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Utviklingsarbeid i Molde kommune

In document Mona Bråten (red.) (sider 120-132)

São todas as intervenções de enfermagem que exigem um diagnóstico de enfermagem? Toda a prática da enfermagem relativa aos cuidados do paciente é derivada de diagnósticos de enfermagem?

Nem todas as intervenções ou ações de enfermagem se baseiam em diagnósticos de enfermagem. Os enfermeiros intervêm em condições descritas por diagnósticos médicos e de enfermagem; também oferecem intervenções que resultam de protocolos organizacionais versus necessidades específicas do paciente. Não renomeamos diagnósticos ou termos médicos para criar diagnósticos de enfermagem, nem precisamos de um diagnóstico de enfermagem para cada intervenção de enfermagem. O Modelo Tripartite de Prática da Enfermagem (Tripartite Model of Nursing Practice), de Kamitsuru (2008), pode ajudar na análise das intervenções realizadas pelo enfermeiro e no entendimento das justificativas ou do apoio subjacente a tais intervenções (Figura 5.2).

Figura 5.2 Modelo Tripartite de Prática da Enfermagem (Kamitsuru, 2008).

Como podemos perceber, existem três “pilares” basilares desse modelo, cada um representando posições/padrões teóricos diferentes que constituem a justificativa/os conhecimentos para as intervenções de enfermagem (o nível mais inferior do modelo): padrões médicos de cuidados, padrões de cuidados de enfermagem e padrões organizacionais. No topo do modelo, o foco das intervenções é indicado: diagnóstico médico, diagnóstico de enfermagem e protocolo organizacional. Todos orientam intervenções ou atividades dos enfermeiros; alguns são dependentes, outros são interdependentes e há também os independentes.

Como encontro intervenções para uso com os diagnósticos de enfermagem?

As intervenções devem ser direcionadas para os fatores relacionados ou etiológicos, sempre que possível. Porém, algumas vezes isso não é possível; assim, as intervenções são escolhidas para controlarem os sintomas (características definidoras). Analise duas situações diferentes que usam o mesmo diagnóstico:

Dor aguda (fatores relacionados: técnica inadequada de erguimento e postura corporal; características definidoras: relato de forte dor nas costas, comportamento protetor e posicionamento protetor para evitar a dor).

Dor aguda (fatores relacionados: procedimentos cirúrgicos; características definidoras: relato verbal de forte dor incisional, comportamento e posicionamento de proteção para evitar a dor).

No primeiro exemplo, o enfermeiro pode direcionar as intervenções para os sintomas (oferecimento de intervenções de alívio da dor), mas também para a etiologia (oferecimento de informações sobre técnicas adequadas de erguimento, mecânica corporal apropriada e exercícios de fortalecimento dos grupos musculares essenciais e das costas).

No segundo exemplo, o enfermeiro não consegue interferir para remover o fator causador (o procedimento cirúrgico); assim, as intervenções buscam controlar sintomas (oferecimento de intervenções de alívio da dor).

Escolher intervenções para um paciente específico tem também influência da gravidade e duração do diagnóstico de enfermagem, eficácia das intervenções, preferências do paciente, orientações organizacionais e capacidade de realizar a intervenção (p. ex., se é possível realizar as intervenções ou não).

Quando um plano de atendimento de enfermagem precisa de revisão?

Não há um padrão bem definido relativo à frequência das revisões, elas dependem da condição do paciente, da gravidade e complexidade do atendimento e dos padrões organizacionais. Geralmente, uma diretriz mínima seria uma vez a cada 24 horas, mas em ambientes de cuidados intensivos ou condições complexas do paciente, isso costuma ser feito uma ou mais vezes a cada turno ou plantão.

O que significa “revisar” o plano de atendimento? Trata-se de algo que requer um novo levantamento das atuais condições do paciente para a identificação das respostas humanas do momento que exijam intervenção do enfermeiro, o que significa revisar o que foi identificado anteriormente para determinar:

1. Ainda estão presentes os diagnósticos de enfermagem anteriormente identificados? 2. Ainda são uma prioridade alta?

3. Estão melhorando, na mesma condição ou piorando?

4. As intervenções do momento são eficazes? O resultado desejado foi alcançado/parcialmente alcançado?

5. Talvez o mais importante venha agora: você identificou a resposta correta ao tratamento (diagnosticou com exatidão/ precisão?)

Todas essas perguntas exigem contínuas coletas de dados do paciente. Quando uma intervenção não é exitosa no alcance de determinados resultados do indivíduo, mantê-la pode não ser a melhor política. É possível haver algo ocorrendo que não foi percebido antes? Que outros dados você pode ter que coletar para identificar outras questões? O paciente concorda com você quanto à priorização dos cuidados? Existem outras intervenções capazes de ser mais eficientes? Tudo isso está envolvido na análise e revisão do plano de cuidados.

Lembre-se de que o plano de cuidados de enfermagem é uma representação eletrônica (ou escrita) de seu julgamento clínico. Não é algo que você faz e depois esquece – deve canalizar o que quer que você esteja fazendo com esse paciente. Todas as perguntas feitas, todos os resultados de exames diagnósticos, todos os dados do exame físico adicionam mais informações a serem levadas em conta quando ocorre a análise das respostas do paciente. Assim, a coleta de dados e a avaliação precisam ocorrer sempre que você olhar para o paciente, conversar com ele, tocá-lo, e toda vez que você interagir com sua família e com os dados em seu prontuário médico.

Raciocínio clínico, diagnóstico e planejamento adequado de tratamento exigem uma prática diligente e reflexiva. Planejar os cuidados do paciente não é uma tarefa de comprovação (checagem) para que você possa passar a outra coisa – é o principal componente da prática da enfermagem profissional.

Perguntas sobre ensino/aprendizagem de diagnósticos de enfermagem

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