4 Summary of papers and additional results
5.1.4 Recent developments in serum metabolomics
Na Figura 6.12 está representada uma chapa de concreto, com espessura lz = 10 cm, solicitada à compressão por uma força de volume b. As condições de contorno naturais são representadas pela tensão de reação q ao longo da face AB que impede seu deslocamento na direção x. A estrutura encontra-se, portanto, equilibrada e os vínculos utilizados como condições de contorno essenciais tem a função de eliminar os movimentos de corpo rígido.
Figura 6.12: Chapa de concreto - geometria e condições de contorno - medidas em mm
Para simular o comportamento do meio é utilizado o Modelo de Mazars com abordagem local. Os seguintes parâmetros do modelo foram adotados:
AT = 0,7 BT = 8 000 AC = 0,85 BC = 1 050 εd0 = 0,000 067 E = 29 200 MPa ν = 0,2 rnl = 0
A curva de tensão versus deformação, para o caso de solicitação uni-axial, exi- bida na Figura 6.13, é ascendente até o valor de ε ≈ −0,003. A partir deste ponto a tangente à curva torna-se negativa. Para o cálculo das funções indicadoras de erro em um elemento K é necessário montar a matrizt+∆tKK
er, expressão (6.82), a partir da contribuição de parcelas relativas a cada ponto de Gauss desse elemento. Para se garantir que t+∆tKK
er seja sempre definida positiva, é necessário que as deformações no elemento K sejam inferiores a −0,003, correspondendo a um dano próximo de 0,6 .
Tal condição é assegurada definindo-se a força de volume b = 1 000 kN/m3e a tensão de superfície q = 450 kN/m2. -40 -30 -20 -10 0 -0,025 -0,020 -0,015 -0,010 -0,005 0,000 E(1-D) σ ε
Figura 6.13:Relação uni-axial tensão × deformação
Duas malhas com aproximação linear foram utilizadas para a discretização do problema e encontram-se representadas na Figura 6.14. A solução obtida com a malha da Figura 6.14(a), ao final de cada passo t + ∆t, tem seu erro estimado pelo MRE, empregando-se a norma energia ||t+∆t˜e
p||U. Para a representação das funções indica- doras de erro em cada elemento K é empregado o seguinte espaço de funções bolha:
X02(K) =v02 ∈ X2(K) ⊂ H1; Πp(v02) = 0, v02 = 0 em ΓD
(6.88)
gerado pelas funções de forma:
Φ02Tj = Nj x − xj hj 0 Nj y − yj hj 0 0 Nj x − xj hj 0 Nj y − yj hj (6.89)
sendo hj neste caso corresponde à diagonal dos elementos usados para a análise. A medida ||t+∆te˜
p||Ué comparada ao resultado do seguinte produto interno:
t+∆t(σ er, εer) = v u u t Z Z Ω [σ(t+∆tu) − σ(t+∆tu p)] [ε(t+∆tu−t+∆tu)] lz dx dy (6.90)
A razão entre esses dois valores determina o índice de efetividade em cada passo de carga. Nota-se que, sendo um problema não-linear, não há como definir a norma ener-
gia do erro como na expressão (6.8).
Na ausência da solução analítica exata, adotou-se em seu lugar, a solução numé- rica obtida com a malha da Figura 6.14(b), definindo-se a partir dela as correspondentes tensões e deformações presentes ao final de cada passo na expressão (6.90).
(a)8 elementos, aproximação linear (b)2400 elementos, aproximação linear Figura 6.14:Malhas utilizadas - medidas em mm
Para a análise em estado plano de tensão e aplicação do MRE foram feitas as seguintes considerações:
montagem da matriz de rigidez: formulação secante para a matriz utilizada em (5.9)
e formulação tangente, de acordo com as expressões (6.82) e (6.84) para o cál- culo das funções de erro;
solução do sistema de equações: o método de solução escolhido para as análises com
as duas malhas foi o dos Gradientes Conjugados. Essa opção por um método ite- rativo é justificada pela ordem relativamente alta do sistema de equações obtido na análise com a malha de 2400 elementos. Por sua vez, no cálculo das funções de erro locais, problema (6.80), com a malha de 8 elementos, utilizou-se o pro- cedimento de Babuška com tolerância de 1 × 10−10 e perturbação da diagonal principal ǫ = 1 × 10−8;
integração numérica: na malha de 2400 elementos foram usados 2 × 2 pontos de
Gauss-Legendre. Já na malha de 8 elementos, para melhor representar a distri- buição do dano foram empregados 12 × 12 pontos de Gauss-Lobatto;
equilíbrio: a convergência do processo iterativo de solução do Método de Newton-
0 20 40 60 80 100 0 0,1 0,2 0,3 0,4 Deslocamento (mm) Fração do carregamento (%) 2400 elementos 8 elementos
Figura 6.15:Resposta global da estrutura
0,001% com relação ao primeiro passo elástico. A força de volume b e a ten- são de superfície q foram introduzidas em 65 incrementos: um primeiro passo com 10% do total do carregamento, seguido de 26 passos com 2% e outros 38 com 1%. No 42o
¯ passo, a análise com a malha de 2400 elementos foi interrom- pida devido à divergência das soluções sucessivamente obtidas com o Método de Newton-Raphson. Por essa razão, para as duas análises, apenas os resultados até o passo 41, equivalente a 76% do carregamento total, são exibidos no grá- fico da Figura 6.15. No eixo das abscissas são representados os deslocamentos horizontais medidos no ponto médio da face CD da Figura 6.12.
A título de ilustração, na Figura 6.16 são representadas as distribuições de dano, ao final do passo 41, para as análises realizadas com as malhas de 8 e 2400 elementos. A diferença observada reflete a pequena divergência entre as respostas globais para as duas análises registrada na Figura 6.15.
O erro relativo estimado para a aproximação da malha com 8 elementos foi de 12,84% para o primeiro passo elástico, chegando a 16,55% ao final do passo 41. A medida ||t+∆te˜
p||U foi avaliada por meio do índice global de efetividade θ, calculado em cada passo e representado no gráfico da Figura 6.17. De acordo com os resultados obtidos, conclui-se que, para este problema, os valores de ||t+∆te˜
p||Uformam um bom estimador para o erro, medido segundo o produto (6.90). Deve-se, entretanto, observar que determinadas características deste problema favoreceram a excelência dos resul- tados. O dano, como mostrado nos “mapas de dano” da Figura 6.16 está limitado a 0,6. Dessa forma, em todos os elementos ainda se encontra uma situação equivalente
(a)8 elementos, aproximação linear (b)2400 elementos, aproximação linear Figura 6.16: Mapa da distribuição do dano no passo 41
ao trecho de endurecimento da curva 6.13. Nenhuma restrição existe, portanto, ao emprego da expressão tangente (6.84) na construção das matrizes (6.82). Além disso, foram usados passos bem pequenos, especialmente a partir do instante em que se ob- serva uma maior a evolução do dano. Sendo assim, garantiu-se, em cada passo, que o problema (6.73) pudesse ser usado no lugar de (6.72), como sugerido na seção 6.6.1.
0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 0 10 20 30 40 50 Passos de Carga θ
Figura 6.17:Índice de efetividade global em cada passo