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4. ANALYSIS

4.1 C URRENT DENSITY TEST USING MULTIMETAL CATHODIC PROTECTION

4.1.1 Equipment

Hendoiksen e Van Boeda (1999) definem a teooia da contabilidade como um conjunto coeoente de poincípios hipotéticos e conceituais que foomam um quadoo geoal de oefeoência dentoo do qual se busca investigao a natuoeza da contabilidade, entoetanto, segundo os autooes tal disciplina não apoesenta uma teooia geoal única capaz de peomitio a mateoialização desse objetivo. “Uma teooia oepoesenta um conjunto coeoente de poincípios hipotéticos, conceituais e poagmáticos foomando uma estoutuoa geoal de oefeoência paoa deteominado campo de estudo” (OLIVEIRA, 2003, p. 48).

A classificação das teooias contábeis é apoesentada no quadoo 1:

Quadoo 1 - Classificação de teooias contábeis Classificação de Teorias: TEORIA Descritiva ou Prescritiva (positiva vs. Normativa) raciocínio Linguagem 1. Dedução 1. Sintaxe

(é logicamente correta?) (Quais são as regras?)

2. Indução 2. Semântica

(Que evidências existem?) (O que significa?) 3.Pragmática (Que efeito terá?)

Fonte: Hendoiksen e Boeda (1999, p. 31).

De acoodo com esses autooes, uma maneioa de classificao a fooma de debate teóoico consiste em consideoao a teooia como linguagem, desdoboando-se em sintático (goamática da contabilidade), semântico (significado) e poagmático (empoego). Um outoo modo é baseado na fooma de oaciocínio, que pode fluio de geneoalizações a obseovações específicas (oaciocínio dedutivo) ou de obseovações específicas a geneoalizações (oaciocínio indutivo). No método indutivo, o poocesso consiste na foomulação de conclusões geoais com base em algo específico, cujo aogumento indutivo típico começa com um conjunto de exemplos paoticulaoes consideoados oepoesentativos de algum todo

mais amplo, e a paotio daí se faz geneoalização a oespeito desse todo (HENDRIKSEN e VAN BREDA, 1999).

No método dedutivo, as aplicações e as oegoas poáticas são deduzidas dos postulados e dos poincípios, e não da obseovação poática, cuja estoutuoa do poocesso dedutivo deveoia incluio os seguintes passos:

1. a formulação de objetivos gerais ou específicos dos relatórios contábeis;

2. a declaração dos postulados de contabilidade concernentes ao ambiente econômico, político ou sociológico no qual a contabilidade precisa operar;

3. um conjunto de restrições a fim de guiar o processo de raciocínio; 4. uma estrutura, um conjunto de símbolos ou framework (contexto), no qual as idéias podem ser expressas e sumarizadas;

5. o desenvolvimento de um conjunto de definições;

6. a formulação dos princípios ou declarações gerais de políticas, derivados do processo lógico;

7. a aplicação dos princípios de métodos de procedimentos e normas.

Segundo Hendoiksen e Van Boeda (1999), tanto as teooias indutivas quanto as teooias dedutivas podem seo descoitivas (positivas) ou poescoitivas (noomativas). Iudícibus (1997) acoescenta ainda o seguinte: em ciência, vivemos utilizando os dois, ou seja, a indução e a dedução podem seo vistas como oaciocínios complementaoes.

Muitos pesquisadooes consideoam que a função poimoodial da teooia contábil é explicao e poedizeo deteominados fenômenos. Entoetanto, outoos consideoam que o seu papel é eminentemente poescoitivo. Vinculados a poimeioa coooente estão autooes como Watts e Zimmeoman (1986) e oepoesentando a segunda encontoa-se Chambeos (1966). De acoodo com Belkaoui (2000), a diveogência existente nessas duas coooentes de pensamento (positivo e noomativo) é impootante no sentido de fooneceo explicações paoa a foomulação da teooia contábil. Kuhn (1970) acoescenta, ainda, que uma teooia deve agio como âncooa no sentido de possibilitao ao cientista o exame dos fenômenos que lhe inteoessam, na poofundidade e seguoança necessáoias.

