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The development dialogue and

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Neste capítulo são apresentados os principais resultados do estudo qualitativo e quantitativo, em que a recolha dos dados foi feita através de entrevistas e da aplicação de um questionário a profissionais da área da dança.

3.1 Análise de conteúdo dos dados recolhidos na

Pesquisa Qualitativa

Após a entrevista, recorremos à análise de conteúdo como método, para interpretar os dados recolhidos.

Segundo Rosa (2019), o número de utilizadores de redes sociais já ultrapassa os 2, 271 milhões, assim sendo, os profissionais da área da dança quando questionados sobre os meios que utilizam diariamente para se manterem atualizados, verem filmes ou fotografias e ouvirem música, afirmaram que, as redes sociais e o Youtube são os meios mais utilizados, tal como podemos ver no Anexo II, onde o profissional entrevistado nos diz que: “Diariamente, costumo utilizar as Redes Sociais para me manter atualizada e o Youtube para ouvir música.”. Posteriormente, como muitas vezes é complicado para os profissionais da dança encontrarem marcas com produtos para a prática da mesma, devido ao pouco investimento na comunicação (Rosenberg, 2003), foram colocadas três questões.

Duas das questões referentes à forma como os profissionais tomaram conhecimento das marcas de vestuário de dança, que usam nas aulas, e como é que agem quando têm de comprar uma nova peça para as mesmas, em que as respostas obtidas dizem que, foi através dos seus professores e da internet que os entrevistados conheceram as marcas de vestuário de dança, como podemos verificar nos Anexos V,VI e VIII respetivamente, “Através dos meus professores.”, “Tomei conhecimento através dos meus professores.”, “Através dos professores, redes sociais (..)”.

E outra, para perceber onde é que os entrevistados encontram publicidades das marcas de vestuário de dança, em que foi possível concluir que, estas marcas não fazem uma grande divulgação, ainda que, alguns digam que nas redes sociais, por vezes, encontram anúncios publicitários, como nos diz o entrevistado no Anexo III: “Nas Redes Sociais.”.

De forma a perceber a relação dos profissionais de dança com o e-commerce, foi questionada a maneira como estes agem quando têm de comprar uma nova peça. Estes profissionais explicam que, apesar de procurarem nas lojas online, as lojas físicas são a grande opção, pois permitem o contacto direto com o produto, como podemos ler no Anexo II, “Normalmente, eu costumo ir à loja física para poder ver as novidades e experimentar os produtos.”, no Anexo IV, “Geralmente, eu procuro nos sites das marcas os produtos que pretendo adquirir e se não tiver possibilidade de me deslocar à loja física, acabo por comprar online.”, no Anexo VIII, “Vou às lojas físicas para conseguir experimentar o produto e perceber o comportamento das peças com os movimentos. Também compro online porque não há muitas lojas com este tipo de produtos e acabo por encontrar muito mais opções de escolha (…)”.

De acordo com A. Filgueiras et al. (2008), a roupa que o bailarino utiliza na prática da dança tem uma notória importância no seu desempenho. De forma a perceber o que este valoriza mais num produto e porquê, os entrevistados asseveraram que, a principal razão pela qual optam por uma determinada peça é pela qualidade e pelo conforto.

Os produtos para a prática desta modalidade são dispendiosos e é importante que tenham alguma durabilidade, e que estes se consigam movimentar livremente com eles, como nos indicam os entrevistados no Anexo III, “O conforto, porque para um bailarino é muito importante que a peça de roupa seja o mais confortável possível para me poder movimentar à vontade.”, no Anexo V, “A qualidade (…), porque é importante que os produtos sejam de boa qualidade porque como é um investimento um bocado caro, tem de ser um produto que dure vários anos (…)”, no Anexo VI, “O conforto, porque os corpos são todos diferentes e muitas vezes o que pode ser confortável para um bailarino pode não ser para outro e é importante que eu me consiga movimentar bem quando estou a dançar, sem me sentir desconfortável com a peça.”, no Anexo VIII, “Qualidade do produto, porque geralmente as roupas que utilizamos são caras e é importante que sejam de boa qualidade para durarem muito tempo e para darem um bom suporte ao corpo (…)”.

