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6. Discussion

6.1. Tree species identification (Objective 1 and 2)

Podem me prender Podem me bater Podem até me deixar sem comer Mas eu não mudo de opinião Zé Keti, Show Opinião, 1964.

No período de 1961-1965, havia uma crise no Brasil no plano político; três presidentes assumiram o poder: o primeiro eleito assume e renuncia em seguida, o segundo, apesar de oposições e polêmicas, assume democraticamente e o terceiro chegou ao poder após um golpe de estado. Havia uma instabilidade associada à perplexidade diante da profunda mudança, que acirram as discussões em vários setores, especialmente os atingidos por medidas autoritárias no novo regime: partidos políticos, sindicatos, organizações estudantis, Institutos de pesquisa e a Universidade.666

O projeto de país idealizado pelas esquerdas foi interrompido pelo golpe que instaurou o Regime Militar, que perduraria até meados dos anos 1980. Assim, 1964 foi o ponto de inflexão para a produção cultural brasileira que seguia o conceito nacional-popular, em seus diversos matizes. Este período foi denominado por C. Mota como “Revisões Radicais (1964-1969)”667 com reflexos nas produções culturais brasileiras, especialmente a partir de 1967668, quando se inicia um momento de discussões sobre cultura e rumos da esquerda perante à nova conjuntura, justamente quando artistas que seguiam o pensamento nacional-popular se posicionaram contra o regime, estabelecendo um vínculo entre produção cultural e ação política. A primeira manifestação neste sentido foi o espetáculo

musical Opinião, de ex-membros do CPC-UNE669, origem da Música de Protesto que polarizou opiniões

nos Festivais anos depois.

Nas artes plásticas, mostras importantes apresentaram posição semelhante estabelecendo uma relação estreita entre arte de vanguarda e momento político670. O artista plástico H.Oiticica671

666 Vários setores são atingidos pelas medidas do novo regime. Partidos políticos de esquerda como PCB, PSB, PCdoB são extintos; sindicados sofrem intervenção, o direito de greve foi extinto, militares com posições contrárias foram para reserva; as organizações estudantis como CPC e UNE foram fechadas, Institutos de Pesquisa sofreram investigação e professores e pesquisadores de esquerda tiveram que responder a inquéritos policiais e muitos foram exilados; a Universidade é atingida por aposentadoria compulsória de muitos professores. Cf. RIDENTI, Marcelo. Em busca do povo brasileiro. São Paulo: Record, 2000 e Revista Civilização Brasileira.

667 MOTA, Carlos Guilherme. Ideologia da cultura Brasileira 1933-1974: pontos de partida para uma revisão histórica. São Paulo, Ed. 34, 2008, p. 329. 668 Refiro-me às manifestações culturais estudadas por vários autores: Música de Protesto, Teatro da Agressão, Cinema Marginal e Poesia Marginal.

669O espetáculo de Vianinha, A. Costa e P. Pontes estreou em dezembro de 1964. No palco Nara Leão, musa da bossa nova, José Flores de Jesus, e Zé Keti, sambista carioca cujo apelido vem de Zé Quieto, que foi autor da trilha sonora do filme inaugural do Cinema Novo carioca “Rio 40 graus” do diretor Nelson Pereira dos Santos, e também o cantador João do Vale. A Revista Visão, em seu balanço sobre a cultura da década de sessenta, descreve o espetáculo como

“um show surpreendente em vários aspectos” encenado num tablado inacabado, no Teatro de Arena da Rua Siqueira Campos, em Copacabana. Cf. DA

ILUSÃO DO PODER A UMA NOVA ESPERANÇA, Revista Visão, São Paulo, p. 137-152, 11 março, 1974.

