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Uakseptable lønns- og arbeidsvilkår

Kapittel 5 Konkurranseutsetting 97

7.3 Uakseptable lønns- og arbeidsvilkår

Vincula-se, atualmente, o conceito de cidadania ao ato de corres- ponder às responsabilidades do indivíduo quanto à execução de de- veres e reivindicações de direitos. Você já ouviu dizer que um bom ci- dadão deve cumprir deveres e lutar por seus direitos? Mas se levarmos em conta quais deveres temos para cumprir ao longo de nossas vidas e com quais direitos podemos contar, veremos que as coisas não são tão simples nem tampouco eqüitativas.

A idéia e o discurso sobre direitos e deveres foram mecanismos criados para justificar práticas de cidadania e ocultar desigualdades. Es- se discurso dá a impressão de que todos estão em igualdade de condi- ções e, para se tornarem cidadãos, é preciso, apenas, que todos cum- pram seus deveres e usufruam de seus direitos.

Porém, como você já deve imaginar, nem sempre os direitos são ofertados de igual forma para as diferentes classes sociais, muito me- nos são exigidos, delas, os deveres.

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Brasil, nas últimas décadas, a idéia de inclusão é tão somente um me- canismo para amenizar desigualdades e minimizar a força política dos discursos sobre exclusão. Exemplos podem ser retirados do desporto de rendimento e da prática corporal.

Tais manifestações são importantes para constatarmos as prioridades dadas às políticas desportivas, como, por exemplo: o significado de um pan-americano, de uma medalha olímpica ou uma copa de futebol per- to do estado de abandono de praças e escolas, em verdadeiro estado de miséria material, falta de equipamentos, de profissionais qualificados. Os elevados investimentos nos grandes eventos esportivos e a espeta- cularização dos mesmos fazem com que a população se “esqueça” das necessidades de sobrevivência e dedique-se às atividades de lazer.

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[...] o Brasil, país capitalista, caracteriza-se por ser uma sociedade autoritária e hierarquizada, em que os direitos do homem e do cidadão simplesmente não existem. Não existem para a elite, de vez que ela não precisa de direitos porque tem privilégios. Está, pois, acima deles. Não existem para a imensa maioria da população – os despossuídos -, pois suas tentativas de consegui-los são encaradas como problemas de polícia e tratadas com todo rigor do aparato repressor de um Estado quase onipotente. (BUFFA, 2002, p.28)

O que, na verdade, aparece como forma de equivaler as desigual- dades, torna-as mais evidente, marcadas por profundas desigualdades sociais. Por exemplo, a famosa igualdade jurídica, baseada na consti- tuição de leis e regimentos, em muitos casos, amplia a dimensão da cidadania construída para poucos. Pesquise, em jornais e revistas, no- tícias de casos reais que exemplifiquem essa afirmação sobre a cida- dania jurídica.

Agora que já conhece alguns dos aspectos que envolvem o conceito de cidadania, resta, ainda, ela- borar as provas que serão desenvolvidas pelo restante da turma. Lembre-se de que o jogo deve possi- bilitar uma (re)interpretação dos fatos, e a criatividade é fundamental. As estações precisam ter relação com as discussões feitas nesse Folhas. Deve-se:

contemplar as distintas maneiras de conceituar cidadania, e como este conceito serve na atualida- de para ocultar as visíveis desigualdades;

conter uma atividade que incentive a discussão sobre inclusão e exclusão e o que isso significa em nossa sociedade;

discutir criticamente as diversas armadilhas que os preceitos sobre os direitos e deveres apresentam. Como possibilidades de provas, você poderá verificar tais questões em sua escola, comunidade, ou até mesmo na sua cidade. Poderá, também, realizar pesquisas, cumprir tarefas práticas, testar seus amigos de escola, enfim, criar atividades que não se encerram em uma aula, mas envolvem uma série de pessoas, o que tornaria o jogo ainda mais interessante.

Ao final do jogo, terá condições de verificar que a chamada cidadania está muito próxima e, ao mes- mo tempo, distante de sua realidade e que sua busca pode estar ao alcance de todos, inclusive ao seu alcance.

Sugestão de provas

Primeira estação

Como a proposta da primeira estação é discutir os aspectos históricos da cidadania, poderia ser realizada uma prova pautada nos jogos de interpretação. Poderia elaborar um roteiro de imagens, com objetivo de instrumentalizar a interpreta-

ção. Por exemplo, se o roteiro de ima- gens for sobre a cidadania coletiva, será interessante buscar aquelas que mos- trem movimentos sociais com reivindi- cações, seja de ordem econômica e/ou cultural. Você, de posse das imagens, se reunirá com sua equipe e as interpre- tará. O/A Homem/Mulher do tempo se- rá responsável por julgar o cumprimento ou não da prova.

ATIVIDADE

As provas propostas estão colocadas aqui apenas a título de exemplo. Cabe a você, junta- mente com seus colegas e professor, criar outras provas. Como poderá notar, as atividades de- vem ser dinâmicas, fazendo com que você mobilize sua equipe o mais rápido possível para que a prova seja cumprida.

Segunda estação

Poderá ser organizado um festival esporti- vo, cujo foco seria a competição em sua forma mais excludente, e, logo em seguida, alternati- vas para essa prática corporal, com ênfase na inclusão/cooperação. O objetivo seria organi- zar as duas formas o mais rápido possível.

Outra atividade poderia consistir em uma entrevista rápida com qualquer pessoa exter- na a turma sobre o que conhece a respeito da cidadania e como entende tal conceito. O res- ponsável por julgar tais atividades é o/a aluno/ a de educação física.

