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Podemos verificar, através do quadro 2, que a grande maioria dos formandos procurou o Curso EFA – NS para aperfeiçoar os seus conhecimentos e adquirir competências tendo em vista, de acordo com o elevado número de respostas, a obtenção de um diploma de educação/formação.

Quadro 2 – Principais razões que estão na origem da procura do Curso EFA – Taipas.

Para melhorar os meus conhecimentos 28

Para ganhar mais/ adquirir competências 24

Para obter uma certificação (diploma) 20

Para responder melhor aos desafios do dia-a-dia 19

Para poder continuar a estudar 9

Para ganhar confiança e depender menos dos outros 4

Para me tornar mais activo 4

Para me tornar mais útil à comunidade onde vivo 3

Para arranjar emprego 3

Para poder exercer melhor o meu dever de cidadania 2

Para ocupar o meu tempo livre 1

Para se relacionar melhor com as outras pessoas 1

Todavia, a perspectiva da grande maioria não é adquirir um emprego, visto que a taxa de desemprego nestes formandos é bastante baixa. É, também, relevante o número considerável de formandos que vê neste curso a possibilidade de desenvolver estratégias que lhes permitam fazer face aos problemas do dia-a-dia.

1.3. Os formadores

De modo a verificarmos até que ponto os formadores do Curso EFA possuíam conhecimentos das práticas de educação de adultos, procedemos à aplicação de uma entrevista estruturada tentando

CAPÍTULO V – O Estudo de Caso – Apresentação e Análise dos Resultados de Investigação

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focar questões fundamentais, no intuito de percebermos a sua experiência no campo da educação de adultos. O quadro que se segue faz uma apresentação sumária dos formadores, através de informações obtidas numa entrevista inicial, cujo guião se encontra em anexo.

A entrevista por nós efectuada estava dividida em três eixos fundamentais: I – Perfil do formador; II – Preparação no campo de Educação de Adultos e III – Expectativas sobre o Curso.

Quadro 3– Breve síntese de dados dos formadores do Curso EFA.

Formador es Data da realizaçã o da entrevist a

Género Idade Grau académico

Experiência/f ormação em Educação de Adultos Área de formação A 13-11-08 Y 30 Licenciatura em Geografia; Pós- graduação em Gestão de Riscos Naturais

Não CP

B 13-11-08 X 46

Licenciatura em Ciências Históricas; Mestrado em História Contemporânea

Não CP

C 15-11-08 X 40

Licenciatura em Português/Alemão Curso de especialização na sua área Não CLC D 15-11-08 X 30 Licenciatura em Ensino de Matemática Sim STC E 16-11-08 Y 26 Licenciatura em Biologia/Geologia Não STC F 14-04-09 X 32 Licenciatura em História Não CP

Fonte: Elaborado pela própria.

Como podemos observar, os formadores possuem licenciaturas específicas em áreas que brangem uma grande parte dos conteúdos do Referencial, mas não possuem, à excepção de uma formadora, quaisquer conhecimentos de cariz teórico/prático no campo da educação de adultos. A única formadora com alguma formação referiu que esta foi, citamos:

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(C) “(…) dada pela DREN, aqueles cursos que eles dão durante uma semana que, normalmente, estão direccionados para os CNO‟s (…) e, como já estive inscrita num CNO, fui chamada para fazer vários desses cursos (…) também, como formadora, fui convidada a fazer essas acções que eles organizam.”

Relativamente à auto-formação, questionámos os formadores sobre as leituras efectuadas nos planos teórico e metodológico no contexto da Educação de Adultos e com que correntes/autores eles mais se identificavam. As respostas obtidas foram as seguintes:

(A) “O que li foi o que li foi sobretudo…tentei informar-me ao nível das competências das áreas que estou a desenvolver, basicamente foi assim…tentei informar-me através da Internet, dos sites oficiais sobre o que são os cursos EFA, a quem é que se destinam e, pronto, toda essa bagagem, digamos assim, da própria estrutura e organização dos cursos EFA e, nomeadamente das competências da minha área e do meu papel como mediador. (…) Não me identifico com nenhum.”

(B) “Eu tentei estudar o referencial das várias competências…também tive que investigar na Internet… sites… estive noutras escolas, onde há outras experiências…aliás, já tive a oportunidade de fazer alguns trabalhos práticos semelhantes a outros que vi, idênticos a outros realizados noutras escolas…tentei informar-me sobre estes cursos e, essencialmente, ter o referencial e, ao longo do tempo, tendo em conta a pouca experiência que tenho, tenho tentado reter tudo aquilo que vou aprendendo. (…) Há alguns autores que vêm referidos nos referenciais … mas, agora, não me recordo de nenhum.”

(C) “Individualmente, não estudei nada. Tudo o que estudei foi nessas acções. Autores o que ressalta é o Paulo Freire, mas fora isso, nunca li nada fora das formações. (…) Pois… não me identifico com nenhum.”

(A) “Hum…portanto… o Referencial de Competências-Chave, quer para o ensino secundário, quer para o básico (B2 e B3) e alguns artigos que aparecem frequentemente na Net. (…) Não, porque não conheço.”

Como podemos constatar, os formadores revelam um profundo desconhecimento dos autores que abordam a educação de adultos, reconhecendo somente os documentos oficiais que servem de base à educação e formação neste sector, respectivamente, o Referencial de Competências-Chave e documentos de orientação para a acção que podem ser consultados no site da ANQ. Foi, porém, notório, o interesse em investir neste campo, de modo a que o processo resulte de forma eficaz para todos os intervenientes.

No que concerne às experiências profissionais, como vimos, são pouco profícuas ou centram- se, basicamente, em experiências no ensino recorrente, em associações industriais/comerciais ou na auto-formação para este campo.

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Questionámos os formadores sobre a necessidade de especialização em educação de adultos e estes responderam-nos que

(A) “(…) qualquer docente com vontade de aprender consegue ser formador dos EFA. Inicialmente há dificuldades, é um desafio, mas gradualmente vão-se adquirindo também competências para dar formação nesta área. (…) Se calhar, ao nível das universidades devia haver cursos direccionados para docentes/formadores para quem segue as vias de ensino. Mas, em geral, pessoas com vontade para tal conseguem dar formação a adultos.”

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