670 Segundo análise do crítico de arte Paulo Reis: “Essa relação foi pensada, num momento inicial, através da representação figurativa, porém adquiriu cada vez

mais complexidade no decorrer da década. O realismo, caracterizado na exposição “Propostas 65”, abandonou a dicotomia entre representações figurativas e abstratas para propor um novo eixo transversal nas questões intrínsecas (poéticas) da obra, a realidade histórica e social. A exposição “Nova Objetividade brasileira” realizou o projeto de uma arte de vanguarda nacional que, justamente por seu caráter de experimentalismo radical, estava cada vez mais comprometida com as questões políticas e éticas.” Cf. REIS, Paulo R. O. Arte e vanguarda no Brasil: os anos 60. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 2006, p. 74.

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coordena a exposição Opinião 65672 com participação de Flávio Império e Sérgio Ferro, apresentando

uma mostra com trabalhos diversificados, que incluiu representantes da Nova figuração e de outras

tendências, onde havia uma espécie de “unanimidade quanto à compreensão da necessidade de

resistência à ditadura”673. C.Favaretto analisa a posição de Sérgio Ferro naquela exposição:

“Sergio Ferro assinalava que nas artes plásticas, apesar da diversidade das

pesquisas e propostas, podia-se constatar uma certa “unidade” – proveniente não do “parentesco formal” ou do “objetivo específico de suas variadas realizações”, mas da “sua posição agressiva diante da situação abafante, no seu não conformismo, na sua colocação da realidade como problema em seus vários aspectos, na sua tentativa ampla e violenta de

desmistificação”674.

Em 1965, Sergio Ferro e Flávio Império participaram, com outros cinco arquitetos, da

exposição Propostas 65675, realizada em São Paulo, com apelo à arte politicamente engajada. Também

em 1965, F.Gullar analisa a crise nas artes plásticas e afirma que esta não se definiria por suas questões intrínsecas, e sim por seu distanciamento do contexto brasileiro: “a arte brasileira só superará a situação atual de crise se se desenvolver no Brasil um trabalho de crítica das ideias estéticas em vigor, seguida do debate e da pesquisa em torno das possibilidades efetivas de uma arte ligada à nossa cultura e às nossas necessidades” 676.

No plano político, o PCB - que até então era uma liderança do pensamento de esquerda - estava em crise devido a divergências internas. C. Marighella677 foi o principal oponente à posição oficial do partido nos anos pós-64, e afirmava: “Ou resistem à situação criada pelo golpe de 1.º de abril, ou se

671 Hélio Oiticica que definiu a vanguarda artística brasileira desde 1964, como:“1-vontade construtiva geral; 2-tendência para o objeto ao ser negado e superado

o quadro de cavalete; 3-participação do espectador (corporal, táctil, visual, semântica etc); 4-abordagem e tomada de posição em relação a problemas políticos, sociais e éticos; 5-tendência para proposições coletivas e consequentemente abolição dos “ismos” característicos da primeira metade do século na arte de hoje (...) 6. ressurgimento e novas formulações do conceito de antiarte”. Cf. Hélio Oiticica In. Tropicalismo Tropicália: uma revolução na culturabrasileira (1967-1972):

Carlos Basualdo, (org) São Paulo: Cosac Naify, 2007, p. 221.

672 A exposição Opinião 65, no MAM do Rio de Janeiro, por ocasião do IV Centenário, reuniu artistas brasileiros e estrangeiros. REIS, op. cit. p. 74.

673FAVARETTO, Celso. Tropicália: a explosão do óbvio. In. BASUALDO, Carlos. org. Tropicalismo Tropicália: uma revolução na cultura brasileira (1967-1972). São Paulo: Cosac Naify, 2007, p. 82.

674 Ibidem, ibidem.

675 Realizada na Faculdade Armando Álvares Penteado, em São Paulo, a exposição foi considerada representativa do Novo Realismo Paulistano. Ela foi coordenada por: Waldemar Cordeiro, M. Schenberg, Lina Bo, Flávio Império e Sérgio Ferro e contou com a participação dos arquitetos pintores Maurício Nogueira Lima, Ubirajara Ribeiro e Samuel Szpigel e dos artistas plásticos Rubens Gerchman, Wesley Duke Lee. Cf. KOURY, Ana Paula: Grupo arquitetura

Nova: Flávio Império, Rodrigo Lefèvre e Sérgio Ferro. São Paulo: Romano Guerra Editora, EDUSP : FAPESP, 2003, p. 25. E Informação pessoal de Ségio

Ferro.

