7 Simulering
8.3 Strømningsteknikk 50
8.3.2 Valg av sirkulasjonspumpe og rør
Quando falamos de ciberjornalismo, webjornalismo, jornalismo on-line, jornalismo digital ou jornalismo electrónico falamos de um jornalismo que nasceu por causa da Internet e para a Internet, em particular para a sua funcionalidade designada World Wide Web.
A Internet é uma rede de redes de computadores. Mais propriamente, nas palavras de Bastos (2000: 22), não constitui uma rede única, “mas um conjunto de milhares de redes de computadores globalmente distribuídas e cooperativamente organizadas”. As redes associadas à Internet variam muito em área coberta e em número e tipos de computadores. Enquanto meio, ou suporte, a Internet não é propriamente um mass media, pois, se por um lado permite a veiculação massiva de informação, por outro também permite ao receptor ser simultaneamente emissor, permite a comunicação interpessoal, a interactividade, a selecção, a escolha de um caminho de navegação, etc., etc.
Há autores, como Baran (1995: 39), que consideram difícil definir o que é a Internet, porque "é uma amálgama grande e indefinida de recursos e informações e a sua configuração muda constantemente". Como também assinala Baran (1995: 39), novas redes podem integrar a Internet a todo o instante, enquanto outras podem sair.
Foi a aceitação alargada do conjunto de protocolos TCP/IP, que permitem que os computadores comuniquem entre si, que sustentou o desenvolvimento da Internet e a tornou polifuncional. A Internet alberga, de facto, várias
funcionalidades. O correio electrónico e os grupos de discussão da Usenet foram as primeiras formas de comunicação na Internet (Bastos, 2000: 24). Os programas FTP (File Transfer Protocol) permitem a transferência de ficheiros entre computadores. Aplicações como a IRC (Internet Relay Chat) permitem a comunicação interactiva em tempo real. Mas foi a World Wide Web, um sistema que permite a ligação hipertextual e hipermediática de documentos61, que
revolucionou a rede das redes.
“Tecnicamente, o hipertexto é um conjunto de nós conectados pelas ligações, nós esses que podem ser palavras, páginas, imagens, gráficos, sequências sonoras ou documentos que podem ser eles próprios
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O hipertexto é o "texto" onde a ligação é "associativa" e não "sequencial" (Nielsen, 1995, cit. in Bastos, 2000). Numa frase, as palavras têm de ser lidas umas a seguir às outras, segundo a ordem determinada, para que a mensagem tenha sentido. Esta é uma ordem sequencial. Mas na Internet as pessoas navegam de documento para documento escolhendo determinados links entre os vários disponíveis. Ou seja, dentro das opções possibilitadas, a pessoa escolhe o seu caminho particular, ligando os documentos de acordo com as suas intenções, e não um caminho fixado anteriormente. Quando os documentos não são exclusivamente textuais, comportando sons, imagens fixas ou imagens em movimento, o hipertexto é multimediático, designando-se hipermédia (Scavetta e Laufer, 1993, cit. in Bastos, 2000).
hipertextos. Funcionalmente, um hipertexto é um software destinado à organização de conhecimentos ou de dados, à aquisição de informações e à comunicação.” (Bastos, 2000: 25)
O sucesso da rede das redes só foi possível devido ao aparecimento do primeiro programa capaz de realizar pesquisas na World Wide Web, o Mosaic, em 1992, e à simplificação dos comandos necessários para navegar na rede.
O desenvolvimento da Internet tem-se furtado a controles administrativos ou burocráticos (Bastos, 2000: 22). Na rede das redes não existe um controle centralizado; pelo contrário, opera-se como numa "anarquia cooperativa" (Baran, 1995: 34). Assim, dois dos maiores problemas que se colocam à Internet são a falta de controlo da informação, que traz falta de credibilidade, e a falta de segurança para as trocas dessa informação. Dois outros pontos problemáticos são a utilização, que apesar de ser crescentemente user friendly, ainda é difícil para as pessoas pouco habituadas a
computadores, e a sobre-informação, que torna difícil encontrar exactamente o que se deseja entre a quantidade inimaginável de informação disponível na rede. Um outro problema importante está relacionado com os conteúdos pagos. Os conteúdos disponíveis na rede e mesmo o acesso à Internet são, em muitos casos, gratuitos, mas está a assistir-se a uma tendência crescente para cobrar o acesso a determinados conteúdos e exigir registo prévio dos utilizadores. O Publico on-line e o Expresso on-line são dois bons exemplos de webjornais que cobram pelo acesso a determinados conteúdos e exigem registo prévio. Os conteúdos pagos podem deitar por terra a antevisão idealista da Internet como panaceia barata para os problemas de acesso à informação dos países menos desenvolvidos e das pessoas mais pobres. A isto acresce que a maioria dos conteúdos existentes na Internet são em inglês (apesar do crescente volume de conteúdos noutras línguas), impedindo o acesso aos mesmos àqueles que não falam a actual “língua universal”. Finalmente, a Internet contribui para a desterritorialização e hibridização da cultura e para o cultivo de referentes culturais idênticos por um vasto número de pessoas.
