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A int erpret ação da obra de Cam ões, com o base de invest igação do espírit o em preendedor, propiciou um a nova perspect iva para a com preensão profunda das dinâm icas em presariais: a em presa com o proj eção psíquica do em preendedor em sua busca pela individuação.

Est a const at ação pode abrir um im port ant e cam po de t rabalho para a psicologia analít ica. At é hoj e, a atividade dos psicólogos j unguianos nas em presas est eve cent rada, principalm ent e, no depart am ent o de recursos hum anos, m ais especificam ent e em recrut am ent o, seleção e t reinam ent o, operando ferram ent as de avaliação de t ipos psicológicos.

A psicologia analít ica poderia at uar nas inst âncias onde as grandes decisões são tom adas, sej a em organizações privadas, públicas ou ao lado de em preendedores independent es, pois sua rica leit ura sim bólica, é abrangent e e de longo alcance, o que é de grande valia no aconselham ento de líderes em diversas esferas. Para t ant o, é im port ant e que out ros est udos, com out ros olhares e enfoques, sej am desenvolvidos sobre o t em a.

As em presas vêm contratando ou sugerindo serviços de coaching,

counselling e m entoring para o desenvolvim ent o de seus execut ivos,

o que significa um a cert a abert ura para t rabalhos de carát er psicológico j unt o a lideranças em presariais. Nesses encont ros não há nenhum t ipo de doença, cura ou sit uação clínica envolvida. A

dem anda geralm ente aparece com o pedido de orient ação ou aconselham ento em m om entos decisivos da vida profissional que, conform e apresentado, t em vínculo profundo com o processo de individuação.

Quest ões societ árias, em presas fam iliares e processos de sucessão são t am bém vastos cam pos de atuação ainda pouco explorados pela psicologia analít ica. Em geral, esses casos são assist idos por consultores e advogados, que costum am colocar o negócio ant es das pessoas e, não tendo fam iliaridade com as dinâm icas psíquicas e em ocionais envolvidas, acabam deixando de lado pont os nebulosos que são geradores de fut uros problem as t anto para as em presas quant o para os indivíduos.

Além disso, num a visão m ais am pla, podem os not ar que exist e um a quest ão ét ica fundam ent al no m odelo atual propost o pelos governos que baseiam suas polít icas públicas de desenvolvim ent o no est ím ulo da at ividade em preendedora. Além das prát icas condenáveis de m anipulação e dom inação, boa part e dos produt os e serviços oferecidos pelas em presas não são sustentáveis e estão levando à dest ruição do m eio am bient e em que vivem os. Trat a- se de um a som bra grave do espírit o em preendedor dom inant e em nossa civilização da qual a psicologia analít ica t am bém deveria se ocupar.

O em preendedor, que segue sua vocação apaixonadam ent e, que busca sem pre aperfeiçoar sua em presa, seu produto e a si m esm o, que se preocupa com o m al que sua at ividade pode gerar ao m eio am biente ou a terceiros e que faz do seu t rabalho um a contribuição para a colet ividade, é um em preendedor ético. Aquele que cria ou t rabalha sem pre procurando observar e respeit ar as Leis Universais da nat ureza e da vida, age com o um coadj uvant e do Dem iurgo e é, por isso, um poet a. Sua criação, harm ônica com a m úsica do universo, é poesia, e é sem pre bela, pois cont ém em sua essência um a ét ica e um a est ét ica fundam ent ais. Esse é o em preendedor que se consagra.

É desse espírit o em preendedor, criador do belo, que depende a realização do indivíduo, a sobrevivência da em presa e da civilização a longo prazo. Pois, se não houver com prom et im ent o com a vida, em preendedor, em presas e a civilização serão dest ruídos.

Verdades puras são, e não defeitos. E sabei que, segundo o am or tiverdes, Tereis o ent endim ent o de m eus versos. Cam ões

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