676 GULLAR, Ferreira. Porque parou a arte brasileira. Revista civilização brasileira, v.1, ano I, março, p. 223-228, 1965.

677 Carlos Marighella nasceu em Salvador, BA, em dezembro de 1911. Filho de Augusto Marighella operário emigrante italiano e Maria Rita do Nascimento, filha de escravos. Marighella era poeta e considerado de personalidade carismática. Em 1934 ingressou no PCB. Foi preso pelo político do governo Getúlio Vargas de 1939 a 1945 quando foi torturado e depois solto pela anistia. Em 1946 foi eleito deputado federal da BA pelo PCB e cumpriu mandato até 1948 ,quando o PCB se tornou ilegal. A partir de então ocupou cargos na executiva nacional do PCB. Em 1964, resistindo à prisão, foi baleado pelo DOPS num cinema do RJ, foi solto um ano depois. A partir de 1964, entrou em confronto de ideias com o Comitê Central do Partido, com seu livro “Porque resisti à prisão”, por discordar da postura de perplexidade do partido diante do novo regime. Em seu texto “A crise brasileira”, de 1966, critica a postura oficial do partido quanto à política de alianças com a burguesia conclamando a luta armada para derrubar a ditadura. Em junho de 1967, escreve “Crítica às Teses do Comitê Central”, em agosto, participa da primeira conferência Latino-Americana de Solidariedade (OLAS) contrariando determinação do PCB. Rompe com o PCB e é expulso. Em setembro de 1967, 33 dos 37 delegados representantes das bases do partido, em São Paulo, não participam da Conferência Estadual do Partido, para seguir Marighella. Carlos Marighella foi morto a tiros numa emboscada no centro de São Paulo em 4 de novembro de 1969, ação coordenada pelo então delegado Sérgio Paranhos Fleury. Seus poemas estão reunidos no livro “Rondó da Liberdade”. Cf. MARIGHELLA, Carlos. Os escritos de Marighella.São Paulo: Editorial Livramento, 1979.

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conformam com ela. O conformismo é a morte”678. Ele não acreditava que seria possível reverter o quadro político estabelecido por caminhos democráticos e defendia o confronto armado contra o regime militar. C. Marighella sai do PCB em 1967 para criar a Aliança Libertadora Nacional-ALN, levando consigo outros 33 delegados e partidários, entre eles os arquitetos Sérgio Ferro e Rodrigo Lefèvre679.

Uma Esquerda Nova emerge neste período de crise e se manifestou tanto no plano político quanto no plano cultural através da Música de Protesto, Teatro da Agressão e Grupo Arquitetura Nova, tendo em comum a postura radical frente à frustração de suas utopias.

A Esquerda Nova não foi um fenômeno brasileiro, pelo contrário, no cenário internacional nos anos sessenta, havia outros grupos tais como: Internacional Situacionista, New Left norte americana, Grupo Utopie francês, o grupo Provos holandeses. A nova esquerda foi influenciada pelo pensamento do marxismo ocidental dos membros da Escola de Frankfurt, especialmente H. Marcuse, em suas proposições: a “Utopia” entendida como algo possível, porém ainda não realizado e a “Grande Recusa”. O pensamento de H. Marcuse repercutiu entre os jovens de vários países, inclusive no Brasil, como afirmam E.Hobsbawm680 e Z.Ventura, este que diz que ele “invadiu a imaginação dos jovens

brasileiros através da imprensa mesmo antes de desembarcar nas livrarias”681.