Entre os principais pontos positivos que se podem apontar à Internet está, em primeiro lugar, a própria Internet, com tudo o que significa em termos de comunicação polifuncional. Em segundo lugar, pode colocar-se a possibilidade de comunicação interactiva, isto é, a possibilidade de o utilizador assumir uma postura activa e não uma postura passiva, como acontece, por exemplo, quando lê um jornal, ouve rádio ou vê televisão (pelo menos nos suportes tradicionais). O utilizador pode funcionar como selector de informação e mesmo como produtor e emissor de mensagens (os sistemas de autoria colectiva, como o do jornal on-line Ohmynews, e os weblogs, por exemplo, desafiam as definições tradicionais de jornalismo). A própria busca de informação pressupõe a actividade do utilizador. Em terceiro lugar, o facto de a Internet não estar sujeita a um controle central torna-a mais consentânea com o interesse colectivo, entendido como a capacidade relativa de prossecução dos milhões de interesses particulares que fazem a Internet. Em quarto lugar, podemos apontar o facto de a Internet permitir, simultaneamente, a projecção do local no global (a glocalidade) e do global no local. Em quinto lugar, a Internet gera formas mais humanizadas, no sentido de serem mais personalizadas e interactivas, de relação com a informação. Finalmente, a Internet, permitindo fenómenos como os weblogs e a disponibilização directa de informação da fonte ao receptor interessado62 sem intermediação jornalística, está a roubar ao jornalista e às organizações noticiosas o poderoso e quase exclusivo papel que estes detinham enquanto gestores do que chegava e não chegava ao espaço público. Em contrapartida, num mundo sobre-informado, talvez seja de relembrar o papel tradicionalmente relevante do jornalismo e dos jornalistas: o de fornecer informação confirmada (“verdadeira”), útil, seleccionada e hierarquizada. É cedo, portanto, para avançar com previsões sobre o
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Lembremo-nos, por exemplo, do célebre escândalo do envolvimento sexual do Presidente norte-americano Bill Clinton com a estagiária Monoca Lewinski, revelado por um jornal on-line produzido por um jornalista marginal ao sistema mediático, o Drudge Report. Porém, é de referir que esta informação foi providenciada por um jornalista num órgão jornalístico, ainda que este seja unipessoal.
alegado “fim” do jornalismo, entendido como actividade profissional de produção e difusão de informação, como prova o facto de os sites dos meios noticiosos serem dos mais procurados por quem busca informação.
A forma como a informação circula é outra das vantagens da Internet. Viu-se que mesmo em situações de crise profundas, como no 11 de Setembro de 2001, a rede das redes continuou a funcionar. O que se passa é que uma mensagem enviada através da Internet é dividida em pacotes. Cada pacote informativo, ao entrar na rede, calcula a forma mais rápida de chegar ao destino, consoante as possibilidades da rede no momento, e pode reajustar o seu itinerário se as circunstâncias se alterarem. Só quando todos os pacotes chegam ao destino é que a mensagem se completa. Isto acontece porque na origem da Internet estiveram projectos que se destinavam a assegurar as comunicações militares em caso de conflitos que destruíssem seriamente a infra-estrutura de comunicações.
De facto, a história da Internet começou quando, durante a década de Sessenta do século XX, uma agência de pesquisa dependente do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, a ARPA (Advanced Research Projects Agency),
desenvolveu uma rede experimental de computadores, a Arpanet, que surgiu em 1969. Esta rede tinha dois objectivos. Visava permitir que os pesquisadores envolvidos no projecto, espalhados pelos vários pontos do país, compartilhassem informações. Visava, igualmente, possibilitar que pesquisadores e militares pudessem comunicar, mesmo na
eventualidade de uma guerra nuclear que destruísse grande parte das infra-estruturas do país.
