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Kapittel 5 Konkurranseutsetting 97

5.5 Varierende erfaringer

Em que termos o esporte se diferencia do jogo? Será mesmo que são tão distintos quanto possa parecer? Ou são tão parecidos que os confundimos, tratando-os como sinônimos?

Pode-se dizer que o jogo se diferencia do esporte quando ao pri- meiro imprimimos um caráter lúdico, realizado por meio de uma ati- vidade voluntária que pode ser modificada a qualquer tempo, inter- rompida a qualquer instante e transferida a qualquer hora. O jogo não deve estar sujeito a ordens ou regras rígidas, a não ser nos casos em que represente uma atividade cultural com a finalidade de perpetua- ção de hábitos dos mais diversos povos. Ou seja, o jogo tem como ca- racterísticas marcantes a liberdade e o prazer.

Ao mencionarmos o lúdico como elemento diferencial entre espor- te e jogo, cabe uma simples pergunta: o que é lúdico?

Vejamos o que alguns autores apontam sobre este conceito que em muito diferencia o jogo do esporte. É importante que você perceba o que aproxima estes autores sobre a profundidade deste conceito e o que os afasta, podendo assim, formar seus próprios conceitos.

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www.diaadiaeducação.pr.gov.br

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Lúdico ou atividade lúdica:

• Identifica-se o lúdico em diferentes esferas da vida social, considerando-o, fundamental- mente, como o jogo, uma atividade não sé- ria, mas absorvente para o jogador, desligada de interesses materiais e praticada de acordo com regras de ordem (organização), tempo e espaço, e cuja essência repousa no diver- timento. Sendo parte integrante da vida em geral, possui um caráter desinteressado, gra- tuito e provoca evasão do real (HUIZINGA, in: FENS- TERSEIFER, P. E. e G.; Fernando J. (orgs). Dicionário crítico de educa- ção física. Ijuí: Editora Unijuí, 2005., p. 270).

Atividade lúdica: voleibol de praia Fonte: wikipedia (This file has been relea- sed into the public domain by the copyright holder, its copyright has expired, or it is ineligible for copyright. This applies worldwide).

• Algo concernente à cultura do homem, haja vista que é pelo jogo que a humanidade se desenvolve e é exatamente este fator que diferencia o homem dos animais, dando-lhe a possibilidade da auto- nomia e da criatividade (CHATEAU, in: FENSTERSEIFER, P. E. e G.; Fernando, J. (orgs). Dicionário crítico de educação física. Ijuí: Editora Uni- juí, 2005. p. 270).

• Atividade lúdica pode ser entendida como prática das relações sociais, como produto coletivo da vida humana, podendo se manifestar no jogo, no brinquedo e na brincadeira, desde que possua caracte- rísticas como desinteresse, seriedade, prazer, organização, espontaneidade (BRUHNS, in: FENSTERSEIFER, P. E. e G.; Fernando, J. (orgs). Dicionário crítico de educação física. Ijuí: Editora Unijuí, 2005. p.270).

• Contrapondo-se à autora acima, “justamente por não ser sério é que se torna importante”, pois o lúdico, enquanto exercício individual carregado de emoções, densidade, enigmas e significados, é algo que provoca o imaginário e a sensibilidade (Oliveira in: Dicionário de Educação Física, p.270).

• “É uma das essências da vida humana que instaura e constitui novas formas de fruir a vida social, marcadas pela exaltação dos sentidos e das emoções” (WERNECK, In: FENSTERSEIFER, P. E. e G.; Fernando, J. (orgs). Dicionário crítico de educação física. Ijuí: Editora Unijuí, 2005. p. 271).

Diferente do esporte, o jogo não deve estar vinculado à necessida- de física ou ao dever moral de representar alguma instituição ou gru- po. Nunca constitui uma tarefa, sendo praticado nas horas vagas. Al- gumas características poderão auxiliá-lo a compreender melhor o que coloca o jogo em situação distinta do esporte. Segundo Huizinga:

Distingue-se do esporte pelo simples fato de que, ao se iniciar o jogo, pode ser finalizado a qualquer tempo; É construído de maneira coletiva e na medida em que

é incorporado aos hábitos de determinado grupo, po- vo ou população, torna-se fenômeno cultural;

Deve ser livre;

O caráter social do jogo torna-o uma necessidade re- gular como se fosse um complemento, um hábito ne- cessário na vida do jogador;

É uma atividade desligada de todo e qualquer interes- se material, com o qual não se objetiva obter lucro. Você deve estar se perguntando: mas o que é o es- porte, então? Veja o quadro abaixo e faça uma compa- ração com as origens do jogo e com o que você leu nas primeiras páginas deste trabalho em relação aos conflitos de classes e ao capitalismo, observando as relações que daí decorrem:

Esporte: entendido como uma prática motora/corporal:

A) orientada a comparar um determinado desempenho entre indivíduos ou grupos;

B) regido por um conjunto de regras que procuram dar aos adversários iguais condições de oportuni- dade para vencer a contenda e, dessa forma, manter a incerteza do resultado;

C) com regras institucionalizadas por organizações que assumem (exigem) a responsabilidade de defi- nir e homogeneizar as normas de disputa e promover o desenvolvimento da modalidade, tem o intui- to de comparar o desempenho entre diferentes atores esportivos (por exemplo, em nível mundial). O esporte pode ser entendido como a transformação das atividades da cultura corporal das classes populares e da nobreza inglesa em práticas corporais pautadas pelas características do esporte ante- riormente citadas. Esse processo iniciou-se no século XVIII, desenvolvendo-se mais intensamente no fi- nal do século XIX. Foi contemporâneo dos processos de industrialização e urbanização da Inglaterra, e nele tiveram papel fundamental as escolas públicas. A sua origem na Inglaterra é interpretada como um produto da ascensão da nova forma de organização social capitalista daquela época.

O processo de transformação de práticas corporais originadas em contextos não competitivos e, particularmente, não institucionalizadas em modalidades esportivas, assumindo os códigos do esporte de rendimento (comparação objetiva de desempenho, regras oficiais únicas, institucionalização, racio- nalização das práticas/treinamento na busca da maximização do desempenho), possibilita um grande referencial comparativo do que possa diferenciar o jogo do esporte.

FENSTERSEIFER, P. E. e G.; Fernando J. (orgs). Dicionário crítico de educação física. Ijuí: Editora Unijuí, 2005. p.170-173.

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Já é possível, para você, diferenciar jogo de esporte? Entremos, en- tão, no último questionamento apresentado.

Os esportes e os jogos só se aplicam de