No Brasil, Esquerda Nova também representou uma contracultura como reação à “cultura autoritária” do regime militar. Segundo o sociólogo L. Martins682, a contracultura brasileira possui duas alas distintas: a guerilha, que é uma forma politicamente organizada, e a alienada, identificada pelo uso

de drogas como instrumento de “escapismo” da realidade e pela desarticulação do discurso, modismo

psicanalítico e misticismo683.

No cenário internacional, a arquitetura passa por um “período de mudança radical”684 entre 1965-69, o que, segundo J. Montaner, se deve ao desaparecimento dos grandes mestres do Movimento Moderno e à ascensão de arquitetos mais jovens com “paulatina mudança de orientação”685 . No cenário paulista, o desejo de mudança radical fora expresso pelo Grupo Arquitetura Nova, como veremos.

678 MARIGHELLA, Carlos. Resistência ou conformismo. MARIGHELLA, op. cit. p.9.

679 RIDENTI, Marcelo. Em busca do povo brasileiro: artistas da revolução, do CPC à era da TV. São Paulo: Record, 2000.

680 Eric Hobsbawm afirma que os livros de Marcuse foram publicados quase que simultaneamente em todo mundo, inclusivem em São Paulo. Cf. HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o Breve século XX 1914-1991. São Paulo: Companhia das letras, 2005, p. 316.

681 O jornalista Zuenir Ventura relata sobre o impacto da obra de Marcuse no Brasil através dos livros “Eros e civilização e ideologia da sociedade industrial” , que permaneceram nas listas de Best Sellers durante meses. Relata que cursos sobre o filósofo proliferaram entre os quais um ministrado pelo professor Carlos Henrique Escobare José Luis Archanjo. Na imprensa um dos divulgadores da ideias de Marcuse foi o jornalista Paulo Francis. Cf. VENTURA, Zuenir. 1968 o ano

que não terminou. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1988, p. 58-59.

682 MARTINS, Luciano. A “Geração AI-5” e Maio de 68: Duas manifestações intransitivas. Rio de Janeiro: Argumento, 2004. 683Ibidem.

684 MONTANER, Josep Maria. Depois do movimento moderno:arquitetura da segunda metade do século XX. Barcelona: Gustavo Gilli, 2009, p.127. 685 Ibidem, ibidem.

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Cenografia, Arquitetura e o nacional popular, 1961

João de Barro ou da Silva, Faz sua casa com a mão. Ninguém diz que é arquiteto: é João. Flávio Império686

O Teatro de Arena (1953-79)687, já citado anteriormente nesta tese, foi uma espécie de “porta-

voz das massas populares”688 e de denúncia dos “vícios do capitalismo”689. Formado por O.Vianna Filho (Vianinha), ex-aluno da FAU-Mackenzie690, G. Guarnieri, A.Boal, F.Migliaccio, M.Gonçalves e o cenógrafo-arquiteto Flávio Império691, seguia o conceito nacional-popular desde sua fase social692, com a peça “Eles não usam Black-tie”, de 1958693; e outras como Arena conta Zumbi e Arena conta

Tiradentes, aos moldes do teatro épico de B.Brecht694.

O Arena originará o CPC-UNE (1960-64)695 que, apesar de sua curta duração, propagou o pensamento nacional-popular no cenário cultural nacional696 . Sua história começa nos ensaios da peça

“A mais-valia vai acabar, seu Edgar” , quando o Arena buscou auxílio do sociólogo C.Martins697 do ISEB, para definição do conceito marxista de mais-valia (cerne da peça), esta também coerente com o teatro épico de B. Brecht. Encenada em 1960, no Pátio interno da Faculdade de Arquitetura da

686Trecho do poema de Flávio Império. “O arquiteto é um grande construtor”, manustcrito a caneta em caderno (miscelânia), dez. 1974. Fonte: Sociedade Cultural Flávio Império.