A ideia que veio a dar origem, primeiro, à Arpanet, e depois à Internet foi proposta e desenvolvida, a partir de 1963, por Larry Roberts. Este pode assim considerar-se o primeiro “progenitor” da Internet.
O conceito por trás da Arpanet consistia em colocar os computadores a comunicar através da rede telefónica, permitindo aos utilizadores enviar mensagens electrónicas e aceder aos conteúdos dos computadores ligados à rede. Como a rede foi projectada para ter utilização militar, foi arquitectada descentralizadamente, ou seja, previu-se, por um lado, que a informação pudesse usar linhas telefónicas alternativas caso algumas delas fossem destruídas e, por outro lado, que não fosse necessário um controlador central para encaminhar a informação. É esta arquitectura descentralizada que ainda hoje impede o controle da Internet por uma única entidade.
Um outro avanço consistiu na implementação da tecnologia que permite aos pacotes informacionais que viajam na Internet transportar não apenas texto, mas também som e imagens digitalizados. Por seu turno, o desenvolvimento dos protocolos TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internetworking Protocol) tornou os computadores compatíveis para comunicação em rede. Assim, em 1972 a Arpanet foi publicamente apresentada e a tecnologia foi disponibilizada, dispondo já destas funcionalidades. Vários governos, universidades e centros de pesquisa começaram a implementar redes semelhantes.
Segundo Correia (cit. in Bastos, 2000: 30), existe consenso em admitir que o conceito de Internet foi primeiramente apresentado, em 1973, por Vint Cerf e Bob Khan, que propuseram a interconectividade das redes isoladas através de uma linguagem comum. Juntas, estas redes vieram a formar a Internet.
Em 1983, a Arpanet integrou-se com a rede militar Milnet e com a rede científica CsNet. Faltava dar um pequeno impulso para o aparecimento da Internet. Em 1987, surgiu, então, aquela que, segundo Bastos (2000: 30), foi a rede primária que esteve na origem da Internet. Chamava-se NSFNet e foi criada pela National Science Foundation, dos Estados Unidos. Tinha por objectivo ligar os supercomputadores espalhados pelo país numa rede de alta velocidade, a fim de facilitar a sua utilização pelos cientistas. A NASA também criou, na mesma altura, uma rede de alta velocidade, designada National Science Internet. Hélder Bastos salienta que estas e outras redes financiadas pelo Governo
americano se tornaram “as espinhas dorsais primárias do sistema Internet”.
Em 1989, Tim Berners-Lee propôs uma arquitectura de recuperação de informação assente no hipertexto ou hipermédia que permite que as bases de dados na Internet tenham a configuração que hoje conhecemos (os websites com várias páginas, multimediaticamente estruturados como bases de dados). Segundo Fidler (cit. in Bastos, 2000: 31), “este
standard simplificou enormemente a manipulação e apresentação de media misturados e abriu a porta para a publicação on-line através da Internet”. A World Wide Web não é mais do que um conjunto mundial de bases de dados (os sites) arquitectadas segundo o sistema de Berners-Lee.
Apesar de estar criada a infra-estrutura, faltava impulsionar e expandir a utilização da Internet, criando aplicações susceptíveis de facilitar o acesso à rede por utilizadores comuns, a navegação e a pesquisa sobre o que existe na rede. Estas aplicações foram desenvolvidas a partir de 1992, ano em que um grupo de pesquisa da Universidade do Illinois, liderado por Marc Andreessen, desenvolveu, como se disse, o primeiro browser, um interface gráfico que permite a navegação (browsing) pelas bases de dados da Internet. Em 1993, cópias gratuitas dessa aplicação já circulavam na rede.
Em 1994, a Internet foi publicamente apresentada (Armañanzas et al., 1996, cit. in Bastos, 2000: 31) e começou a crescer em popularidade. Face a isto, em 1995, redes privadas como a America Online, Prodigy e a Compuserve, que apenas permitiam aos seus clientes o acesso a informação ou a utilização de correio electrónico dentro da respectiva rede, começaram a oferecer o acesso à Internet como forma de cativar mais clientes. O processo não mais parou. Hoje a rede alberga e sustenta cibercomunidades, com códigos e cultura próprias, permite várias funcionalidades, algumas mais desinteressadas, como a troca de ficheiros, outras mais interessadas, como o comércio on-line, potencia a comunicação interactiva, funciona como uma gigantesca biblioteca, videoteca e audioteca global (“três em um”), funciona como “páginas amarelas”, etc. Para já, a Internet ainda está numa fase “inicial” de desenvolvimento, pelo que ninguém pode prever com segurança a sua evolução e o seu impacto futuro. Mas, como certamente diria McLuhan, parece reunir condições para, convergindo com as telecomunicações e a televisão, vir a ser o meio de eleição da aldeia global, até porque tende a ser acessível a partir de diferentes terminais e suportes: computadores, TV’s, telemóveis, etc. Há que dizer que a popularização da Internet competiu com outros meios de comunicação, que em alguns casos também oferecem (ou ofereceram) conteúdos jornalísticos, como o videotexto, o teletexto e o audiotexto.