Terceira estação

Procurar, em sua escola, o que há sobre os direitos e deveres de alunos, professores e funcionários. Isso poderia ser uma prova para se cumprir. Seria interessante, ainda, que você procurasse, na biblioteca de sua escola, refe- rências em livros, revistas e jornais sobre os di- reitos e deveres imputados ao cidadão.

Referências Bibliográficas:

ARAÚJO, A. M. C. (org.) Trabalho, Cultura e Cidadania. São Paulo: Scritta, 1997.

BUFFA, E. Educação e cidadania burguesas. In: BUFFA, E.; ARROYO, M.; NOSELLA, P. (Orgs). Educação e a cidadania: quem educa o cidadão? 10 ed. São Paulo: Cortez, 2002. (Coleção Questões da nossa

época) p. 11-30.

FALCÃO, J. L. C. O jogo da capoeira em jogo. In.: Revista Brasileira de Ciências do Esporte, v.

27, n. 2, p. 59-74, janeiro, 2006.

FLORENZANO, M. B. O mundo antigo: economia e sociedade. 5. ed. São Paulo: Brasiliense, 1985.

GOHN, M. G. História dos movimentos sociais e lutas sociais: a construção da cidadania dos

brasileiros. São Paulo: Loyola, 1995.

MORAES, R. C. Corrêa de. Liberalismo e Neoliberalismo: uma introdução comparativa. In: Revista Primeira Versão, Campinas-SP, nov/1997.

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Ginástica

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Você sabia que a ginástica surgiu no século XIX como forma de “educar o corpo”? É isso mesmo! Você está convidado a viajar na his- tória da ginástica para conhecer um pouco mais sobre este Conteúdo Estruturante.

Então vamos viajar para a Europa e dar uma “paradinha” no século XIX. Neste período, a ginástica tinha finalidade de constituir um cor- po saudável, afastando-o das doenças que cresciam juntamente com a população dos grandes centros urbanos. A ginástica foi usada co- mo prática de poder das elites perante a nova classe pobre urbana, e sob a condição de ciência, buscou posicionar o corpo de forma retilí- nea, utilizando, para tanto, da anatomia, da fisiologia, da higiene, den- tre outras áreas desta natureza. Ela se constituía numa forma de educar gestos e comportamentos, tão necessários para a ordem social daque- la época.

Foram criados os chamados métodos ginásticos em diferentes paí- ses. Para melhor compreender a importância destes métodos, veja os Folhas intitulados: “O circo como componente da ginástica” e “Ginásti- ca: um modelo antigo com roupagem nova? Ou uma nova maneira de aprisionar os corpos?”.

Você saberia responder como a ginástica é apropriada pela socieda- de capitalista? E como chegou ao Brasil? Para isso, é necessário lembrar que o Brasil, no século XIX, sofria influência européia e também pas- sava por algumas transformações, como, por exemplo, o crescimento das cidades devido à ampliação da sociedade capitalista.

Havia, então, a necessidade de fazer com que as pessoas se ade- quassem ao novo modelo econômico vigente. Para isso, medidas fo- ram tomadas e a ginástica foi fundamental na aplicação dos preceitos de moralidade e para instaurar a ordem social naquele momento his- tórico. CÂNDIDO PORTINARI. Me- ninos brincan- do, 1955. Óleo sobre tela; 60 X 72,5 cm; Cole- ção Particular; Rio de Janeiro.

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O principal responsável por implementar a ginástica aqui no Brasil foi Rui Barbosa. Importante figura na história brasileira, realizou estu- dos relacionados à saúde do povo brasileiro, empregando a ginástica como fator decisivo para tal objetivo. Desta forma, e com este objeti- vo, a ginástica chegou às escolas, da mesma forma que fora pensada para a saúde coletiva do povo brasileiro e com forte influência da ins- tituição militar.

Como as aulas de ginásticas começaram a ser desenvolvidas nas au- las de Educação Física? Como é atualmente a ginástica da escola?

Da mesma forma que outros Conteúdos Estruturantes, a ginástica deve ser pensada de acordo com as necessidades da escola, para não ser reduzida e submetida aos modelos dos jogos olímpicos e das gran- des competições destinadas à modalidade. Mas será que a ginástica se resume a esta modalidade? Que outras formas a ginástica podem ser apresentadas?

Se disséssemos que a ginástica está relacionada ao circo, você acre- ditaria? Pois é verdade, e para conferir esta possibilidade de praticar gi- nástica de forma divertida, leia o Folhas que discute o circo.

E o seu corpo? Como você viu, a ginástica surge com objetivos de regular o corpo conforme padrões estabelecidos pela elite dominante, certo? Será que os modelos de ginástica do século XIX são diferentes daqueles que temos hoje? Vamos discutir esta e outras questões no Folhas: “Ginástica: um modelo antigo com roupagem nova? Ou uma nova maneira de aprisionar os corpos?”.

E os atletas que praticam ginástica, como são seus corpos? Talvez você responda que são corpos perfeitos, “sarados”, porém, no fundo, são corpos que estão no limite de suas funções, suscetíveis a diversas contusões. Os benefícios da prática da ginástica para seu corpo po- dem ser muitos, desde que sejam respeitados seus limites. Para melhor compreender as relações entre a prática da ginástica e os segredos de seu corpo, consulte o Folhas: “Os segredos do corpo.”

Como você deve ter percebido, a ginástica aqui apresentada deve estar relacionada com a realidade escolar, o que significa adequação de atividades e formas de encaminhamento que contemplem a diver- são e a importância de estarmos atentos às questões que se referem ao corpo.

Esperamos, a partir de agora, que você incorpore cada uma das per- sonagens que serão apresentadas, sejam elas circenses ou não. Dessa forma, chegará ao final desses Folhas conhecendo um pouco mais so- bre história, sobre o corpo como mercadoria e sobre a ginástica.

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O CIRCO COMO