4. Fra styringsdokumenter til den faktiske gjennomføringen i praksis
4.3 Hva sier styringsteknologien?
4.3.1 Translasjonen fra styringsdokumenter til Rammeplan
Como?
• Vivemos em uma cultura que valoriza mais as questões econômicas que as sociais. A ausência de reflexão faz com que repassem, sem perceber, tais valores, sem ao menos questionar a respeito. Desta forma, terminam por achar norma, por exemplo, que os professores das escolas particulares trabalhem um único turno e ganhem bem mais que os professores da rede pública, que trabalham em jornada dupla. Ou, que um professor de criança ganhe bem menos
que um professor adolescente. Acham absurdo o professor fazer greve ou qualquer manifestação de insatisfação. A desvalorização é geral. Isso desmotiva qualquer profissional que quer, pelo menos, reconhecimento e respeito. (Amélia) • A sociedade do DF se mostra indiferente à Educação. Sinto e ouço diariamente
que, se pudessem, colocariam seus filhos em escolas particulares. Não os culpo, não me sinto desrespeitada. Quem não gostaria de ter seus filhos cercados de bons recursos, em escolas bem cuidadas, com material diversificado e com atividades em horário contrário ao das aulas? Inglês? Informática? Bons profissionais nós temos, mas cadê o investimento, a iniciativa? Nos cobram resultados, números, e nosso dão quadro de giz. Indicam friamente a equipe (?) que nos coordena. E a queda de braço está sendo travada ao longo de todos esses anos. Uns fingem que mandam, outros fingem que obedecem e as crianças fingem que aprendem. Hoje, com muito mais intensidade que em outros momentos, sinto-me completamente impotente, paralisada, e não vou ficar esperando a mágica acontecer. Esse sentimento acabou me empurrando para a desistência do curso de pós-graduação que iniciei em abril do corrente ano, na UnB. Matriculei-me num preparatório para concurso e parece que estou me tornando mais uma no meio da multidão. (Clarice)
• Percebo ainda que a sociedade, em especial a do Distrito Federal, tem uma visão dos professores como profissionais competentes e comprometidos, porque, apesar de todas as dificuldades, as pessoas costumam relatar experiências de sucesso na vida dos seus. Porém, a imagem do professor é avaliada negativamente, o que me afeta pessoalmente e profissionalmente. Fico me questionando se realmente eu não poderia fazer melhor ou se eu estou falhando em algum aspecto. Profissionalmente, me sinto pior, porque vejo macular toda uma categoria. (Clotilde)
• É uma história de ouvir: “de novo, essa professora de abono?” ; “Coitado, ‘sofressor’, ‘sofressora’”. ‘O que é isso, esses professores ganham bem; olha aí, tudo de carro novo”. De modo geral, acredito que as pessoas não estão muito interessadas em saber sobre a qualificação do professor, sobre sua metodologia de trabalho, os desafios enfrentados, buscar entender que atualmente o DF não tem uma proposta de educação consistente e que busque a eficiência no ensino. E que os casos de êxito em determinados projetos ou propostas são mérito apenas os profissionais envolvidos, ou seja, os próprios professores que, em
atos solitários, e às vezes heróicos, conquistam eficiência. A comunidade não está bem inteirada de como anda a educação no DF e, consequentemente, como os professores têm sofrido com isso. Tudo isso tem impacto na minha vida, pois estou sempre ouvindo algo. Às vezes, busco explicar, tento mostrar como as coisas de fato funcionam. Isso é desgastante.(Dandara)
• A educação é hoje assunto central nos debates políticos. A história mostra que, dos meados dos anos 90 do século passado até os dias atuais, houve claro aumento da politização da educação fundamental. Atingimos a universalização da educação, mas estamos longe de resolver o problema da qualidade. A cidadã e a professora sonham com a possibilidade de mudanças, com a valorização do ensino e do professor do ensino fundamental, e que os governos do nosso país coloquem a educação no centro de seus programas, e que a sociedade acredite na educação como motivadora para uma vida melhor(Sandra)
• O DF, como sociedade, tem demonstrado muita inércia em nossa relação, pois não reconhece a categoria, não reivindica melhores condições de trabalho para os “mestres” dos filhos e ainda se coloca contra no nosso movimento paredista.(Flávio)
• A sociedade crítica, que participa, respeita e reconhece o professor como agente importante no processo de formação educacional, mas a outra parcela acredita que o professor da rede pública tem muitos privilégios e reclama demais. Pior ainda, pensa que é responsabilidade total do professor o progresso ou não, do filho; que recebe é para isso mesmo, fica muito na coisa da “obrigação”. Mesmo quando sinto essa visão negativa perto de mim, através de alguns pais de alunos, não permito que me perturbe, pois acredito na minha capacidade, formação e atuação em sala de aula e consigo retomar após avaliações, minha ou do grupo, quando se faz necessário. (Gisele)
• Acredito que a sociedade vê os professores da rede pública conforme é recebida nas escolas por onde vão (onde estudam seus filhos) e também conforme a opinião de “alguns” em relação ao funcionalismo público. Aqueles que não conhecem o real trabalho diário e rotineiro de um professor também desconhecem o valor que deveria ser dado a este alguém que se importa com cada uma daquelas crianças! É lógico que a mídia colabora com o governo, mostrando profissionais ausentes das escolas, doentes, faltosos, irresponsáveis que são culpados unicamente pela falta de sucesso dos alunos e das escolas.