Qualquer ideia nova, seja um produto ou serviço, para conquistar o público, precisa de uma boa comunicação (Brown, 2009). Assim sendo, foi questionada a importância da comunicação na escolha dos produtos, ao qual grande parte dos profissionais considerou que, mesmo que escassos, os anúncios publicitários acabam por influenciar, uma vez que, despertam o interesse num determinado produto e marca, como nos diz o entrevistado no Anexo III: “Sim, porque acaba por despertar o meu interesse nos produtos e faz-me querer conhecer a marca.”

Como, de acordo com Del Pino-Romero & Castelló-Martínez (2015), a publicidade tradicional é cada vez menos eficaz, foi questionado aos entrevistados se sabiam o que era e se tinham conhecimento de algum fashion film e, no caso de resposta positiva, se o conseguiam descrever. Apenas uma pessoa respondeu positivamente à questão como verificamos no Anexo VIII: “Sim, o fashion film que conheço corresponde à coleção de desporto da marca Oysho em

2015. Foi impactante pela simplicidade dos cenários e pelo recurso que fizeram da dança para contar uma história de amor entre dois jovens, ao mesmo tempo que promoviam as peças da nova coleção. A utilização de cenários claros e simples fizeram com que as roupas sobressaíssem. Neste fashion film a marca acabou por criar uma narrativa que prende o observador ao ecrã, porque não é só mais um vídeo, é uma história que está a ser contada através de uma coreografia de dança. Ao mesmo tempo, há a vantagem de a pessoa estar a assimilar inconscientemente os produtos que estão a ser mostrados e acaba por ter curiosidade em consultar a marca e em adquiri-los.”.

Após esta questão foi mostrado um exemplo de um fashion film relativo à coleção Spring/Summer 2019 da marca Dior e foi pedido que descrevessem o que sentiram ao observar esse vídeo.

Grande parte dos entrevistados ao observarem o vídeo ficaram com a sensação de que o vestuário utilizado era leve, prático e confortável e, ao mesmo tempo, sofisticado. Também consideraram que a beleza dos cenários e do vídeo de dança, acabou por criar um impacto forte na marca e ajudou a destacar os produtos, como afirma o entrevistado no Anexo II: “Senti que era uma marca forte, pelos movimentos de dança utilizados e senti-me atraída pela publicidade, por ser num formato diferente, na minha opinião, mais criativo.”, o entrevistado no Anexo VI: “Senti que as peças eram leves e que todo o cenário, a música e a dança ajudavam a que a publicidade fosse mais atrativa, e senti que era fácil movimentarmo- nos com aquelas peças.”, o entrevistado no Anexo VIII: “A sensação que transmite é de um vestuário leve, prático, confortável, mas, ao mesmo tempo, sofisticado e delicado para a mulher moderna e livre. A beleza estética do vídeo e dos cenários, com recurso à dança, também acaba por ser uma mais-valia, porque ajuda a destacar e chamar a atenção para as peças de roupa que estão a ser apresentadas e através do vídeo conseguimos ver a importância da roupa nas nossas performances, pois estas contribuem para que o impacto da coreografia seja maior e através de uma imagem não é tao percetível.”.

E para finalizar a entrevista, todos os participantes consideraram vantajoso o investimento deste formato comunicativo pelas marcas de vestuário de dança pois, existe pouca publicidade por parte destas marcas e os fashion films são uma forma criativa e não cansativa de induzir o público a adquirir os produtos. Como é possível verificar no Anexo IV “Sim totalmente, porque é um formato criativo e envolvente, onde conseguimos perceber melhor o material das peças e a amplitude das mesmas.”, no Anexo VIII: “Sim. Primeiro, porque há muito pouca publicidade da parte das marcas de vestuário de dança, depois porque quando o observador está a ver um fashion film, muitas vezes nem sequer tem noção que está a ver uma publicidade, no verdadeiro sentido do termo. A maior parte das publicidades que aparecem hoje nos meios digitais – cada vez mais e com formatos diferentes – fazem com que nós, o público, nos cansemos rapidamente e raramente prestamos atenção ao que está a ser dito. Os fashion films acabam por ser uma forma criativa de as marcas se promoverem junto do público, sem que o público faça um “esforço” para os ver, ou seja, a pessoa vê os filmes

