6. Implementering og allerede eksistens
6.1 Implementering ... hva gjør Trondheim kommune?
• O descaso e todas as mazelas já tão conhecidas por todos! (Giselda)
• A sociedade não valoriza a nossa profissão, gerando baixos salários e condições de trabalho ruins. O que me faz sofrer é saber que meu trabalho poderia ser bem melhor se tivéssemos apoio. (Bernardo)
• O principal problema que identifico é a crescente desresponsabilização das famílias em relação às crianças e adolescentes, com isso a escola assume o papel de substituta, que não lhe cabe. È uma crise de papéis. Institucionalmente, a escola pública tem sido alvo constante de desqualificação, não só de seus profissionais como também de seu espaço físico e material de suporte numa estratégia quase explícita de desmonte, levando consigo nossa auto-estima. Já
como de professora readaptada alguns fatores dificultaram muito a minha atuação: a falta de visão por parte das direções de escola que ainda enxergam o espaço das bibliotecas escolares como depósitos de livros, materiais inservíveis e de alunos indisciplinados que precisam ser “castigados”; junto aos colegas que atuam em salas de aula, o professor readaptado é tido como aquele que conseguiu um “jeitinho” de ficar sem “fazer nada”. Então os possíveis projetos a serem desenvolvidos nas bibliotecas encontram entraves de toda natureza, o que me levou a um desgaste tal que pedi transferência para outra área. (Tereza) • O descaso dos pais e autoridades. O medo de não conseguir fazê-los ver a vida
escolar como muito importante. (Renata)
• O descompromisso da família, a falta de reconhecimento da nossa profissão por parte da sociedade e principalmente pelos governantes, a picaretagem de alguns professores, falta de alguns recursos e de pessoal, nº grande de alunos por turma, carga horária de trabalho muito pesada, projetos interdisciplinares com o objetivo de preencher horário vago de professor me deixam muito de angustiada. (Solange)
• A falta de compromisso com a educação. Saber que poderia ser muito melhor se tivéssemos apoio dentro da escola, maior participação nas ações realizadas no espaço escolar, de todos os envolvidos no processo educacional. (Júlia)
• Salário, excesso de alunos, perda de status social e principalmente desvalorização da minha profissão. (Flora)
• São inúmeros, a começar pela desunião da classe, as constantes ingerências políticas, a falta de segurança, a baixa remuneração, a falta de oportunidade de reciclagem condigna, um plano de carreira medíocre, a falta de recursos suplementares e muitos outros aspectos. É bem verdade que tudo isso faz a classe faz sentir-se desmotivada, sofrida e desacreditada. (Robério)
• Baixa remuneração, falta de infra-estrutura adequada para o trabalho. Excesso de trabalho provocado pela busca de remuneração complementar, comprometendo a qualidade do trabalho. (Otávio)
• O excesso de aulas e o salário são desanimadores. Sempre a quantidade prevalece sobre a qualidade. (Rodolfo)
• O aspecto desfavorável como coordenadora é que a maioria dos professores está perto de se aposentar e não se interessam mais; acham que já sabem tudo. Alguns estão doentes ou desmotivados, e quando insistimos em realizar algum projeto assumimos as críticas, pois eles não acreditam em nada. (Vitória)
• Dos aspectos desfavoráveis encontram-se os decorrentes de decisões instituídas e governamentais rumo à desvalorização do ensino, que mesmo em face de se saber da necessidade de massivo investimento na educação, não se planeja verdadeiramente nessa direção, ao longo das décadas e sem perspectiva futuras. Assim, me faz sofrer a constatação de que outros povos há pouco dependentes, estejam agora apresentando índices vertiginosos de crescimento em todas as áreas do conhecimento, enquanto nosso país permanece eternamente “deitado em berço esplêndido”. Ademais, decorrente do raciocínio acima, a questão salarial é deprimente tanto se tomada isoladamente como supridora das necessidades básicas a um profissional que requer investimento financeiro para atualizações, quanto ao se comparar com o natural desempenho de outras profissões. Estas, ora exigem menos em dedicação horária, ora pedem menos comprometimento com a formação cultural da sociedade; labuta simples e física do suor do dia a dia (igualmente necessária, honrosa, meritória de respeito, lógico, mas não como condição suficiente para perceber vencimentos superiores ao de um mestre). Esta incoerência é sabida, notada, comentada, mas jamais cuidada com carinho e relevância de se ir ao fundo em soluções em médio prazo. (Tomáz)
5- Esses aspectos impactam na sua vida pessoal de que forma?
