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4 ARKTRANS Reference Model

4.1 The Sub-domains of the ARKTRANS Reference Model

1.1.1 Transport Network Management

É importante informar que as observações da analista A e da analista B nesse primeiro momento são em sua maioria divergentes, tendo como resultado Kappa inferior a 0,6, o que me levou a entender que uma avaliadora privilegiava um aspecto enquanto a outra privilegiava outro aspecto também observável. Com base nessa informação, a pesquisa passou para um segundo momento de análise, ou seja, a partir da elaboração dessas planilhas de codificação para análise de concordância entre anotadores pude iniciar uma nova fase da análise de dados, observando quando havia consenso entre as analistas e quando havia discrepância na avaliação dos critérios;

também pude observar quais critérios eram mais freqüentes e aqueles que sequer podiam ser observados nas aulas com concordâncias.

Com base nesses dados, anotadora A e anotadora B, nos reunimos e discutimos turno a turno que critério parecia ser mais visivelmente perceptível e anotamos um único critério conjunto para cada turno. Refizemos a análise apresentando um critério que atendesse mais precisamente à justificativa de cada anotadora, ou seja, produziu-se uma análise única, negociada, o que apontou para um caminho para se chegar a uma classificação mais confiável. Note-se que esse procedimento de analisar conjuntamente os dados é utilizado em análise de corpora, como uma maneira de tornar a anotação manual mais confiável; exemplos podem ser encontrados em Cameron (2003), Cameron e Maslen (2010) e Steen et al. (2010). Como havia então apenas uma escolha mútua para cada turno, não há necessidade de calcular Kappa novamente, pois ele seria necessariamente 1, indicando concordância perfeita.

A seguir apresento a análise para os critérios de mediação, confluindo um único critério negociado por nós apontadoras A e B. É preciso ressaltar que os quadros apresentados a seguir servem apenas como ilustração do processo realizado, pois serão discutidos no Capítulo seguinte.

Quadro 10 – Trecho da análise Mediação Anotadora A (esta pesquisadora) Anotadora B (pesquisadora convidada) - FECHA

Turno Falante Fala AB

1 P Vocês têm duas atividades para serem feitas. Na primeira atividade vocês vão inferir o significado da palavra fecha a partir das linhas de concordância e observar os padrões dessa palavra. E na segunda atividade vocês vão completar as frases com adjetivos ou substantivos que acompanhem FECHA DE...

1

2 A10 Do que eu li aqui, tem Pentecostes, os dias, os meses e os anos. Fala aí: o que você acha que é?

7

3 A9 Pode falar? Eu acho que é data. 6

4 A10 Fecha tem o mesmo significado que em português? O que significa em espanhol? Não. Significa...

7

5 A9 data. 6

A seguir a análise para os critérios de interação, confluindo um único critério negociado por nós anotadoras A e B.

Quadro 11 – Trecho da Análise Interação Anotadora A (esta pesquisadora) Anotadora B (pesquisadora convidada) – FECHA

Turno Falante Fala AB

1 P Vocês têm duas atividades para serem feitas. Na primeira atividade vocês vão inferir o significado da palavra fecha a partir das linhas de concordância e observar os padrões dessa palavra. E na segunda atividade vocês vão completar as frases com adjetivos ou substantivos que acompanhem FECHA DE...

14

2 A10 Do que eu li aqui, tem Pentecostes, os dias, os meses e os anos. Fala

aí: o que você acha que é? 12

3 A9 Pode falar? Eu acho que é data. 12

4 A10 Fecha tem o mesmo significado que em português? O que significa

em espanhol? Não. Significa... 4

5 A9 Data. 2

Uma vez tendo obtido uma análise confiável, passei então à análise do corpus, segundo os procedimentos da Lingüística de Corpus. Primeiramente, computei as freqüências de ocorrência de cada critério de mediação e de interação (por meio de um script em Shell criado pelo professor orientador), que gerou varias tabelas de dados.

Em relação à freqüência, por exemplo, a tabela freqüência dos critérios de interação (alunos) tem as seguintes informações:

Tabela 16: Freqüência dos critérios de interação (alunos)

Critério Freqüência

Número do

critério Nome do critério Número de turnos que ocorrem Porcentagem

2 Resposta 97 39% 6 Heurística 54 29% 12 Hipotética 33 13% 3 De reprodução 12 5% 4 Interrogativa 11 4,5% 11 Argumentativa 10 4% 9 Informativa 7 2,8% 5 De exposição 6 2,43% 15 De externalização do pensamento 6 2,43% 10 De juízo 6 2,43% 8 Afetiva 1 0,40% 7 De experiência 1 0,40% 14 Organizacional 1 0,40% 13 De composição 1 0,40% 1 Intencional 1 0,40% Total de turnos 247

A primeira linha diz o seguinte: 2 corresponde ao número do critério de interação30, ou seja, ocorrem noventa e sete vezes o critério 2, critério de resposta, o que totaliza uma porcentagem aproximada de 39%. Como essa é a tabela que contém todas

30 A tabela com os números de cada critério seguido da nomenclatura que recebem se encontra neste

as outras tabelas de interação dos alunos – tabelas específicas de cada aula, esse número indica que o critério que os alunos mais usaram é o 2. Devo lembrar mais uma vez, que a tabela anterior foi apresentada apenas a título de ilustração do caminho metodológico, e seus resultados serão discutidos no capítulo seguinte.

Em seguida, e ainda em consonância com os procedimentos de analise da Lingüística de Corpus, passei a observar os padrões de ocorrência de cada critério, que são na verdade seqüências de critérios, sendo que cada seqüência pode ter um tamanho que varia de dois a dez.

Em seguida, apresento a tabela com a seqüência interacional de dois turnos da aula que enfocava o léxico huelga.

Tabela 17: Seqüência interacional com 2 elementos - huelga

Freqüência Falante –

critério de interação Falante – critério de interação

10 P-4 A-2 7 A-2 P-4 5 A-6 P-4 4 A-11 P-4 3 P-9 A-6 3 P-4 A-6 3 A-5 P-4 3 A-10 A-10 2 P-4 A-9 2 P-4 A-4 2 P-4 A-12 2 P-4 A-11 2 A-9 P-4 2 A-2 P-2 2 A-2 A-2 2 A-11 A-11 2 A-10 A-9

Cada tabela tem o mesmo formato, ou seja, foram feitas tabelas assim para cada aula analisada em relação aos critérios de interação e mediação, bem como para todas as aulas de maneira conjunta a fim de verificar quais seqüências eram mais perceptíveis de modo geral em aulas com concordâncias. Cada linha traz a seguinte informação: freqüência - falante – critério. Por exemplo, na tabela anterior, a primeira linha diz que há dez ocorrências da Professora (P) usando o critério 4 de interação e em seguida um aluno qualquer (A) usando o critério 2 de interação. Do mesmo modo a segunda linha diz que há sete ocorrências de um aluno qualquer (A) usando o critério 2 de interação e em seguida a professora (P) usando o critério 4 de interação, e assim por diante.

Cabe informar que os dados foram analisados aula a aula e, em seguida, foram agrupados como um todo, a fim de que se pudesse obter uma visão geral da mediação e da interação nas aulas analisadas.

De todo o exposto aqui no capítulo II, destaco que por meio das transcrições das aulas foi possível observar os critérios de mediação e os de interação por mim e por outra analista, sendo dados desta pesquisa os resultados obtidos dessas interseções. No próximo capítulo apresento e discuto os dados com base nos critérios de mediação e interação em consonância com o objetivo e as perguntas de pesquisa.

CAPÍTULO III – APRESENTAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DOS