Daí, generalizam; misturam tudo, criticam, expõem os profissionais sem contudo avaliar as reais causas do desgaste, da fatia de qualidade e de incentivo, além das causas emocionais que traduzem a insatisfação e a dor daqueles que adoecem por motivos como estes: desrespeito, desvalorização, descaso, etc.(Honória)
• Como já havia dito anteriormente, ser professor para mim é um trabalho como outro qualquer, cheio de muitas responsabilidades que lhe são peculiares, mas ainda assim, uma profissão “normal”. Sei, por muitos comentários que ouço, que a imagem do professor da rede pública não é bem vista. Quando se fala em greve, coitados de nós!!! O que se pensa é que temos boas condições de trabalho e que recebemos um salário maravilhoso. As propagandas que passam na televisão sobre a educação são as melhores possíveis, tanto no âmbito local quanto na esfera federal. Quando vejo tais veiculações, fico realmente preocupada com a imagem que os governos passam para a população e como isso acontece na realidade, mas ficamos no descrédito. Quando converso com os demais professores a esse respeito, fico meio estarrecida, pois a imagem que os pais de nossos alunos fazem a nosso respeito é mais negativa que positiva. Parece que ficam esperando algum deslize nosso para fazerem algum tipo de denúncia junto à Regional, à Secretaria e mesmo na Promotoria. Ficar doente então, é sentença de morte!!! Não temos esse direito. Mas acho que esse pensamento reflete não só a realidade do professor da escola pública, mas também qualquer outro tipo de servidor público. Basta estarmos atentos aos resultados das pesquisas de opinião que saem periodicamente. É mais um dos aspectos desfavoráveis que temos contra nós, infelizmente. Entretanto, não deixo que isso interfira em minha vida profissional, tampouco profissional. Se temos consciência, criticidade sobre o tipo do serviço que prestamos, acho que não há o que temer. Comentários sempre existirão, claro. Só para lembrar, há uma parcela da sociedade que acredita em nós e que nos dá apoio, mas no meu entendimento é uma minoria. (Ivonete)
• Hoje em dia, a sociedade não nos vê com “bons olhos”. Antes, éramos valorizados, hoje não. No decorrer dos anos, nós, professores, principalmente do ensino público, perdemos um pouco do respeito e credibilidade, em virtude da deteriorização do ensino público do DF. Nós perdemos a capacidade de mobilização, notada por exemplo, nas nossas assembléias vazias. Percebo que
o espaço da escola não está sendo usado para a discussão de temas relevantes para o nosso cotidiano. Acrescento aqui o tema “eleições”, que foi amplamente divulgado, porém na escola em que atuo não foi mencionado em nenhum momento. O assunto não foi discutido nem mesmo com os alunos, alegando-se que os mesmos eram pequenos. Concordo que sejam pequenos, mas eles ouviam os pais comentando o assunto. (Joelma)
• Acredito que a sociedade do DF tem uma imagem positiva das professoras de suas escolas públicas: compreende nossa qualificação, nossa luta contínua por melhores condições de trabalho, nossas reivindicações quanto a mais amplos recursos humanos e financeiros, além de nossa resistência, além de nossa resistência silenciosa às paralisações e greves promovidas por sindicatos. Tal imagem me afeta positivamente quando pais e alunos comentam sua satisfação com a nossa atuação em defesa da normalidade do cumprimento do ano letivo.(Constância)
• Acredito que, de modo geral, a sociedade não percebe a importância do professor e da escola. O que vemos é que consideram a escola como um depósito de crianças: se o aluno “ficar” na escola, tiver aula, tudo bem (não importando que aula é dada). Quando percebo essa postura por parte de alguns pais, fico indignada. (Laura)
• Em geral, acho que a sociedade ainda vê o professor com “bons olhos”. Em particular, a maioria dos pais das escolas públicas, que no caso do DF pertencem a uma classe de baixo nível cultural e econômico, o que lhes confere pouco esclarecimento quanto às reais condições de trabalho do professores, atribuem, por exemplo, à mobilização da categoria quanto às paralizações e até movimentos grevistas, à, segundo eles, “não quererem trabalhar”. Todavia, de forma geral, nós professores ainda somos um referencial para a sociedade e as novas gerações. (Miguel)
• Acredito que a sociedade vê o professor como vê as escolas públicas, ou seja, “descuidadamente” descuidado. O fator físico, ao meu ver, conta muito. Escolas caindo aos pedaços e de lata refletem em muito a “cara” do professor que nela atua, para a sociedade. Sabemos que ouvimos que se os pais dos alunos das escolas públicas tivessem dinheiro matriculariam seus filhos em escolas particulares. Isso me afeta muito, pois acredito no coletivo. O bem público é um
bem coletivo, mas que não tem valor, assim como os profissionais que nele atuam. (Noel)
• No caso da minha escola, os professores não são vistos como bons profissionais. Parece que não acreditam em nosso trabalho. Há uma necessidade de se resgatar o respeito à profissão e isso só vamos conseguir quando cada um de nós assumir o seu papel de educador, com responsabilidade, resgatando o respeito por si mesmo. (Graça)
• Ser professor era atrelado ao símbolo de nobreza, símbolo este não evidenciado nos dias atuais. O professor vem se proletarizando e perdendo sua identidade e autonomia. (Paula)
9.O que mais me satisfaz na minha profissão é...