• Já impactaram mais, hoje consigo manter distância suficiente para fazer análises nos momentos de crises mais agudas, porque a crise é constante e não acredito que mais que vá passar, há algum tempo de tranqüilidade de vez em quando e não me permito mais imiscuir-me em fatos, sejam eles de ordem política ou do cotidiano da escola, que venham a afetar minha vida pessoal, minha saúde, etc, mas isso foi conseguido a duras penas depois de muita assistência profissional de psicólogos e afins. (Giselda)
• Não afetam, pois consigo separar a minha vida profissional da pessoal. (Bernardo)
• Ainda sinto orgulho de dizer que sou professora e tenho lutado diariamente, em todas as escolas por onde passei depois da readaptação, para não perder meu referencial. Freqüento regularmente a sala dos professores e procuro me manter inteirada das discussões pedagógicas que acontecem, contribuindo como posso na minha área específica e “dando pitacos” nas outras. De modo geral tenho sido bem recebida, apesar de vez ou outra ser rotulada de intrusa. No campo pessoal minha vida tem sido marcada profundamente por este processo de construção de uma nova identidade profissional. (Tereza)
• Tristeza e sentimento de fracasso. (Renata)
• Abaixam a qualidade do meu trabalho, pois não me sinto motivada e nem reconhecida. Sobra pouco tempo pra planejar. (Solange)
• Estou desestimulada com o desenvolvimento do meu trabalho na escola, acredito que não esteja fazendo um bom trabalho e, por este motivo sofro. (Júlia)
• O impacto maior está ligado ao salário. (Flora)
• Um dos mais cruéis é realmente a baixa remuneração, aliada à falta de um plano de saúde digno. (Robério)
• Os aspectos favoráveis me motivam a crescer e a amadurecer profissionalmente, indo em busca de melhorar cada vez mais o meu trabalho, procurando atualizar- me e a pesquisar atividades estimulantes para aplicar em sala de aula. Como aspectos desfavoráveis a dificuldade de aquisição de livros ou outros materiais de custo alto que poderiam enriquecer profissionalmente. (Otávio)
• A limitação de tampo para qualificar minha vida intelectual é problemática. No que se refere ao salário, sem pequenez, limita minha vida em vários aspectos, inclusive intelectual. (Rodolfo)
• Salário e tempo para especializações. (Margarida)
• Acho que dediquei muito apenas no lado profissional e deixei de lado a vida pessoal. (Vitória)
• Por decorrência, os aspectos acima são impactantes na vida pessoal de todos os docentes. No meu caso, o impacto se dá na ansiedade estar sempre estudando e desejando oportunidades de trabalho fora do magistério. (Tomáz)
6- Na escola em que atua, você se identifica com o grupo de professores quando...
• Estamos afinados em objetivos comuns. (Giselda) • ... Querem acertar. (Bernardo)
• ...Consigo perceber discussões produtivas acerca do futuro de nossa categoria • Vejo um compromisso que vai além da simples discussão salarial. Também me
identifico quando encontro colegas dispostos a construir rumos mais criativos para o processo educacional, com a discussão de novas metodologias e principalmente com abordagens interdisciplinares. Idéias novas para novas possibilidades. (Tereza)
• Procuramos falar uma linguagem comum buscando ajudar nossos alunos a aprender para crescer na vida. (Renata)
• Identifico-me com meu grupo de trabalho quando percebo que o combinado nas coordenações é cumprido por todos, quando sou criticada pra melhoria do meu trabalho, quando tomamos alguma atitude que resulta no sucesso do aluno. (Solange)
• Nunca! (Júlia)
• Identifico-me quando desenvolvemos projetos visando ao crescimento do aluno e conseguimos resultados; quando percebo ligações afetivas entre todos (ou alguns) que trabalham na escola e com os alunos; quando, apesar de todos os problemas, percebem a satisfação de estarmos juntos e termos obtido RESULTADOS; quando recebo um elogio... (Flora)
• Identifico-me quando a comunicação é bem feita e os resultados dos alunos são ótimos. (Robério)
• Buscamos o trabalho interdisciplinar, o interesse coletivo da comunidade escolar, visando o trabalho como foco na aprendizagem do aluno. (Otávio)
• Lutamos por melhores condições de trabalho, na ideologia quase sempre de esquerda. (Rodolfo)
• Planejamos e desenvolvemos projetos pedagógicos. (Margarida)
• Quando ousamos realizar algum projeto que a maioria discorda. (Vitória)
• Minha identificação com os colegas professores ocorre diuturnamente, em ações coletivas de reuniões, eventos, manifestação de aspirações e ansiedades. (Tomáz)
7- Na escola em que você atua, você se diferencia do grupo de professores