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Ferdsel og aktiviteter

In document ØSTMARKA NASJONALPARK (sider 50-53)

UTREDNINGSOMRÅDET

7. FORSKRIFTER

7.8 Ferdsel og aktiviteter

“Não posso investigar o pensar dos outros, referido ao mundo, se não o penso. Mas, não penso autenticamente se os outros também não pensam. Simplesmente, não posso pensar pelos outros nem para os outros, nem sem os outros.”

(Paulo Freire, Pedagogia do Oprimido, p. 117)

Neste capítulo, o qual se destina à apresentação e análise dos resultados obtidos durante a fase da investigação empírica, tentaremos recordar sumariamente a problemática que lhe está subjacente. Sendo o Curso EFA o grande mote da nossa investigação, pretendemos verificar, à luz das tendências actuais no panorama nacional e, tendo em conta algumas orientações europeias que contribuíram, de algum modo, para uma evolução do conceito de educação de adultos em Portugal, no que concerne ao despertar das consciências políticas relativamente a este subsistema, se, de facto, a educação de adultos está a ser implementada dentro de um modelo inovador, respeitando as especificidades que lhe estão inerentes, ou, se, apesar de todos os esforços empreendidos em lhe atribuir uma nova identidade, ainda mantém um carácter escolarizante, insistindo nas práticas tradicionais que a condenaram ao fracasso ao longo de muitas décadas de cegueira governamental, não obstante os esforços de muitos intelectuais no sentido de a orientar para um paradigma mais humanista.

Recordamos que a Educação de Adultos nunca foi entendida na história da educação portuguesa como um conceito com carácter próprio, sendo frequentemente degradado e submetido à tutela dos Departamentos do Ensino Básico e Secundário do Ministério da Educação, como se tratasse de um ensino regular, o que, de algum modo, contribuiu para um reinado duradouro da iliteracia e da baixa qualificação profissional.

Quando nos propusemos a estudar esta matéria, não tínhamos a noção de que a educação de adultos, apesar de ser um campo de actuação bastante privilegiado em muitos países europeus, e da literatura profícua que foi publicada pela UNESCO, continuava a revelar, por motivos vários, muitas lacunas no espaço educativo português.

CAPÍTULO V – O Estudo de Caso – Apresentação e Análise dos Resultados de Investigação

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A nossa curiosidade face ao Curso EFA nasceu, como já referimos, do facto de tentarmos perceber até que ponto a educação de adultos teria sofrido uma nova reinterpretação, através da emergência de novos modelos educativos, um dos quais incide sobre o reconhecimento, validação e certificação de competências, admitindo a relevância das aprendizagens adquiridas em diferentes contextos, o que se traduz em novas oportunidades para a população adulta validar ou consolidar os conhecimentos adquiridos ao longo da vida, simplificando o seu percurso formativo. Todavia, ainda nos restam algumas questões, uma das quais se prende sobre as práticas implementadas neste modelo. Tratando-se de um modelo organizacional que se pressupõe diferente do tradicional, quisemos descobrir em que medida as metodologias também se constituem como inovadoras, distinguindo-se das tradicionalmente utilizadas em processos e dinâmicas anteriores. Por outro lado, tendo em conta uma nova conjuntura socio-económica, na qual a natureza da educação está a ser questionada devido às pressões da globalização, quisemos perceber se a educação de adultos vai de encontro a uma orientação mais humanista, isto é, uma educação que se preocupa em formar o adulto no seu todo, segundo os valores universais, ou, se se pretende assegurar que o adulto, no contexto actual, reúna todo um conjunto de competências que lhe permitam fazer face às vicissitudes da sociedade contemporânea – sociedade da aprendizagem, preparando-se materialmente para competir no mercado de trabalho, seguindo de perto as tentações da economia e das tecnologias da informação, acreditando, deste modo, na falsa ideia de que será esta a via ideal para se superar as injustiças e a exclusão social e, fundamentalmente, a crise de emprego motivada pelo novo cenário económico. Então, o que é a educação de adultos? Que lógica lhe estão subjacentes? Uma racionalidade instrumental, na lógica da formação de recursos humanos ou cidadãos? Qual a faceta que adquire mais primazia no Curso EFA em estudo? E, tendo em conta o exposto, é também nosso ensejo descobrir se o Curso Taipas é, efectivamente, representativo da educação de adultos ou, pelo contrário, trata-se de mais um Curso que segue um modelo instituído, pragmático, subordinado a abordagens monolíticas.

Em função destas dúvidas, encetamos a nossa investigação tendo em conta três questões fundamentais:

1. O Curso Taipas rompe ou perpetua o modelo escolar tradicional?

2. O Curso Taipas é de orientação humanista, de orientação tecnocrática ou um cruzamento das duas orientações?

CAPÍTULO V – O Estudo de Caso – Apresentação e Análise dos Resultados de Investigação

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Tentaremos responder a estas questões, seguindo as metodologias que já referenciamos no capítulo anterior. Assim, para a primeira questão, utilizaremos os dados recolhidos dos inquéritos por questionário respondidos pelos formandos, os quais nos serviram de base para a caracterização dos formandos, e as entrevistas feitas aos formadores, com o intuito de perceber, numa primeira fase, qual o grau de conhecimento e preparação que os formadores possuem para leccionar Cursos EFA, respectivamente, metodologias e práticas de educação de adultos. Alguns dados recolhidos através da observação directa e análise documental (recursos utilizados pelos formadores no decurso das sessões e trabalhos realizados pelos formandos) permitir-nos-ão reconhecer a aplicabilidade das mesmas. Através de entrevistas informais feitas aos formandos, registámos a opinião destes sobre algumas metodologias utilizadas e o nível de interesse que estas constituem para uma aquisição mais motivadora e eficaz das aprendizagens. Ainda, sobre esta questão, tentaremos fazer uma breve leitura do desenho curricular adoptado (documento institucional) de modo a verificar como é implementado, isto é, se segue de perto, as recomendações colocadas a nível institucional e se se adequa, de facto, aos perfis, interesses e motivações dos adultos.

Relativamente à segunda questão, tentaremos verificar, através de alguns dados obtidos durante as sessões assistidas, entrevistas informais e análise documental, qual a perspectiva dominante na Curso EFA – Taipas, isto é, humanista ou tecnocrática, convocando as características que delimitamos para estas ao longo do terceiro capítulo.

Finalmente, a resposta à terceira questão constituir-se-á a súmula de todas as questões anteriores. Sumariamente, recorreremos a alguns conceitos mobilizados neste trabalho, assim como informações obtidas no final do processo, através das entrevistas informais feitas aos formandos e formadores, em jeito de balanço global sobre todo o trabalho realizado.

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