• O crescimento e desenvolvimento dos alunos; a capacidade de sonharem e lutarem por seus objetivos; saber que faço parte do processo de crescimento dos alunos surdos e surdocegos que acompanho; agradecimento e reconhecimento dos pais; satisfação profissional. (Amélia)
• Ainda existem coisas que me deixam feliz: ser alfabetizadora, ouvir as crianças falarem: “Já está na hora de ir embora? Eu queria ficar mais um pouco. Eu amo estudar”; “Nossa, tia “X”, você fica feliz sendo professora, hein?”; “Vamos brincar de matemática, que é o que eu gosto mais”. Quando eles perguntam, perguntam e perguntam... Quando as famílias me param diariamente para falar que eles agora as ensinam as “coisinhas” que aprendemos em sala diariamente. É indescritível. (Clarice)
• Uma das coisas que mais me satisfaz na minha profissão é perceber que eu posso resgatar a auto-estima de um aluno, ajudando-o nas suas dificuldades e conseguir, através do meu trabalho, o reconhecimento pelo aluno do seu potencial.(Clotilde)
• Tenho prazer em ver meus antigos ou atuais alunos galgando sucesso em vários momentos. Isso me gratifica profundamente.(Flávio)
• Fico muito feliz e realizada quando consigo promover em sala de aula um intercâmbio contextualizado, intenso e rico, envolvendo o desenvolver das habilidades propostas, meus alunos e eu. Sinceramente, isto não ocorre sempre, cinco horas, todos os dias. Todas as vezes que acontece, vejo o aluno provar o seu valor, crescer e se interagir com a cultura do seu país, estes momentos
propiciam embasamento para que os mesmos façam suas opções, consolidem seus valores e consigam elucidar as escolhas neste mundo cheio de informações, isto é, para a vida toda.(Gisele)
• O que mais me satisfaz na minha profissão é ver o processo do meu aluno. Não há nada mais importante e mais singular do que acreditar em alguém, colaborar com o seu crescimento, incentivar, produzir juntos, cobrar, refletir, compartilhar e depois ver o fruto destas ações bem presentes no sucesso do aluno.(Honória) • As conveniências e vantagens que mais me satisfazem em minhas atividades de
trabalho estão relacionadas ao cargo de professora (através do qual ponho em prática minha contribuição em educar crianças e vê-las progredir) e ao campo de trabalho (escola pública que me disponibiliza uma grande autonomia em sala de aula).(Constância)
• O que mais me satisfaz na profissão é perceber que pude contribuir para o crescimento do aluno.(Laura)
• Quando vemos, no indício de resultados positivos do trabalho árduo que empreendemos, apesar de serem difíceis de mensurar a curto prazo. Porém, vez ou outra, nos deparamos com surpresas agradáveis, como a de um certo ex- aluno trabalhador que, após alguns anos, ao encontrá-lo, ele disse: “Professor, sabe aquela sugestão de montarmos a cooperativa de catadores de papel? Funcionou. Hoje somos nós que estipulamos o preço e não mais os compradores.” Isso me satisfaz profundamente.(Miguel)
• É o aprender e o sorriso do educando, o seu desenvolvimento, a sua alegria. A escola tem de ser alegre, as crianças em seu íntimo são alegres. O professor e os demais funcionários precisam recuperar a alegria.(Noel)
• Saber que posso melhorar a vida dos alunos e também das famílias. Com meu trabalho, posso encaminhar crianças para uma vida melhor, de alegria, de respeito e conhecimento.(Graça)
• Quando percebo o desenvolvimento individual dos meus alunos; quando percebo o “desabrochar” de cada um, não só no sentido cognitivo, mas em diversas outras dimensões como pessoal, social, política; enfim, quando percebo que minha mediação contribui para que um ser humano se desenvolva me sinto realizada de forma pessoal e profissional.(Paula)