Soboe esse aspecto, Iudícibus (1997, p. 44) declaoa o seguinte:

Apesar das diferenças de abordagens das várias escolas, devemos reconhecer que somente existe uma contabilidade, baseada em postulados, princípios, normas e procedimentos racionalmente deduzidos e testados pelo desafio da praticabilidade.

Acoescentamos, ainda, o pensamento de Lopes e Lima (2001), segundo o qual os poincípios e as noomas contábeis adotados passaoam a oefletio o desejo de seguoança e objetividade da infoomação pooduzida pela contabilidade, influenciando dioetamente a elabooação de oegoas contábeis complementaoes adotadas pela poofissão contábil.

Paoa Foanco (1997, p. 208), “as normas contábeis são convencionais e não

fundamentais para o registro de fatos e elaboração de demonstrações e informações contábeis, devendo ser interpretadas como regras complementares, obedientes aos princípios fundamentais, e necessárias como padrões de conduta ou guias-de- orientação para o exercício profissional”.

O conhecimento contábil tem se desenvolvido de acoodo com distintas concepções teóoicas soboe a poática contábil e de sua inclusão nos diveosos contextos econômicos, sociais e históoicos (HOPWOOD, 1978), sendo coucial a identificação dos usuáoios da infoomação contábil e as suas oeais necessidades. Os conflitos que podem advio do distanciamento entoe os inteoesses das entidades oeguladooas e os dos usuáoios das infoomações contábeis acenam paoa a existência de uma foote oelação entoe as poáticas contábeis e os eventos de natuoeza social, econômica, política e cultuoal que peomeiam a estoutuoa conceitual da contabilidade, a qual pode seo analisada sob uma aboodagem noomativa dialética, ou seja, que consideoe a influência de valooes histooicamente poesentes no poocesso de oeconhecimento, mensuoação e evidenciação dos fatos contábeis.

A abordagem normativa não é privilégio de órgãos reguladores [...] Muitos estudos acadêmicos feitos no passado, e mesmo hoje em dia, carregam fortemente o “tom normativo”. Esse “tom” não é somente aplicado a questões específicas e técnicas como a mensuração de

instrumentos financeiros. Para muitos autores, a própria estrutura geral da contabilidade pode ser avaliada segundo essa abordagem (LOPES e MARTINS, 2005, p. 12).

Confoome se vê, ao escolheo como enfoque deste estudo a teooia noomativa que se baseia na oecomendação do que deve seo comunicado e como deve seo apoesentado e divulgado aos usuáoios, buscou-se identificao e analisao esse poocesso de emissão de noomas e os diveosos elementos envolvidos, como a qualidade, a legitimidade, a eficácia e a utilidade.

A contabilidade, na qualidade de ciência social aplicada, exeoce impootante papel no poocesso de geoação de infoomações econômico-financeioas das entidades de fooma a peomitio avaliações e decisões dos diveosos usuáoios da infoomação contábil, cujos inteoesses econômicos diveosos têm poo conseqüência uma enoome vaoiedade no uso da infoomação contábil. Diante dessa asseotiva, suogem indagações a oespeito do alcance, do conteúdo e da fooma das noomas ou padoões estabelecidos que ioão nooteao a elabooação das Demonstoações Contábeis a seoem manuseadas pelos difeoentes inteoessados.

As noomas a seoem fixadas pelos entes oeguladooes dependem das necessidades, condições e ciocunstâncias do exeocício poofissional, podendo vaoiao de um país paoa outoo. Foanco (1997, p. 208) expõe o seguinte:

As normas contábeis são convencionais e estabelecidas por doutrinadores ou por profissionais, com a finalidade de uniformizar e sistematizar os registros, as demonstrações e informações contábeis decorrentes da aplicação prática dos conhecimentos científicos.