como se de uma narrativa de qualidade se tratasse, ao mesmo tempo que atenção está a ser subtilmente desviada para as peças ou produtos que se querem promover. O foco não deve passar tanto por mostrar diretamente os produtos ou forçá-los ao olhar do espetador, mas antes por criar uma narrativa apelativa onde esses produtos sejam inseridos e mostrados. As marcas de dança têm a vantagem de poder recorrer à dança, ao desporto ou a outros meios por forma a criar vídeos que o público veja com vontade, que acabem por criar uma boa impressão e que “fiquem para a memória”. E para além disso, como estes vídeos são publicados em plataformas, que costumamos utilizar diariamente, a marca vai conseguir chegar a mais pessoas e de uma forma mais criativa.”.

Nesta fase da pesquisa exploratória, depois da revisão de literatura e das entrevistas a profissionais da área da dança, os dados conseguidos justificam a importância de um estudo mais profundo sobre marcas de vestuário de dança e a comunicação destas.

3.2 Análise estatística dos dados recolhidos na

Pesquisa Quantitativa

3.2.1 Caraterização da Amostra

Neste estudo, apesar de o questionário ter sido respondido por 286 inquiridos, a amostra final inclui apenas 198 respondentes, pois apenas estes, responderam a todas as perguntas do mesmo.

Os questionários em formato online foram realizados a uma amostra que abrange 198 inquiridos, treze (6,57%) do género masculino e cento e oitenta e cinco (93,43%) do género feminino. As idades onde se registou maior afluência de resposta foram as compreendidas entre os dezoito e os vinte e quatro anos (74,86%). O facto de a Internet ter sido o meio utilizado para a obtenção de respostas aos questionários, pode justificar a maior adesão de uma faixa etária mais jovem, contudo, ainda foi possível alcançar alguns inquiridos com idades superiores. Quanto ao nível de escolaridade, 57,88% dos inquiridos tem habilitações ao nível da licenciatura, 23,54% ao nível de mestrado, 13,94% afirma ter habilitações ao nível do secundário, ao nível de doutoramento 2,33% e de outro, 2,31%, como se pode observar na tabela 1.

Tabela 1 – Características Sociodemográficas

Variável

Descrição

Percentagem

Sexo

Feminino

93,43%

Masculino

6,57%

18 - 24

74,86%

Faixa Etária

25 – 35

14,78%

36 – 45

6,17%

Mais de 50

4,19%

Secundário

13,94%

Nível de escolaridade

Licenciatura

57,88%

Mestrado

23,54%

Doutoramento

2,33%

Outro

2,31%

Análise dos Principais Resultados

No seguinte subcapítulo são apresentados os principais resultados conseguidos através do questionário.

Quanto ao conhecimento das marcas de vestuário de dança, foi pedido aos inquiridos que mencionassem as cinco primeiras marcas de que se recordam, quando pensam em vestuário de dança, em diferentes caixas de texto. Para tornar mais fácil a análise e leitura dos dados recolhidos, o resultado apresenta-se em forma de tabela (Tabela 2), sendo que, cada uma das últimas cinco linhas desta, representa a resposta mais dada em cada caixa de texto.

Nem todos os inquiridos mencionaram cinco marcas. Contudo, na primeira caixa de texto obtivemos resposta de todos os inquiridos, e podemos ver que, mencionada cento e trinta e nove vezes, a primeira marca de que os inquiridos se recordam quando pensam em vestuário de dança é a Bloch. Na segunda caixa de texto, apenas foi possível obter cento e cinquenta e cinco respostas, sendo que, mencionada setenta e sete vezes, a segunda marca mais lembrada é Só Dança. Em cem respostas, a Capezio é a terceira marca mais conhecida, com vinte e sete inquiridos a mencioná-la. A marca Grishko foi treze vezes mencionada, sendo assim, a quarta marca em que os inquiridos pensam. E por último, na quinta caixa de texto apenas trinta e sete inquiridos responderam. A marca Gaynor Minden com seis menções, é, então, a quinta marca de que os inquiridos se lembram quando falamos em vestuário de dança.

Tabela 2 - Marcas de vestuário de dança com maior notoriedade

Variável

Nº de respostas

Nº de vezes que a marca

foi mencionada

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