8.5 Sentrale kompetanser
8.5.1 Utfordringer beskrevet
E' evidente que há razões indiscutíveis, tanto de ordem lógica como de ordem prática, para que as escolas adotem um programa que leve em consideração as capacidades específicas de cada estudante e as exi- gências do mercado de trabalho.
Quais são os pontos específicos de um programa, que atenda às necessidades já demonstradas? Esboçaremos aqui aquêles que achamos realmente indispensáveis.
A) Quanto às capacidades específicas
a) O registro sistemático e permanente de todos os dados que pos-
sam informar sôbre as aptidões e a situação geral do estudante, inclusive as notas escolares, preferências em jogos, leituras e recreação, bem como em outras atividades extra-escolares; resultados de testes e outros índices de aptidões, conhecimentos, inteligência, interesse, saúde, etc.
b) A adoção de normas objetivas para avaliação do trabalho escolar,
a fim de que as notas representem informações exatas e objetivas, e não sejam apenas indicações subjetivas e, portanto, muito duvidosas;
c) Conhecimento íntimo da natureza, do conteúdo e do método com
que as disciplinas de cada escola sejam tratadas, a fim de que se possam analisar e interpretar de modo real as indicações das capacidades dos alunos;
d) A interpretação legítima das capacidades específicas, o que só será possível à vista do resultado de testes já existentes e de outros que possam ser organizados (somente a análise empírica pode resolver esta questão; o título de uma prova representa às vêzes mero julga- mento subjetivo ou simples esperança de resultado seguro) ;
e) O preparo de novas provas que possam revelar capacidades espe-
cíficas, especialmente quando haja falta de outros instrumentos susce- tíveis de darem essas indicações;
f) Treino rigoroso do orientador para que possa analisar e inter- pretar todos os elementos referidos, separadamente, ou em conjunto, a fim de julgar das capacidades reais de cada estudante;
g) Providências para a auto-educação do estudante sôbre as suas
dance, é guiar; não consiste em dirigir o estudante, mas, sim, em exerci-
tá-lo a dirigir-se por si mesmo.
B) Com respeito ao Mercado de Trabalho (1)
o) Estabelecimento de contato contínuo entre a escora e as fontes principais de trabalho, em cada região, inclusive as profissões liberais, comércio, agricultura e indústria;
b) Organização de um dicionário de profissões, e outras fontes
convenientes, e coleção de tôdas as informações autênticas sôbre os empregos, para conhecimento de cada profissão e informações Comple- mentares ;
c) Organização de estudos especiais sôbre as capacidades específicas
reclamadas em cada emprego;
d) Organização de estudos contínuos do mercado de trabalho para
estimar seguramente quantas pessoas serão necessárias para cada pro- fissão numa época qualquer, e para saber as tendências futuras; somente assim poderão as escolas planejar e executar inteligentemente as funções referentes à orientação do estudante, ao currículo, e ao próprio apare- lhamento escolar;
e) Treino do orientador, até que esteja devidamente preparado
para a análise do trabalho e estudo do mercado de trabalho, de modo que possa interpretar adequadamente as informações disponíveis;
j) Providências para a educação do estudante com respeito ao
mercado de trabalho, inclusive a existência de cursos sôbre as diversas profissões da vida atual. (Estes cursos não representarão educação profissional; serão parte da educação-geral, — que é a base do preparo para a vida atual) .
(1) O A. não afirma que seja responsabilidade exclusiva das escolas a obtenção de tôdas as informações indicadas, mas sim que as escolas delas indiscu- tivelmente necessitam para desempenho de suas funções de orientação do estudante,
planejamento do currículo, qualidade e quantidade adequadas de alunos para as profissões liberais, comércio, agricultura e indústria. Nos Estados-Unidos, desde a entrada na guerra, esta responsabilidade ficou principalmente com a Comissão de Pessoal da Guerra {War Manpower Commission), com a qual o A. trabalhou cm 1941-1943, como Administrador Técnico, encarregado de Treinamento e Aper-
A EDUCAÇÃO E A ORIENTAÇÃO EM GERAL
Duas indagações aqui se justificam, a saber:
1) Qual a relação de um programa dêsse tipo com as finalidades e os programas da educação total e as finalidades e o programa da orien- tação geral, educacional, e profissional do indivíduo ?
2) Que progresso já temos feito na direção indicada por êsse pro- grama, ou será êle completamente novo ?
Quaisquer idéias a sugerir serão oferecidas como parte integral de um programa do indivíduo. Nem pode ser concebida de outra maneira a análise das diferenças individuais e das diferenças dentro do mercado de trabalho. Por outro lado, não esqueçamos o princípio da relação integral da orientação com a educação total. O programa esboçado de- verá, pois, funcionar dentro do programa da orientação e da educação em geral.
Quanto à segunda indagação, já está a educação brasileira encami- nhada em conveniente direção. Para citar fatos de que o A. tem conhe- cimento direto, o que não significa dizer que não existam outros esforços também de alto mérito, devemos assinalar a ação sine qua non do Minis- tério da Educação. O Ministro Gustavo Capanema iniciou um programa nacional de orientação educacional e profissional e para a realização dêste programa técnico procurou treinar educadores brasileiros nos Es-
tados-Unidos, e solicitou também a colaboração técnica de especialistas americanos. A larga compreensão do problema, por parte do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos ( I . N . E . P . ) permite-lhe dar impor- tante contribuição no sentido de esclarecer os princípios e práticas da orientação educacional e profissional. A Divisão de Ensino Industrial, chefiada pelo Dr. Francisco Montojos, e com quem o autor tem a honra de colaborar, está colecionando dados sôbre as capacidades específicas
do estudante por testes e outros meios; está estabelecendo também contato com a indústria, para melhor poder servir a suas necessidades
e às de cada estudante. (2)
(2) O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), chefiado pelo Dr. João Luderitz, está, pela natureza de suas atividades, em contato com a in- dústria. Embora especialmente interessado na seleção e aperfeiçoamento dos operá- rios, não pode prescindir da filosofia e prática da orientação, como declarou o
Dr. Joaquim Faria Góis Filho, Diretor Regional, em O Teste Jota, por Otávio A. Lins Martins (pág. 3) .
E' certo que ainda há muita coisa a fazer. Mas já começamos. Precisamos estender, aprofundar e divulgar. As informações sôbre as profissões têm que ser reunidas num Dicionário de Profissões, e em outras formas disponíveis e convenientes. Pesquisas contínuas sôbre o mercado de trabalho devem ser organizadas. As técnicas da análise do trabalho, da construção de testes e outras medidas de precisão e validade, da análise do mercado de trabalho, devem ser amplamente espalhadas entre o pessoal que se interesse pelo problema da orientação.
E' preciso salientar que as técnicas a empregar são análogas a outras técnicas complexas, tais como as da arte da cirurgia, a arte do ensino, ou a ciência da engenharia. Não bastará ler um livro ou ouvir uma palestra. Será preciso treino cuidadoso, experiência e comprovação dos resultados.
A tarefa é enorme. Não será ela executada em prazo curto. Está, porém, no espírito do educador brasileiro enfrentar as dificuldades em beneficio dos jovens que se preparam para o serviço da pátria. Êste pequeno estudo foi escrito na convicção de que as etapas necessárias, e aqui sugeridas, serão vencidas, pois representam deveres iniludíveis aos que se dedicam à orientação e à seleção do estudante brasileiro.