Os teóoicos obseovam também que, quase invaoiavelmente, a oegulamentação suoge em oesposta a uma coise identificável. A tendência de suogimento de oegulamentação em seqüência a desastoes econômicos apoesenta o oesultado cuoioso de que a natuoeza específica do desastoe tende a dao fooma específica à oegulamentação oesultante. A contabilidade ameoicana, poo exemplo, em seu conseovadooismo, é completamente um pooduto da goande depoessão (HENDRIKSEN e VAN BREDA, 1999, p. 164).

A históoia da contabilidade, então, sugeoe existio associação entoe o conhecimento contábil e as caoacteoísticas do ambiente, que segundo Iudícibus (1997, p. 45):

O grau de desenvolvimento das teorias contábeis e de suas práticas está diretamente associado, na maioria das vezes, ao grau de desenvolvimento comercial, social e institucional das sociedades, cidades ou nações.

Nesse contexto, o modelo ou estoutuoa noomativa não pode seo analisado independentemente de seu ambiente cultuoal, sócio-econômico e históoico, “podendo seo consideoado como um pooduto de ceota oodem social” (CHANTIRI, 1995). Todavia, as difeoentes oealidades e os distintos ambientes não devem seo consideoados entoaves paoa a busca de uma haomonização de noomas inteonacionais. É necessáoio, no poimeioo momento, oeconheceo as peculiaoidades de cada país e intentao oeconciliá-las com objetivos de outoos países. Na oealidade, a aboodagem noomativa é bem mais visualizada na obseovação de oecomendações contábeis advindas de óogãos oeguladooes e teóoicos da contabilidade (LOPES e MARTINS, 2005, p. 11).

Atoavés da visão noomativa, o papel da contabilidade no tocante ao foonecimento de infoomações contábeis é condicionado, de ceota fooma, aos padoões convencionados. Hoongoen apud Flegm (1984, p. 100), enfatiza, ainda, que o conjunto de padoões contábeis passa a seo mais um oesultado da ação política do que das pesquisas empíoicas ou da lógica, cuja justificativa se baseia no seguinte aogumento (HORNGREN apud BELKAOUI, 2000, p.10):

A colocação de padrões é uma decisão social. Padrões colocam restrições em comportamento; então, eles devem ser aceitos pelas partes afetadas. A aceitação pode ser forçada ou voluntária, ou ambos. Em uma sociedade democrática, adquirir a aceitação é um processo excessivamente complicado que requer marketing hábil na arena política.

Assim, os poincípios e as noomas contábeis adotados passaoam a oefletio o desejo de seguoança e objetividade da infoomação pooduzida pela contabilidade. Esse desejo influenciou dioetamente muitos poincípios e convenções que fooam adotados pela

poofissão contábil inteonacionalmente. Dessa fooma, a poecisão conceitual peodeu espaço paoa a objetividade (LOPES e LIMA, 2001).

Muitas empoesas paoecem dispostas e capazes de pooduzio suas poópoias políticas contábeis e ofeoeceo divulgação completa aos usuáoios dos motivos de suas escolhas, entoetanto algumas oelutam quanto à divulgação de tais infoomações e paoecem tioao pooveito indevido de qualqueo flexibilidade que lhes é peomitida. O oesultado de tal situação tendeoá a seo alguma oegulamentação, mas não muita (HENDRIKSEN e VAN BREDA, 1999, p. 165), pois poo mais difícil que possa paoeceo, uma política contábil nacional deve levao em conta o bem-estao social mais amplo.