687 O Teatro de Arena teve início em 11 de abril de 1953 com a peça Esta noite é nossa, de Stafford Dickens. Cf. MORAES, Dênis. Vianinha: cúmplice da

paixão, São Paulo: Record, 2000, p. 51. e Cf. CAMPOS, Cláudia de Arruda. Zumbi, Tiradentes (e outras histórias contadas pelo Teatro de Arena de São Paulo.

São Paulo: Perspectiva, 1988. 688 MORAES, op.cit. p.107.

689 Oduvaldo Viana Filho. In. MORAES, op. cit. p.107.

690 Oduvaldo Vianna Filho cursava arquitetura no Mackenzie e no final de 1955 desistiu do curso em função do Teatro Paulista dos Estudantes fundado oficialmente em 5/04/1955. Filho de dramaturgo e membro do Partido Comunista Brasileiro Oduvaldo Viana, Vianinha como era conhecido teve como início profissional o TPE ao lado de Gianfrancesco Guarnieri. Cf. MORAES, op. cit.

691 Em 1962, a Sociedade de Teatro de Arena passa por reformulação e se registra oficialmente em cartório. Seus integrantes formais: Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri, Juca de Oliveira, Paulo José e Flávio Império. Cf. CAMPOS, op. cit. p. 54.

692OS IMPASSES DA CULTURA.Revista Visão, São Paulo, v. 43, no. 6, ago., p. 101-130, 1973.

693 A peça de G. F. Guarnieri foi um grande sucesso de público e crítica, e ficou em cartaz um ano com apresentações em cidades do interior de São Paulo. Vianinha define a peça como :“[...] Black-tie afirma que as conquistas formais precisam estar ajustadas à capacidade perceptiva de um povo, se se quiser

realmente instalar sentimentos novos e originais na consciência do povo. Black-tie afirma ainda que a arte é uma arma do homem na sua luta de liberdade e libertação.”693 Cf. MORAES, op. cit. p.76.

694 CAMPOS, op. cit.

695 BERLINCK, Manoel Tosta. O Centro Popular de Cultura da UNE. Campinas: Papirus, 1984 .

696 Sebastião Uchoa Leite, poeta e ensaísta, descreve a abrangência das ações culturais do CPCs em diversos estados brasileiros, muitas delas associadas a outros movimentos como: MEB Movimento de Educação de Base da Confederação Nacional dos Bispos , o SEC Serviço de Extensão Universitária da Universidade de Recife além do MEC- Ministério de Educação e Cultura através do Plano Nacional de Alfabetização de 1963. Os CPCs promoveram ações tanto para aplicar o método Paulo Freire de alfabetização quanto levar espetáculos teatrais e o cinema à população mais carente e marcaram sua presença em quase todos os estados: Amazonas (com o Movimento de Cultura Popular, Pará (na Campanha de Alfabetização, Maranhão ( com o Movimento de Educação de Base), Piauí , Ceará, Rio Grande no Norte (na Campanha de Alfabetização da Prefeitura de Natal), Paraíba (na Campanha de Educação Popular CEPLAR), Pernambuco, Alagoas , Segipe, Espírito Santo, Bahia, Estado do Rio, Minas Gerais, Goiás ( com o Instituto de Cultura Popular do Estado), Brasília, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. Cf. LEITE, Sebastião Uchoa. Cultura Popular: esboço de uma resenha crítica. Revista Civilização Brasileira, São Paulo, n°. 4, set. p. 269-289, 1965.

697 Carlos Estevam Martins foi o primeiro diretor do CPC e escreveu o manifesto do grupo onde defende como único compromisso cultural legítimo a “Arte

popular revolucionária”, a fim de travar uma luta no “front cultural” contra a alienação do povo. Cf. ESTEVAM, Carlos E. Anteprojeto do Manifesto do Centro Popular de Cultura. In. HOLLANDA, Heloisa Buarque. Impressões de viagem: CPC,vanguarda e desbunde 1960-1970. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2004, p. 135.

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