O teletexto, dispositivo que permite o envio de informação junto com o sinal audiovisual das emissoras de televisão, apareceu entre 1976 e 1979, período em que a BBC e a ITV iniciaram os seus sistemas de teletexto, designados Ceefax e Oracle, respectivamente. Os telespectadores podem aceder a informações em várias páginas de texto, disponíveis no televisor, desde que este esteja configurado para a recepção de teletexto e, obviamente, desde que a estação televisiva emita teletexto junto com o sinal. Contudo, apesar de ter servido e ainda servir para a difusão de notícias, o teletexto não se constituiu como um sistema jornalisticamente apelativo para fornecedores de conteúdos e usuários.
O “sucessor” do teletexto foi, a partir dos finais dos anos setenta, o videotexto, sistema que permite o envio de informações por cabo telefónico para televisores adaptados. Este sistema, ao contrário do teletexto, é interactivo, permitindo ao utilizador a troca de mensagens (e-mail), o acesso a inúmeras bases de dados e mesmo a disponibilização dos seus dados para outros usuários. Foi em França que o sistema de videotexto, designado Minitel, teve mais êxito, chegando a ter 6,5 milhões de usuários. O primeiro jornal francês com uma versão em videotexto foi o Dernières
Nouvelles d’Alsace, sendo seguido por vários outros. Noutros países o sistema teve pouco êxito, devido a debilidades
como os custos elevados e a fraca definição gráfica. Nos Estados Unidos, por exemplo, o sistema não foi subscrito por mais de alguns milhares de pessoas. Para incentivar a adesão ao videotexto, alguns fornecedores de serviços começaram a comercializar notícias, aliando-se a empresas jornalísticas. A AT&T, por exemplo, aliou-se ao grupo mediático americano Knight-Rider. O New York Times, a agência Associated Press e vários outros jornais americanos também fabricaram edições electrónicas para o videotexto, mas como o mercado era pouco apelativo, tornando-se ainda menos apelativo devido à expansão da Internet, a experiência desses órgãos jornalísticos no videotexto cessou.
O audiotexto é um dispositivo que permite a escuta de notícias por linha telefónica. Teve e tem pouca adesão, apesar de algumas operadoras de telemóveis e telefonia fixa o oferecerem.
Concomitantemente ao desenvolvimento do ciberjornalismo fizeram-se também várias experiências de produção de jornais por fax e de jornais multimédia em CD-ROM, como fizeram os jornais ABC (disponibilização dos suplementos culturais de um ano inteiro em CD-ROM, em 1994 e 1995) e El Mundo em Espanha (1994). O off-line permitia soluções gráficas mais arrojadas do que o on-line, mais conteúdos, mais imagens, etc., mas não possuía algumas das características fundamentais que viabilizaram o ciberjornalismo: instantaneidade e possibilidade de actualização permanente.
O ciberjornalismo, também designado webjornalismo, jornalismo on-line e jornalismo electrónico, apareceu, nos anos noventa, como o corolário lógico das experiências jornalísticas no videotexto e no teletexto e do aproveitamento, pelas empresas jornalísticas, da popularização da Internet e das novas tecnologias interactivas da informação e comunicação, dos avanços nas telecomunicações e da convergência dos meios. Segundo Cabrera (2004: 408), os jornais impressos foram os primeiros meios a migrarem para a Internet (sendo seguidos pela rádio e televisão), por vários motivos:
a) Perda de leitores, em especial entre os jovens;
b) Aumento dos custos de produção e distribuição, em particular o custo do papel;
c) Fuga de publicidade para a televisão;
d) Medo da concorrência, principalmente medo de que outros meios impressos migrassem primeiro para a Internet;
e) A produção de conteúdos para a versão impressa permitia o seu aproveitamento no webjornal;
f) Vantagens da própria Internet, potenciadas pela informatização das redacções e pelo jornalismo assistido por computador (computer assisted reporting), como a utilização de e-mail, a consulta em bases de dados, a transferência de ficheiros, etc., que obrigaram a uma reconversão das rotinas produtivas;
g) Os jornais esperavam promover o consumo do meio original, pois as potencialidades da Rede, como a interactividade, podem gerar um maior envolvimento do consumidor de informação.