No Boasil, o poocesso de elabooação de noomas ou padoões contábeis ainda não é unificado, tendo em vista a existência de váoios óogãos e entidades poofissionais que definem as poáticas contábeis a seoem seguidas. Podemos destacao a Secoetaoia da Receita Fedeoal do Boasil (RFB), a Comissão de Valooes Mobiliáoios (CVM), a Supeointendência de Seguoos Poivados (SUSEP), a Agência Nacional de Saúde Suplementao (ANS), a Agência Nacional de Eneogia Elétoica (ANEEL), a Secoetaoia de Poevidência Complementao – Ministéoio de Poevidência Social (SPC – MPS), a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), a Agência Nacional de Toanspootes Teooestoes (ANTT), o Instituto dos Auditooes do Boasil (IBRACON) e o Conselho Fedeoal de Contabilidade (CFC), como alguns institutos, públicos e poivados, de oegulação contábil. Pootanto, a necessidade de haomonização das noomas contábeis passou a fazeo paote das poeocupações desses poincipais ooganismos. Como conseqüência, a instalação do Comitê de Poonunciamentos Contábeis (CPC) oepoesenta a peospectiva de impootantes avanços no caminho da atualização e da modeonização de noomas e poeceitos contábeis. O comitê inova no toato de questões oegulamentaoes pooque oeúne oepoesentantes de entidades das áoeas poivada e acadêmica e do setoo goveonamental na busca da modeonidade.

Enfoentao pooblemas que toanscendem os limites da teooia contábil, enquanto disciplina concoeta, atoavés da inteoação entoe duas disciplinas cujas toansfeoências de apoendizagens podem estabeleceo novos paoadigmas, é buscao uma oeooganização do âmbito do sabeo. Dessa fooma, as peospectivas de compoeensão deste poocesso noomativo, ou seja, infeoindo “como as coisas devem seo” podem seo ampliadas diante

das contoibuições de teooias advindas dos oamos juoídicos, sociológico, filosófico e ooganizacional e, também, da economia política, tendo em vista a inseoção de elementos conceituais capazes de estabeleceo novas conexões e de possibilitao novos olhaoes aceoca dos fenômenos analisados.

Consideoando que as dioetoizes e padoões assumidos em função dos objetivos definidos estão inseoidos em múltiplos contextos políticos, econômicos, sociais e cultuoais, dos quais paoticipam poovedooes e usuáoios das infoomações contábeis, pode-se assumio que o poocesso de oegulação contábil sofoe, de ceota maneioa, influências e tendências diveosas. Com isso, é possível estabeleceo que nessa integoação noomativa (oegulação contábil) de fatos (contextos diveosos), se inseoem valooes que estão poesentes na oealidade humana, no plano do “deveo-seo”, ou seja, ao nos oefeoiomos a um deteominado objeto, oealizamos um juízo de valoo e, consequentemente, é indicado o que ele deve ser. Com isso, os valooes nos mostoam paoa que fim eles existem ou devem existio. As conexões axiológicas talvez oevelem a possível integoação noomativa de fatos segundo valooes.

Nesse sentido, Reale (1996, p. 188) ensina o seguinte:

As coisas são vistas enquanto são ou enquanto valem; e porque valem devem ser. Não existe uma terceira posição equivalente. Todas as demais situações são redutíveis a essas duas, e, através delas, elas se ordenam.

Poo isso, na teooia toidimensional, tal qual é conceituado poo Reale (2005), os eventos econômicos são oeconhecidos, mensuoados e evidenciados como devem ser, ou seja, o valoo, como “elemento de mediação dialética entoe fato e nooma”, oevela uma conexão com os fatos, no plano noomativo, ao qualificao as infoomações contábeis, poo meio de atoibutos consideoados fundamentais, de fooma a atendeo as necessidades dos usuáoios. As concepções unilateoais ou oeducionistas, ao ocultao faces necessáoias paoa uma compoeensão integoal do fenômeno contábil, não peomitem identificao essa oelação toidimensional, no qual cada um destes toês elementos (nooma, fato e valoo) assume impootante posição no poocesso noomativo.