conseguinte, cada escala é convertida em valores que oscilam de forma progressiva, em intervalos unitários, de -2, para uma apreciação muito desfavorável, a +2, para uma apreciação muito favorável (SILVA; BATALHA, 2000). Já as escalas intermediárias favorável, neutro e desfavorável são transformadas em +1, 0 (zero) e -1, respectivamente (SILVA; BATALHA, 2000). Dessa forma, os resultados da avaliação podem ser observados em representação gráfica, assim como ser combinados de modo quantitativo, para comparações agregadas, explicam Silva e Batalha (2000). Além disso, é necessário destacar que o uso de escalas apenas permite o ordenamento e a classificação relativa dos subfatores analisados (SILVA; BATALHA, 2000).
A combinação quantitativa dos subfatores, de modo a criar uma avaliação para cada direcionador de competitividade, contém uma fase de atribuição de pesos (SILVA; BATALHA, 2000). Silva e Batalha (2000) explanam que a motivação para essa ponderação é
a aceitação da existência de diferentes graus de relevância para os vários subfatores, em termos de sua colaboração para o resultado agregado do direcionador.
Adicionalmente, cada um dos direcionadores é ponderado em função de sua colaboração para a competitividade dos elos (produção agrícola e processamento, nessa dissertação) da cadeia produtiva agroindustrial (cadeia agroindustrial paranaense de suco de laranja concentrado congelado, nessa dissertação).
Nesta pesquisa, utilizou-se do aplicativo de processamento de dados Microsoft Excel 2007, por meio de planilhas eletrônicas que possibilitaram tabular os dados coletados durante as entrevistas realizadas na fase de pesquisa de campo. O instrumento de coleta de dados utilizado durante as entrevistas, com os membros pertencentes aos elos de produção agrícola e de processamento da cadeia agroindustrial de suco de laranja concentrado congelado (SLCC) no Estado do Paraná, foi o questionário, ressaltando que foi elaborado um questionário diferente (ou específico) para cada um dos elos supracitados.
Assim, a planilha elaborada para o elo de produção agrícola da cadeia agroindustrial de SLCC no Paraná apresenta, na coluna A, a descrição dos 11 (onze) direcionadores de competitividade usados neste trabalho, bem como de seus respectivos subfatores (veja o Apêndice K). Nas colunas seguintes, de B a U, foram computados os conceitos e os pesos atribuídos a cada um dos subfatores selecionados, bem como os pesos atribuídos a cada um dos direcionadores de competitividade selecionados, sendo que a atribuição dos conceitos e pesos foi feito por cada um dos 10 (dez) entrevistados ligados ao elo de produção rural da cadeia agroindustrial paranaense de SLCC (veja o Apêndice K). Para
tanto, nas colunas de V a Z, utilizou-se da fórmula “CONT.SE” para que se fosse
contabilizada a frequência de incidência dos conceitos “muito favorável (MF = +2)”,
“favorável (F = +1)”, “neutro (N = 0)”, “desfavorável (D = -1)” e “muito desfavorável (MD =
-2)” presentes na extensão da linha, no intervalo das colunas de B a U (veja o Apêndice K).
Nesta mesma planilha, na coluna AA, foram relacionados a quantidade de entrevistados pertencentes ao elo de produção rural da cadeia paranaense de SLCC e, na coluna AB foram calculadas as médias dos conceitos atribuídos aos subfatores de cada direcionador de competitividade, para tanto, foi empregada a fórmula que multiplica a frequência de incidência dos conceitos pelo seu respectivo valor (MF = +2; F = +1; N = 0; D = -1; MD = -2) divido pela quantidade de entrevistas realizadas (veja o Apêndice K). Assim, foi possível determinar a avaliação de cada subfator que compõe cada um dos direcionadores de competitividade considerados neste estudo (veja o Apêndice K).
Na coluna AC foi calculada, por meio de fórmula de teste lógico, a média dos pesos atribuídos (veja o Apêndice K). Os pesos relativos obtidos na coluna AD foram calculados pela divisão da média do peso de cada subfator constante na coluna AC pela soma das médias dos pesos dos subfatores de cada direcionador de competitividade, totalizado individualmente na coluna AC (veja o Apêndice K). Por meio do mesmo raciocínio também, obteve-se o peso relativo do direcionador de competitividade, que também está apresentado na coluna AD (veja o Apêndice K).
Na coluna AE foi calculado o valor do conceito atribuído na avaliação de cada subfator multiplicado pelo peso relativo de cada subfator, desse modo, foi possível fazer uma combinação quantitativa dos subfatores que constituem um determinado direcionador de competitividade a fim de determinar a avaliação agregada do direcionador, conforme ilustrado na coluna AE (veja o Apêndice K).
Além disso, a coluna AE exibe o valor resultante da multiplicação entre a avaliação agregada do direcionador de competitividade e o peso relativo do direcionador, sendo que esse resultado sintetiza a avaliação do direcionador de competitividade e dos seus respectivos subfatores (veja o Apêndice K). O valor resultante do cálculo envolvendo os resultados da avaliação dos direcionadores de competitividade e dos seus respectivos subfatores indica se o resultado agregado total deles é considerado favorável (ou muito favorável) ou neutro ou desfavorável (ou muito desfavorável) para o desempenho competitivo do elo de produção agrícola da cadeia agroindustrial de SLCC no Paraná (veja o Apêndice K). No que diz respeito aos cálculos realizados para o elo de processamento da cadeia agroindustrial paranaense de SLCC, seguiu-se a mesma linha de raciocínio e os mesmos cálculos apresentados na descrição logo acima, alterando-se apenas as colunas, mas, mantendo-se as fórmulas empregadas (veja o Apêndice L).
Além de tudo isso, é preciso frisar que, neste estudo, os valores dos conceitos que se encontram nos intervalos entre +1,50 e +2, +1,49 e +0,50, +0,49 e -0,49, -0,50 e -1,49
e -1,50 e -2 foram considerados como “muito favoráveis”, “favoráveis”, “neutros”,
“desfavoráveis” e “muito desfavoráveis”, respectivamente, para a competitividade dos elos de produção rural e de processamento da cadeia agroindustrial paranaense de SLCC.
Neste estudo, a avaliação dos subfatores que compõem os direcionadores de competitividade, a atribuição do peso para o subfator em relação ao direcionador de competitividade e a atribuição do peso ao direcionador de competitividade em relação à performance do elo são feitas a partir de informações quantitativas e qualitativas obtidas por
meio do método de pesquisa rápida (rapid appraisal) descrito, anteriormente, neste mesmo capítulo desta dissertação.
4 CADEIA AGROINDUSTRIAL DE SUCO DE LARANJA CONCENTRADO