O ciberjornalismo caracteriza-se, principalmente:
a) Pela potenciação da interactividade entre o usuário e o jornalista, entre o cidadão e o jornal, etc. A interactividade desenvolve-se a vários níveis: nas escolhas do usuário, nas buscas através de motores de pesquisa, nos contactos com o meio, nos comentários às notícias, no reenvio das notícias, etc. A fácil interactividade, quando não é frustrada, pode chegar a fazer do cidadão um “jornalista” ou, pelo menos, uma “fonte regular”.
b) Pelo multimédia, ou seja, pela possibilidade de associação (ou não) de som, imagens fixas e animadas e texto num mesmo suporte, já que toda a informação se reduz a bites. Isto obriga o ciberjornalista a ter habilidade para decidir sobre a melhor forma de construir as mensagens e competência para se exprimir com som, imagens fixas e animadas e texto, em formato unimédia ou multimédia.
c) Pela hipertextualidade, que permite a um usuário ir navegando on-line, não linearmente, de página em página, de site em site, escolhendo o seu próprio percurso para obter informação. O ciberjornalista fica, assim, estimulado a produzir informação com links para informação conexa, que pode surgir em formato unimédia ou multimédia. Por outras palavras, o ciberjornalista também necessita de dominar a escrita não
linear multimédia.
d) Pela instantaneidade, que proporciona aos meios jornalísticos on-line a possibilidade de fornecerem continuamente novas informações. O ciberjornalista fica, assim, obrigado a ser ainda mais rápido do que jornalistas de outros meios electrónicos, já que as deadlines tendem para o instante (assiste-se, num certo sentido, ao fim das deadlines, ou, talvez melhor, à aparição das deadlines perpétuas, única forma de bater a concorrência). O jornalismo torna-se, nesse sentido, intemporal.
e) Pela elasticidade do espaço e do tempo, pois os meios on-line não estão sujeitos aos problemas de espaço e de tempo dos meios tradicionais.
f) Pela personalização, já que o usuário pode seleccionar e determinar, em determinados meios on-line, que
conteúdos quer receber (jornalismo a la carte) e até quando os quer receber (podendo ser instantânea,
periodicamente, quando o usuário determina, quando se estabelece uma conexão com a Internet, etc.).
g) Pela facilidade de escolha dos itens que se desejam consumir dentro do menu informativo que é oferecido ao usuário.
h) Pela glocalidade, isto é, pela facilidade de projecção de meios locais no espaço global.
i) Pela globalidade, em várias perspectivas: em primeiro lugar, a comunhão de referentes ao nível global; em segundo lugar, a possibilidade de se fazerem meios globais, alguns deles com colaboração global; em terceiro lugar, pelo alcance potencialmente global, pela distribuição directa, universal a um custo mínimo.
j) Pela convergência e, por vezes, pela fusão entre produtores e receptores de informação, o que coloca novos desafios à definição e delimitação do que é ser jornalista e do campo jornalístico63 e causa a erosão do esquema comunicativo clássico do jornalismo de difusão massiva de mensagens.
f) Pela diversidade, pois a Internet permitiu a muitos órgãos de comunicação, generalistas e especializados, amadores e profissionais, darem-se a conhecer e competirem entre si pela atenção do usuário.
g) Pela reconversão das rotinas produtivas, obrigando os jornalistas a terem competências expressivas em vários meios e, em concreto, no webjornalismo multimédia.
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Na visão do autor, o jornalismo contemporâneo é um fenómeno industrial, que, grosso modo, se descreve como sendo o fabrico de informação por profissionais, em organizações profissionais, pelo que fenómenos como o dos weblogs, se bem que possam ser considerados para-jornalísticos, não devem ser considerados genuinamente jornalísticos.
Apesar de os meios on-line poderem, teoricamente, aproveitar todas as potencialidades trazidas pela Internet, nem todos o fazem. Há vários níveis de aproveitamento dessas potencialidades, que, em parte, correspondem às fases que alguns meios impressos atravessaram durante a sua migração para a Internet:
1) A um nível incipiente, faz-se apenas a reprodução dos conteúdos do meio original (por exemplo, de um jornal impresso). Por vezes, a este nível apenas se permite a descarga de ficheiros (por exemplo, em PDF)