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ecologia da aula Task Structure Observation System - TSOS adaptado de Onofre (2000) e Siedentop (1992), cujo protocolo se encontra no Anexo 14.

A recolha de dados sobre a ecologia da aula foi realizada com recurso ao sistema de observação supracitado onde introduzimos algumas modificações que considerámos pertinentes para o nosso estudo.

No sistema de observação das tarefas de instrução e gestão para a caracterização da expressão temporal que cada um dos sistemas de tarefas assume no cômputo geral da aula, utilizámos como grandes categorias as divisões básicas do tempo de aula: episódios de instrução, de gestão e outros episódios. Para assinalar estas categorias o sistema utiliza a técnica de registo de duração. No sub-sistema para a observação das tarefas de instrução, os episódios de instrução subdividem-se: em introdução das actividades da aula, em tarefas práticas de aprendizagem e em tarefas de avaliação final das actividades da aula. No sub-sistema para a observação das tarefas de gestão, os episódios de gestão subdividem-se em: chamada, formação de grupos, manipulação de material, transição e outros.

Por outro lado, assinalámos as principais características destes episódios. Para os episódios de instrução e gestão, analisámos o tipo de tarefa, as características da participação do professor e dos alunos, e o contexto de realização. Para esse efeito, recorremos às categorias dedutivas de observação e às notas de campo. O tipo de participação do professor é analisado a partir da observação das características das suas acções para propor ou acompanhar as tarefas. Para a caracterização do contexto de realização da tarefa, o foco da observação recai sobre as características físicas da

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mesma. Na análise da participação dos alunos, o sistema regista o nível de congruência da sua actividade para com as tarefas propostas na aula.

O sistema de observação da ecologia da aula é composto por três sub-sistemas: a) um sistema dedutivo por sinais para a observação da gestão do sistema social da turma realizado pelo professor (centrado nas dimensões de disciplina e clima relacional). Na observação das características gerais da gestão do sistema social da turma, fomos verificar a intensidade com que os indicadores definidos se manifestam em cada aula. Para o efeito utilizámos uma escala de classificação, com um conjunto de sinais correspondentes ao conjunto dos indicadores. Para assinalar a presença dos itens foi utilizada uma escala com quatro níveis de frequência preenchida no final da aula tendo por base a impressão geral da mesma.

Utilizámos ainda a análise indutiva da comunicação não-verbal do professor: “(…) todo o tipo de actividade motora ou física de várias partes do corpo que, na interacção face-a-face, tem um papel comunicativo importante: os movimentos do corpo dão informações sobre o estado de espírito de um indivíduo sobre as suas atitudes e intenções comunicativas, assim como sobre questões relacionadas com a informação transmitida pela fala” (Rodrigues, 2007, p. 86).

Retirámos a segunda escala dicotómica que permitia apreciar sinais que evidenciavam características globais da aula por serem redundantes na medida em que a análise das categorias de gestão da aula e as notas de campo já permitem essa análise. Utilizámos os indicadores de gestão do sistema social da turma já referidos anteriormente;

b) um sistema de observação indutiva, de notas de campo, que acompanha, com descrições livres de aspectos críticos da aula, isto é, correspondem a registos escritos de vários aspectos da aula não assinalados nos sub-sistemas dedutivos e para assinalar as circunstâncias julgadas como úteis para interpretar os dados recolhidos nos mesmos (nas temáticas: actividade do professor, actividade dos alunos e contexto das aulas, e análise da comunicação não-verbal do comportamento do professor e dos alunos com desempenhos diferenciados) acompanhadas de notas de campo sempre que se justificar. No comportamento não-verbal registam-se formas de comunicação não-verbal do aluno em reacção ao comportamento do professor (e.g.: proximidade com o professor, contacto visual, expressão facial, contacto físico com o professor, postura, gestos, etc.).

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Para a redução do seu nível de inferência foi assumido um procedimento essencialmente descritivo dos factos (Bogdan & Biklen, 1994);

c) um sub-sistema para a análise das características gerais de gestão e participação nas tarefas da aula, com particular incidência sobre as tarefas de instrução e de gestão, que a seguir iremos descrever mais detalhadamente. O tipo de participação do professor é analisado a partir da observação das características das suas acções para propor ou acompanhar as tarefas.

A técnica utilizada é o registo de duração. Na análise da participação dos alunos, o sistema regista o nível de congruência da sua actividade para com as tarefas propostas na aula e a sua reacção. Para assinalar esta categoria são utilizadas as técnicas de registo por intervalos de cinco segundos, num sistema similar ao utilizado para analisar o ALT- PE (Siedentop, 1992; Onofre, 2000) e a análise indutiva da comunicação não-verbal dos alunos à reacção do comportamento do professor.

Em relação à participação do professor nas tarefas de instrução das actividades, utilizámos os indicadores: a) o conteúdo da informação a que se reportava a tarefa; b) a modalidade de comunicação privilegiada na tarefa; c) a clareza da sua informação; d) a disposição adoptada para realizar essa comunicação e f) o grau de responsabilização imposto pelo desenvolvimento da tarefa. Em relação ao tipo de participação do aluno, utilizámos a congruência da sua actividade como indicador do nível de empenho e oportunidade de comunicação na tarefa.

Relativamente à qualidade das tarefas práticas, utilizámos: a) o tipo de tarefa; b) o contexto organizativo em que decorriam e c) o tipo de responsabilização utilizado. Para a participação dos alunos considerámos a congruência da sua actividade com a tarefa definida pelo professor. No que respeita à avaliação final das actividades, foram utilizados os indicadores: a) a clareza da informação; b) o tipo de responsabilização e c) o tipo de participação dos alunos.

Como indicadores da qualidade do sistema de tarefas de organização, os indicadores considerados tiveram em conta as características das tarefas de logística organizativa da aula. Para isso considerámos a tipologia das tarefas que o integravam: para duas delas (o início da aula e a chamada) analisámos de forma indutiva as suas características gerais (pontualidade e tipo de actividade principal), para os outros três tipos de tarefas de gestão (manipulação de material, formação de grupos e tarefas de

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transição) observámos os indicadores sujeitos a análise dedutiva (o protagonismo da coordenação operacional da tarefa e a congruência da actividade dos alunos). Em ambos os casos recolhemos notas de campo que permitissem diferenciar outras características previamente antecipadas.