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Threat Actor Knowledge Bases

Vasileios Mavroeidis 1 , Ryan Hohimer 2 , Tim Casey 3 , Audun Jøsang 4

III.2 Background Information

III.2.4 Threat Actor Knowledge Bases

Estudos atuais permitem considerar a estereotipia como um processo cogniti- vo normal e não como uma conduta social ou artística empobrecedora. (DAR- RAS,1998). Esta mudança de perspectiva modifica radicalmente a interpretação do funcionamento dos signos e sua função.

Segundo Duarte32 (2004), são duas as razões para essa mudança paradigmá- tica: a concepção do desenho infantil como finalidade comunicacional e não artística e a instauração de uma tópica para o desenho, enquanto representação imagética, nos complexos processos da mente e da cognição humana. A proposta de Bernad Darras33 teve um papel fundamental nessa nova configuração. Ele abandona o anti- go modelo de escada e propõe um modelo de simultaneidade no qual características gráficas não são simplesmente superadas, mas alteradas, revisitadas, revisadas de acordo com as necessidades comunicacionais e socioculturais da criança. (DUAR- TE, 2007 p.469)

Baseados na Semiótica Cognitiva Dialógica34 e suas ligações com as ciências cognitivas e a neurologia, tornam possível um reencontro do desenho infantil em sua força comunicativa com os elementos cognitivos capazes de produzirem sentido, generalizações, compreensões dos objetos do mundo.

“Desenhando e vendo imagens visuais veiculadas por todas as mídias, a cri- ança se prepara para as generalizações e abstrações exigidas pela fala e pela escri- ta”. (DUARTE, 2007 p.470)

O termo representação e sua constituição, conforme Duarte (2007) é conside- rado um ponto nodal para os estudos sobre mente, conhecimento, cognição e lin- guagem. Visto sob o ângulo do processo:

“(...) a representação é definida, de modo geral, como ato pelo qual um ma- terial concreto (uma entidade) é organizado em categorias ou objetos do pensamento. Enquanto produto, a representação é o próprio conteúdo do ato do pensamento, quer ele seja consciente ou não. A imagem visual é,

32 É professor e doutor da Universidade do Estado de Santa Catarina. Membro do Centre de Recherche Image, Culture et Cognition, CRICC, Université Paris-1, Sorbonne. Coordenadora. Líder do Grupo de Pesquisa "Imagem, arte e desenho na escola". (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4767725U8) Acessado em julho 2008 33 É professor e doutor da Université Paris I na Sorbornne. Diretor do Centre de Recherche Image, Culture et Cognition, CRICC, Université Paris-1, Sorbonne.

34 Um dos grandes interesses da semiótica cognitiva dialógica consiste em tentar assegurar a ligação entre o estudo do funcionamento dos signos no seu meio ambiente e os estudos de seu funciona- mento no nível cerebral. (Darras 2003)

primeiramente, um produto visual reagindo sobre um objeto dado a sensa- ção perceptiva visual.” (DUARTE, 2007 p.470)

A autora aponta ainda que após um período extremamente produtivo e autô- nomo de representação de mundo por meio de desenhos, que se estendem em ge- ral até os cinco, seis anos de idade, o desenho infantil começa apresentar uma mai- or rigidez esquemática. Os desenhos da infância em idade escolar adquirem carac- terísticas de automatização e irreflexão. Alguns teóricos do desenho infantil,como Bruno Dubogel, surpresos com a falta de originalidade artística desses desenhos acusam a escola, e seu enquadramento social repressor, por essa perda de particu- laridade. ( DUARTE, 2007)

Esses desenhos automáticos, irreflexivos e altamente semelhantes são inclu- ídos por Bernard Darras (1996) no nível de base cognitivo35.

Darras (1996) e Duarte (1995) afirmam que o desenho de esquemas gráficos possui acima de tudo uma função comunicacional, pois seu esquema generalizante cumpre:

“(...) perfeitamente a tarefa de comunicar, de tornar presente o objeto au- sente em situação de diálogo. Pode-se compreender a característica de “e- conomia cognitiva” que esses desenhos asseveram, isto é, são capazes de possibilitar uma apresentação (representação) do objeto com um trabalho mental mínimo”. (Duarte, 2007 p 475)

Duarte afirma ainda que “as crianças e os adultos quando criança desenham tantas vezes, repetidas vezes, cada esquema gráfico apreendido, que passam a fa- zê-lo automaticamente, utilizando um mapa mental já constituído e solidificado” (Du- arte, 2007 p477). Outros desenhos, entretanto, exigiriam outro tipo de atividade mental. “O desenho de um elemento novo, nunca desenhado vai exigir um trabalho mental bem diferenciado daquele exigido pelo desenho do esquema gráfico do nível de base”. (Duarte, 2007, 477)

Essa diferenciação na atividade mental é apontada por B.Darras (2004) em duas direções, uma relacionada ao desenho comunicacional e a outra ao desenho artístico. Para marcar essas diferenças esse autor apresenta um diagrama compa- rando propriedades opostas como: Coletivo ou Individual, Comunicação ou Expres-

35 O nível de base é o nível de abstração cujos elementos têm ainda em comum um número impor- tante de propriedades. Este nível de abstração é privilegiado porque ele funciona como um resumo cognitivo dos atributos mais distintivos mas, também, porque é o nível mais freqüentemente solicita- do.

são, Convergência ou Divergência, e Código e sistema de signos ou Invenção de signos. 0 5 Coletivo Comunicação Convergente Sistema de signos Individual Expressão Divergente Invenção de signos

Ensino da Arte Desenho Comunicacional Figura 29: Diagrama comparativo entre o desenho artístico e o comunicacional. Fonte: Bernard Darras (2004)

Percebe-se claramente, a partir desse gráfico, a diferença da intenção e da destinação em cada sistema, marcando como possibilidade o desenvolvimento des- sas duas formas de desenhar. Uma que se desenvolve no coletivo é convergente, se apropria da cultura e interage com ela, não necessitando de uma aprendizagem sis- tematizada, mas podendo ser aperfeiçoada. E a outra, pelo contrário, necessita de intervenção especializada e um método de ensino claro, pois, busca a individualida- de, a expressividade, para apropriar-se da cultura e criar a partir dela. E é sobre es- se desenho “criativo, que funciona como objeto simbólico e cultural, expressivo e construtivo, individuado e influenciado pela cultura” que Iavelberg (2006) aborda o desenho cultivado.