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Coop – en føderativ organisasjon

In document Mona Bråten (red.) (sider 77-82)

A última etapa é determinar o(s) diagnóstico(s) que orientará(ão) a intervenção para o paciente. Após a revisão de tudo que foi aprendido sobre a paciente Caroline, o enfermeiro pode ter determinado três diagnósticos, sendo um deles novo:

Nutrição desequilibrada: menor do que as necessidades corporais (00002) Distúrbio na imagem corporal (00118)

Disposição para enfrentamento melhorado (00158)

O diagnóstico nutrição desequilibrada precisa ser tratado para a prevenção das potenciais consequências da desnutrição, especialmente durante a fase de adolescência (puberdade) de Caroline, em que ela precisa assegurar uma boa nutrição para crescer e desenvolver-se com saúde. Pode ser esse o principal diagnóstico, ou o de elevada prioridade. Distúrbio na imagem corporal continua como diagnóstico, pois Caroline, no momento, sente necessidade de estar “realmente magra” e, apesar de estar com peso abaixo do normal, continua a manifestar desejo de perder mais peso. Sua referência consistente com a história de estar acima do peso, a monitoração uma ou duas vezes ao dia do peso e o medo de engordar indicam que esse assunto precisa ser tratado com o diagnóstico nutricional, para que a intervenção tenha êxito.

Na conversa com Caroline, os estressores que ela vivencia são reais e, possivelmente, não podem ser mudados; infelizmente, as provocações e a pressão cultural na adolescência a respeito do peso são muito reais. Para ela, o desejo de fazer um curso universitário é estressante no sentido de ter um bom desempenho nos exames de ingresso e nos cursos do ensino médio, para que possa ter apoio financeiro, por meio de uma bolsa de estudos. Assim, um foco na sobrecarga de estresse pode não ser eficaz para a paciente. Todavia, na conversa entre enfermeiro e paciente, ela indicou desejo de melhorar os próprios conhecimentos de técnicas de controle do estresse para melhor controlar os estressores em sua vida e aprender a aproximar-se das pessoas para fortalecer o apoio social. Esses outros dados mostraram ao enfermeiro que, em relação às estratégias de enfrentamento, havia uma oportunidade de promoção da saúde para Caroline. Assim, Disposição para enfrentamento melhorado foi um diagnóstico mais adequado para ela do que Enfrentamento ineficaz.

Lembre-se de que o processo de enfermagem, que inclui uma avaliação do diagnóstico, é um processo contínuo e, com mais dados sendo disponibilizados, ou com melhoras na condição do paciente, o(s) diagnóstico(s) pode(m) também mudar – ou a prioridade pode se modificar. Recorde, por um momento, a primeira coleta de dados que o enfermeiro fez em Caroline. Consegue perceber que, sem mais acompanhamento, você teria deixado passar a oportunidade de promoção da saúde para a paciente (Disposição para enfrentamento melhorado) e poderia ter elaborado um plano para tratar as questões de autoestima, não apropriadas a ela?

Consegue entender por que a ideia de apenas “escolher” um diagnóstico de enfermagem para acompanhar o diagnóstico médico não é a forma de agir? A coleta contínua e aprofundada de dados ofereceu muito mais informações que podem ser usadas para determinar não somente diagnósticos apropriados, mas resultados e intervenções realistas que atendem melhor às necessidades individuais de Caroline.

Resumo

A coleta de dados é papel fundamental dos enfermeiros e exige uma compreensão dos conceitos de enfermagem baseados nos quais são elaborados os diagnósticos. Coletar dados com a única finalidade de preencher um formulário obrigatório ou uma tela de computador é perda de tempo e, com certeza, não oferece suporte ao atendimento individualizado dos pacientes. A coleta de dados visando à identificação de informações essenciais, analisando os diagnósticos de enfermagem e, depois, implementando uma coleta aprofundada para validar e priorizar o diagnóstico é o marco da enfermagem profissional.

Assim, ainda que possa parecer um procedimento simples, padronizar diagnósticos sem uma coleta de dados pode e costuma gerar diagnósticos imprecisos, resultados inadequados e intervenções ineficazes e/ou desnecessárias para diagnósticos irrelevantes para o paciente – e pode levar à perda do diagnóstico de enfermagem mais importante para o indivíduo.

Referências

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Herdman, T. H. (2013). Manejo de casos empleando diagnósticos de enfermería de la NANDA Internacional. [Case management using NANDA International nursing diagnoses]. XXX CONGRESO FEMAFEE 2013. Monterrey, Mexico. (Spanish). Merriam-Webster.com.

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Rencic, J. (2011). Twelve tips for teaching expertise in clinical reasoning. Medical Teacher, 33(11), 887–892.

Capítulo 3

Uma introdução à Taxonomia da NANDA-I

T. Heather Herdman, RN, PhD, FNI

A NANDA International, Inc. oferece uma terminologia padronizada de diagnósticos de enfermagem e apresenta todos em um esquema classificatório, mais especificamente, uma taxonomia. É importante compreender um pouco a taxonomia e como ela é diferente de uma terminologia. Usemos, então, alguns momentos para uma conversa sobre o que realmente representa uma taxonomia. Uma das definições pode ser “uma ordenação sistemática de fenômenos que definem os conhecimentos da disciplina de enfermagem”. É uma declaração e tanto! Colocada com mais simplicidade, a taxonomia de diagnósticos de enfermagem da NANDA-I é um esquema classificatório que nos auxilia a organizar os conceitos que interessam à prática da enfermagem.

In document Mona Bråten (red.) (sider 77-82)