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Konsekvenser av omstillingene

In document Mona Bråten (red.) (sider 94-105)

Os enfermeiros constroem expertise em diagnósticos de enfermagem que encontram mais vezes na prática clínica. Se sua área de interesse é a prática da enfermagem perinatal, seus conhecimentos específicos podem incluir conceitos-chave como o processo de parto, controle da saúde, nutrição, fadiga, resiliência, paternidade/maternidade, amamentação, entre outros. Mas você cuidará de pacientes que, apesar de, basicamente, estarem a seus cuidados devido ao nascimento iminente de um bebê, também terão outros assuntos necessitando de sua atenção. A taxonomia da NANDA-I pode ser útil na identificação dos potenciais diagnósticos para esses pacientes, ao mesmo tempo em que a terminologia da NANDA-I (os próprios diagnósticos) podem ser de apoio a suas habilidades de raciocínio clínico, pois esclarecem que indicadores diagnósticos/de coleta de dados são necessários para o diagnóstico rápido, embora preciso, de seus pacientes.

É possível a descoberta de que sua paciente tenha um defeito cardíaco congênito apenas detectado quando o volume circulante se expandiu para atendimento das necessidades do feto em desenvolvimento – uma ocorrência perfeitamente normal durante a gestação, ainda que, diante da condição da paciente, coloque sua saúde e a do feto em risco elevado. Você sabe que a paciente não está tolerando as mudanças hemodinâmicas normais associadas à gravidez (aumento da frequência cardíaca, débito cardíaco e volume de sangue), mas não tem certeza do diagnóstico de enfermagem mais exato para sua condição. Examinando a taxonomia, rapidamente você consegue formar um “mapa cognitivo” que pode ser útil para encontrar mais informações sobre diagnósticos relevantes para essa paciente (Figura 3.6).

Figura 3.6 Uso da Taxonomia II e da terminologia da NANDA-I para identificar e validar um diagnóstico de enfermagem fora de sua área de expertise.

Você sabe que está diante de uma resposta cardiovascular, e uma revisão rápida da taxonomia leva-o ao Domínio 4 (Atividade/Repouso), Classe 4 (Respostas Cardiovasculares/Pulmonares). Você então vê que há quatro diagnósticos especificamente relacionados a respostas cardiovasculares e consegue revisar analiticamente as definições, as etiologias e os sinais/sintomas para definir o diagnóstico mais importante para essa paciente.

Usando dessa forma a taxonomia e a terminologia, tem-se apoio ao raciocínio clínico, bem como auxílio para você se deslocar por um grande volume de informações/conhecimentos (234 diagnósticos), de modo eficiente e real. Uma revisão dos fatores de risco ou fatores relacionados e características definidoras desses quatro diagnósticos pode (a) oferecer mais dados que você precisa obter para tomar uma decisão informada, e/ou (b) possibilitar-lhe uma comparação da sua coleta com aqueles indicadores diagnósticos para o diagnóstico exato da paciente.

Pense na paciente recente: foi difícil diagnosticar sua resposta humana? Foi difícil saber como identificar potenciais diagnósticos? Usar a taxonomia pode lhe dar suporte na identificação de possíveis diagnósticos devido à forma de agrupamento dos diagnósticos em classes e domínios representativos de áreas específicas do conhecimento. Não se esqueça, todavia, de que apenas olhar o título do diagnóstico e “escolher um deles” não é um cuidado seguro!

Você tem que revisar analiticamente a definição e os indicadores diagnósticos (características definidoras e fatores relacionados ou de risco) para cada diagnóstico potencial identificado, o que irá lhe auxiliar a saber que outros dados deverão ser coletados ou se há dados suficientes para diagnosticar com exatidão a resposta humana da paciente.

Leia o estudo de caso da Sra. Souza para compreender como pode usar a taxonomia para apoio à identificação dos diagnósticos potenciais.

Suponhamos que sua paciente, Marta Souza, 65 anos, casada, apresente uma lesão de extremidade inferior, decorrente de pequeno acidente automobilístico, há 15 dias, lesão essa que não mostra sinais de cicatrização. Ela tem edema 3+ nas extremidades inferiores, tempo de reperfusão capilar em extremidade inferior a 5 segundos. A paciente fuma moderadamente e está acima do peso, tendo também diabetes melito. Descreve a própria vida como extremamente sedentária e diz “Mesmo que queira me exercitar, não consigo – as pernas doem muito quando percorro qualquer distância”.

Após concluir a coleta de dados e revisar a história da paciente, você está seguro de que ela tem um problema circulatório, mas essa é uma área desconhecida a você na enfermagem; assim, há necessidade de revisar os potenciais diagnósticos. Já que você pensa em uma questão circulatória, examina a taxonomia da NANDA-I para identificar a localização lógica desses diagnósticos. Identifica que o Domínio 4, Atividade/Repouso, trata da produção, conservação, gasto ou equilíbrio de recursos energéticos. Como você sabe que os mecanismos cardiopulmonares dão apoio à atividade/repouso, acredita ser esse o domínio com os diagnósticos relevantes à Sra. Souza. Classe 4, Respostas Cardiovasculares/Pulmonares. Uma revisão dessa classe leva à identificação de três potenciais diagnósticos: débito cardíaco diminuído, perfusão tissular periférica ineficaz e risco de perfusão tissular periférica ineficaz.

Perguntas que deve fazer a si mesmo:

Que outras respostas humanas devo descartar ou levar em conta?

Que outros sinais/sintomas ou etiologias devo procurar para confirmar esse diagnóstico?

Assim que revisa as definições e os indicadores diagnósticos (fatores relacionados, características definidoras e fatores de risco), você diagnostica a Sra. Souza com Perfusão tissular periférica ineficaz (00204) (Figura 3.7).

Figura 3.7 Diagnosticando a Sra. Souza.

Alguns questionamentos finais devem incluir: Estou deixando alguma coisa escapar? Estou diagnosticando sem evidências suficientes?

Se você acha que seu diagnóstico está correto, as perguntas passam a ser: Que resultados posso, de forma realista, esperar alcançar na Sra. Souza?

Quais são as intervenções de enfermagem baseadas em evidências que devo levar em conta?

Taxonomia dos diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: uma breve

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