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til 33 – Krav til kontroll

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Del II – Generelle bestemmelser for tilknytning av HVDC-systemer

Paragraf 28 til 33 – Krav til kontroll

As questões que se prendem com a definição do enquadramento cultural destas inscrições constituem um dos mais complexos e controversos aspectos da investigação sobre a escrita do Sudoeste, em particular a vertente que diz respeito aos povos referidos pelas fontes clássicas com que esta realidade se relacionaria. Como se viu, tradicionalmente, o mítico reino de Tartessos, descrito especialmente pela literatura grega e que teria sido responsável por uma florescente cultura no sul da Hispânia, apresentar-se-ia como o primeiro candidato a esta relação. A circunstância de a tradição lhe atribuir um especial desenvolvimento e o facto de este povo se associar a uma cultura orientalizante contribuiu certamente para consolidar esta ideia.

Para além destes, os Turdetanos, ocupando uma boa parte da moderna Andaluzia (e para alguns autores herdeiros da área sob influência do mundo tartéssico), viram o seu nome ligado igualmente às manifestações epigráficas mais precoces da Península Ibérica. Sublinha-se, com frequência, o facto de Estrabão atribuir a esta entidade uma longa tradição de escrita, materializada numa florescente literatura e num largo repositório legislativo. A sua forte associação a relações comerciais com o mundo mediterrânico, constitui um outro argumento muitas vezes valorizado.

Teve igualmente algum impacto na investigação a ideia de que esta escrita (ou pelo menos uma parte dela) se deveria relacionar com os Conii ou Kynetes aos quais se atribuiu geralmente um território correspondente ao sul de Portugal e especialmente ao Algarve, pretendendo alguns autores ler este nome num conjunto de epígrafes dessa região (Vasconcelos 1933).

A principal dificuldade que suscitam estas hipóteses, reside na discrepância substancial entre o espaço pelo qual se distribuem os achados epigráficos e o território atribuído a essas entidades. As principais áreas de distribuição dos achados das estelas (genericamente o sul do Alentejo e o Algarve) situam-se claramente fora do seu âmbito e a própria cultura material associada aos vestígios epigráficos não apresenta a marca orientalizante que seria expectável. A área tartéssico- turdetana oferece um número muito reduzido de estelas, para além de alguns grafitos cuja integração no âmbito da “escrita do Sudoeste” não é pacífica. Por outro lado, a delimitação precisa do território dos Cónios é problemática, pouco compatível também ela

com a larga distribuição das estelas epigrafadas, pelo que essa hipótese se afigura muito discutível.

Os Celtici / Keltae, também eles situados, pela mais antiga literatura grega, para lá do Estreito, poderiam relacionar-se com o mundo das estelas, aspecto que pode ser compatível também com a caracterização arqueológica da região em que a escrita do Sudoeste se regista. Deste modo, de entre as várias hipóteses possíveis, esta reuniria melhores argumentos.

De qualquer modo, todas estas propostas e as problemáticas linguísticas e arqueológicas suscitam ainda muitas interrogações. Porque se trata de um estimulante tema e que concita facilmente a adesão dos que procuram responder a questões complexas, o assunto recomenda prudência. Embora em geral se sintetizem as mais conhecidas propostas, exprimiu-se também, em alguns aspectos, um determinado ponto de vista, a que se deu mais crédito. Esperemos que as futuras investigações e a contínua discussão destas questões as torne mais claras à medida que o repositório destas manifestações epigráficas aumente.

AGRADECIMENTOS:

Gostaríamos de expressar o nosso agradecimento a Susana Estrela pela ajuda na composição das imagens e a Susana Calado Martins por ter possibilitado esta colaboração do Projecto ESTELA. Salientamos porém que estão isentas de responsabilidades nos erros ou omissões deste trabalho, escrito e revisto em Dezembro de 2016.

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